Resenha – Across The Universe

Faz muito tempo que eu gosto muito dos Beatles e que acompanho a carreira deles. Faltam muitas coisas da banda dos meninos de Liverpool pra eu ver nessa minha curta vida de 23 anos, mas hoje, vi um dos filmes mais bonitos da minha vida. O nome, Across the Universe, é um dos grandes sucessos da banda. A trilha sonora não poderia ser outra.

O filme é um musical, se passa nos anos 60 e conta a história de Jude (Jim Sturgess), um garoto de Liverpool que vai para os Estados Unidos para conhecer o pai, que abandonou a mãe grávida. Ao chegar ao país, enlouquecido pelo clima de revolução e os embates entre aqueles que eram contra e a favor à Guerra do Vietnã,  Jude conhece Max (Joe Anderson), um jovem de classe média que resolve deixar a faculdade para viver “perigosamente” em Nova York, a cidade do sexo, das drogas e do rock´n´roll. Max e Jude ficam amigos e se mudam para um apartamento administrado por Sadie (Dana Fuchs), uma cantora rock´n´roll com muitos mistérios.

Enquanto isso, Lucy (Eva Rachel Wood), irmã de Max, se vê enfrentando a morte de Daniel (Spencer Liff), seu namorado, que para a Guerra. Nas férias e para se distrair, Lucy decide visitar o irmão Max e se apaixona por Jude. Os encontros e desencontros desse amor, a ida de Max para a Guerra, as histórias de Sadie, JoJo (Martin Luther McCoy), Prudence (T.V. Carpio), Dr. Robert (Bono Vox, isso mesmo! Bono Vox!!), Mr. Kite (Eddie Izzard) e outras histórias marcam a narração que apesar de parecer leve (afinal é um musical né?) é tenso do começo ao fim, tem uma narrativa pronta para agradar qualquer beatlemaníaco (e até quem não é) e uma fotografia impecável, além de efeitos especiais muito bem usados. Se você ainda não está curioso, o máximo que posso dizer é: o filme merece ser visto.

Across The Universe
Ano de Lançamento
: 2007
Diretora: Julie Taymor
Origem: E.U.A
Categoria: Musical
Duração: 133 minutos
Nota: 10

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E eu sonhei com o John Lennon

Você já sonhou com algum ídolo? Já contou e ouviu segredos em sonho? Já pensou a respeito desses sonhos e de seus significados? Eu já! Bom, há quase um mês eu tive um sonho muito estranho com o John Lennon. Ele me encontrava numa rua que eu não sei o nome e me perguntava porque eu não o achava tão brilhante quanto o Paul. Eu dizia pra ele que era uma questão de gosto pessoal mesmo, mas que eu gostava pra caramba dele e pra ele não ficar chateado com a minha preferência (como se eu fosse assim uma fã tão fodelona pra ele se importar comigo né gentem?). Aí ele me disse que ia me contar um segredo e que ao contrário do segredo que o Paul contou pra uma fã sobre a festa pra o Ringo, eu podia contar pra todo mundo porque ninguém ia acreditar em mim mesmo.

Ele me disse que escreveu “In My Life” pra o Paul. Simples assim. Aí eu quis entender esse significado novo que ele dava pra uma de suas composições mais belas e mais clássicas. Aí ele me explicou os versos, um a um, com a paciência de um mago que eu nunca pensei que ele tivesse.

Disse que escreveu a música se lembrando de lugares e de momentos de sua vida de garoto, que toda a letra tinha significados especiais pra ele. E aí me perguntou quem era a única pessoa de quem eu sabia que ele não tinha se separado jamais, desde sua adolescência.  Poxa, o Paul, é claro, eu respondi. Aí ele explicou que os momentos mais incríveis da sua vida foram os da sua adolescência, quando a rebeldia do que um dia seria chamado de rock´n´roll era apenas tocar e cantar algumas músicas, invejar os acordes impecáveis que saiam de qualquer coisa que o amigo tocasse, criar letras infantis e malucas e sonhar em ser um super star.

