
Tudo bem, tudo bem. Eu sei que isso parece realmente idiota. Mais enfim, quer melhor coisa que encerrar 2007 e começar 2008 lendo um pouco mais sobre a melhor banda do mundo? Pois é. Não existem só dez razões pra ouvir Beatles, há mil razões. Mais eu quis fazer uma seleção do que há de melhor entre os sagrados meninos de Liverpool. Vamos logo?
01 – Eternos mesmo: Sejamos objetivos, vai. O que é que faz uma banda que acabou há muito tempo, já tem dois componentes mortos e não tem mais nenhuma novidade apaixonar jovens e adolescentes de todo o mundo até hoje? Suas músicas, suas letras, seu carisma até hoje enlouquecem a quem os conhece. Uma história que começou um tanto antes de 1962 poderia fazer tantos frutos e revolucionar tanto? O que se sabe é que a beatlemania se espalhou pelo mundo e fez filhos, netos e bisnetos. Gerações e gerações de rockeiros começam ou não ouvindo Beatles, mais sempre os tem em seu case de Cd´s, ou em discos, ou em Mp3 no PC. Sempre presentes, os quatro garotos que mudaram o mundo são de verdade eternos.
02 – Um nome confuso: Milhares de pessoas se perguntam até hoje a razão da escolha do nome “The Beatles”. Dentre as diversas versões para o fato (os garotos, principalmente o John, sempre se ocupavam em contar uma história diferente, pela ‘impaciência’ que a mesma e tão repetitiva pergunta causava) a mais aceita diz que John e Stuart (um grande amigo de John e ex-componente) ficaram pensando em nomes para o grupo. Lembraram-se de Buddy Holly and the Crickets (grilos),e pensaram em Beetles (besouros), sendo que John logo sacou um de seus trocadilhos e mudou para Beatles, como uma referência aos Beatniks, e à palavra Beat (batida, ritmo). Em abril de 1960, eles estavam tocando com o nome BEATALS, passando em seguida para SILVER BEATS, depois para SILVER BEETLES, mudando para THE SILVER BEATLES, em julho de 1960 e, finalmente, THE BEATLES, a partir de 16 de agosto de 1960. Consta que Allan Williams (outro ex-componente) foi contra o nome Beatles, e que Cass, do grupo Cass and the Casanovas, sugeriu LONG JOHN AND THE SILVER BEATLES, inspirado na Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson. John recusou de imediato o “Long John”, aceitando porém o “The Silver Beatles”. Existem indícios de que eles usaram o nome BEATLES (sem o THE) antes mesmo de usarem o nome BEATALS.
03 – Adolescência, bandas e Beatles: Nossa! Tanta emoção que esqueci de apresentar: pois é, estamos falando de John Lennon (guitarra e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal). Mais era mesmo necessário? John Lennon, o notório e nonsense guitarrista e vocalista da banda, antes de ser um ‘beatle’ já era apaixonado por música. Na adolescência, ele esperava os navegantes que desciam no porto de Liverpool para comprar discos que vinham dos Estados Unidos. Aos quinze anos, formou o “The Quarrymen”, junto ao seu melhor amigo da época, Pete Best. Em 1956, conheceu Paul McCartney, e a amizade entre os dois cresceu em forma de laços de proximidade, pois ambos haviam perdido suas mães precocemente (John aos 17, Julia morreu num acidente de carro, e Paul aos 15, Mary morreu de embolismo). Paul era amigo de infância de George Harrisson, tendo o conhecido aos 11 anos, no caminho para a escola. Aos 12, George comprou sua primeira guitarra e anos depois foi apresentado a John por Paul. Ringo, o último dos Beatles, entrou pra banda pra substituir o amigo de John, Pete Best, quando os Beatles já tinham contrato com a gravadora Parlophone. O apelido ‘Ringo’ (o nome dele na verdade é Richard) surgiu ainda em sua primeira banda, “Rory Storm and the Hurricanes” por causa dos anéis (ring) que ele tanto gostava. Cada um de seu lado de Liverpool, os Beatles começaram bem antes de começar. Só assim para serem o que foram.
