Resenha: O Preço do Amanhã (In Time)

in time
O que você faria se tivesse apenas um dia para viver? É exatamente essa a sensação de cada cidadão de um subúrbio em um futuro em que os cientistas descobriram uma forma de destruir o gene do envelhecimento. Assim, ao completar 25 anos, cada pessoa para de envelhecer, mas passa a contar com uma espécie de relógio, que paga por tudo o que precisar /quiser ter com tempo de vida sendo a moeda de troca. Desigualdade, pobreza e injustiça fazem o pano de fundo da trama.

Com a vontade de contornar essa situação e oferecer mais tempo a quem precisa mais dele, Will Salas (Justin Timberlake) luta para defender o direito de outros a ter mais tempo e, ao salvar a vida de um milionário, ganha seu tempo de vida para que não o desperdice e é acusado de homicídio. Para prover sua inocência e recuperar o tempo roubado pelos “guardiões”, Will sequestra Sylvia Weis, filha de um grande magnata do tempo. Juntos, Will e Sylvia vão descobrir que têm mais em comum do que aparentam ter e entender a importância de cada minuto.

O filme traz consigo a reflexão sobre o significado do tempo e como o entendemos e aproveitamos. Na história, tempo é dinheiro, coisa que este não deixa de ser na vida real. Cabe a cada um de nós investir seu tempo no que se acha certo e colher da vida os frutos dessas escolhas. Como na história, cada movimento é cobrado, em segundos, dias, meses ou anos e ao gastar cada parte desse tempo, precisamos ter consciência de que aquela é a melhor forma de fazê-lo, pois não haverá outra chance, já que aquele período já se foi.

E você, como está cuidando do seu tempo?

O Preço do Amanhã (In Time)

País de Origem: EUA
Gênero: Ação / Ficção Científica
Tempo de Duração: 101 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Site Oficial: http://cloudatlas.warnerbros.com/
Elenco: Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Cillian Murphy, Olivia Wilde, Alex Pettyfer, Matt Bomer, Johnny Galecki, Vincent Kartheiser, Elena Satine.
Direção: Andrew Niccol
Nota: 8

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Resenha: A Viagem

A-ViagemSemana passada fui ao cinema. Na falta de um horário bacana e com a chance de ver um filme diferente, vi A Viagem. Como tinha lido um milhão de sinopses antes de ir, não lembrava direito dessa história. Mas ela é emocionante. E leva um tempo para assimilar tudo e entender.

Em seis tempos diferentes, vidas e destinos se encontram e se conectam, no passado, no presente e no futuro, o que sugere conexões entre suas histórias e destinos. O mais intrigante é perceber que ações do passado têm influência direta no que acontece no futuro das pessoas.

O advogado do século XIX e sua decisão mudam o destino de um jovem compositor mais de 100 anos depois de sua morte. Esse compositor aparece e sua história ajudar a resolver um caso de uma jornalista 50 anos depois de cometer suicídio. Uma tribo do futuro venera como se fosse uma deusa uma habitante da cidade em que vivem, que morou por lá 150 anos antes de eles estarem na região. As palavras, os gestos, a forma de ver a vida de uns influencia e muda as decisões de outros, num jogo de imagens e de histórias que confunde a cabeça, mas que poe a gente para pensar.

Será que as decisões que nossos pais, nossos avós e nossos bisavós tomaram no passado influenciam em nossa vida agora? Será que os erros e acertos deles são os responsáveis por sermos hoje quem somos? Como isso acontece?

E será que os nossos destinos estão mesmo conectados aos de outras pessoas? Alguns dos personagens dessa história estavam destinados a se conhecer, destinados a se conectar, porque de alguma forma isso mudaria a vida de outros a seu redor. Como será que isso acontece na vida, de verdade? É possível que algumas pessoas estejam simplesmente destinadas a se encontrar?

É um filme para ver. E para pensar.

