Oh, Minas Gerais!

BHBom, como eu já disse por aqui, Abril foi um mês lindo. E uma das coisas que o fez mais lindo foi uma viagem que fiz para Minas Gerais.

Ok querido um leitor, você me conhece um pouco. Sabe que quando se trata de Minas Gerais eu sou uma completa apaixonada, certo? É a música (que vai quilômetros além de Skank), é a história, é a cultura. É o jeitinho lindo do povo de ser incrivelmente receptivo e companheiro, é a história por baixo daquela terra, é o cheiro do campo e das folhas que você sente até na Afonso Pena, em BH, a Av. Paulista deles. São as deliciosas comidas, o tradicional queijo, o pão de queijo, o doce de leite. E aí eu decidi conhecer melhor esse pedaço de chão que tanto me inspira e que tanto me faz bem. E não foi surpresa voltar de lá querendo ser mais e mais mineira.

Belo Horizonte foi meu destino inicial. E que cidade linda! Ela tem todas as qualidades e os defeitos da São Paulo da loucura, mas tem uma beleza não explicável. Sua Praça da Liberdade é tão simples e tão bela que não dá para descrever: tem que ir ver. O centro, as pequenas pracinhas e igrejas ao redor de escolas, a mistura do clássico com o moderno de Niemeyer, o Museu de Artes e Ofícios. Os encantos do Mercado Central e os lugarzinhos escondidos na infinita Rua da Bahia, que cruza a do Espírito Santo, a do Rio de Janeiro. O borbulhante comércio local e a barulheira do trânsito infernal estão lá. Mas a tranquilidade de uma vista para toda a cidade, o ar puro e a beleza também.

Fui recebida com um stand-up. Fui à Esquina do Clube, ao Bolão, ao Museu de Artes e Ofícios e a diversos pontos turísticos. Recomendo demais a visita ao Museu das Minas Gerais, que conta a história do Estado de um jeito que eu nunca tinha visto. Dá para passar um dia inteiro por lá e ainda assim não ver tudo (eu tentei!). É claro que fui ao Estúdio Máquina e, obrigada de novo Equipe Skank, por sempre me receber e me tratar tão bem, mesmo sabendo o quão pé no saco eu posso ser! Enfim, me despedi de BH com uma taxista achando que ia levar um “rack” no porta-malas e concluí que só lá eu passaria dias tão lindos.

Mas a viagem ainda não tinha acabado.

Ouro PretoDepois de BH o plano era conhecer parte das cidades histórias. Ir a Ouro Preto, Mariana, passar por Congonhas e Tiradentes no mínimo e se desse, ir à Diamantina. Tudo isso ficou para outra viagem no momento em que pus os pés em Ouro Preto. Eu já sabia que seria amor à primeira vista desde o planejamento do roteiro. Mas não dava para prever a emoção de pisar ali.

A cidade é inteira um museu. Todas as belezas de suas ladeiras, morros, casinhas e igrejas pode ser contemplada de qualquer lugar em que você esteja. É como se você estivesse pisando num gigante cenário de um filme de época, vivendo 1800, 1700 de novo. A beleza e o cuidado das construções restauradas, as casinhas com formato antigo, o “museu vivo”, que em pequenas plaquinhas explica a história da cidade para os turistas desprevenidos. A igreja do Carmo, a de São Francisco, a do Pilar, todas elas (visitei quase todas). Não dava para “só dormir” por ali. Eu precisava conhecer o comércio, os habitantes, as igrejas, os museus, os pontos turísticos e a vida da cidade, as pessoas, as árvores que escondem da paisagem a Universidade Federal de Ouro Preto (que tem arquitetura moderna e que “não combina” com a histórica fachada. Fiz apenas o passeio de Maria Fumaça até Mariana e, antes mesmo de o trem chegar para voltarmos já estava com saudade de Ouro Preto. Assim como estou até agora.

Terei mil outras viagens à Minas para fazer e tenho certeza que as cidades históricas estarão lá, lindas, me esperando. Mas Ouro Preto, ah e o café do Puro Cacau, a cerveja de menta, o Barroco, as ladeiras, a São Francisco, a feirinha de artesanato, a Praça Tiradentes… ah, vocês sempre me receberão quando eu voltar à Minas. Porque eu nunca vou cansar de ver toda a beleza que há ali.

