Paul McCartney no Brasil: o show mais incrível da minha vida

Estou em êxtase. Sabe quando você não consegue selecionar as palavras corretas para descrever algo? É exatamente esse o meu sentimento em relação ao show de ontem, o melhor show que já vi e que já verei em toda a minha vida: o show do Paul McCartney no Morumbi, em São Paulo; o show do meu beatle favorito; o show de uma das pessoas mais fantásticas que existe viva nesse mundo hoje.

Foto por Marcelo Justo

Esqueçam que eu sou jornalista enquanto lêem essas linhas. Eu consigo escrever com imparcialidade sobre o Skank, sobre todas as minhas bandas favoritas, sobre as bandas que eu não gosto, sobre as pessoas que amo e que odeio, mas depois de tudo o que vi ontem, sinto muito, não consigo só dizer que foi maravilhoso, que o show estava ótimo, que a organização deu certo apesar das pequenas falhas e que o Paul foi uma simpatia. Preciso dizer que o show foi perfeito do começo ao fim, a organização falhou, mas o Paul não falhou e foi um gentleman, um fofo, uma gracinha, do tipo que da vontade de abraçar, apertar as bochechas e dizer “All my loving I will send to you, all my loving, Paul, I’ll be true!”.

Enfim, cheguei no Morumbi às 13h e fiz três amigos fantásticos na fila. A Regina, uma senhora super simpática, a Cibele, filha dela e tão fofa quanto a mãe e o João, um advogado de Cascavel. A Regina inclusive emprestou para mim e para o meu namorado uma câmera semi-profissional para tirarmos fotos durante o show e vamos buscar essas imagens na semana que vem (por isso vou usar fotos de divulgação nesse post e depois posto as minhas, ok?). Entramos no estádio às 17h40, 10 minutos após o que estava marcado (ótimo!). Dentro do estádio (fui de arquibancada especial vermelha) a galera fazia “oooollaaaaaa”, cantava clássicos do Paul e dos Beatles e conversava animadamente. O sentimento que fluia ali dentro era de que todos os que estavam ali e que estavam para chegar participariam de um momento único e fariam parte da história da música mundial. E foi bem isso o que aconteceu quando Sir James Paul McCartney entrou no palco do Morumbi às 21h35, CINCO minutos depois do horário previsto para o show começar.

 

Foto de Lucas Lima

Ele abriu o show com “Venus and Mars / Rock Show” e eu chorei. Eu estava ali, junto de outras 63.999 pessoas, vendo um beatle tocar. Em “Jet”, me acalmei um pouco, mas ele não ia nos deixar ficar quietos por muito tempo. Disse “Boa noite São Paulo” e aguardou a resposta histérica de todos. Em seguida, “Boa noite paulistas!”. “Hoje eu vou tentar falar um pouco em português, mas também vou falar em inglês”. Depois dessa declaração no mínimo fofa, ele pegou seu baixo e começou a linda “Close your eyes and I’ll kiss you, tomorrow I miss you, remember I’ll always be trueeee” para o delírio de 64 mil beatlemaníacos desesperados. Seguindo com “Drive My Car”, também dos Beatles e “Highaway”, do projeto eletrônico Fireman.

Entre um intervalo de música e outro, o Morumbi gritava “Paul! Paul! Paul! Paul! Paul! Paul!”. Ele respondia perguntando se estava “Tudo ok”, dizendo que “vocês são fantásticos”, fazendo caretas, dancinhas, pedindo para o pessoal repetir seus “Yeah, yeah, yeah”, “uou, uou, uou”, “uh, uh, uh” e “Oh, eoh! Oh, eoh!”. Em “The Long and Winding Road” eu chorei de novo. E como seria diferente, escutando um clássico desses ao vivo? E depois, com “Let ‘Em In” da época em que eu comecei a procurar as coisas do Paul pra ouvir? E “I Just Seen a Face” do Help, presente de natal que ganhei há tempo tempo da minha amigona Maristela Lira e que é uma das minhas músicas favoritas do álbum.