Ai ele parou. Sentou numa pedra na calçada, com aquele cabelão correndo pelos ombros e desabafou: “Poxa, como foi que ninguém percebeu que essa música só podia ser pra mim e para o meu melhor amigo? Todo mundo me acusou de ser um invejoso estúpido quando eu escrevi e gravei a ‘How do you sleep’ mas ninguém nunca cogitou a possibilidade de eu estar extremamente abatido quando fiz aquilo”. Chorou. Eu não sabia o que fazer, então, não fiz nada… ele continuou, explicando que Paul era muito mais que um parceiro de composições e que ele sentia que quando os Beatles acabassem (na época ele já sabia que aquilo não ia durar muito mais) ele teria muita dificuldade em cantar sozinho, sem alguém que o inspirasse como o Paul. “Não é uma canção de amor. É uma canção sobre toda uma vida, sobre milhares de coisas, sobre um pouco de mim”.

Aí eu me atrevi a perguntar: “E aquela discussão toda sobre a autoria da música… quem de verdade escreveu, foi você sozinho e o Paul ajudou ou o Paul não fez absolutamente nada?”. Aí ele disse que precisava garantir que a canção tivesse alguma notoridade além do que ela poderia e…” eu acordei.

Ele não podia me contar tudo né?

The Beatles – 50 anos depois: algumas descobertas e uma ótima leitura

 Você, Beatlemaníaco que acompanha esse blog só porque de vez em nunca em falo sobre eles, alegre seu coração: acabo de ganhar de aniversário (sim, completei 23 aninhos no último dia 12/4. Parabéns pra mim!) o livro The Beatles – 50 anos depois. O presente veio da room mate Carol, a leitura é envolvente e incrível, o livro é pequeno (para aqueles que não curtem muito ler) e ainda dá para descobrir vários segredinhos da vida e obra dos Fab Four.

O jornalista Bento Ferraz resume no livro os anos da beatlemania, falando brevemente onde e quando tudo começou, como cada beatle se tornou um beatle, os primeiros shows, a escolha do nome da banda e os desafios antes de alcançar o sucesso. Em seguida, relata com detalhes valiosos os anos da beatlemania, como cada beatle reagia a loucura das fãs, as composições de Lennon e McCartney e suas reuniões para compor, as músicas do George e sua genialidade harmônica e a necessidade que todos eles tinham da presença inspiradora e conciliatória do baterista Ringo Starr, talvez o principal responsavel pelos quase 10 anos de carreira dos Beatles terem durado tanto tempo.

Ferraz conta também como os Beatles se viraram um sem o outro, as brigas, a criação e quase falência da Apple Corps, os golpes dos quais os fab four foram vítimas e as razões para o fim da maior banda de todos os tempos, assim como os trabalhos dos quatro beatles após o fim da banda, a morte de John, a recuperação de Paul e sua carreira solo, os discos e sucessos de Ringo Starr e George Harrisson, bem como sua doença e morte e as esposas de Lennon (Yoko Ono) e McCartney (Linda Eastman) e a influência que essas duas mulheres tão diferentes uma da outra exerceram sobre a vida e obra de uma das mais incríveis duplas de todos os tempos.

O livro pode ser devorado em poucas horas, dá pra ler em um dia. É uma leitura divertida para aqueles que estão conhecendo as músicas e canções dos Beatles e querem saber mais sobre sua história ou para aqueles que já foram há muito conquistados pela Beatlemania, mas querem mais. Ao final do livro, Ferraz lista a discografia dos meninos, incluindo os Eps e a biografia utilizada, fonte de informação valiosa para aqueles que desejam mergulhar ainda mais fundo na história dos fab four.

The Beatles – 50 anos depois

Autor: Bento Ferraz

Gênero: Bibliografia

Número de páginas: 127

Edição: 01/2008

País de Origem: Brasil

Nota: 10

Paul McCartney no Brasil: o show mais incrível da minha vida

Estou em êxtase. Sabe quando você não consegue selecionar as palavras corretas para descrever algo? É exatamente esse o meu sentimento em relação ao show de ontem, o melhor show que já vi e que já verei em toda a minha vida: o show do Paul McCartney no Morumbi, em São Paulo; o show do meu beatle favorito; o show de uma das pessoas mais fantásticas que existe viva nesse mundo hoje.

Foto por Marcelo Justo

Esqueçam que eu sou jornalista enquanto lêem essas linhas. Eu consigo escrever com imparcialidade sobre o Skank, sobre todas as minhas bandas favoritas, sobre as bandas que eu não gosto, sobre as pessoas que amo e que odeio, mas depois de tudo o que vi ontem, sinto muito, não consigo só dizer que foi maravilhoso, que o show estava ótimo, que a organização deu certo apesar das pequenas falhas e que o Paul foi uma simpatia. Preciso dizer que o show foi perfeito do começo ao fim, a organização falhou, mas o Paul não falhou e foi um gentleman, um fofo, uma gracinha, do tipo que da vontade de abraçar, apertar as bochechas e dizer “All my loving I will send to you, all my loving, Paul, I’ll be true!”.

