As flores de Abril

flores A1

Abril é geralmente um mês lindo.

Sim, é o mês em que faço aniversário, por isso é bonito de qualquer forma, porque eu adoro celebrar aniversários. Mas desde abril de 2010 isso tem sido um pouco diferente porque, por mais que eu tente celebrar e fazer as coisas ficarem bonitas, sempre havia uma razão, mas forte que todas as outras, para que houvesse um quê de dor intransponível por aqui.

Mas neste mês eu decidi que tudo seria diferente.

Eu me programei para que cada dia de abril de 2013 tivesse uma coisa boa pra lembrar, uma celebração. Eu decidi que eu não ia ver as coisas ruins que acontecessem, só o que tivesse o bem, só o que fosse bom. Decidi que faria tudo dar certo.

E fiz.

Fiz milhares de coisas que eu tinha muita vontade de fazer e um pouco de receio, fiz uma viagem incrível, tirei férias, busquei fazer só o que eu gosto, busquei pensar que tudo o que pudesse me deixar triste não existiria, e que só coisas positivas poderiam acontecer. E eu percebi que foi exatamente assim.

Sem autoajudismos, mas quando a gente quer, a gente faz acontecer. E foi exatamente o que eu fiz. Escolhi abril para ser um mês perfeito e todos os dias dele só tiveram flores, coisas belas, canções e sorrisos.

E foi aí que eu me dei conta da melhor parte: o bom e o ruim é aquilo que você quer, que você carrega consigo. Não é um mês de pensamentos positivos, não é um dia de coisas belas, não é um acontecimento feliz: é você.

Tudo o que você deseja vai acontecer, se for do fundo do coração e se for bom.

E pra mim não vai ser só abril: vai ser a vida inteira.

Desafio: olá “um leitor”, encontre todas as referências musicais presentes neste post e ganhe uma colher de doce de leite!

Norberto

Ele não era um garoto qualquer.

Nos anos 2015, aquela era da informação não lhe interessava nada. 14 anos, jeans velho e rasgado, camiseta com pinturas próprias, feitas à base de tinta de tecido, não vestia nada parecido com as roupas sustentáveis da moda.

Ao contrário do resto do mundo, gostava das bandas velhas. Não estava acostumado ao som colorido, ao fundo musical que permeava aquelas canções cheias de rimas fáceis que atraiam a juventude local. Ouvia a velha bossa, o velho rock, o velho blues. Não conseguia entender porque o mundo estava esquecendo de John Lennon, de Bob Dylan, de Cazuza, de Renato Russo. A morte de Paul McCartney lhe fez chorar por dois meses seguidos, porque ele sabia… o mundo ficara mais pobre depois disso. Queria entender o que aquele som mecânico produzia na mente dos colegas do ginásio, o que fazia com que eles se interessassem por aquilo, mas não achava nada que explicasse tudo, a não ser uma resposta: ele era o único que se importava com tudo aquilo.

by @_jayandrade

Ele não aceitava. Queria mostrar ao Lerry o som dos Los Hermanos. Queria que a Taiz gostasse de Gram. Queria que o Renatinho soubesse cantar “Faroeste Caboclo”, do chará. Queria que a turma entendesse a razão de ele gostar de Queens of the Stone Age, de Blur, de Oasis, e Florence and The Machine, de Artict Monkeys, de Killers, de Aerosmith. Queria que os colegas de classe entendessem que o rock´n´roll não era aquilo que eles viam nos canais do Youtube. Era mais! Era maior. Tinha mais alma! Queria fugir daquele Brasil que reelegia alguém que por vezes ameaçou entregar o país novamente aos militares, queria ir até a Amazônia e parar os madeireiros internacionais que já tinham derrubado mais de 80% da floresta, queria revolucionar. Não entendia aquele mundo em que vivia e em que as pessoas achavam por bem querer conquistar a felicidade própria ao mesmo tempo que desejavam a tristeza do outro. E então teve uma ideia.

Vestiu seu jeans mais velho (e mais confortável), sua camisa xadrez, pôs seus óclinhos de meia lua. Foi para a praça do centro da metrópole, sentou no chão e pediu ao Lerry que lhe emprestasse o violão. Começou a cantar as músicas de amor e de paz que tinha demorado dias para aprender a dedilhar. Cantou, com sua força e com sua alma. Uma pequena roda se formou ao seu redor. Todos observavam aquele garoto como se ele estivesse completamente louco. Ele continuava, e pensando atrair a atenção para o bem, dedilhava mais e mais canções, pedia paz, pedia justiça, pedia humildade. Seus dedos ficavam cada vez mais vermelhos conforme apertava o braço do violão e pressionava as cordas de aço. Entre uma música e outra, ele defendia as ideias de seus pais, que morreram quando ele tinha 8 anos e lhe deixaram sozinho, com seus tios, que eram o oposto do que eles tinham sido. Voltava a tocar. Ficou o dia inteiro assim, não parava de tocar, de cantar, de divulgar suas ideias.

