Sobre o ódio aos fã-clubes de Twitter

Eu odeio fã-clube de Twitter! Com todas as forças do meu coração, com toda a minha alma, com todo o ódio que pode existir em mim, “pq qdo eu odío eu ódiiiiooo” (a la Tiririca antes de ser político). E não, não venham me dizer que eu sou uma diretora de um fã-clube de Twitter, porque falar isso dos Skankarados é uma ofensa pública inadimissível.

Se você não entendeu ainda, eu explico. Fã-clube de Twitter é um negócio formado por um só virgem mal amado que não tem porra nenhuma pra fazer da vida e vai lá dizer para o mundo que é fã pra caramba de determinado artista só porque ele acha que isso é algo legal pra dizer a respeito de sua própria vida. Fã-clube de Twitter é um perfil que vai te seguir e mandar uma mention dizendo ‘amor, segue de volta?’ ou para os mais atrevidos ‘me segue que eu te sigo também, ok?’ (é claro que ninguém vai escrever certinho como isso, mas vocês estão captando a mensagem né?

Fã-clube de Twitter enche o saco de todo mundo para que o seu artista favorito ganhe todos os prêmios do universo (do Grammy até “Melhor cantor pra se ouvir no banheiro de cuequinha cor de rosa”) porque “porran, ele é lindo, perfeito, maravilhoso, meu tudo e merece pra caramba!” Fã-clube de Twitter é uma coleção de gentinha sem moral que não sabe nem a razão de achar o artista que ama legal, que não entende porra nenhuma de música, que não sabe nada da vida e que faz coisas incrívelmente inteligentes, conforme mostra a imagem abaixo:

Porque  o amor ao seu ídolo é mais forte em você do que o seu amor próprio e não existe nenhuma doença terrível que possa ser transmitida ou se agravar caso a droga que ela usou pra fazer isso estivesse enferrujada…

Enfim, eu odeio fã-clube de Twitter porque esse tipo de fã-clube não representa nenhum tipo de fã que leva a sério ser fã de alguma coisa. O Skankarados é diferente porque nós tentamos reunir fãs pra eventos com ou sem Skank, esses últimos com música que inspira a banda, ou para encontros de lazer mesmo. Somos sérios porque tentamos antecipar as informações e temos contato com a produção da banda em alguns momentos. Somos sérios, porque não cortamos os pulsos por ninguém e entendemos a relação fã x ídolo como a máxima que desejamos (isso mesmo, nenhuma Skankarada dá em cima de qualquer um dos meninos porque nós respeitamos o trabalho profissional dos caras). Temos um blog que na medida do possível é atualizado, estimulamos a participação em promoções da banda, votamos sim nos prêmios aos quais eles concorrem mas não fazemos só isso da vida (trabalhamos, estudamos, temos vida social além Skank) e tentamos estar presentes em todos os shows, porque o trabalho deles é importante para nós, que entendemos sua música e sua representatividade no estilo musical que seguem.

Acho que essas e outras características devem ser inerentes a todo aquele que quiser dizer que faz parte de um fã-clube. Além de tudo isso, somos amigos, porque é fã-clube não se faz sozinho e seria muito egocentrismo dizer que isso é possível. Por isso, temos muito…

Os 20 anos da banda da minha vida

No último dia 5/6 um fato curioso que mudou bastante a minha vida completou 20 anos. Como assim Rakky, você só tem 23 anos menina! Pois é, mas foi assim: os quatro integrantes da recém formada banda mineira de ska “Skank” se apresentavam no Aeroanta, antigo e famoso bar da capital paulista, para um público pagante de singelas 36 pessoas. O grupo era formado pelo ex-tecladista do Sepultura, Henrique Portugal e os desconhecidos da cena musical paulista Samuel Rosa, Lelo Zanetti e Haroldo Ferreti.

Porque esse showzinho em que com certeza eu não estava mudou a minha vida? Acabo você, querido leitor que me conhece minimamente, consegue ouvir alguma música do Skank e não lembrar de mim? (se você é do Fã-Clube Skankarados essa pergunta não vale pra você, ok?). Acaso você consegue se lembrar de alguma situação muito bonita e especial em que eu não tenha lembrado de alguma música da banda? Acaso conhece alguém que goste mais deles do que eu? (De novo não vale, Skankarados!). Pois é, não né? Eu não vou contar aqui de novo porque eu acho eles incríveis, ou falar como me apaixonei pela banda, ou falar como é legal ver eles nos shows, ou falar da emoção de encontrá-los pessoalmente. Depois de anos como diretora e fundadora de um fã-clube dedicado aos meninos, essas emoções ficam em segundo plano. Hoje eu vou falar da importância desses meninos para a música nacional, por meio de algumas iniciativas suas que me enchem de orgulho. Vamos lá?

  • Web-Rádio: o Skank foi a primeira banda nacional a lançar uma web-rádio própria, na Internet, com programação 24 horas e sem tocar apenas suas músicas. Esse foi um marco para a carreira da banda já que, por meio da rádio, os fãs podem conhecer melhor as bandas que influenciam seus ídolos, ter acesso a conteúdos exclusivos de suas participações em festivais pelo Brasil e por todo o mundo e a gravar mensagens para os meninos, ouvidas em todo o Brasil pela turma que acompanha a rádio;
  • Banda 2.0: por usar com maestria as redes sociais para realizar promoções para os fãs e colher resultados incríveis por isso, a banda foi homenageada no Prêmio Multishow de 2009 com o troféu de “Banda Multimídia”;

  • Skank no Mineirão: quantas bandas brasileiras você conhece que seriam capazes de lotar de fãs de todo o Brasil um estádio com o tamanho do Mineirão? Eu conheço uma, é o Skank! O feito foi realizado em junho de 2010, num show ao vivo e de graça e numa estrutura com pouquíssimas falhas. O projeto deu origem a um CD / DVD e Blueray que reúne sucessos dos 19 anos de carreira da banda e três canções inéditas: “De Repente”, “Presença” e “Fotos na Estante”, essa última, gravada em estúdio depois da apresentação;

 

  • Participação especial – VOCÊS!: em abril desse ano o Skank lançou um dos projetos que considero o mais ousado até então: a SkankPlay, um portal de armazenamento de conteúdo para a gravação do clipe de “De Repente”, um dos singles lançados em 2010 na gravação do DVD “Skank no Mineirão”. A idéia é que cada fã faça seu vídeo tocando um dos instrumentos usados na música (violão, guitarra, bateria, baixo e teclado) ou cantando em uma das vozes da canção (primeira e segunda voz) para que sua gravação se junte a outras e forme um clipe diferente da música. Após enviar o vídeo e escolher com quem quer cantar / tocar a música, o fã envia seu vídeo diretamente do portal para o Youtube. Hoje, mais de 60 mil versões do clipe estão disponíveis no canal do projeto. E de novo, eles foram pioneiros no Brasil e no mundo!

