Um dia difícil. Aliás, muito difícil. 
Não sou apaixonada pela gordura dos sanduíches da tradicional lanchonete The Fifties. Mas devo dizer que após ser impedida de comer qualquer tipo de gordura e conseguir sentir qualquer tipo de coisa gorda que entra no meu estômago fazer a minha garganta produzir ânsia de vômito, passar na frente da tal lanchonete me dá até arrepios. E não é que um dia depois do famigerado post sobre os resultados da minha nova dieta por conta do Roacutan onde a queridíssima Maristela me sugeria postar as aguras da dieta, eu consigo um assunto interessante para atender à sugestão?
Foi o almoço de aniversário do Bruno, o trainee da área, e toda a equipe decidiu por almoçar no Fifties. A saída mais esperada e mais heróica desta que vos escreve foi, com toda a dignidade do seu coração anti-dieta, pedir uma salada e um suco de manga, para espanto dos 11 habitantes daquela mesa calórica. Aos mais curiosos ou surpresos, dizia eu em breves palavras do meu tratamento e das consequências positivas e negativas. Até o aniversáriante, ex-usuário do remedinho milagroso, se solidarizou à renúncia e à postura impassível que adotei. Surpreendi até os garçons, tradicionais em seus uniformes-padrão, com o meu pedido descabido. Afinal, devo reconhecer, não tenho cara de quem faz dieta, não tenho mesmo perfil de quem deseja emagrecer e, ainda que o tivesse, não estaria no local mais gordo para o almoço que existe na região. Enfim, vamos ao prato.
Todos os sanduíches cheios da maionese extra e das gorduras da lanchonete chegaram antes da minha salada. Contentei-me em saborear umas poucas batatas-fritas servidas para todos da mesa, procurando as que parecessem menos oleosas e sem salgar nenhuma. Quando a minha “bonita salada” chegou (com as palavras do Paulinho) constatei que até meu pedido tinha sido o mais gordo possível: pedi a green cheese, uma saladinha de alface inglês, tomates, azeitonas roxas e verdes e queijo, óbvio. O problema é que o queijo também era a coisa mais gorda que eu podia pedir, talvez porque eu definitivamente esteja com mania de sentir óleo e gordura na garganta o tempo todo, talvez porque realmente seja uma coisa gordurosa. Muito a contragosto e com o máximo do esforço, engoli metade da salada e deixei o resto para o santo. Os outros, com seus sanduíches das mais variadas formas, sabores e gorduras extras observavam a beleza e a cara de saúde do meu prato. Eu, quieta e decidida, continuava a “devorar” a minha nobre refeição.
Com certeza não será esta a primeira nem a última vez que passarei por uma dessas. E com mais certeza ainda, vai ser bem engraçado manter esses causos no blog. Valeu Maristela!

