Samba, Sambá, Sambô!

 

Dia desses o João de Deus comentou que eu precisava ouvir uma tal banda “Sambô” que faz um trabalho muito legal com samba, pop e rock. Achei estranho, mas fazer o quê né? Sou curiosaaaaaa… achei os caras. Eis uma demonstração do trabalho deles:

O quão estranho para você parece ouvir um clássico do rock tocado em forma de samba? Muito estranho? Para mim também foi. Mas ao mesmo tempo foi ótimo descobrir como músicos de qualidade fazem qualquer coisa. Uma outra demonstração das transformações musicais que são possíveis com talento:

Aqui tem gente que diz que não tem nada a ver rir de “Sunday, Blood Sunday”, mas eu discordo. A música pegou uma nova levada com o ritmo que Daniel (o vocalista com essa voz incrível) e sua turma deram. Claro, a letra continua sendo dramática, mas o ritmo não nega, ficou dançante.

Esse som, assim como vários outros, é um clássico do rock, marcante por guitarras fortes, levadas de baixo e bateria. Os caras do Sambô conseguiram fazer com que um ritmo tão marcante quanto o rock´n´roll ganhasse novas roupagens e se fizesse diferente, sem preconceitos, com qualidade e profissionalismo. Eu adorei.

Pra fechar, uma das minhas favoritas:

Para saber mais: http://www.sambo.com.br

Dicas de etiqueta nos trens e metrôs da vida

Nos últimos dias, logo após a inauguração das estações Luz e República da Linha 4 – Amarela, voltei a frequentar estações de trem e de metrô pelas facilidades que estas me proporcionam em diversos percursos. Nessas pequenas viagens, tenho recordado a experiência de caieirense saindo do fim do mundo para a civilização e comecei a reparar que muitas pessoas são extremamente “sem loção” nesses tipos de transporte. Por isso, me encorajei a redigir essas 10 dicas que, por mais absurdo que pareça, podem ajudar você a ter uma vida mais feliz e tranquila (ou ao menos um pouco menos estressante). Go?

  1.  Ouça a voz suave da CPTM / do Metrô: gente, faz sentido. Quando aquela mulher robotizada diz o nome da estação ou a famosa frase “Se você não for desembarcar nesta estação, se possível, não permaneça na região das portas” ela TEM RAZÃO. Sério, ela tá lá pra o bem de todos e felicidade geral da nação!
  2. Escolha os vagões mais vazios: “ah, tá boua! Não dá!” é o que vocês vão pensar. Mas dá sim. Basta pensar a estação em que você vai descer e escolher o vagão que não fica tão perto assim da saída desta. Explico:  a Est. República tem 3 saídas no sentido Luz – duas para quem vai fazer baldeação com a Linha Vermelha e uma para quem vai descer por lá mesmo. O detalhe é que as três saídas ficam bem próximas umas das outras, na posição “central” da plataforma. Assim, se você for descer na República, o melhor é embarcar nos vagões das pontas do trem (primeiro e último). Assim, você tem mais possibilidade de encontrar um lugar para sentar e mais chance de não ser atropelado ao tentar sair do trem. Essa estratégia se aplica a todas as linhas, tá? Eu conheço quase todas! uhahuauha
  3. Deixe as pessoas saírem: por que é tão difícil entender isso? Quando você estiver num trem lotado, na frente da porta e souber que na próxima estação um milhão de pessoas vão descer (Ex.: qualquer sentido da Linha 9 – Esmeralda se a próxima estação for Pinheiros), desça do trem e espere as pessoas saírem para aí sim embarcar de novo. É muito desagradável tentar sair e ter um monte de gente na porta, te impedindo de fazer isso só porque quer garantir seu lugar no trem. É muito mais fácil ir para longe da porta, não é mesmo?
  4. Deixe as pessoas entrarem: todo mundo já viu aqueles bloqueios de aço de algumas estações, para organizar as pessoas numa quase fila perto da porta do trem, certo? (tipo Barra Funda, Consolação e Sé). Cara, se você quer ir sentado no próximo trem e está no horário de pico, por favor, dê espaço para aqueles que não fazem questão de ir acomodados no conforto de uma cadeira embarcarem. As estações ficam lotadas não só pela falta de trens, ou pelo horário de pico, ou pela quantidade de pessoas nas plataformas minúsculas. Muitas vezes, a lotação também se deve à quantidade de pessoas que ficam amontoadas na porta e às que ficam atrás destas, sem saber que há muito espaço no trem parado bem na sua frente;
  5. Respeite o ritmo do outro: se tem duas coisas que me irritam profundamente são perceber alguém atrás de mim querendo passar na minha frente e tentar ultrapassar uma pessoa que não se toca que eu estou com pressa. É por isso que, por padrão, se você está sem pressa é preferível que você fique do lado direito (da estação, da escada rolante, da escada comum, na estrada / trânsito…). Por mais estúpido que seja, quantas vezes você já não ficou empacado em algum lugar porque dois animais pararam pra conversar, um do lado do outro, na escada rolante? E quantas vezes você já não fez isso sem perceber?

Tá bom que todas as dicas são quase uma repetição da primeira, mas poxa, a minazinha tem razão meu!

Como a miséria nos vê?

Dia desses estava lendo um texto do Jabor em que ele lançava essa pergunta no ar. Fiquei pensando por um tempo, mas vi uma cena que me deu algumas certezas.

Vi três meninos num ponto de ônibus na região da Barra Funda. O mais velho deles devia ter seus doze anos. Os três estavam fumando cigarro e esperando um ônibus qualquer para pegar “carona” e ir pra qualquer lugar. Brincavam de decidir qual dos três ia primeiro. Dois ônibus passaram e dois garotos entraram num enquanto o terceiro foi para o outro. Apagaram os cigarros na porta do “busão” e enfiaram o toco restante no bolso. Mas os dois garotos decidiram não ir naquele e desceram enquanto o terceiro ia embora no carro da frente. Um deles, procurava no chão a brasa para voltar a acender o cigarrinho. 

