A Rakky Recomenda – The Corrs

Eu tenho uma facilidade gigantesca de gostar de bandas de nacionalidades “fora do normal do mainstream”, vamos dizer assim. Sabe aquelas bandas que um monte de gente ouve falar, mas que ninguém diz ao certo de onde vem? Ou aquela banda diferentinha que tem um monte de gente que gosta de uma ou duas músicas e acaba aí? Então. Nessa lista eu coloco os meus queridos portugueses do Clã, meus fofíssimos escoceses do Belle & Sebastian, as metaleiras mais lindas do mundo do Vanilla Ninja, meus adorados canadenses do Billy Talent e do Sum 41 e a banda a que dedido esse post, os irlandeses meigos do The Corrs.

Esses quatro irmãos (sim, eles são irmãos) da família Corrs se juntaram pra fazer música linda na década de 90, mas era só pra gravar um filme (The Commitments). Só que eles deram certo como banda. E muito!

Andrea nos vocais, Sharon na segunda voz e violino, Caroline nas percussões e piano e James na segunda voz e cordas fizeram músicas como “Runaway” e “Breathless” estourarem na Irlanda. Não demorou muito para fazerem sucesso nos EUA, Inglaterra e Suécia, se espalhando pelo mundo todo. Talento nato vindo do papai e da mamãe que eram músicos também e uma ajudinha da Celine Dion, cujos shows da turnê mundial de 1996 foram abertos pela banda. 

Com 4 álbuns de estúdio, 3 ao vivo, mais de 70 milhões de discos vendidos pelo mundo afora e uma coleção de singles incríveis, essa é uma banda que não dá pra deixar de recomendar! Por isso, seguem as minhas favoritas!

Runaway: 

Only When I Sleep: 

What can I Do: 

Breathless:

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Resenha – Mylo Xyloto – Um Colplay nem tão diferente assim…

Quem esperava que o novo álbum do Coldplay trouxesse a melancolia de clássicas como “Fix You” e “Amsterdam” de volta se enganou. Quem esperava que o álbum fosse uma continuação do sucesso espetacular de “Viva La Vida” também chutou errado. Mylo Xiloto mostra uma banda mais madura, mais cheia de emoções, com canções que fazem brotar um sorriso no rosto e músicas para refletir também. Mas acima de tudo, o novo álbum do Coldplay é uma reflexão, uma continuação da história da banda. É como se singles diferentes de outras fases de Cris, Guy, Jon e Will fossem reúnidos numa coletânea de inéditos que tem tudo para estourar. Mas não tem nada de impressionante também.

A primeira canção (depois da introdução “Mylo Xiloto”, no estilo de “Life in Technicolor” de Viva la Vida) já faz brotar esse sentimento de responsabilidade de quem precisa mostrar a que veio com os versos fortes “Yes, you use your heart as a weapon!   And it hurts like heaven”.

A canção seguinte é o single “Paradise”, que já toca nas rádios de todo o Brasil e fala da importância de sonhar. Outra que já é single é “Every Teardrop is a Waterfall”, uma música que de tão bonita poderia ser um poema ou um eterno despertador para todos aqueles pessimistas que só pensam coisas negativas.

Entre as canções prontas para virar grandes singles, destaco “Us against the World”, dedicada à todas as fãs que gostam das coisas mais fofas que saem da boca de Chris Martin e “Princess of China”,a história de um fim de relacionamento que conta com a participação especial de Rihanna. Mérito também para “Don´t Let it Break Your Heart”, que parece vir da mesma leva de inspiração que “Every Teardrop…” e “Up With The Birds” que encerra o álbum com um casamento perfeito de tudo o que você espera de uma das melhores bandas da atualidade: sonoridade perfeita, vocais bem localizados, melodia impecável e uma letra tão bonita quanto profunda para pôr a gente pra pensar.

Mylo Xyloto

Parlophone – 2011

  1. Mylo Xyloto
  2. Hurts Like Heaven
  3. Paradise
  4. Charlie Brown
  5. Us Against The World
  6. M.M.I.X
  7. Every Teardrop Is a Waterfall
  8. Major Minus
  9. U.FO
  10. Princess of China
  11. Up in Flames
  12. A Hopeful Transmition
  13. Don´t Let It Break Your Heart
  14. Up With the Birds

Nota: 7,5

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Em 2012 tem Los Hermanos!

Show dos Los Hermanos!