Enfim, cheguei no Morumbi às 13h e fiz três amigos fantásticos na fila. A Regina, uma senhora super simpática, a Cibele, filha dela e tão fofa quanto a mãe e o João, um advogado de Cascavel. A Regina inclusive emprestou para mim e para o meu namorado uma câmera semi-profissional para tirarmos fotos durante o show e vamos buscar essas imagens na semana que vem (por isso vou usar fotos de divulgação nesse post e depois posto as minhas, ok?). Entramos no estádio às 17h40, 10 minutos após o que estava marcado (ótimo!). Dentro do estádio (fui de arquibancada especial vermelha) a galera fazia “oooollaaaaaa”, cantava clássicos do Paul e dos Beatles e conversava animadamente. O sentimento que fluia ali dentro era de que todos os que estavam ali e que estavam para chegar participariam de um momento único e fariam parte da história da música mundial. E foi bem isso o que aconteceu quando Sir James Paul McCartney entrou no palco do Morumbi às 21h35, CINCO minutos depois do horário previsto para o show começar.

 

Foto de Lucas Lima

Ele abriu o show com “Venus and Mars / Rock Show” e eu chorei. Eu estava ali, junto de outras 63.999 pessoas, vendo um beatle tocar. Em “Jet”, me acalmei um pouco, mas ele não ia nos deixar ficar quietos por muito tempo. Disse “Boa noite São Paulo” e aguardou a resposta histérica de todos. Em seguida, “Boa noite paulistas!”. “Hoje eu vou tentar falar um pouco em português, mas também vou falar em inglês”. Depois dessa declaração no mínimo fofa, ele pegou seu baixo e começou a linda “Close your eyes and I’ll kiss you, tomorrow I miss you, remember I’ll always be trueeee” para o delírio de 64 mil beatlemaníacos desesperados. Seguindo com “Drive My Car”, também dos Beatles e “Highaway”, do projeto eletrônico Fireman.

Entre um intervalo de música e outro, o Morumbi gritava “Paul! Paul! Paul! Paul! Paul! Paul!”. Ele respondia perguntando se estava “Tudo ok”, dizendo que “vocês são fantásticos”, fazendo caretas, dancinhas, pedindo para o pessoal repetir seus “Yeah, yeah, yeah”, “uou, uou, uou”, “uh, uh, uh” e “Oh, eoh! Oh, eoh!”. Em “The Long and Winding Road” eu chorei de novo. E como seria diferente, escutando um clássico desses ao vivo? E depois, com “Let ‘Em In” da época em que eu comecei a procurar as coisas do Paul pra ouvir? E “I Just Seen a Face” do Help, presente de natal que ganhei há tempo tempo da minha amigona Maristela Lira e que é uma das minhas músicas favoritas do álbum.

A emoção foi imensa em um dos momentos mais lindos do show. Paul disse em português: “Agora eu vou cantar uma música que escrevi para o meu amigo John!”. E o estádio respondeu: “John! John! John! John!”. E aí Paul começou a cantar “Here Today” uma verdadeira declaração de amor e amizade que escreveu para o amigo e parceiro John Lennon em 1982. Dá para não se emocionar?

Outra homenagem veio logo após “Eneanor Rigby” uma das minhas favoritas dos Beatles. E era “Something”, “uma música do meu amigo George” (George! George! George! George!). O telão mostrava várias fotos fofinhas dos Beatles e do Paul e do George juntos.

A clássica “Band on the Run” fez o Morumbi gritar, seguida de “Ob-La-Di, Ob-La-Da” e “Back in the U.S.S.R”, mais outra das clássicas. Outro momento incrível foi a emocionante “A Day in the Life/Give Peace a Chance” quando o estádio inteiro apareceu com bexigas brancas, surpreendendo Paul com uma referência ao branco como símbolo da paz. O máximo foi “Live and Let Die” quando o palco explodiu em luzes e em fogo e todo um coral de 64 mil pessoas foi ao delírio junto ao senhorzinho fofo cantando lá de seu pianinho.