Quem te conhece não esquece jamais. A música não está errada mesmo.

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A fantástica São José do Egito

O berço imortal da poesia foi o meu destino na minha primeira viagem de férias.

Entrada da cidade de São José do Egito

Como sabem alguns vocês, queridos leitores, minha mãe, D. Marlene, nasceu nessa cidadezinha do interior de Pernambuco, já pertinho da Paraíba. Resolvi passar minhas férias lá porque queria rever meus primos, reconhecer (no sentido de conhecer bem e de novo) meus tios e toda a família Leite, presente não só no sobrenome, mas nas minhas melhores lembranças.

O que vi foi uma grande cidade, com economia organizada, povo muito batalhador e simpático e muitas lembranças de um período que não vivi, mas do qual sou parte: a vida da mamãe. São José do Egito não é conhecida como a terra da poesia à toa. Por todos os lugares em que você anda, encontra poetas e poesia: seja no Sebo da cidade, na feira em uma conversinha informal, na livraria, nas praças, no nome das ruas, que relembra grandes nomes da cultura da região e nos grafites:

Mas o contato com a Família Leite foi o que eu mais achei legal de toda a viagem. São José do Egito é uma cidade muito familiar em que o valor da família não é desprezado e onde ter algum sobrenome é importante para que as pessoas saibam quem você é, de onde você vem e se é possível confiar em você. Viver isso é como voltar ao passado e ver como era bonito ter esse tipo de confiança e de respeito pelas pessoas.

Entre os artistas da cidade, conheci Arlindo Lopes, um poeta e professor nascido em São José que dá orgulho de ver: todas as obras do cara, de livros a cordéis, mencionam a cidade em que ele nasceu e se criou, falam de suas lendas urbanas, de suas personalidades, de suas praças, igrejas, monumentos históricos e estradas. Nunca conheci uma pessoa com tanto orgulho da terra de onde veio antes.

Por ele, por toda a minha família e por tantas outras pessoas geniais é que digo: São José do Egito é uma terra para se chamar de minha, que eu não quero deixar de visitar, sempre que possível for.

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Paul McCartney no Brasil: o show mais incrível da minha vida

Estou em êxtase. Sabe quando você não consegue selecionar as palavras corretas para descrever algo? É exatamente esse o meu sentimento em relação ao show de ontem, o melhor show que já vi e que já verei em toda a minha vida: o show do Paul McCartney no Morumbi, em São Paulo; o show do meu beatle favorito; o show de uma das pessoas mais fantásticas que existe viva nesse mundo hoje.

Foto por Marcelo Justo

Esqueçam que eu sou jornalista enquanto lêem essas linhas. Eu consigo escrever com imparcialidade sobre o Skank, sobre todas as minhas bandas favoritas, sobre as bandas que eu não gosto, sobre as pessoas que amo e que odeio, mas depois de tudo o que vi ontem, sinto muito, não consigo só dizer que foi maravilhoso, que o show estava ótimo, que a organização deu certo apesar das pequenas falhas e que o Paul foi uma simpatia. Preciso dizer que o show foi perfeito do começo ao fim, a organização falhou, mas o Paul não falhou e foi um gentleman, um fofo, uma gracinha, do tipo que da vontade de abraçar, apertar as bochechas e dizer “All my loving I will send to you, all my loving, Paul, I’ll be true!”.

Enfim, cheguei no Morumbi às 13h e fiz três amigos fantásticos na fila. A Regina, uma senhora super simpática, a Cibele, filha dela e tão fofa quanto a mãe e o João, um advogado de Cascavel. A Regina inclusive emprestou para mim e para o meu namorado uma câmera semi-profissional para tirarmos fotos durante o show e vamos buscar essas imagens na semana que vem (por isso vou usar fotos de divulgação nesse post e depois posto as minhas, ok?). Entramos no estádio às 17h40, 10 minutos após o que estava marcado (ótimo!). Dentro do estádio (fui de arquibancada especial vermelha) a galera fazia “oooollaaaaaa”, cantava clássicos do Paul e dos Beatles e conversava animadamente. O sentimento que fluia ali dentro era de que todos os que estavam ali e que estavam para chegar participariam de um momento único e fariam parte da história da música mundial. E foi bem isso o que aconteceu quando Sir James Paul McCartney entrou no palco do Morumbi às 21h35, CINCO minutos depois do horário previsto para o show começar.