A Viagem
País de Origem:
 EUA
Gênero: Ficção Científica / Ação / Suspense / Romance / Drama / Comédia
Classificação etária: 16 anos
Tempo de Duração: 
164 minutos
Ano de Lançamento: 2013
Site Oficial: http://cloudatlas.warnerbros.com/
Elenco:Tom Hanks, Halle Berry, Hugh Grant, Jim Sturgess, Doona Bae, Ben Whishaw, Jim Broadbent, Hugo Weaving, Keith David, James D’Arcy, Xun Zhou, David Gyasi, Susan Sarandon
Direção: Tom Tykwer, Andy Wachowski e Lana Wachowski
Nota: 10

Resenha – O Homem do Futuro

Um cientista maluco inventa sem querer uma máquina para voltar no tempo e, quando se percebe nessa situação, tenta modificar seu passado e só depois percebe as alterações que isso fez no futuro dele. “Ah, esse enredo é muito velho, já foi explorado por mil filmes, não tem mais graça!”. O que faria esse filme ser diferente e valer a pena ver? 

Bom, o filme faz muito mais sentido se você o entende junto com o contexto que sua música tema apresenta (Tempo Perdido – Legião Urbana). Além disso, foi dirigido por Claudio Torres (e o cara tem a arte no sangue), conta com a nata da dramaturgia nacional e é um filme que dá orgulho de ser brasileiro. A história de Zero (Wagner Moura), um cientista frustrado que sem querer volta no tempo e se vê com a chance de mudar o rumo de sua vida e talvez conquistar Helena (Alline Moraes), o amor de sua vida, enche os olhos do espectador do começo ao fim da trama. Todas as confusões nas quais esse malucão e seus amigos se metem no meio do longa são as mais absurdas e engraçadas possíveis também.

Mas calma! Você precisa ficar absolutamente calmo e confiar em mim, porque esse filme é uma recomendação mestra!

O Homem do Futuro
Ano de Lançamento: 2011
Diretor: Cláudio Torres
Origem: Brasil
Categoria: Ficção Científica
Classificação etária: 10 anos
Duração: 106 minutos
Nota: 10

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Os bons morrem antes

Filme: UP! Altas Aventuras – mais uma obra-prima da Disney/Pixar

Carl Fredricksen é um garoto de 8 anos de idade que sonha em conhecer o mundo e fazer da vida uma grande aventura. No meio dessa fantasia de criança está o astro inspirador, Charles Mans, o explorador que partiu com o seu dirigível “Espírito de Aventura” para o Paraíso das Cachoeiras. Assim como Carl, Ellie, uma garotinha cheia de sonhos, tem os mesmos sonhos. Carl e Ellie se conhecem assim, imaginando que o Paraíso das Cachoeiras é um lugar perfeito para se viver e sonhando mil fantasias. Eles crescem juntos, e esse gosto pelo inesperado, por tudo o que é novo, se transforma em amor. Os impedimentos de uma vida de casal, ainda que com o mais puro amor, impedem os dois de escrever o livro das aventuras de suas vidas. Depois de uma vida inteira juntos,  Ellie morre e Carl se transforma num velho sozinho e rabugento.

É óbvio que a história não acaba aí. Aliás, é aqui que tudo começa. Carl carrega a culpa de nunca ter conseguido levar Ellie para viver a aventura da vida deles, para encontrar o Paraíso das Cachoeiras, por mais que ele tenha feito de tudo para conseguir isso. Ao mesmo tempo, sua casa é frequentemente ameaçada por uma construtora que deseja transformar seu terreno em parte de um grande conjunto de apartamentos. Quando parece que tudo vai dar errado e que Carl vai perder a única coisa que realmente ainda tinha valor para ele na vida, a casa onde ele viveu muito feliz, ele dá um golpe de mestre: enche a casa dos balões que vendia no parque e a retira do terreno, fazendo de seu lar o dirigível perfeito para seguir viagem. O destino? O Paraíso das Cachoeiras, o sonho de infância. O que ele não sabia é que, sem querer, ia levar para essa viagem o pequeno Russel, um explorador da natureza que apareceu para ajudar e ganhar pontos para o clubinho de que participava.

