Resenha – Hamlet

Estou revendo meu e-mail antigo para excluí-lo definitivamente e tenho achado muitos trabalhos antigos. Um deles é essa resenha, que resolvi publicar aqui só porque ainda não tinha feito isso… 

Hamlet é o jovem príncipe da Dinamarca, revolto com a atual situação em seu lar: seu pai mal completara um mês de falecimento e sua mãe já havia celebrado uma nova união, com seu tio, irmão de seu pai. “Os assados do velório puderam ser servidos como frios na mesa nupcial” registra, revoltado. Mas muito mais que esta união repentina atormentava, e atormentaria o jovem príncipe.

A intrigante aparição do velho rei morto em forma de fantasma aos guardiões do castelo leva Hamlet a querer saber o que atormentava a alma do rei a ponto de aparecer como fantasma. O rei apareceu a seu filho tal como na guarda, e lhe revelou sua “causa-mortis”, um envenenamento causado por seu irmão, Claudius. Aquilo seria o suficiente para dar vida a um dos maiores clássicos do inglês Shakespeare.

O jovem arquiteta um plano para revelar a todo o reino a infâmia da morte de seu pai. A trama tem seu ápice quando o jovem trama uma peça de teatro com enredo parecido com o do fim de vida de seu pai, para verificar a culpa do novo rei da Dinamarca, revelado pelo mal estar de
Claudius ao rever a cena, que lhe era tão familiar. A vingança que o rei Hamlet confiou a
seu filho era por ele tão visada, que foi razão até da renuncia ao amor de Ofélia, sua
amada. Hamlet também passa a ser visto como louco. O enredo se encerra após a vingança
de Hamlet ter acontecido, mas vindo junto a sua morte a de toda a família real.

Hamlet é autor de algumas das principais citações Shakesperianas. “Há mais coisas
entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia” e “Ser ou não ser, eis a questão entre
outras. As dificuldades que se pode haver ao ler teatro são afastadas pelo prazer da grande
obra de Shakespeare, conduzida com a força e a vitalidade do autor. Uma leitura saborosa e
única.

Nota: 10

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2 comentários em “Resenha – Hamlet

  1. Essa obra é sensacional e merece ser lida com muita calma, porque cada detalhe é relevante em sua subjacente discussão filosófica.

  2. Cheguei a pensar uma vez que Hamlet era a melhor obra de Shakespeare, até ler Otelo, que logo foi desbancado por Rei Lear, que foi Desbancado por Romeu e Julieta que foi sendo desbanco a cada drama, tragédia ou comédia do autor que eu lia, até ele ser relido pela primeira vez para poder interpretar Polônio em uma peça de teatro (tínhamos um grupo de teatro rrssr) … reler esse livro foi uma das melhores experiências da minha vida, nunca esqueço o ecstasy da releitura… Perfeito!

    Ele é o melhor, junto com Otelo! rrsrrs

    Parabéns, uma bela resenha desse livro maravilhoso!

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