O João Rock e a falta que esse tipo de festival faz à capital paulista

Ísis Sartori

No último sábado (4/7) fiz uma viagem de aproximadamente 300km para chegar uma cidade do interior paulista, a pacata Ribeirão Preto. Meu objetivo era apreciar a participação do Skank num festival de música, mas aproveitei para acompanhar o festival como um todo, até quando a minha dor de garganta deixou. E não me decepcionei.

O evento comemorou seu 10º ano no último sábado e entre as atrações estavam o Skank, Jota Quest, Charlie Brown Jr., Lobão, Lenine, CPM 22, Zé Ramalho e os americanos Men at Work para fechar a noite. Aí eu tentei puxar pela memória desde quando eu não via um festival que contivesse atrações que estão “na modinha” no momento. Ta aí, não lembro. Nenhuma das bandas convidadas para o João Rock está tocando no rádio todos os dias incessantemente no momento. Não tivemos Restart, Cine, não tivemos nenhuma banda colorida, era só o que dava mesmo para considerar rock e pop (sim, estou contrariando o que eu disse nesse post aqui, mas se você leu direito, entendeu meus pontos). A festa foi um sucesso! Nunca havia visto tantos fãs de tantas tribos e hits diferentes do rock e do pop rock reunidos e em paz como vi no último sábado.

Com dois palcos, a galera se dividia entre as atrações. A acústica do parque de exposições era perfeita para o evento, os dois palcos, nem tão perto nem tão longe um do outro, não eram escutados de um lado ou do outro e os shows tinham intervalos de aproximadamente 30 minutos para começar entre um palco e outro. Ou seja: se você estava a fim de ver o Jota Quest e o Lobão, mesmo sabendo que ambos tocariam em palcos diferentes, dava tempo: com o fim do show do Jota, você andaria uns dois minutos e estaria no palco do Lobão, que estaria na execução da 4ª ou 5ª música do show.

Além dos shows, foi montada uma estrutura de MotoCross para a galera que curte adrenalina, uma bateria para a galera posar para fotos (remetendo ao logo do Festival, um mocinho tocando bateria), milhares de barracas com quitutes gerais e camarote da rádio da cidade, distribuindo brindes e levando alguns sorteados para os camarins / bastidores do evento. Esse tipo de organização é o que falta nos festivais de rádio da capital paulista. Nos últimos anos estive em alguns shows “múltiplos” e o que dá pra ver é um palco só, com bandas se apresentando brevemente uma atrás da outra, muito mais modinha do que música, bagunça, fãs se estapeando por lugares mais próximos dos ídolos… Vamos lá Sampa, vamos aprender com Ribeirão?

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2 comentários sobre “O João Rock e a falta que esse tipo de festival faz à capital paulista

  1. Concordo com você em tudo! Sinto muita falta dos festivais, pois foi com eles que formei muito do meu gosto musical. Foi la onde conheci pessoas (algumas amigas até hoje) que me ensinaram sobre musica, que ensinei sobre musica, onde bebemos, vimos bandas, vocalistas, beijamos menininhas e nos divertimos!

    Uma pena que esse costume esteja quase extinto. Talvez a minha geração tenha sido a ultima a presenciar festivais, que já eram quase extintos tb!

    Torçamos para que as coisas mudem! =))

  2. Pingback: A fantástica São José do Egito | Blog da Rakky

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