Meus Melhores Discos Internacionais de 2013

Conforme prometido ontem, a hora do dever me chama e hoje tá aí a minha lista de melhores discos internacionais do ano. Algumas escolhas óbvias, quando você me conhece um pouco. Outras, nem tanto. Bom, é isso aí que tá aí embaixo!

1.   New – Paul McCartney  

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Devo confessar que a minha expectativa para a chegada desse álbum foi imensa, desde o início das gravações até o dia do lançamento. Mas nada poderia me preparar para o que viria nas 12 (opa, 13!) músicas do disco. São quase 50 minutos em que você pensa coisas do tipo “Ah, isso é Beatles” “Mano, de onde ele tirou isso” “Gente, que incrível” “Ah, isso é do Wings ou é do solo?” e não chega a nenhuma conclusão óbvia. Tudo porque New é criativo, é inovador, é diferente de tudo o que Paul já fez na vida (e são mais de 50 anos de carreira). Enfim, é tudo muito NOVO e não havia nome mais coerente e mais necessário para esse álbum que New. Destaque mais que indispensável para vibrante “Queenie Eye”, para a emocionante (sério, chorei na primeira audição) “Early Days”, para a fofa “Alligator” e, bom, tem que ouvir mesmo pra escolher a favorita porque a tarefa não é das mais fáceis.

2.   Paramore – Paramore 

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Passar por duas perdas em seu elenco, encontrar a própria voz novamente e lançar um bom disco novo: um desafio pelo qual poucas bandas passam de maneira positiva. O Paramore passou por tudo isso e mostrou para o mundo em 2013 as razões de ser uma das bandas mais aclamadas do momento. Com um álbum homônimo cheio de hits e de canções emocionantes, a banda se posicionou com uma das mais competentes da atualidade. Hayley Williams assumiu de vez a liderança do trio, formado por ela, Jeremy Davis e Taylor York e colocou sua voz, sua criatividade e sua alma nas 17 faixas do trabalho. As indispensáveis são, é claro, “Still Into You” “Ain´t it Fun”, mas as ótimas “Now”, “Anklebiters” e a desesperadora “One of those (Crazy Girls)” precisam fazer parte do repertório de melhores músicas do ano.

3.   Random Access Memories – Daft Punk

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Sabe aquele momento em que você reconhece numa banda uma história que você precisa e que quer entender? Geralmente acontece quando alguém te apresenta uma banda nova com um álbum recente e que você fica tão vidrado naquele negócio que sabe que precisa ouvir tudo o que eles tiverem a oferecer. Então, foi essa a sensação que eu tive pós primeira audição do Random Access Memories: minha memória RAM (ah, ah, ah – virando os dedinhos! uhauhahu) precisava de um programinha pra rodar tudo o que eu tinha de informação sobre os franceses do Daft Punk no meu HD. E “Motherboard” estava lá pra me lembrar de mil passados, e “Instant Crush” pra me quebrar no meio, “Fragments of Time” pra me deixar sem palavras e a mais reproduzida de todas as canções de 2013 “Get Lucky” pra me fazer dançar sempre, como se não houvesse amanhã, a cada nova festa em que eu entrava e tocava. Com tudo isso posto, só dá pra dizer que esse é um álbum que vai marcar época. Aliás, já marcou, mas vai ser lembrado por muito tempo ainda como uma das melhores realizações dos anos 2010.   

4.    Like Clockwork –Queens of The Stone Age

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Fazia tempo, fazia muito tempo que Josh Homme não aparecia entre os destaques do ano. Só que aí o cara vai lá, quase morre e pimba! lança o …Like Clockwork, talvez um dos melhores discos da carreira do Queens of The Stone Age. Sombrio, frio, intimista, diferente de tudo o que você conhece da banda, e ainda assim um registro fatal do stone rock da banda, o disco já tem clássicas como “I Sat By The Ocean”, “I Appear Missing” e o primeiro single “My God Is The Sun” como sons que o mundo não vai esquecer.

