Bob Dylan se apresenta novamente no Brasil

O grande astro do folk promete agitar a galera em 5 estados brasileiros no mês de abril. Então, se você perdeu a última passagem de Dylan pelo país em 2008 ou apenas quer garantir o seu lugar no show do mestre, é preciso correr e desembolsar uma boa grana.

A turnê, que passará por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e pelo Distrito Federal, tem ingressos vendidos desde 27/2, na pré-venda aos clientes Credicard, Citibank e Diners (para os shows do Rio e de São Paulo) e livre para os demais estados. No próximo dia 5/3, as vendas para fãs de São Paulo e do Rio serão abertas para o público.

Em São Paulo, os shows de 21 e 22/4 têm preços que variam de R$ 150 (na platéia superior do Credicard Hall, sem uma boa vista do palco) a R$ 900 (no camarote, chiquetoso!). Já no Rio, o show do dia 15/4 no Citibank Hall tem ingressos de R$ 500 (na cadeira lateral) a R$ 800 (cadeira VIP). Em BH, o primeiro lote tem preço único de R$ 180 para o show no Chevrolet Hall em 19/4.
Já em Porto Alegre (Pepsi on Stage) e em Brasília (Ginásio Nilson Nelson), os fãs menos abastados fazem a festa: o show de Poa tem ingressos vendidos a partir de R$ 140 na pista e de R$ 180 no mezanino e o show da capital do país tem ingressos a partir de R$ 120 (arquibancada) com preço máximo a R$ 250 (pista premium).
E aí, vai correr pra garantir seu ingresso?

Learning to Drive

Dá pra ver que eu só achei o uso das placas legal e que a imagem tá fora de contexto né?

Eu sempre quis saber dirigir. Acho que é um passo importante para a independência da pessoa de uma maneira geral. Mas pra mim não é só isso. Quero fazer todos os machistas do universo engolirem minha presença como motorista nota 10 em todos os tipos de manobra  conhecer as regras de trânsito e sobreviver bem a todos os testes.

Pois bem. Tirei férias do trampo para me matricular na autoescola. E eu não sabia que era toda essa burocracia, gentem? Tem que ir na autoescola, fazer a matrícula, pagar bonito (ou a vista ou a prazo, você escolhe), depois agenda a ida ao Detran para entregar a documentação e colher as digitais, depois agenda o exame médico e o psicotécnico, depois agenda o CFC (Curso de Formação de Condutores) que pode ou não ser na própria autoescola, faz as aulas todo dia inserindo sua digitalzinha como comprovante de presença, marca a prova teórica, se passar começa a fazer as aulas práticas, marca a aula prática, se passar recebe a certificação e volta no Detran para dar entrada na papelada da carta provisória, passa um ano se comportando direitinho porque qualquer multinha pode te obrigar a fazer tudo isso de novo… vix… cansa né?

Tô na fase do cursinho do CFC. Já passei por gente louca no Detran da Sé, já passei por confusão na autoescola, já passei por uma psicóloga que estava precisando de um psiquiatra, já passei por probleminha pra agendar o CFC e já passei por instrutor que diz que  “A diferença entre Rodovia e Estrada é q Rodovia liga uma cidade a outra e Estrada liga um município ao outro”  entre outras manolagens. Tô vendo que não vai ser tão fácil quanto eu pensava ter a minha autorização para dirigir, mas vou lutar até o fim porque eu tenho a força penso positivo.

Aguardem cenas dos próximos capítulos…

Resenha – Porno Política

Ninguém precisa falar da genialidade de Arnaldo Jabor, principalmente quando o cara fala de política. Em Porno Política ele dá mais mostras de sua elegância na escrita, de seu entendimento do tema e mais que tudo, da coragem de ser alguém que não tem papas na língua para falar de quem quer que seja, custe o que custar.