 

  • Ouvindo os fãs: projetos como o Skank no Mineirão, reformas no site, promoções e sorteios e até testes das páginas do SkankPlay contam com a voz e a opinião de pessoas muito especiais para os quatro meninos de BH: nós, os fãs. Uma equipe ligada a produção da banda sempre envia e-mails para alguns fãs para receber suas opiniões sobre projetos e colhem as novas idéias para análise. O contato do site também responde rapidamente e está sempre lá para ajudar os fãs. Nos shows, produtores muito atenciosos cuidam da entrada de fãs no camarim quando há sorteio para tal e atendem com todo o respeito esses descabelados enlouquecidos que nós somos.

 

 

Acho que eu consigo citar mais uns 50 mil motivos, como a mudança no estilo musical e o sucesso da novidade, as atitudes discretas e corretas dos integrantes, o respeito ao público nos shows e entrevistas, a atenção dos parceiros da banda em todos os lugares e tantos outros, mas vou parar por aqui antes que fique chato. Só quero finalizar dizendo que o Skank me faz ver a vida de um jeito mais bonito porque sua música, simplicidade, carinho e presença me encantam cada vez mais. A emoção de ir a um show e, mesmo sem entrar no camarim, ter a certeza de que aqueles meninos ali do palco me conhecem, sabem quem eu sou, lembram de mim de sua última vinda a São Paulo ou simplesmente sabem da minha existência e me respeitam como fã já é mais que suficiente para explicar esse amor que só cresce a cada vez que eu penso sobre o assunto… e eu sempre penso!

Uma história de amor chamada Skank

Postei esse texto no meu blog sobre música entre os blogs da plataforma de comunicação do Santander uma semana antes do #SkanknoMineirao. Acho que vocês também podem gostar dessa história.

Em 1993, nascia em Belo Horizonte, Minas Gerais, a banda Skank. Formada por Samuel Rosa nos vocais, Henrique Portugal nos teclados, Lelo Zaneti no baixo e Haroldo Ferreti na bateria, a banda tinha a intenção de fazer um som com referências ao reggae jamaicano. No mesmo ano a banda lançou um álbum de nome homônimo e começou a espalhar sucessos pelo Brasil, como “In(dig)nação”, com referências ao sentimento brasileiro pós Impeachement do Collor, “Tanto”, versão para a balada de Bob Dylan “I Want You” e “Gentil Loucura” que virou tema da novela “O Mapa da Mina”. Logo, os 4 meninos de BH viram que tinham que sair de Minas pra fazer sua música colar no Brasil.  Em 1993 eu tinha 5 anos de idade e não sabia o que se passava na cabeça desses 4 meninos que algum dia mudariam o meu jeito de pensar.

Em 1994, o Skank lançou o álbum “Calango”, vendeu 1 milhão de cópias e pôs na cabeça do Brasil as clássicas “Jackye Tequila”, “Esmola”, “É Proibido Fumar” versão da canção de Roberto Carlos, “Pacato Cidadão” e a eterna baladinha “Te Ver”. Foi nessa época, aos 6 anos, que o Skank entrou na minha vida. Meu pai comprou um tocador de CD (na época, isso era uma novidade fantástica) e junto com ele alguns CDzinhos, sendo o do Skank um deles. Meu irmão mais velho, me chamava de “Vaca, cadela, macaca, gazela” uma brincadeira de criança em referência à letra de “Jackye” e eu odiava aquela música. Na época eu acompanha só o estilo musical que meus pais acompanhavam, mas só por causa dos xingamentos do meu  irmão comecei a procurar naquele CD verde da banda de fotos e nome esquisito alguma outra música que eu pudesse usar pra xingar ele… não achei nada, mas encontrei “Sam”, uma outra baladinha linda da banda e que me apaixonou. Aos 6 anos de idade começava a minha loucura Skankarada.

Claro, eu era uma criança. Não dava pra ficar acompanhando a banda em shows, não dava pra ter todos os CDs. Em 96, quando o Skank lançou o álbum “O Samba Poconé” com a também clássica “É uma partida de futebol”, e a politicamente incorreta “Garota Nacional”, eu acompanhei as músicas pelo rádio, com o interesse de alguém que conhecia aquelas vozes. Não sabia que eles novamente tinham vendido mais que um milhão de cópias, nem que uma das músicas viraria 2 anos mais tarde a trilha sonora oficial da Copa do Mundo, nem que eles eram apaixonados por futebol, nem que o Samuel e o Henrique eram cruzeirenses enquanto o Lelo e o Haroldo atleticanos. Eu só sabia que conhecia aquela voz e que me agradava ouvir.

Em 98, o “Siderado” trouxe a baladinha “Resposta” de uma fase mais pop, que se revelaria muito mais intensa no “Maquinarama”, álbum lançado nos anos 2000. O álbum também trouxe a “Saideira” e “Mandrake e os Cubanos” para as rádios e eu também adorei assistir o clipe dessa última e ver o Haroldo loução em mil fantasias diferentes. Pouco me importava se havia sido mixado no Abbey Road, o famoso estúdio onde os Beatles gravaram algum dia, pouco me importava os Beatles, que eu conheci depois, graças ao Skank. Mas tudo isso mudaria em 2001…

Sim, após lançar o “Maquinarama” em 2000 e dar uma reviravolta na carreira incluindo mais elementos do pop, experimentações com instrumentos e trazer definitivamente a veia rock para seu som, lançando os singles “Três Lados”, “Balada do Amor Inabalável”, “Canção Noturna” e “Ali”, o Skank lançou em 2001 o famosíssimo e mais aclamado “MTV Ouro Preto”, um disco ao vivo com os maiores sucessos da banda, além das novidades “Estare Prendido em Tus Dedos” versão para a canção do Police e “Acima do Sol”, inédita. Nessa época eu tinha 13 anos, alguns amigos rockeiros e entre eles um garoto esquisito, meu 1º amor. Esse mesmo garoto foi quem me mostrou “Balada do Amor Inabalável” e foi quem disse que essa música era a minha cara. Daí para frente, minha loucura por Skank adormecida na minha infância voltou com uma força que não sei de onde mais vem. Comecei a comprar e ganhar CDs, revistas, recortes de jornal, acompanhar a banda,e só não podia ir a shows porque segundo meu pai eu ainda “não tinha idade pra isso”. O garoto ficou sendo meu amigo para sempre, mas talvez eu deve a a ele também pra sempre uma das coisas mais incríveis da minha vida: essa minha louca paixão por Skank.

Dos meus 14 anos até hoje eu sou uma enciclopédia viva de Skank. Em 2003, quando eles lançaram o “Cosmotron” e misturaram influências do Clube de Esquina com o britpop e com o rock inglês, a música de raiz do Chico e as experimentações técnicas que só um estúdio próprio proporciona e muitos fãs disseram que eles “perderam a essência” eu fui lá defender canções incríveis como “Por Um Triz” e “Resta um Pouco Mais” tão diferentes das modinhas “Dois Rios” e “Vou Deixar” que tocavam no rádio. Quando os fãs se ofenderam em 2004 quando a banda lançou uma coletânea que tinha 4 músicas inéditas e outras canções apenas dos dois últimos álbuns de estúdio, eu também fiquei brava, mas adorei “Um mais Um” e “Onde Estão”, além da gravação de “I Want You” do Bob Dylan e do inglês engraçadíssimo do Samuel e a dedicatória mais que merecida do álbum à Tom Capone.