 

Foto de Lucas Lima

Ele abriu o show com “Venus and Mars / Rock Show” e eu chorei. Eu estava ali, junto de outras 63.999 pessoas, vendo um beatle tocar. Em “Jet”, me acalmei um pouco, mas ele não ia nos deixar ficar quietos por muito tempo. Disse “Boa noite São Paulo” e aguardou a resposta histérica de todos. Em seguida, “Boa noite paulistas!”. “Hoje eu vou tentar falar um pouco em português, mas também vou falar em inglês”. Depois dessa declaração no mínimo fofa, ele pegou seu baixo e começou a linda “Close your eyes and I’ll kiss you, tomorrow I miss you, remember I’ll always be trueeee” para o delírio de 64 mil beatlemaníacos desesperados. Seguindo com “Drive My Car”, também dos Beatles e “Highaway”, do projeto eletrônico Fireman.

Entre um intervalo de música e outro, o Morumbi gritava “Paul! Paul! Paul! Paul! Paul! Paul!”. Ele respondia perguntando se estava “Tudo ok”, dizendo que “vocês são fantásticos”, fazendo caretas, dancinhas, pedindo para o pessoal repetir seus “Yeah, yeah, yeah”, “uou, uou, uou”, “uh, uh, uh” e “Oh, eoh! Oh, eoh!”. Em “The Long and Winding Road” eu chorei de novo. E como seria diferente, escutando um clássico desses ao vivo? E depois, com “Let ‘Em In” da época em que eu comecei a procurar as coisas do Paul pra ouvir? E “I Just Seen a Face” do Help, presente de natal que ganhei há tempo tempo da minha amigona Maristela Lira e que é uma das minhas músicas favoritas do álbum.

A emoção foi imensa em um dos momentos mais lindos do show. Paul disse em português: “Agora eu vou cantar uma música que escrevi para o meu amigo John!”. E o estádio respondeu: “John! John! John! John!”. E aí Paul começou a cantar “Here Today” uma verdadeira declaração de amor e amizade que escreveu para o amigo e parceiro John Lennon em 1982. Dá para não se emocionar?

Outra homenagem veio logo após “Eneanor Rigby” uma das minhas favoritas dos Beatles. E era “Something”, “uma música do meu amigo George” (George! George! George! George!). O telão mostrava várias fotos fofinhas dos Beatles e do Paul e do George juntos.

A clássica “Band on the Run” fez o Morumbi gritar, seguida de “Ob-La-Di, Ob-La-Da” e “Back in the U.S.S.R”, mais outra das clássicas. Outro momento incrível foi a emocionante “A Day in the Life/Give Peace a Chance” quando o estádio inteiro apareceu com bexigas brancas, surpreendendo Paul com uma referência ao branco como símbolo da paz. O máximo foi “Live and Let Die” quando o palco explodiu em luzes e em fogo e todo um coral de 64 mil pessoas foi ao delírio junto ao senhorzinho fofo cantando lá de seu pianinho.

 

Foto de Lucas Lima

 

Depois de “Hey Jude” e 64 milhões de “na, na, na, nanananaaaaa”, Paul fez o primeiro intervalo do show. Dois minutos no máximo e algumas pessoas acharam que o show tinha acabado. Foram embora. FORAM EMBORAAAAA!!!! Como assim? Eu não entendi… Paul voltou com “Day Tripper”, “Lady Madonna” e “Get Back” que John dizia que ele tinha escrito para Yoko. Nessa hora, senti verdadeira alegria em cantar a minha versão: “Get back, get back, get back to where you once beloooong… get back YOKOOO!!!”. No meio da festa, uma fofa homenagem a São Paulo com Paul pedindo e a galera repetindo: “Eh, São Paulo, eh São Paulo”, enquanto o baixista da maior banda de todos os tempos improvisava um solinho de baixo para dar tom a homenagem do Beatle à cidade a ao público que o assistia ali.

