
Sim…
Foi no dia 26 de novembro.
Eu nunca havia trocado o durex da minha mesa no Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de São Paulo – Sindiflores. Desde o dia 18 de julho de 2005 (aniversário de 19 aninhos do fofo do meu amigo Rafael), que aquele durex me acompanhou. Desde que entrei pra ‘equipe Sindiflores’ (aliás, grande equipe! Eu e o Romeu, Romeu e eu!). Mas voltando ao durex… Nem sempre naquela mesa, mais ele sempre estava lá, em seu suporte vermelho! Quando eu cheguei ele estava lá, e não me lembro de nenhuma troca. Ele era o meu durex.
Estava lá quando contratamos a Versátil Cobranças, estava lá quando recriamos o jornal, estava lá desde que me lembro. Quando a equipe Sindiflores diminuiu e o Machado (que nem sempre ajudava muito) saiu, quando a equipe Sindiflores aumentou e a Selma dos problemas do banco veio cuidar, ele estava lá. Quando eu precisava dele para embrulhar direito os envelopes com as cartas dos contribuintes, quando eu passei a usar barbante pra fazer isso e quase não o usava mais, quando eu ficava puxando uma ponta enquanto atendia o telefone, quando eu ficava segurando o suporte enquanto falava do Cartão Empresarial Sindiflores… todo o tempo.
Estava lá também quando o computador chegou (o novo). Quando o Romeu teve a idéia de criar o Troféu Sindiflores e quando eu achei aquilo o máximo. Quando a idéia mudou e nós criamos a Floriculutura Modelo, que foi um sucesso. Quando a Ligia foi contratada, pra ajudar a gente com a divulgação da Floricultura Modelo. Quando a gente voltou da 9ª FiaFlora Expogarden. Aliás, foi ele que me ajudou a envolver os Manuais da Floricultura Modelo que sobraram!!!
Ele estava lá também, fiel durex sempre presente, quando comecei a fazer o curso de Indesign CS2 no Senac Consolação (tudo bancado pelo meu amado sindicato). E quando eu sem querer deixei a carta de demissão da Ligia dentro da gaveta (o rascunho) e ela viu. E bem depois também quando 2007 começou.
Estava lá em seu suporte vermelho o tempo todo. Desde a cobrança sindical, passando pela confederativa e embrulhando a assistencial. E assistiu junto comigo a grande reforma do sindicato, e ficou lá quando eu sai de férias, e voltei pra ver a minha antiga sala totalmente reformada e linda. Virou uma das peças da minha nova mesa, com o meu novo mouse-pad, e com tudo novo por lá. Acompanhou as novas cartas q emiti, as faxinas novas na sala nova e recebeu comigo com carinho as plantinhas que enfeitaram a nova sala como ela merecia. Eu, Romeu e Selma tinhamos cada um o seu lugar. E suas plantas também!!! [:D]
Estava lá em cada bronca que o Romeu me deu. E sabia, assim como eu, que ele tinha razão pra dar cada uma delas. Estava lá à cada conciliação bancária feita, a cada conferência no ARRECADA, a cada ofício escrito, a cada carta emitida, e a cada ida ao banco. Estava lá todo dia, até naqueles em que eu fechava o caixinha e passava o valor pra o Romeu emitir o cheque. Estava lá quando o site era por mim atualizado. E quando o Info@Sindiflores era por mim enviado por e-mail. Estava lá a cada nova edição do “O FLorista”, lindo jornal que eu fazia com tanto gosto, com o amor que sinto pelo jornalismo. Estava lá quando o Romeu e a Selma achavam todos os erros que eu inicialmente não via no jornal. Estava lá também a cada vez que eu fiz café, no tempo em que eu não tinha a cafeteira ainda e o Romeu me levava pra tomar café na barraquinha da velhinha, lá no Parque da Água Branca (aliás, que velhinha simpática e que café bom). Estava lá quando a cafeteira chegou e também quando o tartaruga quebrou seu bule e o Romeu teve que sair correndo pra comprar outro (porque o meu café vicia). Estava lá nas risadas das conversas com o Romeu. Estava lá, ouvindo os papos com a Selma. Ou quando iamos almoçar, os três, na Assossip, ver a Mônica, o Rogério, o Adriano e todos os outros que trabalhavam lá (ou não). Estava lá, firme em seu suporte quando a Selma segurava seu oclinhos, e eu a ensinava a mexer no InDesign. Usual quando eu precisava colar algo. Firme quando eu estava feliz. Mais ainda quando eu estava triste. E estava lá também no dia 26 de novembro, quando eu pedi demissão. E antes de ir embora, só habitualmente puxei uma de suas pontas. A última. Acabou meu durex. Acabou meu tempo no Sindiflores também.
O meu durex acompanhou esses e outros momentos, mais teve o seu fim.
A minha temporada no Sindiflores também.
Eu vou sentir saudades!
(Na imagem, prédio do fazendeiro. Lugar que abriga o Sindiflores – 2º andar/ sala20 – e que me abrigou durante dois anos e quatro meses)