Não sirvo

 

Não sirvo pra dietas pesadas
Nada me faz abrir mão do chocolate
Não uso tendências, não estou na última moda
Visto o que cai bem, o que “cobre as parte”

Não sou vegetariana. Nem vegana
Amo os animais, mas não dispenso um sushi
Não sou petista, nem presbiteriana
Nem faço macumba pros Geraldos e Cabrais na Sapucaí
Não sirvo pra esportes radicais
Sou da natação, da caminhadinha
Também não sirvo às grandes causas sindicais
Tenho o nome ligado apenas a piadinhas
Não estou em todas as badalações
Há mil festas desconhecidas no pedaço
Não sirvo pra fazer confusão, pra armar barraco
Estou sempre no meu cantinho, pouco espaço

Também não sou da violência
Procuro viver com tranquilidade
Sirvo apenas para observar o agito
Assistir todo o barulho da cidade

Só sirvo mesmo para grandes paixões
Para aquelas que vem e que passam
Que deixam rastros, que destroem mundos
Que te fazem lembrar delas com embaraço

Meus CDs, minhas músicas,

São elas as grandes amantes
Donas das minhas loucuras, insanidades
Viagens que nunca fiz antes
Não sirvo pra economizar na loucura
Nem pra ter vergonha de gritar
Sirvo pra viver dessas canções bonitas
Que fazem o mundo girar
E pra fazer rimas bobas
Que algum bom leitor vai gostar…
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