Eu vi aquilo com choque e indignação. Como pode uma mãe deixar um filho tão à deriva? Como pode um pai não se importar? Como pode uma criança como aquela existir? Depois desses pensamentos, lembrei do Jabor e da sua pergunta. E pensei que minhas referências para família, responsabilidade de pais e mães e criação de filhos é bem diferente da realidade daquelas três crianças, e de suas mães. Pensei que talvez a mãe deles tenha nascido sem esperança, embaixo da ponte, comendo quando tinha o que comer. Que essa menina pode não ter conhecido seu pai porque ele foi só alguém com quem a mãe dividiu um cobertor num dia gelado embaixo do Minhocão e deu o azar de engravidar. Que talvez ela tenha sido criada por ninguém, abandonada para pedir esmola na rua. Que talvez já tenha comido do lixo. Que teve um ou mais filhos na mesma condição miserável que sua mãe, na rua, sozinha, suja, sem futuro. E que aquele mundo talvez seja o mais normal para aquelas três crianças com seus cigarros na mão, se divertindo em procurar a brasa recém caída do cigarro enquanto esperam algum motorista ter um pouco de piedade e parar o próximo ônibus, sem medo de ser assaltado por aqueles pequenos que, podem ainda não ser, mas provavelmente serão marginais.

Cheguei a conclusão que nós vemos a miséria com a mira errada. Julgamos o homem de rua como um vagabundo que prefere pedir esmolas a trabalhar. Julgamos a mãe das crianças, dizemos que é irresponsável. Julgamos o preso que acabou de cumprir sua pena como um bandido que não merece perdão, porque matou dois cidadãos de bem durante um assalto. Mas o que é que se pode esperar para o futuro daqueles três meninos do ponto de ônibus que seja diferente dessa realidade?

Eles nasceram nesse “estado social” e muito dificilmente vão sair dele. Aqueles meninos não olhavam pra mim, mas talvez me vissem como alguém que ganha dinheiro de um jeito que eles nunca vão conseguir, porque ninguém vai lhes dar uma oportunidade. Talvez o ladrão que “bateu” sua carteira ou seu celular no último carnaval também te veja assim. Afinal “você tem um emprego, vai trabalhar mais uns dias e recuperar aquela grana”. Ele não. Ele vai ter que continuar roubando para comer, roubando para vestir, roubando para sustentar o seu vício em drogas ou em bebidas, que talvez sejam suas únicas saídas para essa realidade brutal que lhe bate à porta todo dia. Até que um dia a polícia vai pegá-lo, prendê-lo, ele vai apanhar muito na cadeia e talvez saia vivo de lá, talvez não. Que perspectiva de futuro têm aqueles meninos? Como cobrar deles uma consciência diferente, se ninguém lhes dá uma chance?

Também não estou dizendo que devemos ter a piedade como nossa mira e perdoar o bandido que matou seu irmão mais novo numa saidinha de banco. Só que o nosso jeito de ver o mundo não pode ser comparado com o jeito deles de ver o mundo… afinal não dá pra cobrar consciência de alguém que não teve quem lhe desse qualquer exemplo do que é isso.

Resenha – Hamlet

Estou revendo meu e-mail antigo para excluí-lo definitivamente e tenho achado muitos trabalhos antigos. Um deles é essa resenha, que resolvi publicar aqui só porque ainda não tinha feito isso… 

Hamlet é o jovem príncipe da Dinamarca, revolto com a atual situação em seu lar: seu pai mal completara um mês de falecimento e sua mãe já havia celebrado uma nova união, com seu tio, irmão de seu pai. “Os assados do velório puderam ser servidos como frios na mesa nupcial” registra, revoltado. Mas muito mais que esta união repentina atormentava, e atormentaria o jovem príncipe.

A intrigante aparição do velho rei morto em forma de fantasma aos guardiões do castelo leva Hamlet a querer saber o que atormentava a alma do rei a ponto de aparecer como fantasma. O rei apareceu a seu filho tal como na guarda, e lhe revelou sua “causa-mortis”, um envenenamento causado por seu irmão, Claudius. Aquilo seria o suficiente para dar vida a um dos maiores clássicos do inglês Shakespeare.

O jovem arquiteta um plano para revelar a todo o reino a infâmia da morte de seu pai. A trama tem seu ápice quando o jovem trama uma peça de teatro com enredo parecido com o do fim de vida de seu pai, para verificar a culpa do novo rei da Dinamarca, revelado pelo mal estar de
Claudius ao rever a cena, que lhe era tão familiar. A vingança que o rei Hamlet confiou a
seu filho era por ele tão visada, que foi razão até da renuncia ao amor de Ofélia, sua
amada. Hamlet também passa a ser visto como louco. O enredo se encerra após a vingança
de Hamlet ter acontecido, mas vindo junto a sua morte a de toda a família real.

Hamlet é autor de algumas das principais citações Shakesperianas. “Há mais coisas
entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia” e “Ser ou não ser, eis a questão entre
outras. As dificuldades que se pode haver ao ler teatro são afastadas pelo prazer da grande
obra de Shakespeare, conduzida com a força e a vitalidade do autor. Uma leitura saborosa e
única.

Nota: 10

Por que no ano novo?

Por que o ano novo faz as pessoas precisarem tanto fazer promessas, compromissos e tentar fazer as coisas certas dessa vez? Por que precisamos desse espírito de renovação para tentar acertar?

