E o mundo só me insulta!

“O mundo não me assusta… o mundo só me insulta”

Os ofendidos – Skank

Observar a humanidade já rendeu filosofias mil a muitos milhões de pensadores por aí. Não precisa ser um pensador, nem pensar com muita frequência porém, para perceber que tem muita coisa errada por aqui. O menino que mendiga os R$ 0,10 no trem e é filho de um mané que o obriga a fazer isso, o garoto apaixonado que leva o buquê de flores nas mãos e é trocado pelo bad boy que toca “Vai lacraia” no carro,  o indigesto novo reality show que vai fazer mais e mais pessoas se ligarem na TV e não desgrudarem mais, o mais novo aplicativo para Orkut que vai fazer com que toda uma massa que poderia ser incrívelmente melhor informada com a Internet nas mãos só fique on-line pra jogar o maldito, a síndrome de celebridade que ataca pessoas sem fim também via web, o grande astro que morre inexplicávelmente, o podre novo sucesso musical, a falta de bom senso, a descrença no fim dos recursos não renováveis, as guerras inúteis e causadas pela ganância, a fome e os excessos a violência, a desigualdade, o individualismo,  a solidão…

Que cura é possível para o mundo? Onde é que se pode achar jeito de mudar o que já não é mais possível? Será que há qualquer esperança? É aqui que eu penso que é necessária uma resposta, mas, como diz o poeta, “a pergunta me assusta”.

No meio dos pensamentos, uma música:

Os Ofendidos – (Samuel Rosa – Chico Amaral)

Na estrada de Pompéia me apareceu um velho
Velhas roupas e chapéu e um olho cego
Me perguntou o que havia de novo nesse mundo
Eu disse guerra, crime, e ele: o mundo não me assusta
O mundo só…

Numa viela em Corumbá me apareceu um índio
Um cigarro em cada mão e um tênis só
Me disse que era de uma tribo subindo o Paraguai
Mas esta tribo já não há, e o mundo não me assusta
O mundo só me insulta
O mundo não me assusta, não
O mundo só…

Vou deixar, vou deixar você pensar
Que o tempo parou
Vou dançar, vou dançar até chover
Razões pra viver
Morder o calcanhar do tempo
Pro tempo correr


No fliperama do Sion me apareceu o anjo
Olhos tristes e batom e uma ficha só
Me perguntou se eu precisava de alguma coisa ali
Eu disse sim, uma resposta, mas a pergunta me assusta
Mas a pergunta…

Num trecho entre inferno e céu os dois tão absortos
Torre, bispo, Diabo e Deus e um silêncio só
Segui em frente e pude ouvir um fio de conversa
Ele disse em claro som : o mundo não me assusta, não
O mundo só me insulta
O mundo não me assusta
O mundo só…

Vou deixar, vou deixar você pensar
Que o tempo parou
Vou dançar, vou dançar até chover
Razões pra viver
Morder o calcanhar do tempo
Pro tempo correr

O mundo não me assusta
O mundo só me insulta(x3)

O mundo não me assusta
O mundo só.

É… é só uma reflexão de fim de noite.

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2 comentários sobre “E o mundo só me insulta!

  1. Que cura é possível para o mundo? É a pergunta que me faço muitas vezes. É difícil, mas a cura somos cada um de nós, que ainda podemos ser parte das mudanças! Seja a mudança que vc quer ver nos outros! =D Bjão, Rakky!

  2. De fato…chegar a se perguntar se haveria solução é mesmo mais do que assustador…a incerteza – que é verdadeira – é mais assustadora que a própria resposta (esta, provavelmente um “sim” acompanhado de larga dose de otimismo).
    Uma triste e bela reflexão, a sua. Muitíssimo bem acompanhada de uma canção magnífica.

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