 

Foto de Lucas Lima

 

Depois de “Hey Jude” e 64 milhões de “na, na, na, nanananaaaaa”, Paul fez o primeiro intervalo do show. Dois minutos no máximo e algumas pessoas acharam que o show tinha acabado. Foram embora. FORAM EMBORAAAAA!!!! Como assim? Eu não entendi… Paul voltou com “Day Tripper”, “Lady Madonna” e “Get Back” que John dizia que ele tinha escrito para Yoko. Nessa hora, senti verdadeira alegria em cantar a minha versão: “Get back, get back, get back to where you once beloooong… get back YOKOOO!!!”. No meio da festa, uma fofa homenagem a São Paulo com Paul pedindo e a galera repetindo: “Eh, São Paulo, eh São Paulo”, enquanto o baixista da maior banda de todos os tempos improvisava um solinho de baixo para dar tom a homenagem do Beatle à cidade a ao público que o assistia ali.

O segundo intervalo e mais pessoas foram embora. Perderam. Dois minuto e meio depois, McCartney entrava no palco, pegava um violão e tocava, ao vivo, para todos os presentes o seu maior clássico: “Yeasterday” emocionou a todos que cantavam compassadamente. Paul acenava, observava, fazia poses, mandava beijos e abraços, apontava para as pessoas. Para terminar com rock’n’roll Paul e banda perguntaram “Do you like rock? – aaaahhh?? Do you like roccckkk???” e a banda explodiu com “Helter Skelter”. Antes da última música, Paul disse: “Agora nós temos que ir embora. Vamos ‘rrrooonnncccc’”e improvisou um ronco nos microfones para delírio do pessoal. Aí, banda e Paul encerraram a apresentação de 2h50 com  ”Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Não dava para ser melhor.

Setlist:

“Venus and Mars / Rock Show”
“Jet”
“All My Loving”
“Letting Go”
“Drive My Car”
“Highway”
“Let Me Roll It / Foxy Lady (Jimi Hendrix cover)”
“The Long and Winding Road”
“Nineteen Hundred and Eighty-Five”
“Let ‘Em In”
“My Love”
“I’ve Just Seen A Face”
“And I Love Her”
“Blackbird”
“Here Today”
“Dance Tonight”
“Mrs Vandebilt”
“Eleanor Rigby”
“Something”
“Sing the Changes”
“Band on the Run”
“Ob-La-Di, Ob-La-Da”
“Back in the U.S.S.R.”
“I’ve Got a Feeling”
“Paperback Writer”
“A Day in the Life/Give Peace a Chance”
“Let It Be”
“Live and Let Die”
“Hey Jude”

bis
“Day Tripper”
“Lady Madonna”
“Get Back”

bis
“Yesterday”
“Helter Skelter”
“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band/The End”

Nota: millll!!!!

 

Eu vou ver um Beatle!

Tava demorando pra esfregar isso na cara de vocês, né, pobres mortais? Pois é queridos, eu vou ver um Beatle! Sir James Paul McCartney, o carinha da foto aí... Ele já passou por Porto Alegre e encantou fãs, foi para Buenos Aires e chamou a galera para ensaiar as músicas do show com ele e nos dias 21 e 22/11 estará em São Paulo. E eu estarei lá!

Agora falando sério pessoal, quem não for vai perder muito! A Up and Coming Tour é uma super retrospectiva da carreira do baixista dos Beatles. Antes de ele subir ao palco, os dois telões mostram imagens suas ao longo de cinco décadas de rock and roll, com a trilha sonora de várias épocas.

O show tem aproximadamente três horas e começa com um hit do Wings, banda de Paul e Linda McCartney pós Beatles: Venus and Mars / Rock Show, seguido por Jet, do disco Band on the Run, de 1974. Então, com All My Loving, ele abre um set de canções da maior banda de rock de todos os tempos (os Beatles, é claro, que NUNCA vão perder essa posição, entenderam? NUNCAAA), como Drive My Car (do álbum Rubber Soul, sexto disco dos Beatles, de 1965). Uma viagem no tempo.

Eu estou esperando esse show desde o começo do ano e a data nunca era confirmada. Com certeza, será um dos melhores shows da minha vida. Abaixo uma foto da arquibancada especial vermelha, de onde eu vou ver um Beatle.

E você, gosta de Beatles? Gosta do Paul? Vai ao show também?