Acho que a gente precisa ter mais a consciência de que todo dia é dia para fazer algo novo, para sonhar algo novo, para começar de novo. Mas não nego que já fiz minhas promessas para 2012. Tudo bem que não acho que seja necessário ter um 1º/1 que vai fazer tudo mudar, que vai aumentar a minha determinação e vai me fazer estudar mais, trabalhar melhor, emagrecer, aprender a jogar Mario como gente, ficar mais próxima dos meus amigos queridos que eu nunca esqueço ou ser uma blogueira de qualidade, mas essas são algumas das minhas metas para o ano que começa. Ah, também quero guardar mais dinheiro do que guardei esse ano, ganhar mais dinheiro também e começar a procurar um apartamento. Não para alugar, mas para comprar mesmo. Tá, sei que não vou ter um milhão de reais pra comprar qualquer coisa esse ano, mas dar uma olhadinha não faz mal nenhum…

E eu acho que é isso. Feliz 2012 amiguinhos e vamos lá que a labuta recomeça já!

 

Who is that guy?

Durante muitos anos da minha vidinha mediocre eu acreditei cegamente em um Deus. Fui uma católica exemplar, tentei andar na trilha da vida, lia a bíblia, ia a missas, fiz todos os níveis de catequese e tenho todos os sacramentos que minha idade me permite ter. É claro,  em algum momento da minha adolescencia e nascendo para a rebeldia, comecei a questionar algumas regras e tabús, discordava de algumas doutrinas e me perguntava o sentido de todas aquelas coisas… mas nunca deixei que esses questionamentos me abalassem… até o dia em que eu vi minha mãe morrer.

Aqui uma pausa. Não estou citando isso porque preciso da piedade ou da compaixão de ninguém. Acho que sou madura o suficiente pra não precisar desse tipo de afago. Esse momento é importante de ser mencionado pois foi o que definitivamente me fez questionar tudo e todos, inclusive a minha tão inabalável (até então) fé. Prosseguindo…

Se tem uma coisa que eu nunca vou entender e não há esforço que me faça pensar o contrário é como é que um Deus tão bondoso e misericordioso foi deixar a minha mãe, uma filha tão exemplar, morrer do jeito que ela morreu. Eu sei, todos morrem algum dia, isso é certo e eu nunca acreditei que isso seria de outra forma, mas, poxa! Tudo o que a D. Marlene mais odiava era pedir favores. Tudo o que ela menos gostava na vida era depender de alguém ou de algo para fazer qualquer coisa. Ela era do tipo que só pedia ajuda quando não tinha outro meio mesmo, do tipo que sempre se colocou na posição de ajudar e não de ser ajudada. Ela sempre odiou hospitais. Fugia deles como o diabo foge da cruz. E véio… ela morreu num hospital, um mês e dez dias depois de entrar em outro. Sem movimentos das mãos. Sem movimentos dos pés. Precisando de ajuda para qualquer coisa. Sem voz. Sem nada.

Desculpem caros amigos, mas não venham me dizer que ela precisava passar por essas provações na vida. Ela sofreu a vida toda e eu sei muito bem como foi porque eu estava lá por boa parte do tempo. Não venham me dizer que isso aconteceu assim porque era pra ser, porque o plano de Deus era esse, porque essas provações a fizeram ser o exemplo que ela foi , que suas palavras de fé e perseverança inspiram a todos e que eu não deveria deixar a minha fé ser abalada por causa disso porque ela não queria assim. Eu já decorei esses discursos. Respeito, mas não aceito. Custava ter sido um pouco menos trágico? Um pouco menos de sofrimento para quem já tinha sofrido tanto na vida? Um pouco menos de crueldade? Um pouco mais de compaixão?

Mais de um ano se passou e eu não consigo achar respostas para essas perguntas. De alguma forma elas sempre vão ficar na minha cabeça. Quem é esse cara da misericórdia, do amor, da compaixão, que deixou que tudo acontecesse do jeito que aconteceu? Porque tanto sofrimento para alguém que só fez amá-lo, respeitá-lo e adorá-lo durante sua vida inteira, como uma verdadeira serva?

Talvez seja duro de se ler (e acreditem, é duro de dizer) mas no fim de todas as contas a morte da minha mãe me fez bem. Eu cresci, virei adulta de verdade, pus os pés no chão e caminhei para a verdade da vida. Sozinha porque o mundo quis assim, mas com as melhores companhias que eu poderia ter. E nesse sentido, eu acredito que há alguma coisa nesse mundo que não é um simples acaso. De alguma forma, antes, durante e depois da doença da minha mãe o mundo foi conspirando devagar para que eu me tornasse o que eu sou hoje. Eu conheci as pessoas certas, me aproximei das pessoas certas, contei com o apoio de pessoas muito certas, sem as quais eu acredito que tudo seria bem mais difícil, estava no lugar certo, no tempo certo.

Não existe nenhuma coincidência que possa explicar tantas coisas que aconteceram nesse período da minha vida. É por isso que por mais que eu tenha deixado de acreditar no barbudão branquelo, no seu filho cruscificado e na pomba branca, eu sei que existe alguma coisa. Talvez minha mãe estivesse certa e esse Deus aí que ela passou a vida inteira pregando realmente seja o cara. Talvez a razão seja dos espíritas. De qualquer outra religião. Talvez seja ainda daqueles que acreditam que existe uma força superior que nos guia, que embaralha e desembaralha as cartas do jogo da vida e as lança por nós, numa jogatina sem fim, com todos os melhores propósitos, mas sem fins para justificar os meios. Eu só sei que essa bagunça toda me fez deixar para trás o menino Jesus de Nazareh e acreditar que, mesmo que ele tenha sido um grande cara, talvez não seja ele o cara.

