O que me faz ser nerd / geek?

O título do post é uma pergunta mesmo. E é uma pergunta para a qual eu não sei a resposta mesmo. Mas a dúvida mais cruel apareceu mesmo na semana passada, enquanto eu fuçava o Facebook no celular.

É que eu fui indicada para dar uma entrevista sobre “O Universo Geek” e contar um pouco do que eu penso a respeito. Pois é, achei super estranho, comecei a pensar em várias coisas, descobri que foi uma amiga minha que me indicou, fiquei pensando no sentido da vida,  até que cheguei na interrogação maior: porque eu sou considerada uma pessoa que tem domínio suficiente do assunto para falar sobre geeks / nerds? O que faz com que eu, do alto dos meus recém completados 24 anos tenha os culhões para defender uma geração super cheia de representatividade, atitude e bom humor como a geração nerd / geek?

Será que já ter visto Star Wars várias vezes e saber o suficiente sobre a população vulcaniana me faz ser menos normal? Será que meus conhecimentos básiquinhos sobre hardware e software me fazem ser uma menina diferente das normais? Ter um curso de manutenção de computadores e ajudar a galera da firma com os problemas do Windows é um diferencial competitivo? Já ter lido tudo do Douglas Adams pode ser considerado uma qualificação especial?

Acho que ser nerd na minha infância era uma coisa muito mais difícil do que é ser hoje. A Maristela sabe bem, só fui falar direito com algum ser humano na escola depois da 4ª série e só me tornei o que a galera chama de “popular” depois da 7ª. A porra toda é que antes ser antissocial era horrível, porque você sofria por ser um dos mais inteligentes da sala, por tirar algumas das melhores notas, por se esforçar para aprender. Era feio ser nerd. Era estranho saber o que estava acontecendo com um HD enquanto uma criança desenha no Paint. Era muito estranho.

Hoje é legal, maneiro, todo mundo quer ser. Mas ninguém tem exata noção do que quer ser na real. Acho que geeks e nerds têm suas diferenças em particular, mas têm algo em comum que os faz ser únicos: são pessoas apaixonadas. Apaixonados por jogos, por livros, por músicas, por assuntos, por tecnologia, por conhecimento, por novidades. Aquele cara que é capaz de esperar numa fila gigante pra comprar o novo lançamento da Apple, o ser que consegue programar uma nova solução em minutos porque não vê a hora de ver aquilo funcionando ainda que não vá ganhar nenhum centavo pelo trabalho, aquela pessoa que fala com paixão e loucura sobre seus filmes favoritos ainda que esteja numa roda de pessoas em que ninguém tem noção do que é aquilo. Um cara que coleciona, que é discreto, que vai ao cinema na pré-estreia com a fantasia do ídolo. Ou aquele cara mega racional que espera a euforia passar pra ver o lançamento no cinema.

Ser nerd é ser apaixonado por conhecimento /cultura. Ser geek é ser apaixonado por tecnologia. Se é isso mesmo, acho que sou um desse bichos novos aí sim…

PS: se a gravação realmente sair (pensando bem acho que não, fui muito mal) eu posto por aqui. Mesmo.

Sobre o ódio aos fã-clubes de Twitter

Eu odeio fã-clube de Twitter! Com todas as forças do meu coração, com toda a minha alma, com todo o ódio que pode existir em mim, “pq qdo eu odío eu ódiiiiooo” (a la Tiririca antes de ser político). E não, não venham me dizer que eu sou uma diretora de um fã-clube de Twitter, porque falar isso dos Skankarados é uma ofensa pública inadimissível.

Se você não entendeu ainda, eu explico. Fã-clube de Twitter é um negócio formado por um só virgem mal amado que não tem porra nenhuma pra fazer da vida e vai lá dizer para o mundo que é fã pra caramba de determinado artista só porque ele acha que isso é algo legal pra dizer a respeito de sua própria vida. Fã-clube de Twitter é um perfil que vai te seguir e mandar uma mention dizendo ‘amor, segue de volta?’ ou para os mais atrevidos ‘me segue que eu te sigo também, ok?’ (é claro que ninguém vai escrever certinho como isso, mas vocês estão captando a mensagem né?