As músicas do Skank faziam mais sentido pra mim porque eram a minha história cantada. Em 2006, quando eu cursei 6 meses de Sistemas de Informação de janeiro a junho e em agosto entrei por acaso no curso de Jornalismo, o Skank lançou o “Carrossel” em setembro, cantando “Notícia” e “Antitelejornal”, músicas que se relacionavam ao que eu queria ser, ao que eu queria que o Jornalismo fosse. No mesmo ano, comecei a escrever pra um site de Rock graças à resenha que fiz do CD e o segundo show do qual fiz cobertura na minha vida foi também o primeiro do Skank que assisti, cantando junto com a banda o lançamento “Uma Canção é Pra Isso” que todos os fãs já sabiam, além de “Mil Acasos”, “Eu e a Felicidade”, “Até o Amor Virar Poeira”, “Trancoso” e “Seus Passos” que quase ninguém sabia, mas eu já tinha na cabeça. Conheci muitos fãs, que se transformaram em amigos e mudaram um pouco a minha vida também. Mais legal do que ser fã de uma banda é ter por perto pessoas que também são e que entendem e conhecem bem todas as loucuras que você faz por eles.

Em 2008, às vésperas do lançamento do “Estandarte”, décimo álbum da banda eu já era uma fã consolidada: tinha todos os CDs, sabia todas as músicas, tinha pôsteres, fotos, recortes, informações exclusivas, fazia parte de uma lista oficial de discussões, acompanhava o site, comentava o blog da banda. Mas eu queria mais, e junto a alguns amigos criei o Fã-Clube Skankarados, que se apresentou à banda em novembro daquele ano no show de lançamento do álbum já cantando de cor “Ainda Gosto Dela”, “Sutilmente”, “Noites de Um Verão Qualquer”, “Canção Áspera” e “Para Raio” e de imediato teve o reconhecimento dos caras. A criação e manutenção do fã-clube, assim como o carinho que a banda e produção têm por todos nós é hoje uma das coisas mais legais da minha vida hoje em dia.

Vida Skankarada

Um pedaço de um texto que publiquei no já extinto Leia Livro em 26/10/2005.

Adaptações em negrito.

Vou deixar a vida me levar para onde ela quiser e seguir a diração de uma estrela qualquer, porque eu tô cansado de bancar o herói de mim ou do bem, e abro a porta, eu quero mais, eu quero ser sincero com alguém. Assim como eu sei que Deus lá de cima, sabe muito bem, qual é a minha sina e o que é que me convém, sei também que vou vivendo, mesmo sabendo que a vida nos engana e que a opala não é planta e que os fracassos são nove. Eu vou fazendo o que posso, pois só o sol me dá remorso, sem explicar. O mundo não me assusta, o mundo só me insulta. E no quarto de hotel eu devoto me ajoelho na beira da cama e encosto bem de frente pra o espelho e peço para Deus que possa perdoar quem tem duas pernas e não consegue chegar, quem tem olhos, dois, e não consegue enxergar, quem tem coração e nunca vai saber amar e quem só dá valor quando se pode comprar. Faço isso tudo, porque sou apenas movimento, sou do mundo, sou do vento, nômade.  De qualquer forma eu estou em paz com a minha guerra porque sei que essa vida contém cenas de perplexidade e que esse filme, pensando bem, é impróprio para qualquer idade, pois aqui, no Brasil, toda a nossa indignação é uma mosca sem asas que não ultrapassa as janelas de nossas casasa, porque sofrer o baque todos eles já sofreram, no Paraná, no Pará e no Espírito Santo e a vida nos trata a cacete, mas para os poderosos, tudo legal nas alturas parece, como parece impossível dar um jeito no lixo. Não em engano mais, pois nem todo o arsenal das guarnições civis e nem 300 fuzis M-16, nem as balas do Bush, as bulas do papa, nem as tábuas dos que guardam leis, nada disso vai fazer a gente acatar o absurdo ad eternum desse lugar. Por tudo o mais, eu fico a espera do final, do juízo sobre o mal.

Quero ver quem vai ser o Skankarado que vai citar todas as músicas que usei aqui, na ordem! uhahuauh

palavras…

“As pessoas pelas quais nós mais sentimos são aquelas às quais dedicamos menos palavras”.

Talvez a ideia pareça confusa, mas à primeira vista. Após reflexão, acho que fica bem claro.

Nós nunca dizemos o quanto as pessoas mais importantes das nossas vidas são realmente as mais importantes. Não temos o costume de deixar isso registrado, de fazer valer, de marcar a ferro. Temos a mania de deixar que se pense o que deveria ser dito, como se os outros tivessem a obrigação de advinhar nossos sentimentos em nossos olhos.

Só agora me dou conta de que quando você sente algo especial por alguém, as palavras faltam, as rimas não vêem, as frases não se formam. Por mais que dizer seja fácil, poucas pessoas conseguem compreender, por exemplo, a profundidade que podem ter as três palavras mais básicas da humanidade: eu te amo.

Não há explicação que denote todo o significado. Infelizmente, só quando não se tem mais o que se tornou indispensável à respiração, é que se sente. E o sentir, em toda a sua magnitude, é a coisa que mais valhe a pena, ainda que se sinta também, apenas a saudade do que houve de mais belo.

Duas músicas que hoje têm sentido, após essas reflexões.

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Amor pra recomeçar – Frejat

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo

E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar

Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar

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Resta Um Pouco Mais – Skank

Se você esqueceu meus nomes
Comece a guardar
Cada madrugada que eu te dei
Mas resta um pouco mais
Navios colossais
Que nunca deixaram o cais
Um pouco mais
Naufrágio de estrelas no céu
Uma razão cega pra viver
E um arbusto na praia ao léu

Se você esqueceu meus erros
Revele pra mim onde foi que eu desapareci
Mas restam nestes vãos
As cinzas que irão
Tornar-se a tela de minha alma
Um pouco mais
Um corpo caído nas mãos
Silenciosas de uma mulher
E um tumulto no coração

Mas quando os meus olhos
Vão por aí
Levam junto os teus
Quando os meus olhos
Vão por aí
Levam junto os teus

Se você esqueceu meus nomes
Comece a guardar
Cada madrugada que eu te dei
Mas resta um pouco mais
Navios colossais
Que nunca deixaram o cais
Um pouco mais
Naufrágio de estrelas no céu
Uma razão cega pra viver
E um arbusto na praia ao léu

Mas quando os meus olhos
Vão por aí
Levam junto os teus
Quando os meus olhos
Vão por aí
Levam junto os teus

ser fã não é lindo?? ♥

Tá bom vai gente! Eu não tenho a ilusão irrisória de que eles mandaram isso só pra mim, ou especialmente para mim, ou que eu sou a única pessoa do universo da qual eles ‘lembraram’, nem tão pouco que os próprios Lelo, Haroldo, Henrique e Samuel se encarregaram pessoalmente da confecção deste… mas, caramba! NÃO É A COISA MAIS FOFINHA DO MUNDOOOO???