O que importa é que mesmo não tendo mais a minha fé de antes eu não posso reclamar. Eu cresci uns 10 anos nos últimos 2. E se há alguma força maior responsável por todos os acasos que aconteceram na minha vida de lá para cá, obrigada! Eu acho que você é um ser muito ocupado para se preocupar com o que as pessoas fazem antes ou depois do casamento, ou com que tipo de regra pode-se estabelecer para o pagamento de dízimo, o ensinamento de um livro velho para todos os povos ou a divulgação de algumas parábolas… De qualquer forma, mesmo não sabendo quem é você ou o que você quer, eu sei que você de algum jeito existe. E que você é o cara!

Mais ou menos nesse mesmo horário, em 2009, eu conhecia a pessoa que me ajudaria a ver o mundo com muito mais cor, que me apoiaria em todos os momentos, dos mais fáceis aos mais tensos, e que me faria crescer comigo mesma, ficando sempre do meu lado. Essa mesma pessoa me fez ver que não existe nada no mundo que não tenha um sentido, apareceu no momento exato e me ajudou a sobreviver nos momentos mais difíceis, comemorou as alegrias mais intensas e, acima de tudo, foi uma base fundamental.

Os últimos dois anos passaram como se fossem doze de tão intensos que foram cada um de nossos dias juntos. Um novo aprendizado a cada dia e uma nova descoberta. Mas todo dia eu vou dormir pensando que não há meio de amar mais alguém do que eu o amo…

E acordo sabendo que estava errada. Porque acordo amando mais.

E eu vou escrever coisas tão piegas assim sempre! Mas nem por isso elas deixarão de ser tão verdadeiras…

Gu, muito obrigada por tudo! Amo você! =)

Um Red Hot um pouco menos Chili Peppers…

I´m With You, o novo álbum do Red Hot Chili Peppers está carregado de surpresas, algumas boas e algumas nem tanto. É claro que a pausa pós Stadium Arcadium fez os fãs esperarem muito mais do lançamento. Porém, é claro, algumas decepções marcam e marcam mesmo.

Em primeiro lugar, Monarchi of Roses, faixa que abre o álbum, já não vem carregada dos baixos de Flea e apresenta Anthony com voz robotizada. Oi? É um começo um tanto estranho para um álbum que foi tão esperado. ”Factory of Faith” também é energizante, mas seguida por ”Bredan´s Death Song”, o tipo de canção “ai que coisa fofinha” com um Kieds meigo e solitário numa pré-morte estabelecida deixa um som estranho no ar… Oi de novo, o que tá acontecendo? Os apimentados dizem que é um novo começo, o tal do “I´m Wit You”. Mas é um começo diferente, talvez mesmo o renascimento da banda que eles mencionam…

Depois de Bredan, o que volta a dar gás mesmo ao trabalho é “Look Around”, faixa que tem a cara do Red Hot que a galera conhece.  Tem tudo para ser o terceiro single do álbum e é uma das melhores e mais apimentadas do trabalho. Na sequência, “The Adventures of Rain Dance Maggie”, primeiro single, também é mais lenta do que é de costume para o Red Hot mas dá conta de ser um sucesso satisfatório. Outras eletrizantes são “Did You Let You Know” e na sequência “Goodbye Hooray” mas para por aí… nas faixas que finalizam o trabalho quase não dá para saber se é o Red Hot mesmo que tá tocando. A única menção inconfundível mesmo é a voz de Kiedis, que continua maravilhosa.

Que a perda de Frusciante (de novo) deixou o Red Hot estranho. Da primeira vez, Navarro se saiu muito bem no One Hot Minute, mas esse não vendeu nem metade que seu antecessor e o guitarrista deixou a banda logo depois do fim da turnê. Agora, com as guitarras de Josh Klinghoffer que aparecem muito mais, porém sem o gosto dos solos de Frusciante, o Red Hot se vê num novo caminho, que talvez seja ótimo, mas talvez não seja tão bom assim.

1. “Monarchy of Roses”
2. “Factory of Faith”
3. “Brendan’s Death Song”
4. “Ethiopia” 3:50
5. “Annie Wants a Baby”
6. “Look Around”
7. “The Adventures of Rain Dance Maggie”
8. “Did I Let You Know”
9. “Goodbye Hooray”
10. “Happiness Loves Company”
11. “Police Station”
12. “Even You Brutus?”
13. “Meet Me at the Corner”
14. “Dance, Dance, Dance

Nota: 5,5

Das obrigações morais dessa vida

Dia desses um amigo meu me disse que uma das coisas que ele mais admira em mim é a minha forma de encarar tudo de um jeito positivo. Fiquei feliz com o elogio. Mas depois pensei melhor: eu tenho obrigação de pensar assim, afinal, houve uma época da minha vida em que se eu não fizesse isso eu com certeza já teria morrido.

Não é uma questão de dizer “poats, como a Rakky é madura, responsável, fodelona” e coisa e tal, mas foi uma obrigação moral que a vida me deu. Assim como muitas pessoas têm, inconscientemente, a responsabilidade moral de ser irresponsável, porque a vida não lhe deu escolha, ou de ser maniacamente organizado, porque a vida não lhe deu escolha, ou de ser extremamente positivista, porque é sempre bom, ou de ser reflexivo, de demorar para tomar uma decisão, de ser grosseiro, de ser bagunceiro, de ser estúpido.

Acredito que cada pessoa nasce sob um molde, que vai se aperfeiçoando durante a vida, de acordo com as experiências que tem, de acordo com a vida que leva, de acordo com as coisas que escolhe fazer ou que lhe são impostas. O meu molde começou a ser talhado quando eu era pequena, se tornou uma escultura um pouco torta na minha adolescência e agora está se transformando numa estátua de madeira, que eu acho que será bem bonita. Porque eu não tenho escolha, já está tudo dito, já está tudo lá. Algumas das experiências mais estranhas, talvez mais tristes, ou mais intensas que uma pessoa pode viver na vida, eu já vivi. E foi a minha forma de encará-las que me fez ser quem sou hoje: a Rakky que consegue ver tudo do jeito positivo.