Fã-clube de Twitter enche o saco de todo mundo para que o seu artista favorito ganhe todos os prêmios do universo (do Grammy até “Melhor cantor pra se ouvir no banheiro de cuequinha cor de rosa”) porque “porran, ele é lindo, perfeito, maravilhoso, meu tudo e merece pra caramba!” Fã-clube de Twitter é uma coleção de gentinha sem moral que não sabe nem a razão de achar o artista que ama legal, que não entende porra nenhuma de música, que não sabe nada da vida e que faz coisas incrívelmente inteligentes, conforme mostra a imagem abaixo:

Porque  o amor ao seu ídolo é mais forte em você do que o seu amor próprio e não existe nenhuma doença terrível que possa ser transmitida ou se agravar caso a droga que ela usou pra fazer isso estivesse enferrujada…

Enfim, eu odeio fã-clube de Twitter porque esse tipo de fã-clube não representa nenhum tipo de fã que leva a sério ser fã de alguma coisa. O Skankarados é diferente porque nós tentamos reunir fãs pra eventos com ou sem Skank, esses últimos com música que inspira a banda, ou para encontros de lazer mesmo. Somos sérios porque tentamos antecipar as informações e temos contato com a produção da banda em alguns momentos. Somos sérios, porque não cortamos os pulsos por ninguém e entendemos a relação fã x ídolo como a máxima que desejamos (isso mesmo, nenhuma Skankarada dá em cima de qualquer um dos meninos porque nós respeitamos o trabalho profissional dos caras). Temos um blog que na medida do possível é atualizado, estimulamos a participação em promoções da banda, votamos sim nos prêmios aos quais eles concorrem mas não fazemos só isso da vida (trabalhamos, estudamos, temos vida social além Skank) e tentamos estar presentes em todos os shows, porque o trabalho deles é importante para nós, que entendemos sua música e sua representatividade no estilo musical que seguem.

Acho que essas e outras características devem ser inerentes a todo aquele que quiser dizer que faz parte de um fã-clube. Além de tudo isso, somos amigos, porque é fã-clube não se faz sozinho e seria muito egocentrismo dizer que isso é possível. Por isso, temos muito…

Por que no ano novo?

Por que o ano novo faz as pessoas precisarem tanto fazer promessas, compromissos e tentar fazer as coisas certas dessa vez? Por que precisamos desse espírito de renovação para tentar acertar?

Acho que a gente precisa ter mais a consciência de que todo dia é dia para fazer algo novo, para sonhar algo novo, para começar de novo. Mas não nego que já fiz minhas promessas para 2012. Tudo bem que não acho que seja necessário ter um 1º/1 que vai fazer tudo mudar, que vai aumentar a minha determinação e vai me fazer estudar mais, trabalhar melhor, emagrecer, aprender a jogar Mario como gente, ficar mais próxima dos meus amigos queridos que eu nunca esqueço ou ser uma blogueira de qualidade, mas essas são algumas das minhas metas para o ano que começa. Ah, também quero guardar mais dinheiro do que guardei esse ano, ganhar mais dinheiro também e começar a procurar um apartamento. Não para alugar, mas para comprar mesmo. Tá, sei que não vou ter um milhão de reais pra comprar qualquer coisa esse ano, mas dar uma olhadinha não faz mal nenhum…

E eu acho que é isso. Feliz 2012 amiguinhos e vamos lá que a labuta recomeça já!

 

Valeu Steve Jobs!

É triste, mais o maior gênio de nossos tempos morreu. Seu legado continuará vivo em todos os lugares em que as pessoas conseguirem utilizar a tecnologia para facilitar sua vida, pois ali haverá um pedacinho das ideias do incansável Jobs. A única coisa digna a dizer é muito obrigado cara! Você mudou e continuará mudando o mundo com suas ideias!