Juntos, Russel e Carl vão viver as mais incríveis aventuras num lugar encantador, misterioso e perigoso, conhecer novos amigos e aprender que, perdendo ou ganhando, a vida tem que ser vivida com coragem e com valores. É o típico clássico da Disney / Pixar que  mostra para as crianças (e porque não para os adultos?) o verdadeiro valor dos mais puros sentimentos.

Enfim, UP é um filme de amor, de amizade, de ganhos e perdas, de aventuras, de vida. É uma pequena lição  de vida que emociona de verdade.

Confira o trailer:

Up – Altas Aventuras
País de Origem:
EUA
Gênero: Animação
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração:
96 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Estréia no Brasil: 04/09/2009
Site Oficial: http://disney.com/UP
Estúdio/Distrib.: Buena Vista Pictures
Direção: Pete Docter / Bob Peterson
Nota: 10

Comentário da Rakky: Vi esse filme três vezes. Chorei (MUITO) nas três oportunidades. É lindo!

Brüno, o pior filme que eu já vi na vida

Duas razões pra eu considerar esse filme um erro:

  1. Não é o que eu esperava do Sacha Baron Cohen depois do incrível Borat;
  2. Ainda que com humor, o universo gay foi retratado da pior maneira possível.

Brüno (Cohen) é um repórter austríaco gay, especializado no mundo da moda. O mundo cai bem em cima de sua cabeça quando, por causa de um acidente com uma de suas roupas estravagantes, ele é demitido, perde o namorado nanico e vê que a única maneira de se safar e continuar rico era se tornar uma celebridade. E pra isso ele faz de tudo, desde trocar um bebê africano por um Ipod e ir a um programa de entrevistas pra dizer isso, contratar mães e bebês pra criar fotos de crianças imitando os soldados de Hitler ou a crucificação de Jesus Cristo e até tentar ser heterossexual e ter aulas de artes marciais para se defender de um “ataque de homossexuais”. O trailler fala por si:

Ah, tudo bem vai, é humor, é engraçado, é divertido. Mas, poxa vida, que tipo de homossexual vai querer ser visto como um irresponsável que só pensa em sexo e em glamour durante as 24 pobres horas do seu dia-a-dia? Tenho até alguns amigos gays que gostaram do filme, mas acredito que esse tipo de imagem não é muito legal de se passar. Não sei se posso ser considerada o tipo de pessoa que “entende dos gays e seus sentimentos”, mas acho que tudo o que qualquer homossexual quer é ser respeitado e não sofrer qualquer tipo de preconceito. Quando a gente vê um filme que coloca o universo gay numa posição tão desconfortável, dando ênfase para a irresponsabilidade e para a falta de bom senso de um personagem desse universo, só dá pra pensar q isso não pode gerar um efeito positivo.

Só o que vale a pena no filme mesmo é ver que Sacha não perdeu a cabeça quando a coisa é utilizar um estilo único: na onda dos “falsos-documentários” Cohen colhe os frutos de um humor para quem não tem nada na cabeça e só precisa dar umas boas risadas e o talento de incluir toda a insanidade possível no tempo necessário para que um longa seja realizável.

Gênero: Comédia
Ano: 2009
País: Estados Unidos
Duração: 81 min.
Direção: Dan Mazer
Clasificação: 18 anos
Elenco:
Sacha Baron Cohen, Alice Evans, Trishelle Cannatella, Candice Cunningham, Todd Christian Hunter, Sandra Seeling, Tom Yi, Ben Youcef, Emerson Brooks, Amy Tiehel, David Hill.
Nota:
4