"Hoje nasce o meu filho…" SKANKarados! *-*

Nada melhor que usar uma música do SKANK pra avisar pra Deus e o mundo que hoje, 05/11/2008, nasce o Fã-Clube Skankarados!

Essa é uma história de muito amor, carinho, dedicação e acima de tudo: agradecimento.

Agradecimento de cinco loucos por Skank, que têm em comum a trilha sonora de suas vidas e a felicidade maluca de ser fãs de verdade da melhor banda desse país.

E é para agradecer às suas letras, melodias, ritmos, sonoridades, inovações e agora mais do que nunca, carinho com os fãs, que damos ao Skank esta nossa ‘prova de amor Skankarada’.

Enquanto o nosso site não fica pronto, eu recomendo que você comece a conhecer e participar dessa história, acompanhando o nosso blog: http://www.skankarados.wordpress.com

Abraços e beijos Skankarados a todos!

Sem farsa, conchavo, sem guerra

… sem malta, corja, ou trapaça… a vida É UM DRIBLE ÁGIL, entre as pernas da desgraça…

Tá… é Skank de novo… mas faltam 15 dias pra o show da turnê Estandarte em São Paulo, então, vocês podem notar que há uma certa emoção maior em minhas palavras… tem coisas que só fã entende…

Enfim…

Tem como dizer que eles não estão certos?

Tem coisas que não tem como disfarçar… e mesmo assim, são disfarçadas…

Porque é que temos mania de esconder o que sentimos? De deixar de dizer o que pensamos? De simplesmente esperar as atitudes dos outros?

Queremos provas? Queremos retribuições? Queremos ser adorados, amados, queridos, idolatrados?

É claro que sim! Merecemo isto!

Mas e quando este ‘merecimento’ te atormentar? E quando tudo isto que você merece e quer te obrigar a ser frio, a não se deixar revelar, a esconder-se em si mesmo e a esperar atitudes alheias? E quando você souber que estas atitudes não virão?

Vale mesmo a pena esperar pelos outros? Mesmo quando isto puder significar o seu sofrimento?

Quando é que nós vamos conseguir inventar nossos Anti-telejornais? E fazer o nosso mundo inventar as coisas belas, as coisas que realmente importam, as coisas ESSENCIAIS?

Belos versos Rodrigo F. Leão. É uma letra linda. Tomara que se consiga praticá-la.

Hoje nasce meu filho
Hoje vou me casar
Hoje dentro do espelho
Vou poder enxergar
Pais, mães, irmãos
Ruas, bairros, cidadelas
E o quintal dos corações
Onde moram as coisas belas
Hoje vou namorar
As solteiras e as casadas
As jovens, as carquebradas
As lindas e as descuidadas
Meu amor vai se espalhar
Pelas camas e calçadas
Nas prisões e condomínios
Nas favelas e esplanadas

Sem farsa, conchavo, sem guerra
Sem malta, corja ou trapaça
A vida é um drible ágil
Entre as pernas da desgraça

Hoje eu vou inventar
O antitelejornal
Pra passar só o que é belo
Pra passar o essencial

Hoje andarei sobre as flores
Amarelas do ipê
Espalhadas pelo chão
Antes de anoitecer
Cantarei no meu velório
Dançarei nos braços da vida
Dormirei com a minha ama
Vida boa de ser vivida

Sem farsa, conchavo, sem guerra
Sem malta, corja ou trapaça
A vida é um drible ágil
Entre as pernas da desgraça

Hoje eu vou inventar
O antitelejornal
Pra passar só o que é belo
Pra passar o essencial


10º álbum de inéditas, Estandarte é a renascença do Skank

Antes de colocar este CD pra tocar no seu rádio ou começar a escutar o “Estandarte” de qualquer outra forma, você precisa ter consciência de que este CD retoma tudo o que o Skank já fez, mas não há qualquer nostalgia nisto. A produção de Dudu Marote (produtor de “Calango” em 1994 e “O Samba Poconé” em 1996) pode parecer a muitos um retrocesso, mas não o é. Ao escutar o Estandarte com atenção, dá pra se esquecer completamente de este é o Skank de “Garota Nacional” ou “Te Ver”, mas ao mesmo tempo, fica claro que são Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferreti tocando, misturando toda sua carreira com sua história. Esqueça tudo o que já ouviu sobre eles e atente-se ao novo. É o melhor a se fazer.

Pára-raio abre o CD com a volta dos metais em todo o estilo “Skank 1994”, com a ajuda dos meninos do “Funk como Le Gusta”. Lembrando um pouco a explosão alegre marcante em “Calango” quando a banda tocava mais reggae e ska, num mix com os anos 70 e os eternos Carlos (Roberto e Erasmo) esse som aparece trazendo à tona um Skank sensual sem pudores: “Paro dentro, entro e saio… falta você aqui!”. A parceria de Samuel Rosa e Nando Reis marca outras quatro faixas do CD, com versos igualmente marcantes, tal como a segunda faixa do álbum, “Ainda Gosto Dela”, um já single pop radiofônico e dançante que tem participação especial de Negra Li, assumindo os vocais auxiliares e dando ao resultado final uma música doce e harmoniosa. Outra das composições de Nando Reis é a candidata número “1” a novo single, a balada “Sutilmente”, que parece só ter um violão básico e a voz suave de um Samuel Rosa tão marcante quanto em “Seus Passos” do álbum Carrossel de 2006 ou “Balada do Amor  Inabalável” do álbum Maquinarama de 2000.

Mas talvez a música que mais chame a atenção em todo o álbum seja a terceira faixa do CD, que resultado da mais antiga parceria musical do Skank. Composta por Chico Amaral, começa com o toque das baquetas de Haroldo Ferreti e deslumbra os ouvidos com guitarras alucinantes pra se ouvir logo em seguida um Samuel Rosa descobrindo também fazer falsete divinamente bem. Tudo isso é a energética e alucinante “Chão”,
assumidamente inspirada em Rolling Stones, e que convida a todos pra pular, pois “Teu prazer é o meu Estandarte”. “Escravo”, candidata a ser hit é o tipo de música “politicamente incorreta” que marca os sucessos do Skank, e conta a história de um homem escravizado pelo amor.