Mas o que seria de mim se eu fizesse exatamente o oposto?

Resenha – Mylo Xyloto – Um Colplay nem tão diferente assim…

Quem esperava que o novo álbum do Coldplay trouxesse a melancolia de clássicas como “Fix You” e “Amsterdam” de volta se enganou. Quem esperava que o álbum fosse uma continuação do sucesso espetacular de “Viva La Vida” também chutou errado. Mylo Xiloto mostra uma banda mais madura, mais cheia de emoções, com canções que fazem brotar um sorriso no rosto e músicas para refletir também. Mas acima de tudo, o novo álbum do Coldplay é uma reflexão, uma continuação da história da banda. É como se singles diferentes de outras fases de Cris, Guy, Jon e Will fossem reúnidos numa coletânea de inéditos que tem tudo para estourar. Mas não tem nada de impressionante também.

A primeira canção (depois da introdução “Mylo Xiloto”, no estilo de “Life in Technicolor” de Viva la Vida) já faz brotar esse sentimento de responsabilidade de quem precisa mostrar a que veio com os versos fortes “Yes, you use your heart as a weapon!   And it hurts like heaven”.

A canção seguinte é o single “Paradise”, que já toca nas rádios de todo o Brasil e fala da importância de sonhar. Outra que já é single é “Every Teardrop is a Waterfall”, uma música que de tão bonita poderia ser um poema ou um eterno despertador para todos aqueles pessimistas que só pensam coisas negativas.

Entre as canções prontas para virar grandes singles, destaco “Us against the World”, dedicada à todas as fãs que gostam das coisas mais fofas que saem da boca de Chris Martin e “Princess of China”,a história de um fim de relacionamento que conta com a participação especial de Rihanna. Mérito também para “Don´t Let it Break Your Heart”, que parece vir da mesma leva de inspiração que “Every Teardrop…” e “Up With The Birds” que encerra o álbum com um casamento perfeito de tudo o que você espera de uma das melhores bandas da atualidade: sonoridade perfeita, vocais bem localizados, melodia impecável e uma letra tão bonita quanto profunda para pôr a gente pra pensar.

Mylo Xyloto

Parlophone – 2011

  1. Mylo Xyloto
  2. Hurts Like Heaven
  3. Paradise
  4. Charlie Brown
  5. Us Against The World
  6. M.M.I.X
  7. Every Teardrop Is a Waterfall
  8. Major Minus
  9. U.FO
  10. Princess of China
  11. Up in Flames
  12. A Hopeful Transmition
  13. Don´t Let It Break Your Heart
  14. Up With the Birds

Nota: 7,5

Você também pode gostar de ler: 

- Pedaços de Notícias;

- A Rakky Recomenda – Coldplay;

- Dez Razões para ouvir – Coldplay.

 

 

Show do Lô Borges – um sonho realizado

Lô Borges - Sesc Pompéia - 18/11

“Da janela lateral… do quarto de dormir…”

Eu quase deixei passar esse momento histórico aqui no blog. Eu conheci o Lô Borges! Eu vi um show só dele depois do maior tempão do “Lô Borges convida Samuel Rosa” que fui com a D. Jujuba muito antes de eu começar a postar de verdade nesse blog. da época longínqua em que ele se chamava “Ações e Impressões” lembram?

Tietandoooo...

Foi o lançamento do álbum Horizonte Vertical e lá estava ele, no SESC Pompéia, cantando e encantando pessoas. Para quem não conhece, Lô Borges é o filho caçula do movimento “Clube da Esquina”, uma história de música, cultura e valores que começou em Minas Gerais nos anos 70 e embala corações e almas até hoje. E sim, eu adoro o Clube, adoro música mineira e só tenho 23 anos tá?

Enquanto cantava, Lô misturava a história de sua música e da música brasileira. Com Nenhum Segredo, do novo álbum e mais uma parceria com Samuel Rosa, ele abriu o show de um jeitinho tímido, mineiro mesmo. Logo depois animou a galera que só conhecia o popular com  ”Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor” e “Segundas Mornas Intenções”. Cantou Skank (Dois Rios), cantou Clube de montão, cantou Milton e para Milton, homenageou pessoas. A cada canção, falava um pouco com o público, comentava o formato diferente da Choperia (tocar de frente para os músicos é uma experiência diferente!), e era aplaudido por todos. Tanto aplauso, tanto aplauso que até o bis foi pedido só com palmas. Para finalizar, o seu primeiro clássico: “Para Lennon e McCartney”. Sensacional.

Tanta emoção que fiquei vesga!

Setlist: 

  • Nenhum Segredo;
  • Feira Moderna;
  • Onde a gente está;
  • Quem sabe isso quer dizer amor?
  • Segundas Mornas Intenções;
  • Dois Rios;
  • Clube da Esquina nº 2;
  • Horizonte Vertical;
  • On Venus;
  • Antes do Sol;
  • Xananã;
  • Equatorial;
  • Nuvem Cigana;
  • Qualquer lugar;
  • Caminho;
  • Chegado;
  • Trem de Doido;
  • Paisagem da Janela;
  • Um girassol da cor do seu cabelo;
  • Para Lennon e McCartney.

Você também pode gostar de ler: 

- Dez razões pra ouvir Skank;

- Uma obra de arte;

- Uma história de amor chamada Skank.

do futuro

“Tudo o que você sonha será diferente quando você olhar pra trás daqui a 10 anos. Sua vida será completamente diferente e você achará o seu passado vergonhoso”

Não será assim. Sei que se me perguntassem no distante 2001 se eu sonhava ser jornalista, se eu gostaria de trabalhar em um banco, se eu abriria mão de estudar na USP para estudar em qualquer outra universidade ou se eu me imaginava de cabelo curto, eu diria que isso jamais aconteceria. Mas o mundo mudou, coisas aconteceram, tempos passaram e hoje tudo o acima é verdadeiro, faz parte de mim e não vai mudar. Mas em 2011 eu só tinha 13 anos, era uma adolescente sem noção e bastante idiota.