Jabor já foi comunista, já foi esquerdista, já foi de direita e acredito que hoje prefira mesmo não demonstrar nenhuma expressão partidária, justamente por estar enojado dessa sujeira toda. Em Porno Política, fala  envergonhado, estarrecido, puto da vida, inconformado, indignado e muito mesmo decepcionado com a nossa política, a nossa televisão e a nossa falta de vergonha na cara brasileira por ela só.

Em páginas que misturam experiências pessoais com crônicas extraídas de sua genialidade felina, ele fala de tudo e dita uma nova ordem, que não será seguida, porque brasileiro não tem mesmo vergonha na cara e é um povo que esquece fácil, é muito carente e acima de tudo, sempre tenta dar seu jeitinho.

Jabor é do tipo que eu quero ser quando crescer. Por sua critica viva, cheia de emoção e de verdades, por sua determinação e por sua personalidade marcante. Esse exemplar de sua crítica não é representativo, mas é uma leitura interessante para todos aqueles que assim como o autor não aguentam mais.

Porno Política
Autor: 
Arnaldo Jabor
Editora: Objetiva
Ano:
2006
Páginas: 
236
Nota:
9

Sobre o ódio aos fã-clubes de Twitter

Eu odeio fã-clube de Twitter! Com todas as forças do meu coração, com toda a minha alma, com todo o ódio que pode existir em mim, “pq qdo eu odío eu ódiiiiooo” (a la Tiririca antes de ser político). E não, não venham me dizer que eu sou uma diretora de um fã-clube de Twitter, porque falar isso dos Skankarados é uma ofensa pública inadimissível.

Se você não entendeu ainda, eu explico. Fã-clube de Twitter é um negócio formado por um só virgem mal amado que não tem porra nenhuma pra fazer da vida e vai lá dizer para o mundo que é fã pra caramba de determinado artista só porque ele acha que isso é algo legal pra dizer a respeito de sua própria vida. Fã-clube de Twitter é um perfil que vai te seguir e mandar uma mention dizendo ‘amor, segue de volta?’ ou para os mais atrevidos ‘me segue que eu te sigo também, ok?’ (é claro que ninguém vai escrever certinho como isso, mas vocês estão captando a mensagem né?

Fã-clube de Twitter enche o saco de todo mundo para que o seu artista favorito ganhe todos os prêmios do universo (do Grammy até “Melhor cantor pra se ouvir no banheiro de cuequinha cor de rosa”) porque “porran, ele é lindo, perfeito, maravilhoso, meu tudo e merece pra caramba!” Fã-clube de Twitter é uma coleção de gentinha sem moral que não sabe nem a razão de achar o artista que ama legal, que não entende porra nenhuma de música, que não sabe nada da vida e que faz coisas incrívelmente inteligentes, conforme mostra a imagem abaixo:

Porque  o amor ao seu ídolo é mais forte em você do que o seu amor próprio e não existe nenhuma doença terrível que possa ser transmitida ou se agravar caso a droga que ela usou pra fazer isso estivesse enferrujada…

Enfim, eu odeio fã-clube de Twitter porque esse tipo de fã-clube não representa nenhum tipo de fã que leva a sério ser fã de alguma coisa. O Skankarados é diferente porque nós tentamos reunir fãs pra eventos com ou sem Skank, esses últimos com música que inspira a banda, ou para encontros de lazer mesmo. Somos sérios porque tentamos antecipar as informações e temos contato com a produção da banda em alguns momentos. Somos sérios, porque não cortamos os pulsos por ninguém e entendemos a relação fã x ídolo como a máxima que desejamos (isso mesmo, nenhuma Skankarada dá em cima de qualquer um dos meninos porque nós respeitamos o trabalho profissional dos caras). Temos um blog que na medida do possível é atualizado, estimulamos a participação em promoções da banda, votamos sim nos prêmios aos quais eles concorrem mas não fazemos só isso da vida (trabalhamos, estudamos, temos vida social além Skank) e tentamos estar presentes em todos os shows, porque o trabalho deles é importante para nós, que entendemos sua música e sua representatividade no estilo musical que seguem.