O segundo intervalo e mais pessoas foram embora. Perderam. Dois minuto e meio depois, McCartney entrava no palco, pegava um violão e tocava, ao vivo, para todos os presentes o seu maior clássico: “Yeasterday” emocionou a todos que cantavam compassadamente. Paul acenava, observava, fazia poses, mandava beijos e abraços, apontava para as pessoas. Para terminar com rock’n’roll Paul e banda perguntaram “Do you like rock? – aaaahhh?? Do you like roccckkk???” e a banda explodiu com “Helter Skelter”. Antes da última música, Paul disse: “Agora nós temos que ir embora. Vamos ‘rrrooonnncccc’”e improvisou um ronco nos microfones para delírio do pessoal. Aí, banda e Paul encerraram a apresentação de 2h50 com  “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Não dava para ser melhor.

Setlist:

“Venus and Mars / Rock Show”
“Jet”
“All My Loving”
“Letting Go”
“Drive My Car”
“Highway”
“Let Me Roll It / Foxy Lady (Jimi Hendrix cover)”
“The Long and Winding Road”
“Nineteen Hundred and Eighty-Five”
“Let ‘Em In”
“My Love”
“I’ve Just Seen A Face”
“And I Love Her”
“Blackbird”
“Here Today”
“Dance Tonight”
“Mrs Vandebilt”
“Eleanor Rigby”
“Something”
“Sing the Changes”
“Band on the Run”
“Ob-La-Di, Ob-La-Da”
“Back in the U.S.S.R.”
“I’ve Got a Feeling”
“Paperback Writer”
“A Day in the Life/Give Peace a Chance”
“Let It Be”
“Live and Let Die”
“Hey Jude”

bis
“Day Tripper”
“Lady Madonna”
“Get Back”

bis
“Yesterday”
“Helter Skelter”
“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band/The End”

Nota: millll!!!!

 

MJ… pra ficar na memória

Michael Jackson morreu. Acho que demorei demais pra me manifestar, mas isso foi ou por falta de coragem ou por falta de palavras. Escrever um artigo sobre a morte de um dos maiores ídolos da música deve doer a qualquer pessoa que tenha no mínimo de bom senso. Infelizmente, tem um monte de babaca por aí fazendo milhões de piadas idiotas a respeito do cara, o que eu vejo como falta do que fazer ou falta de respeito, para ser bem gentil.

Não. Não virei fã apaixonada, louca, alucinada, pirada e única do Michael Jackson. Seria hipocrisia demais dizer algo assim. Vou repetir uma frase que minha mãe sempre diz, e que lembrei agora, que manifesta exatamente o que eu sinto em relação à morte do rei do pop: “A gente só sabe o que tem quando perde”. Dizem que mãe sempre acerta, e a minha mãe acertou. Eu só fui entender o Michael Jackson, só fui compreender a falta que ele fará, só comecei a me dar conta de verdade da importância desse homem quando, na tarde da quinta-feira 25 de junho último, e enquanto escutava “Say, Say, Say”, descobri que não o teria mais, que Michael Jackson, aquele homem que cantava junto ao meu querido Paul McCartney um de seus grandes sucessos dos anos 80, não existia mais. Eu e o mundo o tínhamos perdido para sempre, levado ao céu por um ataque cardíaco.

Os discos do Michael que marcaram minha infância... eu era feliz e não sabia!

Os discos do Michael que marcaram minha infância... eu era feliz e não sabia!

De imediato, lembrei de “Black or White”. Aquele “tanananan tanananann” seguido do gritinho empolgado de “aaaauuu!” do cantor dançarino que deixou de ser negro e se transformou num homem branco me veio à cabeça junto às lembranças dos discos do meu pai, que escutava os sons do Jackson em domingos ensolarados. Nessas ocasiões, meu pai relembrava a sua época de solteiro, e ficava admirado das mudanças no tom de pele do cantor, ilustradas nos bolachões que com cuidado ele colocava na vitrola. O cuidado maior era ao por o disco pra tocar. Naqueles discões só a agulha da vitrola se aproximava pra por a música pra tocar, e a ação era cuidadosamente planejada, pra o disco não arranhar. Meu pai não sabia, mas aqueles momentos me faziam muito feliz. Eu ficava escutando aqueles grunhidos em uma língua que eu não entendia, e tentando adivinhar o que aquele negro/branco das fotos dos LPs estava dizendo. Enquanto isso eu admirava a potência de ritmo que aquela música tinha e pensava no porquê de ser tão diferente dos cantores sertanejos que meu pai também era acostumado a escutar. Depois, lembrei da primeira vez em que vi a dança do Michael Jackson, e a mágica com que seus pés se desgrudavam do chão, nos passinhos conhecidos no mundo inteiro como Moonwalking, talvez porque só um homem para o qual a gravidade terrestre não existisse poderia reproduzir aquilo com tamanha precisão. Thiller e o clipe assustador que eu nunca tinha visto completo (até aquela data, porque depois o mundo passou a respirar o Jackson e aí eu vi o clipe umas 15 vezes) e milhares de outros sucessos, até a bonita “Say, Say, Say” que não era das minhas favoritas do álbum, e que eu até pulava quando começava, mas que ficou mais presente depois da morte do astro.