Tanto “Escravo” quanto a música que a antecede “Noites de Um Verão Qualquer” são o tipo de música impossível de se ouvir sentado. Dançantes do começo ao fim, não ficariam nada mal em qualquer danceteria. A também dançante “Canção Áspera” é forte candidata a hit, como boa parte das canções do álbum, mas deixa a dúvida por seu lado mais experimental, onde encontramos até um Samuel abusando de seu inglês nos versos “It´s a lonely way / It´s a rugged song / I woke up today / I knew it would be long”.  “Notícias do Submundo” é rock´n´roll puro. O dia-a-dia das notícias que passam como flashes diante de nossos olhos foi o tema escolhido por Chico Amaral, novamente marcando as composições do Estandarte. “Um Gesto Qualquer” é mais reflexiva. Também de Chico Amaral, a faixa conta as histórias do dia-a-dia e de relacionamentos, como o Skank gosta de fazer. Destaque especial para a comovente “Assim sem Fim”, de César Maurício, uma parceria recente, mas de grandes resultados. É o tipo de música que se escuta a qualquer momento e que pode se encaixar a diversos momentos da vida de qualquer pessoa. Versos como “Nem tem tanto a dizer / Mas trago ouvidos e pão / Na velocidade de amores vãos / Aonde termina nossa solidão?” são auto explicativos.

“Saturação” é o pleno momento “vamos experimentar algo novo”. Poucos sabem, mas esta música já teve uma versão tocando nos shows da banda, durante a turnê do álbum anterior, “Carrossel”. É o que se pode chamar de um restinho de “Carrossel” com nova roupagem, pois a música ganhou tudo o que um bom sintetizador pode dar a qualquer canção, e mostra o baixo de Lelo Zaneti presente e vivo durante a faixa inteira, acompanhando as batidas.

Para fechar o álbum, a música que traduz o Estandarte. “Renascença” é quase Beatles, é quase Rolling Stones novamente e é extremamente rock´n´roll. Viradas intensas de bateria acompanham a voz gritada de Samuel, que dedicou-se mais aos vocais que às guitarras nesta canção. Estandarte é um Skank feliz, um Skank vivo, um Skank romântico, um Skank sensual. Não dá pra não notar felicidade e satisfação dos mineiros com este resultado. Sem repetir o que deu certo nos últimos álbuns de inéditas,“Maquinarama”, “Cosmotron” e “Carrossel” onde o Skank se mostrava mais “britrock”, o “Estandarte” mostra um Skank renascido.

Estandarte – 2008 – Sony & BMG

Pára-Raio
Ainda Gosto Dela
Chão
Canção Áspera
Noites de Um Verão Qualquer
Escravo
Notícias do Submundo

8. Sutilmente
9. Um Gesto Qualquer
10. Assim sem Fim
11. Saturação
12. Renascença

Nota: 10

Só pra dizer que este foi o dia mais feliz da minha vida!


Playcenter
Renata
Gabi
Skank
Milke
Fitinha
Fila
Munhequeira
Camarim
Camarim
Camarim
Henrique
Samuel
Haroldo
Lelo
“Como é o seu nome?”
Com dois K e Y
Abraço
Abraço
Abraço
Abraço
Foto
Foto
Autógrafo
Autógrafo
Abraço
Abraço
Abraço
Abraço
Milke
Show
Show
Show
Show
Show
Show
Shooooowwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwww
SetList
Skank
Skank
Skank
Skank

Definitivamente… a banda da minha vida!

Skank lança novo álbum – Nova música nas rádios na próxima terça-feira


A banda mineira Skank anuncia o lançamento de seu novo álbum “Estandarte” o décimo da carreira. De acordo com o blog no site oficial da banda (http://www.skank.com.br) a música “Ainda gosto dela”, primeiro single do novo álbum, estreiará em todas as rádios do país na próxima terça feira, dia 09/09.

A pré-venda deste álbum já começou. Para comprar basta clicar aqui, neste link ou neste outro .

O lançamento está previsto para o dia 20 de setembro, mas esta informação ainda não foi confirmada pela banda.

Como Skank tem o poder de deixar a minha vida mais bonita

Estou eu sossegadamente trabalhando num 15 de maio que não deveria ser surpreendente, quando o Felipe Arouca, diretamente do Los Skankeiros de Salvador, me avisa por MSN:

“Estão procurando fãs do Skank na comunidade oficial da banda!”

Boa! Ele me mandou o link e eu fui direto pra lá. A primeirona fã paulista a responder o tópico, vidrada, viciada e skankarada. Achei que era pra formar alguma filial dos Los Skankeiros em São Paulo, projeto que há tempos está apenas nas nossas cabeças… Infelizmente não há tempo para as funções do fã-clube na vida desses paulistanos que fazem faculdade, trabalham, estudam mil coisas e se viram na confusão da metrópole. Mas enfim, respondi o tópico e sai do Orkut para as minhas funções normais.

No dia seguinte…

Mas ou menos no mesmo horário, chega ao meu MSN outra mensagem do mesmo Felipe… desta vez, pedindo pra eu ver o meu e-mail, pois ele já tinha certeza de algo bom, mas queria que eu confirmasse. Na hora, eu estava um tanto ocupada demais com o trabalho, e esperei um pouco pra ver, meio desconfiada do que poderia ser. Quando finalmente resolvi abrir o e-mail, a seguinte mensagem me aguardava:

Olá Raquelline! Nós aqui do SKANK gostaríamos de convidar você e mais um acompanhante para o show que a banda irá fazer no final do Rockgol no Ginásio do Ibirapuera! O show está marcado para as 18:00h e você, após confirmar presença, pode retirar seu ingresso na portaria principal do ginásio! Por favor, confirme sua presença respondendo esse e-mail com o seu nome completo!
Um grande abraço,
Paula Abritta

Ri… quase gritei emocionada na frente do computador do meu serviço. Pulei por dentro. Parada, olhando fixamente para o monitor, eu gritava, dançava, pulava, e comemorava exaustivamente em pensamento. Não podia manifestar qualquer emoção forte ali, no meio de meus companheiros de trabalho, apesar de todos eles saberem de minha paixão pelo Skank.
Mandei e-mail pra o meu namorado. Procurei o endereço do Ginásio. Fiquei tão louca que não me toquei que o show era no mesmo dia e mandei e-mail para a tal Paula perguntando isto. Ela respondeu que era naquele dia mesmo, um 16 de maio que ficará pra sempre na memória. Eu teria uma hora entre o local onde trabalho (Pinheiros) e o Ginásio.

Falei pra o pessoal em tom de calma que eu não teria no minuto em que recebi o e-mail. Sai do serviço e quase voei. Liguei pra o meu namorado, que não pôde me acompanhar. Fui sozinha. Isto é ruim. Ir a qualquer show sozinha me dá sempre um aperto no coração. Uma vontade de falar o que se está pensando, sem ter ninguém por perto que lhe conheça pra lhe entender. Enfim, corri. Cheguei, peguei a credencial (uma inesperada fitinha, que me autorizava a ir para a área de convidados, ao lado do palco). Burra, fui para a arquibancada e vi a final do RockGol de lá. Depois do fim do jogo, me toquei e procurei um segurança. Enfim, consegui chegar à área de convidados. Vi um Henrique Portugal atrás do palco, um tanto longe pra que eu pudesse correr e tive que me comportar.