Então como garantir que aos 33 não vou achar a jovem que hoje vos fala uma completa imbecil? Fácil: aos 13 anos eu já gostava de dizer que ia morar em São Paulo, sozinha e independente, já gostava de Skank, já adorava escrever e já sabia que queria um futuro bacanudo para o meu ser, porque no fim das contas eu (e todo mundo) merece ser feliz né cambada? Então! Em 2021 eu vou continuar sendo tão Skankarada quanto hoje, vou continuar amando ser jornalista e vou sim ter muitas das certezas que tenho hoje, senão quase todas. Porque eu acho que a gente tem que acreditar em si mesmo antes de acreditar em qualquer outra coisa.

Em 2012 tem Los Hermanos!

Show dos Los Hermanos!

Ai gente! Sonhei tanto com o dia em que poderia dizer que fui ao show dos Los Hermanos que precisava compartilhar a notícia do feriado aqui. E não, não estou ficando louca, o anúncio está no Blog do Medina.

E eu nem lembro exatamente quando foi que eu comecei a gostar deles, o ponto é que foi bem no fim. Não é revoltante descobrir uma banda pouco antes de eles decretarem que vão parar de fazer shows e que você não poderá vê-los ao vivo? Ou só conseguir começar a gostar de uma banda quando não é mais possível ver algo sobre eles na sua humilde vidazinha? Isso já aconteceu comigo com muitos exemplos, mais alguns são o Gram, o Pullovers, o Legião Urbana, os Beatles e tantas outras que já até perdi a conta.

Eu vi o Marcelo Camelo solo na Av. Paulista, vi shows dos Los no Youtube, mas a emoção não é igual. E eu estou tão feliz que pareço uma criança!

Você também pode gostar de ler: 

- Norberto;

- Disco Paralelo do Ludov marca o auge da banda;

- Lição de Casa;

- Dez Razões pra Ouvir – Gram.

Resenha: Pitanga traz Mallu cada vez mais segura de si

A pitanga é o fruto da pitangueira, ou Eugenia uniflora, pode ser vermelha, amarela ou preta, depende do grau de maturação, que também influencia em seu sabor. Etimologicamente, “Pitanga” quer dizer “vermelho”. Pitanga também é uma fruta rara, não é vendida em mercados porque estraga facilmente, o que faz com que a iguaria seja ainda mais rara. É no sentido de raridade, de qualidade e de beleza que Pitanga, o novo álbum de Mallu Magalhães aparece no mercado nacional, em meio a coloridos, pré-fabricados e criações de produtores.

Mallu consegue incluir em seu terceiro trabalho toda a emoção desse seu momento de vida. A cantora, que acabou de completar 19 anos, surge mais experiente, mais viva e mais feliz nas 12 faixas do novo álbum, que mistura bossa, samba, pop e rock com muitas experimentações.

Já na primeira canção, Mallu solta o verbo: “Nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho / Que hoje eu passei batom vermelho…  / Eu tenho tido a alegria como dom / Em cada canto eu vejo o lado bom!”, declarando sua independência na nova fase. Cena é um sambinha com brincadeiras da cantora, com a base no violão. Sambinha Bom e Olha só, moreno são coisa de gente apaixonada. E ela está! Marcelo Camelo, o namorado-produtor-apoio e back vocal aparece sutilmente em trechos do CD, não só nas declarações musicais que não precisam citar nome pra se saber pra quem são, mais na cara mais brasileira que Mallu assumiu, a inserção de metais em algumas músicas, talvez uma herança dos Los Hermanos, talvez um toque de Camelo, e até nas referências musicais da cantora, que cada vez abandona mais o inglês para cantar em português.

Em Youhuhu, Mallu toca piano e canta suavemente, mesclando o português com o inglês como um medley bonitinho, que lembra, bem de leve, um dos primeiros sucessos da cantora, J1. Por que você faz assim comigo? é quase uma declaração de mágoa, um choro, mas tão belo que dói nos versinhos “Talvez eu seja pequena / Lhe cause tanto problema / Que já não lhe cabe me cuidar / Talvez eu deva ser forte / Pedir ao mar por mais sorte / E aprender a navegar”.

Para quebrar o clima, Baby I´m Sure lembra um pouco o clima despojado de Mallu nos dois primeiros discos, com assovios, palmas e sons improvizados, assim como Lonely. Uma surpresa é In The Morning, música digna de ser inserida numa caixinha de música, daquelas com bailarinas dançado.

Em Highly Sensitive, revemos a Mallu de músicas como Town of Rock´n´Roll e O Herói, o marginal. Ô, Ana é outro sambinha, esse com uma história de uma paixão que pode até ser em homenagem à irmã da cantora. Cais encerra o disco de forma melódica, mas decepciona por ser muito curta.

O álbum inteiro é desde o começo uma declaração de que a cantora que surgiu na Internet não é um sucesso passageiro e que tem talento de sobra para muitos e muitos álbuns. De cara limpa, sem medo e segura de si, Mallu está entre as melhores descobertas brasileiras e prova que veio pra ficar. E só os chatonildos de plantão ainda não viram isso.

Pitanga – Mallu Magalhães
Gravadora: Sony Music
País de Origem: Brasil
Preço: de R$ 25  a R$30
Nota: 9

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My first Essay

É pessoal. Vcs acharam que eu nunca mais ia postar nada sobre as minhas experiências com Inglês né?

Pois é! Ledo e ivo engano.

