No começo da semana passada, fui convidada para um churrasco. O combinado era ser uma comemoração as conquistas de 2009 da banda Meia Dúzia de 3 ou 4 e já começar na torcida para que 2010 fosse bem mais legal de bom. Uma das peculiaridades que já reluziam no convite era o detalhe de que você deveria avisar a banda se era ou não vegetariano, pois eles iriam organizar a churrascada para atender a todos os públicos de todos os gostos. E é claro que com uma meia dúzia de grandes músicos e uns 3 ou 4 convidados que se arriscavam na cantoria, o “regabofe” rendeu bem mais do que um simples churrasquinho.
Muita música para agradar a todos os gostos, todas as tribos e todos os hits, toda a simplicidade de uma família reunida, muito diferente das bandas que a gente vê por aí que se juntam e se separam e trocam de integrantes e acham que está tudo bem. A e música rolando solta, primeiro só com uma sanfona e uma revisão bonita dos clássicos do Luiz Gonzaga. Depois, um violão chegou para participar da festa, uma escaleta (um tipo de teclado de sopro) apareceu também no meio da bagunça e tudo virou uma festa total. Com a agitação da música, metade dos ‘cozinheiros de plantão’ se esqueceu do churrasco para se dedicar a tocar, como tem que ser numa família de músicos mesmo. E na falta de instrumentos, queridos, “Tudo se torna”: uma cadeira virou um reco-reco de primeira linha, uma capa de violão foi transformada num tambor tão potente que até um bongô que estava dando sopa foi deixado de lado; um pandeiro apareceu e renovou a musicalidade da galerinha; uma bandeja de garfos começou a fazer um som tão bonito quanto o de um triângulo… para quê dizer mais, foi a festa!
E quem disse que era só gente grande que se divertia? As crianças já pareciam tão acostumadas à música que até um bebezinho tranquilo no carrinho parecia ficar mais e mais em paz a cada vez que a música aumentava de tom… as crianças maiores se admiravam da música produzida por qualquer coisa que estivesse na frente dos papais e mamães presentes e quando eu estava quase por ir embora, apareceu uma criancinha esperta que depois eu descobri se chamar Maia para tocar também. Pegou duas colheres e começou a batucar, acompanhando as músicas infantis que começavam a sair dos intrumentos mil por ali.
O churrasco de sábado a tarde foi muito mais que meia dúzia de horas com amigos. Foram uns 3 ou 4 mil motivos para acreditar na música brasileira que está morrendo de preguiça, mas que ainda está viva e que renasce sempre e mais. Muito obrigada família 1/2 Dúzia, pelo convite e pela maravilhosa família/banda que vocês são.
Para quem ainda não conhece, uma versão inteligente para o escândalo da Geisy pode ser um bom começo…
Se você quiser ler um outro relato desse mesmo dia, clique aqui e visite o blog do querido Gustavo Cardoso.