O Samuel já estava apresentando os ganhadores do RockGol, e eu lá, junto com alguns convidados, amigos, famosos, e toda aquela turma da MTV, só tinha olhos pra ele. Esqueci até o jornalismo correndo no meu sangue, que poderia me dar uma bela matéria de cobertura pra o Mundo Rock. Skank me deixa louca.

O show começa. Corro pra frente do palco. MEU DEUS! Ninguém na minha frente! Eu de cara pra o Samuel, com Henrique, Haroldo e Lelo ali, tão perto. Depois de dois anos (o meu primeiro e último show foi no Tom Brasil, lançamento da turnê, cobrindo para o Mundo Rock) eu estava lá de novo, e sentia a vibração fanática de ver aqueles quatro mineiros em palco, arrepiando, ainda que com as velhas canções do reggae que atendem apenas às expectativas da massa. É claro que num show para uma TV como foi o do RockGol para a MTV não dava pra tocar “Rebelião” ou “Sem Terra” (esta, aliás, eu nunca vi em playlist de show nenhum) ou ainda “Ali”. Mas o Skank de hoje, para mim, é muito mais que “mais uma banda de reggae” como disse o Samuel antes de cantar a velha “Te Ver”. Infelizmente, nem todos os fãs tiveram a mesma sorte, pois a galera da MTV não liberou a entrada em campo pelo povo que estava na arquibancada. “Abre pra galera” disse o Samuca antes de o show começar, mas por “questões de segurança” a MTV não pôde liberar isto.
“Beleza Pura”, “Mil Acasos”, “É Uma Partida de Futebol” foram tocadas, e se eu não vi mal, Henrique, Haroldo e Lelo não estavam em seus melhores dias. É claro que tocavam perfeitamente bem, só não tinham muita alegria no rosto. Mas no palco havia um Samuel Rosa, e foi em “Jackye Tequila”, que este mesmo Samuel mais do que em forma, deu um banho de ânimo e força pra todo mundo. O cara cantou e deu uma volta olímpica no campo, para ficar mais perto dos outros fãs, que infelizmente foram deixados na arquibancada. Chegando de volta ao palco, no fim da música, havia um problema: não, não era ele que estava cansado, e sim o microfone, que por uns instantes não lhe respondia. Com uma agilidade fantástica, subiu ao palco e novamente começou a agitar lá de cima.
Depois de um set só de maiores singles que nós “fãs-de-verdade” sempre falamos mal (queremos ouvir as raras, as que estão nos CD´s, as que não viraram singles, as que não deixam a galera enjoada) mas sempre cantamos feito uns doidos ao escutar (eu senti isso na pele: passei a semana anterior ao RockGol inteirinha discutindo com o povo da lista alguma forma de fazer os meninos perceberem que as “músicas de mídia” podem ser um pouco esquecidas e cheguei num show onde só elas tocaram pra cantar todas elas, pular em todas, dançar em todas e sentir o coração feliz por estar lá, mesmo sem ouvir as minhas músicas favoritas…) os meninos deixaram o palco, um por um. O Lelo começou a distribuir as palhetas usadas por ele. Ai caramba, o pessoal que estava curtindo ali na frente (que não era pouca gente) se acumulou e eu não consegui correr… estava na frente do Henrique Portugal, meu lugar de praxe nos shows do Skank. O Haroldo veio pra cumprimentar o pessoal e o Henrique também começou a distribuir suas palhetas. Caramba, eu estava bem na frente dele. Estendi a mão e disse: “Henrique, pra mim!!” e uma palheta azul, com um Henrique e seu maravilhoso teclado desenhados atrás, veio docemente parar na minha mão. Era muita emoção! Minha segunda palheta do Henrique Portugal! Quero fazer coleção! =D
Depois disso, eu corri pra trás do palco também, ávida por uma chance de falar com eles!

Câmera na mão… coração saltando…

Fiquei ali por uns cinco minutos. Esperava ansiosa por Haroldo Ferreti, Lelo Zanetti, Henrique Portugal ou Samuel Rosa. Ou os quatro juntos. Ou um por um. Ou dois deles. Caramba, eu ainda não acreditava que tinha visto um show inteirinho sem aperto de galera na grade (não havia grade), e ainda por cima tinha faturado outra palheta do Henrique! Se eu continuar ganhando uma palheta por show minha coleção vai ficar cheinha rápido, rápido!
De repente… lá vinha ele. Caminhando com um terno colorido lindo, tão bonito quanto ele próprio, lá vinha o Lelo Zanetti, baixista, sorrindo. Eu estava com a câmera na mão. Estava pronta. Ele vinha vagarosamente. Olhou pra mim, um olhar profundo, e disse “Oi” pra mim. Caraca… ele falou “Oi”. Parece tão idiota, mas eu me senti tão bem com aquele olhar hipnotizante e aquela voz me dizendo “Oi”, que parei naquele instante e a minha única ação foi lhe responder “Oi Lelo” enquanto ele ia embora. Depois de alguns instantes foi que notei que havia uma câmera digital ligada na minha mão. Caraca! Como assim não tirei uma foto com ele? aaaaaaaahhhh
Depois de alguns minutos, duas garotas chegaram e ao fundo, víamos o Samuel Rosa. Elas olharam pra mim e perguntaram: “Será que a gente consegue tirar uma foto com ele?”. Eu disse: “Acho que sim” e comecei a contar a minha experiência anterior com o Lelo, me sentindo familiarizada por finalmente ter encontrado fãs da banda ali no meio. Uma das meninas olhou pra mim meio descrente e perguntou: “Quem é Lelo?”… Quase com ódio no coração, gritei: É O BAIXISTA DA BANDA!!!

E lá vinha o Samuel. As duas passaram na minha frente e tiraram a foto, cada uma com uma pose. Perguntei pra uma delas se podia tirar a foto pra mim. Olhei pra o Samuel e perguntei: “Oi… posso tirar uma foto com você?”. Ele disse que sim. Eu disse que adorei o show. Ele disse: “Obrigado, obrigado mesmo por ter vindo!” e se foi. Lindo. E eu tinha em minhas mãos uma foto com o vocalista da minha banda favorita.

Preciso dizer que voltei pra casa sorrindo?
Preciso dizer que passarei o mês olhando aquela palheta e aquela foto?
Preciso dizer que ainda estou no ar?

Abaixo, a foto das fotos.
Se Deus quiser, a primeira de muitas!