Ai gente! Sonhei tanto com o dia em que poderia dizer que fui ao show dos Los Hermanos que precisava compartilhar a notícia do feriado aqui. E não, não estou ficando louca, o anúncio está no Blog do Medina.

E eu nem lembro exatamente quando foi que eu comecei a gostar deles, o ponto é que foi bem no fim. Não é revoltante descobrir uma banda pouco antes de eles decretarem que vão parar de fazer shows e que você não poderá vê-los ao vivo? Ou só conseguir começar a gostar de uma banda quando não é mais possível ver algo sobre eles na sua humilde vidazinha? Isso já aconteceu comigo com muitos exemplos, mais alguns são o Gram, o Pullovers, o Legião Urbana, os Beatles e tantas outras que já até perdi a conta.

Eu vi o Marcelo Camelo solo na Av. Paulista, vi shows dos Los no Youtube, mas a emoção não é igual. E eu estou tão feliz que pareço uma criança!

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O João Rock e a falta que esse tipo de festival faz à capital paulista

Ísis Sartori

No último sábado (4/7) fiz uma viagem de aproximadamente 300km para chegar uma cidade do interior paulista, a pacata Ribeirão Preto. Meu objetivo era apreciar a participação do Skank num festival de música, mas aproveitei para acompanhar o festival como um todo, até quando a minha dor de garganta deixou. E não me decepcionei.

O evento comemorou seu 10º ano no último sábado e entre as atrações estavam o Skank, Jota Quest, Charlie Brown Jr., Lobão, Lenine, CPM 22, Zé Ramalho e os americanos Men at Work para fechar a noite. Aí eu tentei puxar pela memória desde quando eu não via um festival que contivesse atrações que estão “na modinha” no momento. Ta aí, não lembro. Nenhuma das bandas convidadas para o João Rock está tocando no rádio todos os dias incessantemente no momento. Não tivemos Restart, Cine, não tivemos nenhuma banda colorida, era só o que dava mesmo para considerar rock e pop (sim, estou contrariando o que eu disse nesse post aqui, mas se você leu direito, entendeu meus pontos). A festa foi um sucesso! Nunca havia visto tantos fãs de tantas tribos e hits diferentes do rock e do pop rock reunidos e em paz como vi no último sábado.

Com dois palcos, a galera se dividia entre as atrações. A acústica do parque de exposições era perfeita para o evento, os dois palcos, nem tão perto nem tão longe um do outro, não eram escutados de um lado ou do outro e os shows tinham intervalos de aproximadamente 30 minutos para começar entre um palco e outro. Ou seja: se você estava a fim de ver o Jota Quest e o Lobão, mesmo sabendo que ambos tocariam em palcos diferentes, dava tempo: com o fim do show do Jota, você andaria uns dois minutos e estaria no palco do Lobão, que estaria na execução da 4ª ou 5ª música do show.

Além dos shows, foi montada uma estrutura de MotoCross para a galera que curte adrenalina, uma bateria para a galera posar para fotos (remetendo ao logo do Festival, um mocinho tocando bateria), milhares de barracas com quitutes gerais e camarote da rádio da cidade, distribuindo brindes e levando alguns sorteados para os camarins / bastidores do evento. Esse tipo de organização é o que falta nos festivais de rádio da capital paulista. Nos últimos anos estive em alguns shows “múltiplos” e o que dá pra ver é um palco só, com bandas se apresentando brevemente uma atrás da outra, muito mais modinha do que música, bagunça, fãs se estapeando por lugares mais próximos dos ídolos… Vamos lá Sampa, vamos aprender com Ribeirão?

O que é que tem A Banda Mais Bonita da Cidade?

Demorei, mas não aguentei. Você sem dúvida já viu por aí o clipe abaixo:

Pois é, a banda que é formada não só por Curitibanos ia gravar o videozinho aí para o Natal, mas não deu certo. Gostam de fazer coisas bonitinhas e resolveram tentar, tempos depois, pra ver no que ia dar. Acharam uma casa super antiga, juntaram uma galera, gravaram e distribuíram a peça no Facebook, entre a turma que participou da gravação. Foi só isso, mas o Brasil inteiro começou a repassar o link dos garotos que ganharam mais de 2 milhões de visualizações. Ok, o clipe é uma gracinha, a construção e repetição da letra com o encaixe das sonoridades mais intensas é muito legal, mas, acabou? Não! Tem muito mais por aí…

Como eu não tenho mais o que fazer da minha vida sou uma menina muito curiosa corri atrás. E achei. A banda de Curitiba não tem nenhum curitibano e só se formou na cidade porque parte dos integrantes se formou em Música na UFPR, regravam canções de amigos com ritmos e estruturas musicais diferentes, gravaram Oração e mais outros dois clipes no mesmo dia e estão muito felizes com o sucesso repentino.E têm mais músicas legais, até mais legais que Oração.