A emoção foi imensa em um dos momentos mais lindos do show. Paul disse em português: “Agora eu vou cantar uma música que escrevi para o meu amigo John!”. E o estádio respondeu: “John! John! John! John!”. E aí Paul começou a cantar “Here Today” uma verdadeira declaração de amor e amizade que escreveu para o amigo e parceiro John Lennon em 1982. Dá para não se emocionar?

Outra homenagem veio logo após “Eneanor Rigby” uma das minhas favoritas dos Beatles. E era “Something”, “uma música do meu amigo George” (George! George! George! George!). O telão mostrava várias fotos fofinhas dos Beatles e do Paul e do George juntos.

A clássica “Band on the Run” fez o Morumbi gritar, seguida de “Ob-La-Di, Ob-La-Da” e “Back in the U.S.S.R”, mais outra das clássicas. Outro momento incrível foi a emocionante “A Day in the Life/Give Peace a Chance” quando o estádio inteiro apareceu com bexigas brancas, surpreendendo Paul com uma referência ao branco como símbolo da paz. O máximo foi “Live and Let Die” quando o palco explodiu em luzes e em fogo e todo um coral de 64 mil pessoas foi ao delírio junto ao senhorzinho fofo cantando lá de seu pianinho.

 

Foto de Lucas Lima

 

Depois de “Hey Jude” e 64 milhões de “na, na, na, nanananaaaaa”, Paul fez o primeiro intervalo do show. Dois minutos no máximo e algumas pessoas acharam que o show tinha acabado. Foram embora. FORAM EMBORAAAAA!!!! Como assim? Eu não entendi… Paul voltou com “Day Tripper”, “Lady Madonna” e “Get Back” que John dizia que ele tinha escrito para Yoko. Nessa hora, senti verdadeira alegria em cantar a minha versão: “Get back, get back, get back to where you once beloooong… get back YOKOOO!!!”. No meio da festa, uma fofa homenagem a São Paulo com Paul pedindo e a galera repetindo: “Eh, São Paulo, eh São Paulo”, enquanto o baixista da maior banda de todos os tempos improvisava um solinho de baixo para dar tom a homenagem do Beatle à cidade a ao público que o assistia ali.

O segundo intervalo e mais pessoas foram embora. Perderam. Dois minuto e meio depois, McCartney entrava no palco, pegava um violão e tocava, ao vivo, para todos os presentes o seu maior clássico: “Yeasterday” emocionou a todos que cantavam compassadamente. Paul acenava, observava, fazia poses, mandava beijos e abraços, apontava para as pessoas. Para terminar com rock’n’roll Paul e banda perguntaram “Do you like rock? – aaaahhh?? Do you like roccckkk???” e a banda explodiu com “Helter Skelter”. Antes da última música, Paul disse: “Agora nós temos que ir embora. Vamos ‘rrrooonnncccc’”e improvisou um ronco nos microfones para delírio do pessoal. Aí, banda e Paul encerraram a apresentação de 2h50 com  “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Não dava para ser melhor.

Setlist:

“Venus and Mars / Rock Show”
“Jet”
“All My Loving”
“Letting Go”
“Drive My Car”
“Highway”
“Let Me Roll It / Foxy Lady (Jimi Hendrix cover)”
“The Long and Winding Road”
“Nineteen Hundred and Eighty-Five”
“Let ‘Em In”
“My Love”
“I’ve Just Seen A Face”
“And I Love Her”
“Blackbird”
“Here Today”
“Dance Tonight”
“Mrs Vandebilt”
“Eleanor Rigby”
“Something”
“Sing the Changes”
“Band on the Run”
“Ob-La-Di, Ob-La-Da”
“Back in the U.S.S.R.”
“I’ve Got a Feeling”
“Paperback Writer”
“A Day in the Life/Give Peace a Chance”
“Let It Be”
“Live and Let Die”
“Hey Jude”

bis
“Day Tripper”
“Lady Madonna”
“Get Back”

bis
“Yesterday”
“Helter Skelter”
“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band/The End”

Nota: millll!!!!