Outros discos que marcaram momentos felizes da vida da Rakky

Outros discos que marcaram momentos felizes da vida da Rakky

Cada nova canção me trazia uma nova inquietude. Como ele foi injustiçado durante os breves 50 anos de vida… como foi explorado, desde a infância, como deixou de ser uma criança comum para se tornar um grande astro, e como esbanjou do merecido reconhecimento. Como sofreu, primeiro com a mudança rápida de hábitos e a exploração absurda por parte do pai, depois pelo excesso de mídia e pela falta de privacidade, depois pela invasão constante da imprensa sensacionalista em sua vida, depois pela doença, o raro vitiligo, que tirou de sua pele o negro e lhe enfraqueceu tanto. Enfim, os relacionamentos conturbados, a solidão. Neverland e a vontade de ser criança novamente. Os filhos. As esposas. Novamente a solidão. As acusações. A depressão. O uso abusivo de remédios para evitar a dor. E a morte, inesperada, assustadora, triste.

Talvez, se Jackson soubesse que era tão amado, tão querido, tão respeitado em todo o mundo e por tantas pessoas, se ele tivesse imaginado a quantidade de homenagens que o mundo inteiro tem lhe prestado a cada dia, talvez ele tivesse um novo ânimo pra viver. Talvez, conhecendo todo esse amor que o mundo inteiro lhe dedica, ele não teria morrido. Talvez, se Michael Jackson conhecesse de verdade sua importância para a história da música pop, para a cultura e para a arte de uma forma geral, ele ainda estivesse entre nós. Baixando seu chapéu com a mão encapada pela luva branca com brilhantes, erguendo esguiamente seus olhos, fazendo as sapatilhas pretas flutuarem no chão, próximas às meias brancas, rebolando e cantando, performático e incrível como uma lenda deve ser.

É essa a imagem que vai ficar. Michael Jackson, se junte à Lennon e a Elvis. Obrigada por tudo, você é único.

Imortal.

Literatura em Todos os Papéis

Pois é gente!

O blog http://www.raquelline.wordpress.com vai virar meu portifólio. Aliás, meu “blogfólio”.

Esta era uma matéria interessantérrima que eu havia postado lá. Leiam! =D

É o fim!

Aliás, não é o fim não! É o começo de tudo!

Estava Rakky lendo normalmente a edição de segunda feira da Folha On line quando se depara com a seguinte manchete: “Empresa lança papel higiênico literário na Espanha”. Não… seus olhos não te enganaram. E os meus também não. Segui o link imediatamente para saber mais e me deparo com um lançamento inédito, exclusivo e fantástico! O papel higiênico “lível”.


As folhas contém obras literárias de autores conhecidos, e que não cobram por seus direitos autorais. A empresa criativa (Empreendedores) está aberta a novas parcerias para obras. O papel custa aproximadamente R$ 10 e você pode escolher a cor do papel e a obra que quer ler.

Agora pensem nisto daqui a alguns anos…

Com certeza a obra por rolo de papel higiênico ficará mais barata, mais pessoas terão acesso e a cultura será melhor divulgada!

Imaginem a extinção do papel higiênico comum e a implantação definitiva do papel higiênico literário, nova sensação mundial, que tornará todos os seres humanos mais cultos através do gosto pela leitura sem compromissos!

