A Rakky Recomenda – Juno

Eu e a minha mania de ver filmes 50 anos depois de todo o resto do mundo…

Pois bem, hoje a minha gêmula (sim, isso quer dizer que é uma pessoa muito parecida comigo, sentimentalmente, espiritualmente, fisicamente e tudo o mais) Jayne trouxe dois filmes pra gente ver aqui em casa. Um deles era Juno, e eu não sei como ela sabia que eu queria muito ver esse filme (Tô falando que é minha gêmula né? rsrsrsrs). Do outro eu falarei aqui em breve…

Enfim, como vocês todos já devem saber, Juno (Ellen Page) é o nome de uma adolescente de 16 anos, que depois da primeira transa com um colega de classe, o corredor atrapalhado Bleeker (Michael Cera) descobre que está grávida . O legal é que era a primeira vez DOS DOIS, e que eles não tinham qualquer envolvimento afetivo além da amizade de anos e anos e a banda em que tocavam juntos. Enfim, a garota que primeiro pensa em abortar a criança, desiste da idéia e procura um casal para adotar seu bebê. E encontram os “perfeitos” Vanessa e Mark Loring (Jennifer Garner e Jason Bateman), que passam a acompanhar a gravidez da moça e a participar de sua vida.

Uma das coisas mais legais do filme é a trilha sonora. Quando a Jayne o viu pela primeira vez, logo disse que a coisa era a minha cara e eu vi que era mesmo. Tem Bob Dylan, tem Belle & Sebastian, tem David Bowie e caramba, parece uma trilha escolhida pela Mallu Magalhães, de tão folk que é a coisa. Tem até “Anyone Else But You”, do The Moldy Peaches, que a própria Mallu regravou certa vez. Engraçado é que antes de ver o filme eu estava escutando muito os sons da Mallu, e esse som foi um dos que eu mais escutei, junto de “A Risk to Take” que eu TAMBÉM recomendo! Mas voltando ao filme…

Além da trilha fantástica, a Juno é incrível. É o tipo de adolescente que sabe o que quer, objetiva, bacana, de língua afiada, sem arrependimentos, sem decisões precipitadas. É uma adolescente MADURA! E que menina. Ela decidiu ter o filho, mesmo com a escola inteira olhando esquisito para a sua barriga, decidiu dar a criança pra adoção, mesmo com todo mundo achando que ela ia se arrepender, decidiu que ia correr atrás de Bleeker, mesmo com o mundo inteiro achando aquilo tudo uma maluquice (parecia que ele não era o tipo de garoto que “gosta da coisa”), enfim… em nenhum momento se deixou influenciar por ninguém.

O filme inteiro é uma obra de arte. A fotografia é espetacular do começo ao fim. Os gráficos do início do filme, com uma Juno caminhando e tomando dois litros de suco de laranja, a criatividade exposta no quarto da garota, que parece ter as paredes pintadas pela menina, o originalérrimo telefone de hambuguer (que não parece muito confortável pra se falar) e cada detalhe das roupas de Juno sendo ajustadas por uma madrasta que, junto com o pai da garota, são as pessoas que mais lhe dão apoio pra seguir em frente. Sem querer querendo, até uma mensagem de vida o filme passa. Antes de entrar na clínica para o aborto, Juno esbarra em uma garota que grita na frente da clinica a marcante frase “Todos os bebês querem nascer”. É óbvio que o aborto não é defendido, e o fato de a criança já ter unhas é uma das coisas que levam Juno a decidir ter o filho.

O final do filme é a coisa mais fofinha desse universo e, caramba, é impossível não lembrar daqueles dois adolescentes tocando violão juntos como o casal perfeito, o amor perfeito, o momento perfeito. Tá bom vai, eu sou excessivamente romântica as vezes, mas é que foi LINDO demais. Apesar de terem TUDO pra dar errado, os dois ficaram juntos, e deram certo demais.

Mesmo que cinematograficamente, uma prova de o amor pode sim superar todas as diferenças, fazer até o mais descrente acreditar, mudar tudo, e principalmente, vencer todas as barreiras.

Ainda que sejam de TIC-TAC de Laranja!

[Ah, agora a cena mais linda do filme, e a música mais fofa dos últimos dias]

You’re a part time lover and a full time friend

The monkey on you’re back is the latest trend

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

Here is the church and here is the steeple

We sure are cute for two ugly people

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

We both have shiny happy fits of rage

I want more fans, you want more stage

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

You are always trying to keep it real

I’m in love with how you feel

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train

I kiss you all starry eyed, my body’s swinging from side to side

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me

So why can’t, you forgive me?

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

Du du du du du du dudu

Du du du du du du dudu du

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

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9 comentários sobre “A Rakky Recomenda – Juno

  1. Eu assisti Juno. E achei muito triste, o filme é muito legal, mas eu saí meio deprê do cinema… Lembrei de como aconteceu comigo e o quanto assumir é reconfortante…

  2. Eu assisti Juno. E achei muito triste, o filme é muito legal, mas eu saí meio deprê do cinema… Lembrei de como aconteceu comigo e o quanto assumir é reconfortante…

  3. Meu filme preferido! Por mais que eu ame o trabalho do Tim Burton, e da Audrey Hephburn, me rendi completamente a encantadora história da Diablo Cody,Rakky obrigado por traduzir tudo o que eu sinto aqui!

  4. Meu filme preferido! Por mais que eu ame o trabalho do Tim Burton, e da Audrey Hephburn, me rendi completamente a encantadora história da Diablo Cody,Rakky obrigado por traduzir tudo o que eu sinto aqui!

  5. Pingback: Resenha: Pitanga – Mallu amaduresce segura de si | Blog da Rakky

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