 

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O mito e a jornalistazinha

Eu não ia escrever nada sobre ele. Todos já estão escrevendo o bastante e eu não sou tão boa assim sobre falar dos meus principais idolos. Mas não deu. Depois de o meu Twitter me levar para um milhão de outros twitts sobre ele, achei essa notinha aqui e resolvi que falar sobre a importância de John Winston Lennon era algo bom para se fazer nesse sábado preguiçoso.

Muitos jovens de hoje em dia não conhecem o John. Nenhum talvez saiba que o segundo nome dele é Winston por causa do primeiro ministro inglês da sua época, Winston Churchill. Muitos que até gostam um pouquinho dele não sabem que os Beatles foram o The Quarrymen algum dia. Alguns poucos sabem que na Quarry School foi que John conheceu o amigo James Paul McCartney, que faria com ele uma das melhores duplas do universo, fazendo as melhores músicas, a melhor banda. Poucos ainda sabem que o George já fazia parte do quarteto e que o Ringo Starr entrou na banda depois que o empresário dos meninos estava cansado do baterista anterior, Pete Best (o homem mais burro da história do rock mundial). Mas entre os que conhecem pouco, conhecem mais ou menos, conhecem bastante, conhecem tudo, são beatlemaníacos ou lennonmaniacos, todos têm certeza: Lennon é uma lenda.

Sua genialidade musical, sua facilidade em compor melodias e rimas que encantam, sua luta pela paz no universo, sua conturbada relação com a mãe, o casamento com Cindy, o filho Julian, o escândalo da relação com Yoko Ono e o talentoso Sean. E, mais absurdo que tudo isso junto, sua morte, com um tiro saido da arma de um fã.

John Lennon foi um marco para sua época. O idolo juvenil de uma geração. A cara da juventude. O símbolo da paz em um momento em que ela significava tanto para o mundo inteiro. Um marco. Hoje, esse marco faria 70 anos e, talvez, se sua morte não tivesse sido tão trágica, ele estaria por aí, cantando suas músicas de paz… Parabéns Litlle Darling. E obrigada por fazer parte da minha pequena vidazinha de jornalista louca por música…

Resenha: Os Beatles e a Filosofia

Em dezembro de 2009, ganhei no amigo secreto da galera do banco o livro “Os Beatles e a Filosofia”, cuja resenha segue abaixo.

Um livro que todo Beatlemaníaco precisa ler, urgentemente. É assim que defino a obra “Os Beatles e a Filosofia”, coletânea dos filósofos Michael e Steven Baur e coordenada por William Irwin, que descreve como a vida, a carreira, as letras e músicas dos Beatles conseguiram e conseguem explicar diversos fenômenos pelos quais todos nós passamos e também pelos quais os quatro meninos de Liverpool passaram.Com depoimentos de diversos especialistas da área, o livro aborda as principais passagens da vida dos Beatles, suas frases de impacto, letras, harmonias e canções e explica como cada um dos fatos apresentados se relaciona com um ramo da filosofia ocidental e oriental.

Nas quase 290 páginas, a coletânea aborda o ceticismo, a epistemologia, a ética da virtude, a ética feminista do cuidar, a crítica da cultura do consumismo e relaciona citações das letras dos Beatles a frases dos filósofos Adorno, Marx, Hegel e Nietzsche, entre outros. Agora, porque é importante ler esse livro? Porque nessas explicações, a gente consegue enxergar a defesa do carinho e da amizade nas relações de George Harrisson, o conhecimento da realidade e a vontade de mudar o mundo de John Lennon, o pensamento amoroso e prático de Paul McCartney e até a rebeldia comportada de Ringo Starr que, como é comum nas obras que falam sobre os Beatles, também aparece bem menos que os outros 3 companheiros.