Nunca é uma delas. Tem uma letra bonitinha e uma harmonia bem estruturada, fala de um amor bonito e simples, com toda aquela dependência que se tem de quem se ama. Veja o clipezinho:

Gosto também de Mercadorama, Aos Garotos de Aluguel e Canção pra Não Voltar. Mas não dá, a minha favorita é Submundo Autofágico. Não achei uma versão com eles cantando, só o áudio, por isso vou postar a versão da banda que provavelmente compôs a música: “Lívia e Os Piá de Prédio”, curitibanos e provavelmente amigos d´A Banda Mais Bonita:

Enfim, A Banda Mais Bonita da Cidade pode ser uma boa pra se ouvir, pela competência musical dos cinco integrantes, pelas coisas bonitinhas que eles cantam e fazem, porque eles são bonitos ou, no mínimo, porque eles vão te fazer conhecer várias outras bandas.

Dez Razões pra Ouvir Meia Dúzia de 3 ou 4

Um nome como esse já deixa uma interrogação no ar. De nome intrigante, história memorável, presente planejado e futuro tão incerto quanto a existência da terra após 2012, essa banda, formada por uma meia dúzia de 3 ou 4 malucos consegue arrancar risos, reflexões e novas ideias dos encorajados que ousam escutar seu som. Será que você é capaz? Dez Razões pra Ouvir:

1. Um nome ousado: porque Meia Dúzia de 3 ou 4? Segundo Thiago Melo, sócio-fundador da banda, a ideia do Meia Dúzia era juntar uma meia dúzia de amigos pra fazer um som bacana, que fosse de Harold Bloom à marchinha de carnaval, de Tom Zé  a Mutantes, de Stravinsky ao funk, de Beatles a Gal Costa, de Nirvana à Bossa Nova e talvez tudo isso junto e misturado. Aí, no meio desse fusuê inteiro, jogar uns 3 ou 4 convidados… Assim nascia o Meia Dúzia de 3 ou 4, banda que reúne de tudo um pouco em cima ou embaixo do palco. A banda tem atualmente uma formação quase fixa, que conta com Thiago Melo, Sérgio Wontroba, Marcos Mesquita, Luciana Bugni, Lia Bernardes, Arnaldo Nardo, Mike Reuben e Daniel Carezzato.

2. E quem faz o quê? Ninguém! E todo mundo ao mesmo tempo! Perguntar quem toca bateria, violão, guitarra ou baixo é impossível, assim como dizer quem faz os vocais ou quem toca Escaleta (um tipo de teclado de sopro) ou clarineta. Cada um dos integrantes toca um pouco, canta um pouco, dança um pouco, cria um pouco, compõe um pouco. Com a sorte que me é dada em ser uma amiga desses malucos, já tive a oportunidade de ver o Daniel tocando bateria na capa de um violão, e a Maia, a filha de quase 5 anos do Marcos Mesquita, tocar algo que teria o som de um triângulo usando um pratinho com garfos e facas. Nada do que é produzido é vão e a ordem dos músicos não altera o produto.

3. Todo mundo participa: quando a gente fala de 3 ou 4 convidados, é abstração e realidade. Assim como Maia já virou música, já participou de clipe e já ganhou o carinho de fãs da banda, outros filhos já participaram de músicas, outros amigos já fizeram participações especiais e outros fãs já tocaram e cantaram junto com a banda em shows. É a banda o mais próximo possível do fã, sem dúvida.