O mito e a jornalistazinha

Eu não ia escrever nada sobre ele. Todos já estão escrevendo o bastante e eu não sou tão boa assim sobre falar dos meus principais idolos. Mas não deu. Depois de o meu Twitter me levar para um milhão de outros twitts sobre ele, achei essa notinha aqui e resolvi que falar sobre a importância de John Winston Lennon era algo bom para se fazer nesse sábado preguiçoso.

Muitos jovens de hoje em dia não conhecem o John. Nenhum talvez saiba que o segundo nome dele é Winston por causa do primeiro ministro inglês da sua época, Winston Churchill. Muitos que até gostam um pouquinho dele não sabem que os Beatles foram o The Quarrymen algum dia. Alguns poucos sabem que na Quarry School foi que John conheceu o amigo James Paul McCartney, que faria com ele uma das melhores duplas do universo, fazendo as melhores músicas, a melhor banda. Poucos ainda sabem que o George já fazia parte do quarteto e que o Ringo Starr entrou na banda depois que o empresário dos meninos estava cansado do baterista anterior, Pete Best (o homem mais burro da história do rock mundial). Mas entre os que conhecem pouco, conhecem mais ou menos, conhecem bastante, conhecem tudo, são beatlemaníacos ou lennonmaniacos, todos têm certeza: Lennon é uma lenda.

Sua genialidade musical, sua facilidade em compor melodias e rimas que encantam, sua luta pela paz no universo, sua conturbada relação com a mãe, o casamento com Cindy, o filho Julian, o escândalo da relação com Yoko Ono e o talentoso Sean. E, mais absurdo que tudo isso junto, sua morte, com um tiro saido da arma de um fã.

John Lennon foi um marco para sua época. O idolo juvenil de uma geração. A cara da juventude. O símbolo da paz em um momento em que ela significava tanto para o mundo inteiro. Um marco. Hoje, esse marco faria 70 anos e, talvez, se sua morte não tivesse sido tão trágica, ele estaria por aí, cantando suas músicas de paz… Parabéns Litlle Darling. E obrigada por fazer parte da minha pequena vidazinha de jornalista louca por música…

Resenha: Os Beatles e a Filosofia

Em dezembro de 2009, ganhei no amigo secreto da galera do banco o livro “Os Beatles e a Filosofia”, cuja resenha segue abaixo.

Um livro que todo Beatlemaníaco precisa ler, urgentemente. É assim que defino a obra “Os Beatles e a Filosofia”, coletânea dos filósofos Michael e Steven Baur e coordenada por William Irwin, que descreve como a vida, a carreira, as letras e músicas dos Beatles conseguiram e conseguem explicar diversos fenômenos pelos quais todos nós passamos e também pelos quais os quatro meninos de Liverpool passaram.Com depoimentos de diversos especialistas da área, o livro aborda as principais passagens da vida dos Beatles, suas frases de impacto, letras, harmonias e canções e explica como cada um dos fatos apresentados se relaciona com um ramo da filosofia ocidental e oriental.

Nas quase 290 páginas, a coletânea aborda o ceticismo, a epistemologia, a ética da virtude, a ética feminista do cuidar, a crítica da cultura do consumismo e relaciona citações das letras dos Beatles a frases dos filósofos Adorno, Marx, Hegel e Nietzsche, entre outros. Agora, porque é importante ler esse livro? Porque nessas explicações, a gente consegue enxergar a defesa do carinho e da amizade nas relações de George Harrisson, o conhecimento da realidade e a vontade de mudar o mundo de John Lennon, o pensamento amoroso e prático de Paul McCartney e até a rebeldia comportada de Ringo Starr que, como é comum nas obras que falam sobre os Beatles, também aparece bem menos que os outros 3 companheiros.