Agora, como é que um livro como esse pode ser escrito tendo por base a carreira de 4 músicos de uma banda que sobreviveu a pouco mais de 7 anos de carreira? Acho que quem conhece um pouquinho de Beatles consegue entender muito mais do que os capítulos desse livro. Para mim, a discografia dos Beatles pode ser considerada a trilha sonora da vida de qualquer pessoa que trabalha duro todos os dias para ganhar seu pão e ao mesmo tempo é muito mais brilhante do que isso. E eu sou mesmo uma beatlemaníaca sem cura possível…

PS: estou devendo muito a esse blog e vou me esforçar pra ser melhor e mais frequente. Aguardem, caros leitores. Essa resenha ficaria melhor se escrita outro dia…

Dez Razões pra Ouvir – Oasis

Republicando antigos textos:


Dez Razões Pra Ouvir – Oasisoasis_

É. A banda da vez é o Oasis. Se você nunca ouviu falar nos irmãos Gallagher e suas brigas, nunca cantou as palavras de Noel ou os agudos de Lion ou detesta quando ouve falar naqueles “Beatles da atualidade”, se prepare. Os meninos (que não negam, querem mesmo ser os novos Beatles, ou melhores do que eles), têm muito a mostrar além da semelhança inglesa. Vamos ver se eu consigo te convencer? Dez razões pra ouvir!

01 – Banda de irmãos dá certo sim!: Pois é, e o Oasis é uma boa prova disso. Os meninos começaram a trabalhar com sua formação original em 1991. Antes disso, a banda de Lion, o The Rain, não contava ainda com Noel, que era roadie de uma outra banda, o Inspiral Carpets e estava fazendo uma turnezinha pela Europa. Numa volta pra casa, assistiu a um ensaio da banda do irmão, e resolveu entrar na banda. Mais com uma condição: ele (Noel) iria compor todas as canções, e Lion seria ‘apenas’ o mero vocalista. Em 1992, depois de arrecadar uma grana pra comprarem equipamentos, Noel deixou de ser roadie e junto com seu irmão Lian no vocal, Paul “Bonehead” Arthurs na guitarra, Paul “Guigs” McGuigan no baixo e Tony McCaroll na bateria, formou o Oasis. E os caras estão aí até hoje, fazendo o maior sucesso. Brigas,é claro que têm, mais superar isso é o melhor! Demais não?

02 – Definitely Maybe: Como? Definitivamente talvez? Isso aí. Pra um álbum de estréia, nada mais incomum. Pois é, em 1994 os meninos do Oasis entram de vez nas paradas britânicas e em pouco tempo os caras já tinham recebido o disco de ouro. Tudo isso graças a sons como Live Forever, Supersonic e Married With Children. Ninguém diria que um nome tão incerto traria tantas certezas.

03 – What´s the story?: Qual é a da vez? Ser comparados aos Beatles? Se dizer melhor que eles? Estourar mais ainda? Tudo isso e um pouco mais para os britânicos do Oasis! Definindo o estilo britpop para a banda, com músicas como Wonderwall e Don’t Look Back in Anger, o período também marcou a saída do baterista Tony McCarrol, por suas constantes brigas com os irmãos Gallagher. Tony foi substituido por Alan White e o Oasis alcançou o primeiro lugar de vendas no Reino Unido, e ainda a quarta posição nos Estados Unidos.

04 – Beatles mesmo: As referências à banda são óbvias. Em todos os álbuns, em várias músicas, nas letras, nas melodias, no visual, nos cabelos. No álbum “The Masterplan”, há um cover de I Am the Walrus ao vivo. Go Let It Out, do album Standin on the Shouder of Giants tem um trecho que provavelmente foi inspirado em Hey Jude. “Don´t Look Back in Anger” tem a introdução identica à de “Imagine” de Jonh Lennon. Mais o álbum que provavelmente tenha mais influências notáveis é o Be Here Now. Nas músicas “Stand by Me”, “D’You Know What I Mean”, “All Around the World” e “Fade In-Out” notam-se referências e semelhanças em suas letras, melodias e até em clipes. No mesmo álbum, além de outras referências, há no encarte uma foto com cartaz, onde se lê o seguinte: “Os Beatles eram bons, mais o Oasis é melhor”. Não disfarçam mesmo!

05 – A irreverência: Comentam os fãs mais assíduos que ver um show do Oasis é também engraçado. Brigas de irmãos (Liam quer atenção, mais Noel também quer), brincadeiras e brigas com o público (ataque o time do coração de Liam na frente dele e veja um cara muito nervoso) e frases feitas, unidas às guitarras mais ferozes. Coisas engraçadas também costumam acontecer nos shows do Oasis. Imagine o Noel indo parar num hospital por causa de um fã que, sem motivo notável, subiu no palco, deu-lhe um murro no olho e saiu correndo. Boa né?