Abaixo, alguns textos legais sobre a vida e obra do CEO mais querido do mundo:

 

A arte de escrever sem porquice!

Todos os dias, nas mais diferentes situações, todos nós nos deparamos com diferentes meios de escrotização assassinato da nossa querida e maltratada língua portuguesa. Por vezes, situações ultrajantes podem nos remeter a algum tipo primitivo de violência, como xingamentos à senhora que pariu a criatura que cometeu o crime, ameaças (por vezes infundadas) no que diz respeito à integridade física do cerumano, a sua dignidade pública ou por vezes ao mais valioso patrimônio que alguma pessoa pode ter na vida: a própria vida, é claro.

Por essa razão, e para que vocês, um ou dois amiguinhos que ainda aguentam esse blog que tá caducando de velhice e sem nenhuma moral que lêem esse blog bacana pra caramba, reservei algumas dicas para passar aos inúteis que ainda insistem em escrever errado. Não se assustem, pois vou usar um linguajar adequado para falar com esses “seres” que pode ofender vocês, mas que é a única forma garantida que se encontra para estabelecer uma comunicação funcional com essas pessoas. Vamos lá:

  • Corretor: já ouviu falar em Word, seu boçal? Então, é uma ferramenta mágica em que você pode digitar a porcaria do seu texto e conferir, antes de mandar para o mundo inteiro saber da sua ignorância, se todas as leseiras que você escreveu estão grafadas corretamente. Grafaoquê? ESCRITAS, idiota!;
  • Conhece o pai dos burros? vai tomar no olho do seu c&*$#! Se você não gosta de computador o problema não é meu e eu não tenho que ler porquice por causa disso. Você já viu um dicionário na vida? Não é só pra você procurar o significado da palavra “inteligência” que ele serve não viu? Não entendeu? F%$#
  • Paiêeeee – lê meu texto?: pode pedir pra o papai, pra mamãe, pro titio, pro vovô, pra sua irmã mais nova, pra o bêbado do bar da esquina, pra sua irmã mais nova, pra qualquer pessoa que tenha mais inteligência que você, mas, pede! É muito menos vergonhoso do que passar por estúpido na web. Na Internet, ignorante!!!
  • Google it!: pois é, o Google não serve só pra você ficar olhando putaria ou fotos dos meninos do Restart na Internet não. Se você “lançar” uma palavra errada por lá, certeza que vai aparecer algum anjo da guarda pra te dar um tapa na fuça pra te dizer que aquilo tá errado pra te dizer que você é um merda;

  • Se mata: eu fiz minha parte, porque você não faz a sua?
De verdade, não há mais desculpas para se escrever errado por aí. A forma como você se expressa, virtualmente inclusive, diz muito sobre quem você é, sua personalidade e valores. E ninguém quer ficar conhecido como um mané que não sabe escrever direito né? Eu acho que não!

Paul e os Beatles na campanha “Make Music Matters”

Aí eu acordo, me arrumo, vou correndo pra o trabalho. Até aí, super normal. Começo a ver meus twitts no percurso e lá está o Paul McCartney divulgando uma nova campanha da qual os Beatles estão participando. É a “Make Music Matters” que, pelo que entendi (ok guys, ainda estou no Intermediate II do curso de inglês)  tem por objetivo conscientizar as pessoas sobre o valor da música em nossas vidas e para o artista, bem como divulgar locais onde se pode fazer o download gratuito de canções. A ideia é apoiar os músicos que a gente ama, cuidando deles e de suas músicas e só fazendo o download de materiais em sites com essa bandeira.

Eu achei a iniciativa super legal, mas tenho dúvidas se vai ou não colar. De qualquer forma, para saber mais sobre o projeto (e entender melhor, porque alguns termos usados lá são grego pra mim) é só acessar http://www.whymusicmatters.org. Tem vídeos sobre os artistas que já aderiram à campanha também e um monte de coisinhas legais!