Agora, como é que um livro como esse pode ser escrito tendo por base a carreira de 4 músicos de uma banda que sobreviveu a pouco mais de 7 anos de carreira? Acho que quem conhece um pouquinho de Beatles consegue entender muito mais do que os capítulos desse livro. Para mim, a discografia dos Beatles pode ser considerada a trilha sonora da vida de qualquer pessoa que trabalha duro todos os dias para ganhar seu pão e ao mesmo tempo é muito mais brilhante do que isso. E eu sou mesmo uma beatlemaníaca sem cura possível…

PS: estou devendo muito a esse blog e vou me esforçar pra ser melhor e mais frequente. Aguardem, caros leitores. Essa resenha ficaria melhor se escrita outro dia…

Museu do Rock´n´Roll estréia exposição “The New York City Years” sobre John Lennon

Yoko Ono posa ao lado de póster de Lennon na abertura da expo “The New York City Years”

A viúva do ex-beatle John Lennon, Yoko Ono reuniu todas as informações sobre os anos que o marido passou em Nova York, assim como participações em eventos políticos e objetos pessoais do cantor, entre outros artefatos. O resultado do que ela chama de “revirar armários” chegou ao ao Museu do Rock and Roll no formato de exposição. A exposição “The New York City Years” começou ontem (12/5) e põe à mostra desde os famosos óculos redondos do ex-beatle, até uma camiseta branca da cidade de Nova York, além de alguns desenhos e pinturas de Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison, fotografias, instrumentos e vídeos do cantor.

Um dos itens mais bizarros da exposição é uma sacola de plástico transparente. Tudo bem pra você? E se houver dentro dela as roupas que John Lennon usou em 08 de dezembro de 1980, quando foi assassinado por Mark Chapman à porta de seu edifício, após voltar do estúdio Record Plant, em Nova York. Para Ono, é normal. “Cada aspecto da vida de John em Nova York está representado pela primeira vez. John era músico, artista, ativista pacífico, pai e marido, e Nova York foi a cidade que lhe deu as bases e a liberdade para ser tudo isso”, destacou a viúva mais perseguida por beatlemaniacos do universo, em entrevista coletiva.

A mostra captura uma época na vida de Lennon repleta de ativismo político e social contra a Guerra do Vietnã, o que chegou até a ser um argumento do governo Richard Nixon (1969-1974) para tentar sua deportação. As cartas de apoio que recebeu de algumas personalidades americanas do momento, assim como o cartão de residência que conseguiu no mesmo dia de seu 36º aniversário, quando também nasceu seu filho Sean, estão incluídas na exposição.

O compromisso antibelicista do casal também se reflete através da lembrança das mais de 932 mil pessoas que, desde dezembro de 1980, quando Mark David Chapman atirou em Lennon, morreram por causa das armas nos EUA.

A exposição, dedicada a contar sobre a temporada do britânico na cidade, correrá até o final do ano, mas os organizadores não descartam a possibilidade de ser permanente

Neste sábado, 16, uma igreja anglicana tocará a melodia de “Imagine”, considerada “antirreligiosa” por Lennon, seu autor. Escrita em 1971, a música inspirou o Imagine Memorial, no Central Park, próximo ao edifício Dakota, onde o músico morava com Ono.

Dez Razões Pra Ouvir – The Beatles

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Tudo bem, tudo bem. Eu sei que isso parece realmente idiota. Mais enfim, quer melhor coisa que encerrar 2007 e começar 2008 lendo um pouco mais sobre a melhor banda do mundo? Pois é. Não existem só dez razões pra ouvir Beatles, há mil razões. Mais eu quis fazer uma seleção do que há de melhor entre os sagrados meninos de Liverpool. Vamos logo?

01 – Eternos mesmo: Sejamos objetivos, vai. O que é que faz uma banda que acabou há muito tempo, já tem dois componentes mortos e não tem mais nenhuma novidade apaixonar jovens e adolescentes de todo o mundo até hoje? Suas músicas, suas letras, seu carisma até hoje enlouquecem a quem os conhece. Uma história que começou um tanto antes de 1962 poderia fazer tantos frutos e revolucionar tanto? O que se sabe é que a beatlemania se espalhou pelo mundo e fez filhos, netos e bisnetos. Gerações e gerações de rockeiros começam ou não ouvindo Beatles, mais sempre os tem em seu case de Cd´s, ou em discos, ou em Mp3 no PC. Sempre presentes, os quatro garotos que mudaram o mundo são de verdade eternos.