5.    Adam Green & Binki Shapiro – Adam Green & Binki Shapiro

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Foi no começo do ano que Adam Green, um dos meus cantores favoritos por ser da incrível The Moldy Peaches apareceu, junto com uma das cantoras mais fofas que conheço, a Binki Shapiro, que era do Little Joy, num disco que de cara já tinha tudo para ser meu favorito do ano. E daí que ele não está em nenhuma lista que você já viu? E daí que “Just To Make Me Feel Good” é só uma baladinha indie fofolenta? E daí que “Here I Am” é só mais uma daquelas canções que repetem a fórmula já popularesca dele cantando para ela e vice-versa? O álbum de estréia da dupla cumpriu seu papel no mundo da música em 2013: é uma fofurinha para apaixonados e corações moles escutarem e ficarem felizes. E ele merece destaque, só por isso.

6.    No Blues – Los Campesinos

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Quando você ouve um disco repetidas vezes sem cansar, significa que ele significou algo pra você. Isso aconteceu comigo nesse ano com um outro álbum dos Los Campesinos! que, é claro, me fez correr atrás de toda a discografia da banda e, olha, que sorte minha, um álbum novinho em folha pra eu descobrir. No Blues é um indie rock fofo, dançante, com começo, meio e fim e sem hora pra começar e acabar. Desde “Avocado, Baby” até “Let It Spill”, o trabalho é denso, é um LC! maduro, superado, feliz. E bom, muito bom, obrigada.

7.    Right Thoughts, Right Words, Right Action – Franz Ferdinand 

Franz-Right-Thoughts-Right-Words-Right-ActionsO quarto disco de estúdio de uma banda que demorou quatro anos pra lançar conteúdo inédito, mas mesmo assim todo mundo ama: que difícil seria pra o Franz Ferdinand alcançar muitos lugares de destaque com o Right Thoughts, Right Words, Right Action não é mesmo? O trabalho que não era nada fácil era o de não copiar a fórmula de sucesso dos discos anteriores, o que o Franz fez bem, na medida do possível. O curto novo trabalho agrada desde a dançante e single absoluto “Love Illumination”, a formidável “Right Action”, ácida e direta e a simplesmente indescritível “Sweet Strawberries”. Fica na prateleira por pouco tempo, porque esse é pra por pra rodar e dançar sem parar.

8.    Jake Bugg – Shangri La

jake-bugg-shangri-laUm dos caras mais competentes da nova safra folk que invadiu o mundo nos últimos três anos é o jovem Jake Bugg. Ele é um Bob Dylan da nossa geração, um filho perdido do Paul McCartney compondo pérolas líricas semelhantes à “I´ve Just Seen a Face” e, mais do que tudo, um garoto construindo seu espaço no mundo da música. Shangri La, segundo disco da precoce carreira do músico, conta com a produção de Rick Rubin, referências pop e hip hop, o folk absurdo que fez o garoto conhecido em todo o mundo e canções imperdíveis como “What Doesn´t Kill You” e “Simple Pleasures”. 

9.    The Next Day – David Bowie 

David-Bowie-The-Next-DayBowie é Bowie e se ele lançasse um disco com a Yoko Ono gritando gravado nele ainda assim seria um dos melhores do ano. Mas ainda bem, ele não fez isso. Muito pelo contrário: com pouquíssimo alarde, o camaleão dos camaleões mostrou mais uma vez toda sua competência com The Next Day. O 24º disco de estúdio de Bowie tem obras primas como a faixa título “The Next Day”, “Love Is Lost” e “Dancing Out In Space” e marca presença sendo um dos discos mais criativos do ano.

10. Grinning Streak – Barenaked Ladies 

barenaked_ladies_grinning_streakEu já falei desse disco aqui e vou falar de novo pq eu q mando nessa porra: você precisa ouvir. Não é só porque “Crawl” é uma das músicas dramáticas mais incríveis que eu já ouvi na vida ou porque “Limits” pode ser um dos pontos altos de um disco de pop / rock, mas porque Grinning Steak é muito mais que só um disco bom: ele é necessário.

É claro que se você quiser ver uma lista mais completa e incrível que essa aqui eu tenho uma linda pra te indicar, né? A fofa do
Tenho Mais Discos Que Amigos tá imperdível. Confere aí! 

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