O Filho da Revolução ainda canta a geração que nunca deixou de ser Coca-Cola

Não tem jeito. Ao deixar com que os olhos entrem em contato com as primeiras páginas do livro Renato Russo – O Filho da Revolução a única coisa que você vai querer fazer antes de terminar o livro é colocar todos os CDs da Legião Urbana pra tocar no seu CDPlayer, MP3 ou rádio. Tudo isso porque a biografia, autorizada pela família Manfredini e escrita no período de 1999 a 2008 por Carlos Marcelo, é um retrato fiel da vida e da obra do poeta Renato Manfredini Jr.,o eterno Renato Russo.

Nas 416 páginas do livro, devoradas até se esgotarem, Carlos Marcelo retrata o nascimento, infância, adolescência e fase adulta do ídolo rock e apura detalhes de suas primeiras composições, a história de várias canções, o surgimento do movimento rock na capital de cimento, as primeiras composições, como Renato começou a gostar de música e o que aconteceu até a formação da primeira banda, o Aborto Elétrico, o nascimento e crescimento da turma da Colina, os punks de Brasília, as amizades, os relacionamentos, o burburinho do apartamento 202 do bloco B da SQS 303, sempre cheio de amigos e de filosofia, de música  e de vontade de mudar o mundo. Tudo isso junto a história do jovem Renato Manfredini Jr., fã de Beatles e de Sex Pistols, professor de inglês da Cultura Inglesa que dominava o idioma como poucos, jornalista formado na Ceub  e Trovador Solitário, além de jovem, como todos os outros jovens, que queria que seu país mudasse, que a revolução acontecesse e que a vida fosse melhor pra todos.

Fã de Renato e da Legião Urbana desde 1985, quando a caminho do colégio escutava uma fita-cassete com as primeiras músicas da Legião Urbana, o autor finaliza o livro de forma tão emocionante quanto o inicia, resgatando Renato e Legião em 1988, depois e antes do show-tragédia que marcou o não-retorno da Legião Urbana à cidade que os fez nascer e a maneira inconsequente do povo de Brasília de tratar seu maior ídolo.Carlos Marcelo entrevistou mais de cem pessoas entre amigos, familiares, fãs e até o próprio Renato (bem antes de a obra passar pela cabeça do autor) para compor com o máximo de fidelidade possível a história do carioca que mudaria a história do rock nacional em Brasília, a capital do Brasil.

Amanhã é Dia Mundial do Rock. E para conhecer o rock nacional, o rock mundial e o que moveu a nossa geração coca-cola, a leitura de Renato Russo – o filho da revolução é senão obrigatória, indispensável. A geração, que ainda não deixou de ser Coca-Cola, precisa conhecer a história do poeta que tentou deixar de celebrar a hipocrisia, a afetação e a indiferença desse país que ainda cabe na sua gritante pergunta, até hoje sem resposta. Que país é esse?

Renato Russo – o filho da revolução
Autor:
Carlos Marcelo
Editora: Agir
Ano: 2009
Páginas: 416
Site: www.renatorussoolivro.com.br
Nota: 10,0

5 comentários em “O Filho da Revolução ainda canta a geração que nunca deixou de ser Coca-Cola

  1. hahaha graaaaaaande Rakky Curvelo!!!

    uma resenha a altura deste livro que é incrível tanto pela qualidade que o autor lhe conferiu como por tratar de quem trata!!!

    Parabéns, babe!!

    E viva o Renato!!!!!

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