Dez Razões Pra Ouvir – Skank

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Pois é. Se você conhece um pouquinho a Rakky, com certeza tem em mente: “Ptz… demorou pra ela escrever sobre eles”. Pois é amigos, a minha banda favorita aqui no Brasil permeia o Dez Razões dessa quinzena. Mais é claro, eu quero fazer você ouvir o som dos caras não só porque são meus favoritos no cenário Rock nacional, mais sim porque eles são bons mesmo! Como todas as bandas que passaram e passarão por aqui, é claro. Uma banda cheia de lutas, de sonhos, de mudanças e de ação. Bem com a cara do povo tupiniquim. Está preparado? Então toma! Dez razões pra ouvir!!!

01 – Jeitinho mineiro de ser: Pois é. Como a maioria das banda do mundo, o Skank começou independente. Samuel Rosa (vocal e guitarra) e Henrique Portugal (teclado e guitarra) tocavam juntos em uma outra banda, o Pouso Alto. Lelo Zanetti e Haroldo Ferreti vieram depois, e os meninos juntos, começaram a juntar dinheiro para gravar o primeiro álbum, que levou o nome da banda. Com 11 faixas, o trabalho era voltado essencialmente ao reggae, ao dance hall jamaicano e ao ska. Canções como “O Homem Que Sabia Demais” e “In(DIG)nação”, além do cover de Frank Sinatra em “Let me Try Again” e da versão de Bob Dylan em “Tanto” marcaram a banda na capital mineira e em toda a extensão do estado como garotos preocupados em transmitir alegria e conscientização. In(dig)nação traz o tom para a consciência política. A música compara a nação brasileira a uma ‘mosca sem asas’ na época em que o Impeachment do presidente Collor acontecia. A Chaos, um selo da Sony Music, notou o potencial do quarteto, pagou as 100 mil cópias que os meninos tinham conseguido produzir, remixou e melhorou a qualidade de som do álbum e assinou contrato com a banda. E como o Reggae não era o tipo de música famoso em Minas, os guris vieram pra São Paulo.

02 – Invadindo o Brasil: O ano de 1994 não poderia ser mais especial para os mineiros apaixonados por futebol do Skank. Copa do Mundo, Brasil tetracampeão mundial, e, é claro, alguns Pacatos Cidadãos invadiam a música brasileira. Aos pouquinhos, hits como Jackye Tequila, É Proibido Fumar, Esmola e Te Ver, fizeram do Calango o CD que traria o Skank pra o Brasil definitivamente. O ritmo envolvente, a voz doce e as canções fáceis de se aprender e com melodias também não complicadas fez a banda estourar em todo o Brasil. E não foi por falta de talento não?

03 – Apaixonados por futebol: Pois é, eles são doidos por futebol, como qualquer bom brasileiro. Mais essa paixão invade as letras e as músicas do time formado por dois Cruzeirenses (Samuel e Henrique) e dois Atleticanos (Lelo e Haroldo). Claro que a rivalidade iminente nunca fez a banda ficar mal. É uma partida de futebol, música lançada em 1996, abrindo o álbum “O Samba Poconé” foi uma das mostras dessa paixão. O clipe, que mostrava justamente um jogo no Mineirão com o clássico, foi parar nas paradas de sucesso francesas e viajou o mundo. Mais essa não é a única música com referências futebolistas do Skank. No primeiro álbum, “Cadê o Pênalti?” já dava indícios da paixão, além das citações de estádios em “Esmola” (No sinal, no Morumbi, no Mário Filho, No Mineirão), entre várias outras, nos outros álbuns. Paixão nacional, não deixaria de ser paixão mineira!

04 – Um show que é show: Ir a um show do Skank é garantia certa de diversão. De onde aqueles mineirinhos tiram tanta alegria e carisma, é um mistério. O que se sabe é que o público ‘skankeiro’ não pára um segundo. Sendo nas músicas mais agitadas, pulando ou nas baladinhas, cantando, a galera acompanha do começo ao fim a eletrizante banda arrepiando em cima do palco. Antigamente, até a ‘dança do calanguinho’ entrava na festa. Mais essa já é uma outra história…

05 – Banda Paralela: Não, não. A banda paralela não é uma referência ao baixista do Skank, Lelo. É que o Skank não pára nem em período de férias. Em suas horas vagas entre as gravações no estúdio ou entre as turnês de shows, os caras formam uma banda só pra fazer covers, o Dr. Penetration. Nem o nome nem seus integrantes poderiam ser mais sugestivos. Samuel Rosa é Gérson Lopes (famoso sexólogo mineiro), Henrique Portugal se transforma em Peter North (ator pornô), Lelo encarna Cantigflas (comediante Mexicano) e Haroldo fica sendo Tom Byron (outro ator pornô). Os quatro ‘poderosos’ empenham seus instrumentos (musicais meninas, musicais) em covers e se divertem junto a alguns amigos mineiros. Diferentes, mais divertidos não?

06 – Sem medo de mudar: O que a maioria das bandas de rock espalhadas por esse mundão todo faz quando cada um de seus integrantes quer fazer um som novo, diferente do que a banda faz explorar novos instrumentos ou qualquer outra experiência, que seja? Se separam? Sim… mais nós estamos falando do Skank. Muito ao contrário do que comum de se ver no rock, os meninos mineiros também passaram por uma fase “Quero inovar”. E todos eles inovaram. Juntos. Esta fase foi entre os anos de 1998 e 2000. O Skank inteiro estava mudando. Já não tocavam só o seu reggae Ska e a melodia de “Resposta” no álbum Siderado já assustou alguns fãs. Mais só em 2000 a revolução viria. Um álbum cheio de pequenas grandes modificações. Com coragem, os caras do Skank abandonam de vez a fórmula animada do Reggae que trazia suas canções e seguem para o ramo de experimentações, criando um álbum hora retro, hora sessentista, sem nenhum sinal do sax ou trompete comuns da banda, ou da camada latina presente nas canções ‘calientes’, mais definitivamente bem feito. O álbum fez a banda pela primeira vez virar trilha de novela (com Balada do Amor Inabalável) conquistou novos fãs, enfeitiçou fãs antigos e mostrou ao país uma banda que faz o som que gosta de fazer.

07 – Influências e exemplos: Sim, uma das referências musicais do Skank é Beatles, claro. Mais essa mania toma a voz de Samuel às vezes. Come Together e Ob-La-Di, Ob-La-Dá já tiveram seus versos cantados e tocados pela banda, entre outros sons. Mais além da Beatlemania evidente nos quatro meninos, podemos encontrar sinais de que os caras realmente têm bom gosto. A seção ‘Links’ do site da banda é de encher os olhos de qualquer um. De Lô Borges à Little Richard, passando por Creedence Clearwater Revival e Kings Of Leon, além de Nando Reis e, é claro, cada um dos Beatles, as influências claras e assumidas do Skank tomam forma. Além deles, Bob Dylan, Frank Cinatra, Clube de Esquina e tantos outros são responsáveis pelo som quase eclético que a banda mineira consegue criar a cada nova apresentação ou álbum.