Ao fim do dia, sem muitos por perto, ele parou. Olhou ao redor. Havia umas 10 pessoas num canto da praça, observando. E ele perguntou:

– Vocês concordam comigo?

– É claro. Vamos te ajudar a mudar esse mundo.

– E como faremos isso?

– Vamos cantar. Vamos tocar. Vamos dizer de nossas verdades para o mundo inteiro ouvir.

– E por onde começamos?

– Entre naquele carro. Você vai morar com a gente num lugar legal, cheio de flores, e vamos visitar pessoas e conversar com elas, e nos juntar. Vamos falar com políticos, vamos pedir proteção para a natureza. Lá todo mundo economiza água, se preocupa com o meio ambiente e pesquisa novas fórmulas de desenvolver o consumo consciente. Lá suas ideias farão mais sentido.

– Ótimo. Vamos lá.

Sem medo de deixar nada para trás, Norberto foi. Levou o violão, que Lerry concordou em lhe dar de presente. Não deixou recados, nem mensagens a ninguém. Entrou no furgão, certo que dali para frente, tudo daria certo. Confiava naqueles que ficaram tanto tempo lhe dedicando a atenção e estava curioso para conhecer aquele lugar em que suas ideias e suas lutas fariam mais sentido.

Correu. Ficou tão empolgado com as ideias novas que lhe surgiam na mente que nem reparou no letreiro do furgão em que acabara de entrar.

“Sanatório Estadual de Moon City”.

Que livro é você?

Me chamou a atenção esse mesmo título para post, no blog do Wellington. E não é que eu fui lá clicar?

O que vi é um teste elaborado pelo site “Educar para crescer”. E o resultado? Pois bem, sou “Antologia Poética” de Carlos Drummond de Andrade. Curiosamente, esse é um dos livros de Drummond que eu ainda não li.

E porque sou “Antologia Poética”? Abaixo, o resultado do teste:

“O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua”. Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz. “Antologia poética” (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.

Será que eu sou mesmo esse livro?

Descubra que livro é você clicando aqui

Nina

Era uma garota diferente.

Gostava de espelhos. Gostava MUITO de espelhos.
Os espelhos aliás, eram sua única mania. Perigosa e perversa para uns. Comum e rotineira para ela.
Seu nome era Nina. Era assim que todos a chamavam. Era uma jovem bonita, calma, competente.
Os espelhos lhe dominavam todo dia.

Acordava e ao se por sentada em sua cama, um espelho lhe dizia como estavam seu cabelo e olhos.

No banheiro, outro. Na rua, seu retrovisor. Na empresa, uma multinacional da área de químicos, os espelhos dos elevadores. Quando ia de ônibus para o serviço, nos dias de rodízio do seu carro, os espelhos das avenidas, lojas, vitrines…

Aliás, adorava vitrines. Em seus momentos livres, na saída do cinema, voltando da balada, caminhando pelas avenidas, ruas cheias ou vazias, gostava de imaginar as vitrines. Gostava de se ver refletida nas vitrines. Seu reflexo sempre lhe fazia sorrir. O bonito sorriso da satisfação comprovada.

Tinha abandonado alguém um dia. Quem era mesmo? Ah, ela não lembrava mais. Tinha uns balanços para entregar, tinha que correr para a manicure. Seu cabelo estava precisando de uma hidratação. Seu apartamento, de uma reforma. Ela, de um espelho na carteira.
Ocupada todo o dia com seu trabalho, às vezes até à noite, nos fins de semana, a única coisa incomum que tinha em sua vida era a excessiva mania de olhar para espelhos.
E ela simplesmente gostava do que via.

Era uma ruiva natural, como raras existem, com olhos cor de mel. Magra, pálida e cheia de sardas no rosto. Usava saltos altos e roupas discretas. Preferia o preto, o branco e o cinza.

Os homens lhe olhavam com desejo, paixão, cobiça.
As mulheres lhe olhavam com raiva, ódio, inveja.

Ela não ligava para os olhares. Nada lhe importava, só ela mesma.

Seu pai morreu um ano depois da conclusão de sua primeira faculdade. Sua mãe, logo depois, pareceu não suportar a ausência do amor de sua vida. Ela sempre achou aquilo uma grande besteira.

Quando sozinha, cantava. No banheiro, sua voz suave repetia a canção favorita: “I don´t love anyone…“.