Esses dias eu fiz uma redação para a aula de inglês. Acho que uma boa forma de treinar e conhecer novas palavras é tentar empregar o inglês no seu dia a dia, falando, lendo, escrevendo ou ouvindo (aliás, eu acho não né sua escrota? Essa é comprovadamente uma boa forma). Aí o meu querido teacher Marcos corrigiu minimamente o meu textículo e ainda disse que “That was really good!”. A pessoa ficou desse jeito quando viu:

Aí não adianta né? Eu pensei, pensei, pensei e pensei mais um pouco e decidi: caralho, vou compartilhar! Tá parecendo texto de criança da segunda série e eu não posso manchar minha reputação de jornalista bacanuda, mas pow! Tá TÃO BONITINHO! E tá em inglês, véio!  Aí esse post nasceu. Então, com vocês, o primeiro (tá bom vai, não é o primeiro, é que esse é o primeiro que eu acho bom o suficiente pra merecer esse mico) textinho em inglês da Rakky aqui ó!

What the technology reserve to us?

                                                                                by Rakky Curvelo

I really like to talk about tecnology, first of all because I understand a lot of things about it. But I like to talk about it especially cause in conversation we have oportunities to learn new things. 

When I was young, I didn´t think it would be possible to make a lot of things that are common today. For example, it would be possible to talk with a person from another country for free or see it in my cellphone or computer. Read a book isn´t possible without taking it everywhere and today we can store a lot of them in our cellphones or tablets. 

What about the future? What does tecnology reserve to us? Flying cars? More eletronic services? A machine to control our houses? Many times we believe that nothing new can be done and that tecnology has given us everything it could, but we always have surprises. 

I like to think that this world is a big ball of soap: if you can burst it, you know what is has inside. I´m the girl blowing all the balls that are possible. And you?

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Resenha – Across The Universe

Faz muito tempo que eu gosto muito dos Beatles e que acompanho a carreira deles. Faltam muitas coisas da banda dos meninos de Liverpool pra eu ver nessa minha curta vida de 23 anos, mas hoje, vi um dos filmes mais bonitos da minha vida. O nome, Across the Universe, é um dos grandes sucessos da banda. A trilha sonora não poderia ser outra.

O filme é um musical, se passa nos anos 60 e conta a história de Jude (Jim Sturgess), um garoto de Liverpool que vai para os Estados Unidos para conhecer o pai, que abandonou a mãe grávida. Ao chegar ao país, enlouquecido pelo clima de revolução e os embates entre aqueles que eram contra e a favor à Guerra do Vietnã,  Jude conhece Max (Joe Anderson), um jovem de classe média que resolve deixar a faculdade para viver “perigosamente” em Nova York, a cidade do sexo, das drogas e do rock´n´roll. Max e Jude ficam amigos e se mudam para um apartamento administrado por Sadie (Dana Fuchs), uma cantora rock´n´roll com muitos mistérios.

Enquanto isso, Lucy (Eva Rachel Wood), irmã de Max, se vê enfrentando a morte de Daniel (Spencer Liff), seu namorado, que para a Guerra. Nas férias e para se distrair, Lucy decide visitar o irmão Max e se apaixona por Jude. Os encontros e desencontros desse amor, a ida de Max para a Guerra, as histórias de Sadie, JoJo (Martin Luther McCoy), Prudence (T.V. Carpio), Dr. Robert (Bono Vox, isso mesmo! Bono Vox!!), Mr. Kite (Eddie Izzard) e outras histórias marcam a narração que apesar de parecer leve (afinal é um musical né?) é tenso do começo ao fim, tem uma narrativa pronta para agradar qualquer beatlemaníaco (e até quem não é) e uma fotografia impecável, além de efeitos especiais muito bem usados. Se você ainda não está curioso, o máximo que posso dizer é: o filme merece ser visto.

Across The Universe
Ano de Lançamento
: 2007
Diretora: Julie Taymor
Origem: E.U.A
Categoria: Musical
Duração: 133 minutos
Nota: 10

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Resenha – O Homem do Futuro

Um cientista maluco inventa sem querer uma máquina para voltar no tempo e, quando se percebe nessa situação, tenta modificar seu passado e só depois percebe as alterações que isso fez no futuro dele. “Ah, esse enredo é muito velho, já foi explorado por mil filmes, não tem mais graça!”. O que faria esse filme ser diferente e valer a pena ver? 

Bom, o filme faz muito mais sentido se você o entende junto com o contexto que sua música tema apresenta (Tempo Perdido – Legião Urbana). Além disso, foi dirigido por Claudio Torres (e o cara tem a arte no sangue), conta com a nata da dramaturgia nacional e é um filme que dá orgulho de ser brasileiro. A história de Zero (Wagner Moura), um cientista frustrado que sem querer volta no tempo e se vê com a chance de mudar o rumo de sua vida e talvez conquistar Helena (Alline Moraes), o amor de sua vida, enche os olhos do espectador do começo ao fim da trama. Todas as confusões nas quais esse malucão e seus amigos se metem no meio do longa são as mais absurdas e engraçadas possíveis também.

Mas calma! Você precisa ficar absolutamente calmo e confiar em mim, porque esse filme é uma recomendação mestra!

O Homem do Futuro
Ano de Lançamento: 2011
Diretor: Cláudio Torres
Origem: Brasil
Categoria: Ficção Científica
Classificação etária: 10 anos
Duração: 106 minutos
Nota: 10

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Resenha – O genial Biu Doido

Biu Doido é uma personagem da cultura popular de São José do Egito. Não sei se dá para dizer apenas “personagem”, porque o cara existiu de fato, marcou a vida de muitos moradores e visitantes da cidade e rendeu até um livro. Mas, de qualquer forma, foi uma pessoa incomparável. Ele passava seis meses de sua vida arando a terra, cuidando de plantações, plantando e preparando a colheita e trabalhando muito. Porém, os outros seis meses do ano eram os que ele passava “doido”, andarilho das praças e ruas da cidade, almoçando e jantando de favor e, claro, deixando a marca de sua personalidade em cada uma das respostas geniais que dava às mais intrigantes perguntas que lhe faziam.