Sem mais divagações… que bom seria se isto fosse mesmo real

{Links pra você que pensa que a Rakky está mentindo!}

Site Oficial do Papel Higiênico Literário

Notícia na Folha

“Quatro num Quarto” apresenta quadro político-sociológico em contexto de comédia

qnq1Mais uma comédia apelativa. É o que pode pensar qualquer um que se depare com o nome da peça. Porém, “Quatro num Quarto”, que vai muito além de uma simples comédia, aborda temas que superam a troca de casais, ou o destino de qualquer relacionamento. Adaptada da original “A Quadratura do Círculo”, de Valentin Kataiev, a peça traz à tona o cotidiano de dois casais vitimados pelos próprios idealismos políticos, num tempo em que tudo se definia por sua adesão ou não ao socialismo ou ao capitalismo.
A peça, desde seu início, marca a mostra das tradições e concepções russas dos tempos do “Comunismo de Guerra”. Ao início, uma leve canção tradicional russa introduz a platéia no contexto da peça. É apresentada a história do mulherengo Vássia e seu atrapalhado e carente amigo Abraão, dois jovens soviéticos que dividiam uma pequena morada e decidem, ao mesmo tempo, se “registrarem” (nome dado ao casamento): Vássia com a burguesa Ludmila e Abraão com a intelectual comunista Tônia. A trama é orientada pelo problema de dividir um quarto entre quatro pessoas, e pelos conflitos entre os casais, que, com a ajuda das situações cotidianas, percebem que uma troca de casais seria a solução perfeita para seus problemas.
Os valores políticos, críticos e ideológicos marcam a peça do início ao fim, desde a divisão dos espaços do pequeno cubículo às refeições moderadas e à infinita fome e falta de recursos, mácula que tanto manchava o “realismo socialista”. Vale umas boas risadas. Mas não seria antiético?

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(Baseado na peça “Kvadratura Kruga – A Quadratura do Círculo”)
Elenco: Marisa Costa, Renata Dávila, Rodrigo Cavalheiro, William Maia e Ari Nunes (participação especial)
Direção: Vanice Pedrazzini
Gênero: Comédia
Duração: 80 min.
Temporada: de 14 de setembro de 2007 até 28 de outubro de 2007
Local: Teatro Studio 184 – Praça Roosevelt, 184 – Centro – São Paulo – SP
Preço: de R$7,50 (estudantes) a R$15,00 (inteira)
Nota: 9

Resenha – Exposição Mundo Livro encanta crianças e adultos

Percorrer a extensão de um livro por entre suas linhas pode parecer difícil para uns, porém fácil para outros. Iniciar crianças nesta tarefa pode parecer ainda mais árduo para os pais. Sanando este problema, o Sesc Pompéia apresenta a exposição “Mundo Livro”, um universo fascinante onde a imagem, o som e as palavras contam a história do livro, desde a invenção do papel e as folhas de bambu chinesas, à invenção da imprensa por Guttemberg, passando por diversos países e linguagens.

Ao entrar na exposição, já damos de cara com uma gigante árvore, a Árvore do Conhecimento, repleta de livros e histórias, e aos seus pés, uma grande maçã, recheada de poesia. Há um ambiente que lembra o quarto de um escritor, uma máquina de escrever, mesas e almofadas, e claro, muitos livros, num local extremamente convidativo. A cada nova olhada, uma surpresa: nos vemos entre livros, vídeos com depoimentos de diversos autores, falando um pouco sobre a literatura, a história da escrita e o desafio de escrever para crianças.

Em Caminhos da Escrita podemos conhecer representações de vários tipos de papéis, e a escrita dos diversos povos, desde a linguagem fenícia até a escrita cuneiforme. A Tenda da Oralidade é um espaço exclusivo para que o contador de histórias reúna crianças para a realização desta divina tarefa.

Depois de toda esta viagem, chegamos ao Laboratório Digital, espaço onde “o computador engole o livro” e se tem contato com a nova linguagem, a digital, e os espaços de blogs, fotologs, entre outras tecnologias.

Tem até um site oficial, criado para a exposição. É só acessar: www.mundolivro.org.

A programação, conta com oficinas, vigília literária, performances literárias e teatro, entre outros. Tudo isso para levar crianças e adultos a uma grande viagem pelo mundo das palavras, viagem da qual, com certeza, voltarão apaixonados.

Exposição Mundo Livro

Temporada: 6 de julho a 2 de setembro, terça à sexta, das 9h30 às 18h. Sábados, domingo e feriados das 10h às 19h

Local: SESC Pompéia – Rua Clélia, 93, Pompéia, São Paulo – SP.

Preço: Grátis

Nota: 8