Acho que essas e outras características devem ser inerentes a todo aquele que quiser dizer que faz parte de um fã-clube. Além de tudo isso, somos amigos, porque é fã-clube não se faz sozinho e seria muito egocentrismo dizer que isso é possível. Por isso, temos muito…

A Rakky Recomenda – The Corrs

Eu tenho uma facilidade gigantesca de gostar de bandas de nacionalidades “fora do normal do mainstream”, vamos dizer assim. Sabe aquelas bandas que um monte de gente ouve falar, mas que ninguém diz ao certo de onde vem? Ou aquela banda diferentinha que tem um monte de gente que gosta de uma ou duas músicas e acaba aí? Então. Nessa lista eu coloco os meus queridos portugueses do Clã, meus fofíssimos escoceses do Belle & Sebastian, as metaleiras mais lindas do mundo do Vanilla Ninja, meus adorados canadenses do Billy Talent e do Sum 41 e a banda a que dedido esse post, os irlandeses meigos do The Corrs.

Esses quatro irmãos (sim, eles são irmãos) da família Corrs se juntaram pra fazer música linda na década de 90, mas era só pra gravar um filme (The Commitments). Só que eles deram certo como banda. E muito!

Andrea nos vocais, Sharon na segunda voz e violino, Caroline nas percussões e piano e James na segunda voz e cordas fizeram músicas como “Runaway” e “Breathless” estourarem na Irlanda. Não demorou muito para fazerem sucesso nos EUA, Inglaterra e Suécia, se espalhando pelo mundo todo. Talento nato vindo do papai e da mamãe que eram músicos também e uma ajudinha da Celine Dion, cujos shows da turnê mundial de 1996 foram abertos pela banda. 

Com 4 álbuns de estúdio, 3 ao vivo, mais de 70 milhões de discos vendidos pelo mundo afora e uma coleção de singles incríveis, essa é uma banda que não dá pra deixar de recomendar! Por isso, seguem as minhas favoritas!

Runaway: 

Only When I Sleep: 

What can I Do: 

Breathless:

Memorial da Resistência: visita obrigatória

Lugares da Memória

Já vi muita gente por aí bancando o mártir por alguma nova causa do nosso mundo moderno. Não aquela galera que luta de verdade por uma causa o tempo todo, que eu acho super justo, mas aquela turminha escrota que se acha no direito de inventar que foi injustiçado, que gosta de se achar o rebelde, que gosta de causar. Sim, to falando de você estudante da USP que acha que pode fumar maconha em espaço público e não ser punido por isso, que inventa greves e manifestações por causas sujas e joga fora o dinheiro de milhões de pessoas que estão pagando o seu estudo numa das melhores universidades do país, que depreda o patrimônio público e se diz “da causa operária” mas passa reto pelo lixeiro que varre a sua sujeira. Também estou falando com todos aqueles aos quais esta carapuça serviu.

Celas do DEOPSSP

Recomendo a todos vocês, “mártires do século XXI”, que percam alguns minutos de sua vidinha ocupada para conhecer um pouco da história de alguns outros mártires, só que esses de verdade. Gente que lutou por uma causa de verdade, que lutou pra que você tenha o direito de falar todas as bostas que você quiser sem ser recriminado por isso, gente que deu seu sangue pela nossa democracia. O lugar pra fazer isso é o Memorial da Resistência, antiga sede do DEOPS/SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo),local onde a repressão no nosso período ditatorial aconteceu de fato (não, você não foi reprimido porque ninguém entendeu a sua manifestaçãozinha, repressão de verdade está ali!).

“A tortura começava ali, no barulhinho da grade”

Todos os trabalhos expostos foram desenvolvidos pelo Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo e é um lugar perfeito para conhecer um pouco do que o nosso país já foi. Na entrada, um pouco da história do DEOPS é exposta e em seguida vemos painéis que definem as expressões “Controle”, “Repressão” e “Resistência” no período. Há também um mapa chamado “Lugares da Memória no Brasil”, onde é possível ver locais importantes onde foram registradas ações de controle, repressão e resistência dos regimes Estado Novo (1937 a 1945) e Ditadura Militar (1964-1985).