4. Independentes: ninguém além deles mesmos banca performances, músicas, clipes e shows. Tudo sai por conta, é uma gracinha, e rola muita criatividade de toda a galera em cada fase da produção artística. As cores padrão da banda são preto e amarelo para tudo, desde a roupa que vestem ao site da banda e inclui é claro, o encarte de seu primeiro álbum…

5. O primeiro filho, Tudo se Torna: lançado em 2008 e composto por 12 músicas, “Tudo se Torna” pode ter sido um dos álbuns mais adiados da música brasileira. Thiago e companheiros já tinham músicas prontas em 1998, inclusive o primeiro sucesso da banda, “Fique Sabendo”, que conta a história do dia 28 de julho de 98, data do nascimento de Sasha Meneguel, quando o Jornal Nacional dedicou mais de a metade do programa a falar do assunto, ao mesmo tempo em que a Vale do Rio Doce era privatizada, em que ocorriam debates sobre os candidatos à próxima eleição presidencial e enquanto também surgia o Viagra, o Bill Clinton era acusado de assedio sexual e outros papinhos dispensáveis em vista do nascimento da princesa. Destaque para “Pô, Christina”, uma nova leitura para o caso de Pierrot e Colombina na roupagem do atual carnaval brasileiro, “Pausa prum Café”, que satiriza a condição oficial de preguiçoso do brasileiro e “Tom Zé é Pai”, uma homenagem engraçada ao cantor de quem toda a banda é fã.

6. Sustentabilidade e reciclagem: Tudo se Torna conta com uma peculiaridade a mais: é vendido não em uma capinha plástica de CD, e sim dentro de uma sacola retornável.  A a ideia da banda era distribuir o seu “aglomerado de músicas” dentro de uma sacola bonita e usual, homenagear os 51 anos de bossa nova e ainda dar àqueles que acompanham seu trabalho a possibilidade de ajeitar do seu jeito o CD. Bem legal, né?

7. Fazendo a Geisy virar Barbie: uma das mais impagáveis canções do Meia Dúzia é “Geisy e o Zé Pilintra”, uma paródia que mistura a canção “Geni e o Zepelin”, de Chico Buarque com a piada pronta que se tornou a menina Geisy. O resultado foi uma canção incrívelmente bem feita e um clipe onde Daniel Carezzato utilizou toda a arte do slow motion para transformar Geisy em uma Barbie marcante. O clipe foi criticado e elogiado durante todo o mês de dezembro passado e nenhuma Barbie usada na composição do trabalho foi agredida. O resultado pode ser visto no Youtube da banda: http://www.youtube.com/user/ElmanoCravo

8. O fim está prospero: como anunciaram e garantiram que o mundo vai se acabar em 2012, a galera do Meia Dúzia de 3 ou 4 se adiantou. No blog http://bonsmotivospromundoacabar.wordpress.com/ é possível ler um pouco da opinião da banda sobre o que seriam bons motivos para esse mundo deixar de existir, de forma irônica (ou não). Lançado em janeiro desse ano, o blog reúne reflexões sobre esse nosso planeta usado, a venda, e que tem apenas 7 bilhões de únicos donos, apesar de já não ter quase calotas polares. Vale uma espiadinha?

9. A trilha sonora do fim do mundo: o segundo álbum da banda também vem com uma pitada de saudosismo. Será a trilha sonora do fim do mundo e não vai ser lançado de uma vez, mas aos pouquinhos, de dois em dois meses até dezembro de 2011. A primeira canção, “Classificados”, foi lançada em 1º/4 (não é mentira) e conta com a participação de Tom Zé, o que muito honrou essa galerinha animada. A segunda canção, “Esquecimento Global” conta com a participação de 6 crianças afinadérrimas e é mais um dos clássicos da banda. As outras músicas? A próxima sai em agosto e ninguém sabe o que vai ser.

10. Componha conosco: a última música da trilha sonora oficial do fim do mundo será composta por todos aqueles que quiserem ajudar. Para isso, é só seguir a banda no Twitter (www.twitter.com/meiaduziade3ou4) e enviar sua sugestão, mandar um e-mail para meiaduzia.de3ou4@gmail.com ou acrescentar sua sugestão na comunidade da banda no Orkut. Porém, como eles mesmos dizem, não tem pressa. O lançamento oficial dessa canção, que encerra o ciclo – o mundo – será só em dezembro de 2011. Até lá não faltarão motivos para que achemos o fim do mundo um excelente negócio…

E aí. Será que é um bom negócio conhecer melhor essa banda e esses clássicos dessa MPB diferente que como eles também dizem é não muito P, mas bem B, mas há quem diga que para M falta muito? Para dar uma ouvidinha no que essa galera faz, basta acessar o site http://www.meiaduziade3ou4.com/. Para ver e ouvir a trilha sonora do fim do mundo e acompanhar essa contagem regressiva, acesse http://www.meiaduziade3ou4.com/2012.