02 – Um nome confuso: Milhares de pessoas se perguntam até hoje a razão da escolha do nome “The Beatles”. Dentre as diversas versões para o fato (os garotos, principalmente o John, sempre se ocupavam em contar uma história diferente, pela ‘impaciência’ que a mesma e tão repetitiva pergunta causava) a mais aceita diz que John e Stuart (um grande amigo de John e ex-componente) ficaram pensando em nomes para o grupo. Lembraram-se de Buddy Holly and the Crickets (grilos),e pensaram em Beetles (besouros), sendo que John logo sacou um de seus trocadilhos e mudou para Beatles, como uma referência aos Beatniks, e à palavra Beat (batida, ritmo). Em abril de 1960, eles estavam tocando com o nome BEATALS, passando em seguida para SILVER BEATS, depois para SILVER BEETLES, mudando para THE SILVER BEATLES, em julho de 1960 e, finalmente, THE BEATLES, a partir de 16 de agosto de 1960. Consta que Allan Williams (outro ex-componente) foi contra o nome Beatles, e que Cass, do grupo Cass and the Casanovas, sugeriu LONG JOHN AND THE SILVER BEATLES, inspirado na Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson. John recusou de imediato o “Long John”, aceitando porém o “The Silver Beatles”. Existem indícios de que eles usaram o nome BEATLES (sem o THE) antes mesmo de usarem o nome BEATALS.

03 – Adolescência, bandas e Beatles: Nossa! Tanta emoção que esqueci de apresentar: pois é, estamos falando de John Lennon (guitarra e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal). Mais era mesmo necessário? John Lennon, o notório e nonsense guitarrista e vocalista da banda, antes de ser um ‘beatle’ já era apaixonado por música. Na adolescência, ele esperava os navegantes que desciam no porto de Liverpool para comprar discos que vinham dos Estados Unidos. Aos quinze anos, formou o “The Quarrymen”, junto ao seu melhor amigo da época, Pete Best. Em 1956, conheceu Paul McCartney, e a amizade entre os dois cresceu em forma de laços de proximidade, pois ambos haviam perdido suas mães precocemente (John aos 17, Julia morreu num acidente de carro, e Paul aos 15, Mary morreu de embolismo). Paul era amigo de infância de George Harrisson, tendo o conhecido aos 11 anos, no caminho para a escola. Aos 12, George comprou sua primeira guitarra e anos depois foi apresentado a John por Paul. Ringo, o último dos Beatles, entrou pra banda pra substituir o amigo de John, Pete Best, quando os Beatles já tinham contrato com a gravadora Parlophone. O apelido ‘Ringo’ (o nome dele na verdade é Richard) surgiu ainda em sua primeira banda, “Rory Storm and the Hurricanes” por causa dos anéis (ring) que ele tanto gostava. Cada um de seu lado de Liverpool, os Beatles começaram bem antes de começar. Só assim para serem o que foram.

04 – Discos e o início da fama: Em 1963, finalmente aconteceu. O primeiro álbum dos Beatles foi lançado. “Please, Please Me” trazia quatro jovens ‘engomadinhos’ e de cabelos iguais, cantando algo diferente. “Love me Do” alcançava as paradas de sucesso e encantava milhões. Deste álbum também se destacaram “She Loves You” e “From me To You”. Ainda em 63, os meninos lançam “With The Beatles” e a Inglaterra se rende à “All My Loving”, “Money” e “I Wanna Be Your Man”. No mesmo ano, Paul e John (a eterna dupla) foram eleitos os melhores compositores de 63. Com todos os discos esgotados, os Beatles ficam em primeiro lugar nas paradas da Inglaterra. Em 1964, os EUA se rendem à força de Liverpool e o álbum “A Hard Days Night” juntamente com seu filme, rendem milhares de fãs. Começa aqui a…

05 – Beatlemania: Depois da apresentação do grupo no programa de TV de Ed Sullivan, não tinha mais jeito: o mundo conheceria os “Beatles”. O sucesso do filme “A Hard Days Night” marcou 64, e deu ainda mais gás aos meninos, que não paravam. Carteiras, guitarras, baixos, microfones, camisetas… tudo o que podia ser estampado em lojas, vinha com o nome dos Beatles. Aqui, eles lançam o álbum “Beatles For Sale” (à venda, ironicamente) e mais sucessos. Em 1965 veio “Help!”, uma das mais lembradas músicas da banda, e nome do álbum. Deste lançamento são também “You´ve Got to Hide Your Love Away” e “Yeasterday”, considerada até hoje uma das melhores composições em todo o mundo. Ainda em 1965, mais no finalzinho do ano, vinha à tona o “Rubber Soul”, com uns Beatles um tanto mais maduros. Deste álbum são “Nowhere Man” e “Michelle”, além de “In My Life”. Aqui, surgiu …