06 – Influências: E nem só de Beatles o Oasis viverá. Não mesmo! Liam (que na verdade é William, feio né?) curte muito um Rolling Stones também! Além de não abrir mão de um belíssimo The Kinks, um The Who e um Sex Pistols. Noel, é mais ‘alternativo’. Seus heróis são Paul Weller, antigo The Jam, estourando solo, Johnny Marr, também um grande guitarrista e formador dos Smiths (o cara), e é claro, John Lennon. Por que será né?

07 – Shows no Brasil: Pois é. Os caras nos visitaram três vezes! A primeira, em 1998, na turnê do “Be Here Now”, lotou o Anhembi com 12 mil pessoas. A segunda, em 2001, presença mais que marcante no “Rock´n´Rio” e em 2006, divulgando o último álbum “Turn Up The Sun”. Nesta apresentação, um fato histórico: à pedido dos desesperados fãs brasileiros, debaixo de uma chuva torrencial, os meninos de Manchester mudaram a set-list, e tocaram a pedida Supersonic. Esta foi a única mudança de repertório da banda na turnê.

08 – Os melhores da década: Pois é. O hit mundialmente conhecido Wonderwall, talvez a música mais conhecida da banda, virou o melhor som da década de 90, através de votação da rádio inglesa “Virgin Radio”. Os caras também foram os únicos a ter duas músicas na lista das 10 melhores da votação, com “Don´t Look it Back in Anger”, que ficou em quarto lugar. Magia, romantismo, fúria… tudo isso e muito mais as letras dos caras também trazem. Para os mais revoltados e para os mais amorosos, as palavras de Noel (a maioria das letras tem a sua assinatura no final) envolvem e fazem refletir. Se por Wonderwall, ou simplesmente por suas maravilhosas músicas eles merecem ser os melhores dos anos 90, com certeza merecem um pouquinho da sua atenção, não?

09 – Dislexos escrevem pra caramba! Nossa, essa é boa! Quem diria que um cara que compõe tanto como o nosso Noel tenha dislexia. A doença, entre outros males, dificulta a escrita no papel, faz a pessoa trocar as palavras… enfim, tudo isso faz o nosso compositor ficar horas a fio escrevendo, revisando, olhando, escrevendo tudo de novo para ter as palavras no lugar certo. Um baita esforço! Mais vale a pena não é mesmo?

10 – Extremos e modestos: O grande foco da banda são as polêmicas dos irmãos mesmo. Frases deles já se tornaram ‘hino’ de vários jovens, fãs da banda, e os caras têm extrema noção de que ‘estão podendo’. Liam, simplesmente ‘o máximo’ já chamou Paul McCartney e Mick Jagger de ‘cogumelos velhos e suarentos’, disse que ‘quando se pode transar com todas as mulheres do mundo, tudo fica muito chato’ e que ‘só gente burra e chata’ não gosta de seu jeito de cantar. Já Noel é mais moderado, ou mais beatlemaniaco mesmo. Uma vez, disse: ‘Dentre as 50 melhores canções pop de todos os tempos, 49 são dos Beatles. A outra? Wonderwall’. Em outra declaração super simplória, Noel soltou: ‘Compare nossos Cd’s com os dois primeiros álbuns de todas as bandas de rock. Não sobra ninguêm, talvez só os Beatles’. Modesto não?

A atual formação da banda é: Liam Gallagher no vocal, Noel Gallagher e Gem Archer na guitarra e Andy Bell no baixo. Em algumas turnês da banda, Zak Starkey, nada mais, nada menos que o filho do beatle Ringo Star, o garoto ocupa a função do pai na banda. Mais não quer se fixar no Oasis e toca também no The Who. Nada melhor para beatlemaniacos como os caras do Oasis ter sangue Beatle na banda.

Conhece? Aaah, ainda não? Então vai lá, demorou pra entrar no site dos caras e descobrir tudo o que puder sobre esses loucos. Acessa: http://www.oasisinet.com

(Março de 2008 – Publicado originalmente no site MundoRock.net)