04 – Discos e o início da fama: Em 1963, finalmente aconteceu. O primeiro álbum dos Beatles foi lançado. “Please, Please Me” trazia quatro jovens ‘engomadinhos’ e de cabelos iguais, cantando algo diferente. “Love me Do” alcançava as paradas de sucesso e encantava milhões. Deste álbum também se destacaram “She Loves You” e “From me To You”. Ainda em 63, os meninos lançam “With The Beatles” e a Inglaterra se rende à “All My Loving”, “Money” e “I Wanna Be Your Man”. No mesmo ano, Paul e John (a eterna dupla) foram eleitos os melhores compositores de 63. Com todos os discos esgotados, os Beatles ficam em primeiro lugar nas paradas da Inglaterra. Em 1964, os EUA se rendem à força de Liverpool e o álbum “A Hard Days Night” juntamente com seu filme, rendem milhares de fãs. Começa aqui a…
05 – Beatlemania: Depois da apresentação do grupo no programa de TV de Ed Sullivan, não tinha mais jeito: o mundo conheceria os “Beatles”. O sucesso do filme “A Hard Days Night” marcou 64, e deu ainda mais gás aos meninos, que não paravam. Carteiras, guitarras, baixos, microfones, camisetas… tudo o que podia ser estampado em lojas, vinha com o nome dos Beatles. Aqui, eles lançam o álbum “Beatles For Sale” (à venda, ironicamente) e mais sucessos. Em 1965 veio “Help!”, uma das mais lembradas músicas da banda, e nome do álbum. Deste lançamento são também “You´ve Got to Hide Your Love Away” e “Yeasterday”, considerada até hoje uma das melhores composições em todo o mundo. Ainda em 1965, mais no finalzinho do ano, vinha à tona o “Rubber Soul”, com uns Beatles um tanto mais maduros. Deste álbum são “Nowhere Man” e “Michelle”, além de “In My Life”. Aqui, surgiu …
06 – A nova cara dos Beatles: “Rubber” mostrava uns Beatles com letras ‘menos bobas’, coisas mais maduras, e mais experimentações. Bob Dylan teve grande responsabilidade aqui, junto a diversas outras influências. Depois de uma coletânea com os maiores sucessos, o grande divisor de águas veio. “Revolver”, que trouxe “Eleanor Rigby” e “Tomorrow Never Knows” além de “Yellow Submarine” que viraria nome de um outro álbum, dois anos depois, trazia quatro novos meninos, mais influentes e mais maduros musicalmente. Mais o melhor ainda estava por vir. Faltava a psicodelia. E esta chegou em “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” de 1967. Por causa deste álbum e durante sua turnê, diversas lendas beatlemaniacas surgiram. Entre elas a referencia que a música “Lucy In The Sky With Diamonds” faria à droga LSD, que John negava dizendo ser uma homenagem à Lucy, uma amiga de seu filho, e a um desenho que ela fez. Houve também a suposta morte de Paul McCartney, que teria sido substituído por um sósia, para que a banda não acabasse. Este também era o primeiro disco que promovia o rock progressivo, e o movimento Hippie o tinha como grande inspiração, pois suas músicas trazem à mente imagens e fazem viajar (só ouvindo pra saber e a Rakky recomenda).
07 – O início do fim da melhor banda do mundo: Foi durante a turnê do Stg. que os Beatles receberiam a pior noticia do ano. Brian Epstein morreu. Sem ele, a produção do filme Magical Mistery Tour foi extremamente mal aceita pelos fãs, que odiaram o filme, mais continuaram venerando o som. A trilha contava com composições de todos os Beatles, como poucas vezes acontecia. Álbum de “Penny Lane” e “I Am The Walrus”, o Magical também é o álbum que traz Paul na liderança musical e administrativa do grupo. Mais a queda começa mesmo quando Ringo tem crises de inferioridade, Paul casa-se com Linda e John passa a viver para Yoko. As sugestões da designer em suas composições atrapalhavam toda a banda, que em 1968 lançou o Álbum Branco, e o animado Yellow Submarine, filme desenho e disco.
08 – O “quinto” Beatle?: Yoko Ono. John Lennon até mudou seu nome por ela (De John Wilston Lennon para John Wilston Ono Lennon). Ela interferia nas composições de John, e isto deixava Paul enfurecido. Mais este não era o único problema. Ringo já havia saído da banda duas vezes e voltado em seguida, e até George pensou em sair uma vez. Em crise, eles tentaram emplacar junto à Aplle, sua nova gravadora, um filme que se chamaria “Get Back” e traria a banda, de volta as origens. Não deu certo, mais as músicas gravadas para o trabalho, num ritmo angustiante, dariam luz em 1970 à “Let It Be”. A presença de Yoko no estúdio só atrapalhava as gravações e ensaios dos garotos. Tão próximos do fim, só restava a eles…
09 – O Último Suspiro: Foi Abbey Road, de 1969. Um dos álbuns mais completos e indiscutíveis dos Beatles, com as também inesquecíveis “Here Comes The Sun”, “Something” e “Come Together”. John estava mais preocupado com sua banda com a Yoko e as suas mensagens de paz mundial, Paul também lançava sua carreira solo e em 1970 John anuncia que “O sonho acabou”. Os fãs não acreditavam, e continuavam sonhando em ver aqueles quatro magos tocando novamente. Até que John foi assassinado, na porta de seu prédio, por um fã incontrolado.
10 – A Vida após a morte: Coletâneas, novas versões e álbuns, diversas coleções e lembranças. Isso faz a vida dos atuais Beatlemaniacos. Depois da trilogia Anthology 1, 2 e 3, o álbum “1″, e o “Let It Be… Naked”, que segundo Paul seria o nome original do álbum, depois também da morte de George Harrison, os fãs dos Beatles receberam em 2006 um novo presente: “Love”, um disco com mixagens maravilhosas das mais encantadoras composições dos Beatles. E a Beatlemania vive até hoje! E pra sempre!
Pra conhecer mais, eu relaciono agora um monte de links:
www.beatles.com
www.beatlemania.com.br
www.thebeatles.com.br
www.beatles4ever.com.br
www.beatlesbrasil.com/forum/index.php
Publicado originalmente no site MundoRock.net em dezembro de 2007