Para retratar a história desse “louco sem ter loucura”, Arlindo Lopes separou suas principais histórias e transformou em poesia, como bem sabe fazer. O resultado é uma coletânea de histórias muito engraçadas que conta mais que a história de Severino Cassiano (o Biu Doido), mas parte da história da centenária São José do Egito. Uma das aventuras de Biu:

Uma turma conversava

bem ao lado de um canteiro

E sem ninguém esperar

Biu levantou-se ligeiro

Então, depois de um “pedaço”

Sentiu-se que todo espaço

Foi tomado por mau-cheiro

Temendo pagar a culpa

Biu falou quase nervoso:

“Sou um homem educado

Prevenido e cuidadoso

Pra combater azedume

Eu bebo sempre perfume

Pra poder peidar cheiroso”

Essas e outras histórias, sempre em forma de verso, estão narradas nas 104 páginas que Arlindo Lopes dedicou à história desse homem que mudou a vida dos que o viam passar, sempre com as pernas cheias de fitas, pela Rua da Baixa e arredores. Uma boa leitura para quem gosta de poesia e valoriza a cultura nordestina do Brasil.

O Genial Biu Doido
Autor: 
Arlindo Lopes
Ano: 2009
Páginas: 104
Nota: 10

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Uma carreira em construção

Acho que a pergunta mais difícil para se obter uma resposta na vida de qualquer pessoa é:

- O que você vai ser quando crescer?

Eu nunca tive uma resposta completa pra essa pergunta. Tinha horas em que eu dizia que seria dentista, em outros momentos eu dizia que seria fotógrafa, nutricionista, degustadora de cafés, professora de informática, web-designer, tradutora… nunca respondi a essa pergunta com um estufado “Jornalista”. Acho que muitas pessoas que se realizam em uma profissão nunca pensaram nela a sério. Também há outros loucos que decidem aos 5 anos de idade “Eu vou ser isso” e ponto, nada os move para outra direção. Conheço um bom exemplo e blog dele é esse aqui.

Enfim, eu acho essa coisa da escolha muito injusta. Poxa, vai lá você, entre 15 e 20 anos de idade, terminar o ensino médio e um babaca adulto te pergunta: “O que você quer ser?”. Poxa, e como é que eu vou saber? Eu gosto dessa área ou gosto dessa outra e acho que vou me dar bem. De uma forma ou de outra é uma confusão gigante na cabeça: e se não der certo? e se eu for um fracasso? e se eu tiver que começar de novo? e se der errado?

Aí, quando você finalmente escolhe, percebe que havia um monte de coisas sobre aquela profissão que você não sabia (não fazia ideia na verdade) que eram possíveis de ser fazer. Tudo isso tem um lado extremamente divertido, porque você se vê fazendo mil coisas diferentes e aprendendo muito. Mas também tem um lado complicado, porque você com certeza não pensava que teria tantos problemas…

Construir uma carreira é um pouco mais do que sonhar uma profissão que te dê condições de comprar o pão e o leite do café, ter uma cama para dormir e um espaço para sonhar. É uma forma de te fazer se sentir bem quando um novo desafio é imposto e se sentir muito mal quando alguma coisa dá errado. É um dia a dia de escolhas que você sabe que vão constar no seu currículo, e a pressão que essa informação causa em nossas cabeças. É a certeza de escolher o caminho certo mesmo que tudo te diga que talvez você pode se arrepender dessa escolha. E é mais do que isso, fazer o que você gosta, ainda que as pressões do dia a dia te façam pensar se você está ou não fazendo a coisa certa.

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A fantástica São José do Egito

O berço imortal da poesia foi o meu destino na minha primeira viagem de férias.

Entrada da cidade de São José do Egito

Como sabem alguns vocês, queridos leitores, minha mãe, D. Marlene, nasceu nessa cidadezinha do interior de Pernambuco, já pertinho da Paraíba. Resolvi passar minhas férias lá porque queria rever meus primos, reconhecer (no sentido de conhecer bem e de novo) meus tios e toda a família Leite, presente não só no sobrenome, mas nas minhas melhores lembranças.

O que vi foi uma grande cidade, com economia organizada, povo muito batalhador e simpático e muitas lembranças de um período que não vivi, mas do qual sou parte: a vida da mamãe. São José do Egito não é conhecida como a terra da poesia à toa. Por todos os lugares em que você anda, encontra poetas e poesia: seja no Sebo da cidade, na feira em uma conversinha informal, na livraria, nas praças, no nome das ruas, que relembra grandes nomes da cultura da região e nos grafites:

Mas o contato com a Família Leite foi o que eu mais achei legal de toda a viagem. São José do Egito é uma cidade muito familiar em que o valor da família não é desprezado e onde ter algum sobrenome é importante para que as pessoas saibam quem você é, de onde você vem e se é possível confiar em você. Viver isso é como voltar ao passado e ver como era bonito ter esse tipo de confiança e de respeito pelas pessoas.

Entre os artistas da cidade, conheci Arlindo Lopes, um poeta e professor nascido em São José que dá orgulho de ver: todas as obras do cara, de livros a cordéis, mencionam a cidade em que ele nasceu e se criou, falam de suas lendas urbanas, de suas personalidades, de suas praças, igrejas, monumentos históricos e estradas. Nunca conheci uma pessoa com tanto orgulho da terra de onde veio antes.

Por ele, por toda a minha família e por tantas outras pessoas geniais é que digo: São José do Egito é uma terra para se chamar de minha, que eu não quero deixar de visitar, sempre que possível for.

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