06 – A nova cara dos Beatles: “Rubber” mostrava uns Beatles com letras ‘menos bobas’, coisas mais maduras, e mais experimentações. Bob Dylan teve grande responsabilidade aqui, junto a diversas outras influências. Depois de uma coletânea com os maiores sucessos, o grande divisor de águas veio. “Revolver”, que trouxe “Eleanor Rigby” e “Tomorrow Never Knows” além de “Yellow Submarine” que viraria nome de um outro álbum, dois anos depois, trazia quatro novos meninos, mais influentes e mais maduros musicalmente. Mais o melhor ainda estava por vir. Faltava a psicodelia. E esta chegou em “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” de 1967. Por causa deste álbum e durante sua turnê, diversas lendas beatlemaniacas surgiram. Entre elas a referencia que a música “Lucy In The Sky With Diamonds” faria à droga LSD, que John negava dizendo ser uma homenagem à Lucy, uma amiga de seu filho, e a um desenho que ela fez. Houve também a suposta morte de Paul McCartney, que teria sido substituído por um sósia, para que a banda não acabasse. Este também era o primeiro disco que promovia o rock progressivo, e o movimento Hippie o tinha como grande inspiração, pois suas músicas trazem à mente imagens e fazem viajar (só ouvindo pra saber e a Rakky recomenda).

07 – O início do fim da melhor banda do mundo: Foi durante a turnê do Stg. que os Beatles receberiam a pior noticia do ano. Brian Epstein morreu. Sem ele, a produção do filme Magical Mistery Tour foi extremamente mal aceita pelos fãs, que odiaram o filme, mais continuaram venerando o som. A trilha contava com composições de todos os Beatles, como poucas vezes acontecia. Álbum de “Penny Lane” e “I Am The Walrus”, o Magical também é o álbum que traz Paul na liderança musical e administrativa do grupo. Mais a queda começa mesmo quando Ringo tem crises de inferioridade, Paul casa-se com Linda e John passa a viver para Yoko. As sugestões da designer em suas composições atrapalhavam toda a banda, que em 1968 lançou o Álbum Branco, e o animado Yellow Submarine, filme desenho e disco.

08 – O “quinto” Beatle?: Yoko Ono. John Lennon até mudou seu nome por ela (De John Wilston Lennon para John Wilston Ono Lennon). Ela interferia nas composições de John, e isto deixava Paul enfurecido. Mais este não era o único problema. Ringo já havia saído da banda duas vezes e voltado em seguida, e até George pensou em sair uma vez. Em crise, eles tentaram emplacar junto à Aplle, sua nova gravadora, um filme que se chamaria “Get Back” e traria a banda, de volta as origens. Não deu certo, mais as músicas gravadas para o trabalho, num ritmo angustiante, dariam luz em 1970 à “Let It Be”. A presença de Yoko no estúdio só atrapalhava as gravações e ensaios dos garotos. Tão próximos do fim, só restava a eles…

09 – O Último Suspiro: Foi Abbey Road, de 1969. Um dos álbuns mais completos e indiscutíveis dos Beatles, com as também inesquecíveis “Here Comes The Sun”, “Something” e “Come Together”. John estava mais preocupado com sua banda com a Yoko e as suas mensagens de paz mundial, Paul também lançava sua carreira solo e em 1970 John anuncia que “O sonho acabou”. Os fãs não acreditavam, e continuavam sonhando em ver aqueles quatro magos tocando novamente. Até que John foi assassinado, na porta de seu prédio, por um fã incontrolado.

10 – A Vida após a morte: Coletâneas, novas versões e álbuns, diversas coleções e lembranças. Isso faz a vida dos atuais Beatlemaniacos. Depois da trilogia Anthology 1, 2 e 3, o álbum “1″, e o “Let It Be… Naked”, que segundo Paul seria o nome original do álbum, depois também da morte de George Harrison, os fãs dos Beatles receberam em 2006 um novo presente: “Love”, um disco com mixagens maravilhosas das mais encantadoras composições dos Beatles. E a Beatlemania vive até hoje! E pra sempre!

Pra conhecer mais, eu relaciono agora um monte de links:
www.beatles.com
www.beatlemania.com.br
www.thebeatles.com.br
www.beatles4ever.com.br
www.beatlesbrasil.com/forum/index.php

Publicado originalmente no site MundoRock.net em dezembro de 2007