Outro painel fala do cotidiano nas selas do DEOPS e os lugares mais impressionantes: as celas, adaptadas para a exposição. Cada uma das quatro celas expostas foi adaptada de forma a mostrar um pouco de como funcionava o dia a dia dos presos e contar sua história. A mais impressionante de todas é a terceira cela, onde foi reproduzida exatamente a aparência de uma cela da época, com pixações na parede, colchões de palha (podiam haver até 30 presos e na cela não caberiam mais que 15 colchões), uma imitação do ambiente chamado de banheiro (sem água para tomar banho inclusive e com um buraco que era chamado de privada).

Durma bem...

Na última cela do espaço, gravações de depoimentos de ex-presos põem a gente pra pensar. As histórias de tortura, de sofrimento e de luta ali registradas são histórias reais, de gente da gente, de brasileiros que deveriam ser lembrados com honra, que deram seu sangue pela nossa pátria. Um dos depoimentos mais marcantes é o de uma senhora, que na época em que foi presa no DEOPs viu chegar uma jovem ensanguentada em sua cela, após a tortura. Essa jovem não falava com ninguém e era levada diariamente, no mesmo horário, para tortura. Um dia, a jovem foi jogada na cela desmaiada e a outra achou que esta havia falecido, gritou, chorou pela companheira e fez um escândalo se gerar nas celas, o que fez com que os militares retirassem a jovem desmaiada, que não mais voltou. Mais de vinte anos depois, a senhora viu o nome da jovem que achava ter morrido em uma lista de e-mails e começou a se comunicar com ela. Descobrir que ela estava viva foi uma das coisas mais felizes que aconteceu a essa senhora.

Um último espaço, não menos importante, é o espaço fora das celas que mostra alguns arquivos do banco de dados do DEOPs, além de antigos móveis usados no local. Entre a documentação é possível ler um relatório datado de 23/3/1973 que narra um show de Chico Buarque com Nara Leão no Teatro da PUC onde o cantor teria agido de forma subversiva cantando a música proibida “Apesar de Você”.

É sem dúvida um lugar importante para visitar, tanto para os rebeldes sem causa quanto por aqueles que se interessam pela história do nosso país.

 

Memorial da Resistência
Endereço: Largo General Osório, 66. Estação Pinacoteca – Luz, São Paulo
Entrada gratuita de terça-feira a domingo, das 10h às 17h30.
E-mail: memorialdaresistencia@pinacoteca.org.br
Site:  http://www.memorialdaresistenciasp.org.br
Nota: 10

 

Resenha – O carteiro e o poeta

Eu sempre ouvi falarem bem desse livro, mas nunca tinha entendido muito o porquê. Aí peguei pra ler. O livro conta a história do jovem Mario, morador de uma vila interiorana do Chile que se faz carteiro pressionado pelo pai a arrumar um emprego. Logo, Mario descobre que teria de atender apenas um cliente, e este era nada mais nada menos que o poeta Pablo Neruda. Pobre, com pouca cultura e muita curiosidade, Mario começa a se aventurar nas histórias do poeta com base num velho livro que seu pai tinha em casa na esperança de fazer com que algum dia, de alguma forma, o famoso o autografasse.

A história começa a ficar interessante quando Mario e Pablo se tornam amigos, inexplicavelmente, e o poeta começa a ajudar o carteiro a lidar com sua paixão desenfreada por Beatriz, uma menina que trabalhava com a mãe numa espécie de bar da região. A história dos dois se mescla de uma forma confusa e original e o amor e consideração de um pelo outro dura até o dia da morte do poeta.

É um livro curto e direto, que fala da importância da amizade. E merece muito ser lido.

O carteiro e o poeta
Autor:
Antônio Skármeta
Editora:  Record
Ano:
1985
Páginas:
127
Nota:
8,5