08 – Ouvindo os fãs: Um episódio quase que inédito na música: astros escutam o que os fãs tem a dizer. Eu explico. Tempos atrás, os fãs-clube skankeiros se organizavam para sugerir e exigir mudanças no site da banda, que tinha ganho o apelido de ‘Formato Mínimo”, alusão à uma música do Cosmotron e ao mesmo tempo piada com o conteúdo do site. Então, através de contato com o fã clube, os produtores do site pediram sugestões e as aplicaram no modelo “Carrossel” da página na web. E, fãs que o digam, o atual modelo responde à todos os requisitos. Ótimo não é mesmo?

09 – Curiosidades curiosas: Desde o nome da banda, que entre outras coisas pode lembrar o nome de uma super maconha (Skunk) ou um gambá, além de ter a referência à pessoas desprezíveis. Além disso, nem tão normais quanto parecem, os meninos do Skank tem seu lado ‘esquizofrênico’. Os caras exageram quando o assunto são suas coleções. Samuel e Lelo, com suas camisetas de times de futebol, Henrique com seus óculos redondos (várias cores), tipo “John Lennon” e seus bonés também coloridos e, o vencedor Haroldo, com suas nada comuns cuecas samba-canção de seda. No mínimo, diferente…

10 – Composições e melodias: Alguém já pensou na riqueza de vocabulário que uma banda pode transmitir? Pois é, as músicas do Skank, entre amor, dor, alegria, diversão, humor e situações cotidianas, transmitem uma gama de palavras que, como diria um amigo, são ‘bonitas de se analisar’. A parceria Samuel x Chico, que perdura desde o primeiro álbum traz versos que dariam um bom livro ou fariam qualquer professor de português extremamente feliz. Pois é, sempre que minha irmã me pergunta sobre alguma ‘figura de linguagem’ ou tem algum trabalho pra exemplificar com música (os professores dela adoram essas coisas), indico Skank como exemplo. E versos de canções como: “Ele sabia que o amor é um tiro, num alvo além da visão”, “Quando eu disse a ela que o amor morreu a cidade sutilmente estremeceu”, “Se matar não precisa, nós vivemos de brisa”, “Meu desejo e meu destino brigaram como irmãos”, “Duas luas sobre a terra, apoiadas em meus ombros”, “As ruas desse lugar, agora eu sei, sempre escutaram a nossa música, quando eu te respirava” e “O tempo só chegou pra me dizer, tudo o que eu não pude perceber” mostram que não estou errada. Metáforas, hipérboles, aliteração, antítese, eufemismo e prosopopéia, além de ter escolas literárias como o Trovadorismo, o Romantismo e o Modernismo inspirando algumas letras também. Cultura brasileira, transmitida em música. Lindo não?

Nossa! Além dessas, há muitas histórias que a banda tem pra contar. Mais eu é que não vou bancar a chata. Há muita coisas sobre esses quatro mineirinhos malucos que pouca gente desconfia. Quer saber mais? E tá esperando o que? É só acessar: www.skank.com.br e ouvir, conhecer e amar. Ou não. Mas eu tentei!

Publicado originalmente no site MundoRock.net em agosto de 2007

Skank – Carrossel inova na base do rock clássico

Publicado originalmente no site http://www.mundorock.net

Por Raquelline Curvelo

Quinze anos. Quinze faixas. E um novo Carrossel começa a rodar. Nos rádios das casas, nos programas de rádio e TV e na internet, os quatro mineirinhos do Skank novamente fazem o mundo girar. E girar mesmo. O novo álbum da banda, intitulado “Carrossel” e lançado pela Sony & BMG  em agosto último, surpreende novamente a crítica e os fãs no mundo inteiro. É um trabalho diferente, mostrando um Skank cada vez mais maduro, mais unido e mais criativo.

Vinte e cinco músicas foram produzidas para este trabalho, todas compostas entre novembro de 2005 e junho de 2006 no estúdio da família Ferreti, o “Máquina” em Belo Horizonte. Somente quinze entraram no CD, carregadas de psicodelia madura e de naturalidade, sem perder o poder pop/rock, explorando o brit-rock, mais abusando das experimentações, que Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zanetti e Haroldo Ferreti tanto tem gostado de fazer. O Skank passa a mostrar que não está aí para ser mais uma banda de pop/rock, deixa de lado o estilo “pra-pular” brasileiro e mostra o que a banda realmente quer fazer, sem perder o compromisso com as músicas para o rádio mesmo. Quinze faixas é um número que impressiona, visto que todos os CDs de estúdio da banda até o momento não passaram das doze. “Eu e a felicidade”, a música de abertura do CD, já mostra um pouco do que todo o Carrossel vem dizer: a felicidade está no ar, e o Skank ressurge cada vez mais romântico, a parceria inconfundível de Samuel Rosa e Nando Reis, já inicia o álbum detonando. O hit do momento, “Uma Canção É Pra Isso” traz a tradicional parceria Samuel Rosa e Chico Amaral e chega dizendo à que veio:  “uma canção é pra fazer o sol / nascer de novo /  pra cantar o que nos encantou / na companhia do povo”. Destaque especial para “Mil Acasos”, candidata universal à novo sucesso, composta também por Samuel e Chico, e irmã gêmea de “Vou Deixar”, do último disco em estúdio do Skank, o Cosmotron, de 2003, “Seus Passos”, baladinha romântica pra acalentar os corações apaixonados, “Balada Para João e Joana” que destaca o banjo como nova descoberta da banda, “Notícia” com as mudanças rítmicas lembrando um pouco de “Rebelião” do Maquinarama, mais com uma letra bem mais leve, “Anti-telejornal” parceria com Rodrigo F. Leão, exibindo um som mais latino e “Trancoso” primeira de uma talvez grande parceria entra Arnaldo Antunes e Samuel Rosa, composta em Trancoso na Bahia, durante um encontro casual nas férias em família de ambos e lembrando de leve o som de mar, com as “melodias de sereia” e com “os pés na areia” mesmo.

Produção de Chico Neves e de Carlos Eduardo Miranda, o Carrossel chega às lojas mostrando um Skank voltado a criar a sua própria identidade, sem medo de trocar o Reggae que iniciou a banda pelo Rock Tradicional, e até Clássico que agora dá lugar aos sons dos mineiros abusados e corajosos, que não recearam mudar em nome do real objetivo da banda: fazer música. Convite aos ouvidos inquietos, para fazer a fantasia das cores e voltas do carrossel da vida iluminarem o rádio quando o Cd começar a tocar. É ouvir e viajar!

Álbum: Carrossel

Ano: 2006

Nota: 8,5

Faixas:

01 – Eu e a Felicidade;

02 – Uma Canção é Pra Isso;

03 – Até o Amor Virar Poeira;

04 – O Som da Sua Voz;

05 – Cara Nua;

06 – Mil Acasos;

07 – Lugar;

08 – Notícia;

09 – Garrafas;

10 – Panorâmica;

11 – Balada Para João e Joana;

12 – Trancoso;

13 – Antitelejornal;

14 – Seus Passos;

15 – Um Homem Solitário.