Foi morar sozinha logo depois da morte dos pais. Ela era o tipo social, falava com todo mundo, gostava de conversar, mas seus assuntos eram limitados: trabalho, estudos, profissão e atualidades. Ninguém nunca a viu falar de uma amiga querida de quem ela sentisse falta. Ninguém nunca a ouviu falar de amores antigos, ou novas paixões. Ela nunca falava sobre essas coisas. Achava besteira. Só as últimas notícias, o novo projeto da empresa, sua pós-graduação e coisas do gênero saíam de sua boca. Seus papos eram sempre e tão somente sobre os mesmos assuntos que logo se tornava o comentário da turma: “Lá vem Nina, a mais competente”, ou, “Lá vem aquela chata… Ela tinha que ser tão bonita?” eram cochichados comumente nos corredores. 

Vivia tudo em seus dias intensamente e só. Gostava de viver do seu jeito.

Assim os dias passavam. Corria muito, parava pouco, pensava só o necessário. Ela realmente não amava ninguém, não conseguia, não tinha tempo pra isso. Precisava manter sua vida estável, seu carro com gasolina, seu trabalho em dia. Precisava ser a melhor na área Química, precisava ser a melhor aluna, a melhor funcionária, a mais bonita das mulheres, a mais competente entre os seus, a que tinha o apartamento mais organizado, a que possuia o gosto mais apurado para os prazeres da vida, a última a sair da noitada e a primeira a chegar à empresa, sem olheiras, sem cansaço e cheia de vida, disposição. Ela não queria e nem precisava provar nada para ninguém. Mas para si mesma, tudo aquilo era indispensável. Ninguém entendia o porquê. 
Era considerada a mais insensível das pessoas. Nada conseguiria lhe atingir. 
Até que um dia, sem querer, ela soltou uma única lágrima.
– Alô, é a Nina?
– Sim, quem fala?
– Aqui é o Allan, irmão do Átila. lembra?!
– Lembro! O que é?
– O Átila morreu. Me deu o seu telefone antes, disse que queria falar com você, dizer que te amou a vida inteira e que esperou por você durante todo esse tempo também. Morreu semana passada, uns cinco minutos depois de dizer isso, não sem antes me fazer prometer que faria com que você soubesse.
– Hum…
– Alô?! Você o conhecia de onde mesmo? …  Alô? … Alôooo???
Desligou o telefone. Não quis saber a causa da morte, não quis saber do enterro, não quis saber de nada.  Se olhou no espelho mais próximo e viu a lágrima que derramara. E passou um bom tempo se perguntando se toda a sua vida e seu sucesso tinham realmente valido a pena. 

VIVER AO CONTRÁRIO É MELHOR OU PIOR?

Todo mundo falava que “O Curioso Caso de Benjamin Button” era um filme maravilhoso. Então tá bom, fui lá conferir. Muita gente também falou do tempo de duração do filme, mas pra mim as duas horas e quarenta minutos de duração do filme nem foram percebidas diante da telona. E não é por acaso que o filme já recebeu 13 indicações ao Oscar.

Mas vamos ao filme.

Nos tempos de I Guerra Mundial, um relojoeiro cego é contratado para construir um grande relógio para a Estação de Londres, quase que ao mesmo tempo em que seu filho é chamado para a guerra. Ele era, apesar de ser cego, o melhor fabricante de relógios da cidade, e trabalhou no tal relógio da estação com sua alma. Pouco antes do fim da guerra, e também antes de finalizar o seu trabalho, ele recebe a notícia da morte de seu filho em batalha. E, no dia da inauguração do tal relógio, mostra uma máquina que gira em sentido anti-horário. A explicação é simples: ele construiu o relógio que marca o tempo ao contrário, para homenagear todos aqueles jovens que foram a guerra e não voltaram mais, na intenção de que o tempo pudesse voltar e aquelas vidas não serem desperdiçadas, e aquele sangue não ser derramado, àqueles futuros perdidos.

Em paralelo a esta história, durante as tempestades do furação Katrina, uma velha senhora pede à sua filha que leia um diário. Era o diário de Beijamim Button, o homem que nasceu velho, ou, como ele mesmo disse ao iniciar o texto do diário: “Em circunstâncias incomuns”. Em todas as histórias do homem que nasceu velho há a idéia constante do valor que o tempo deve ter em nossas vidas. Ele que foi abandonado pelo pai, morou em um abrigo pra idosos até completar a maioridade, a sensação que o jovem velho teve ao ver a rua pela primeira vez, a confusão do velhinho que aos 14 (com corpinho de 70) perdeu a virgindade, depois foi lutar na 2ª guerra, a emoção triste de ver todas as pessoas que ama morrerem e a estranhesa de viver um grande amor e rejuvenescer enquanto sua amada envelhece. Não dá, Benjamin é comovente em toda a sua vida. No fim das contas, a velha senhora é esse grande amor de Benjamin e a filha, leitora que quase não acredita na veracidade dos escritos, é a filha que Benjamin escolheu não criar.

O valor do tempo e a importância de fazer cada minuto valer a pena são as mensagens mais marcantes do longa, baseado no conto de F. Scott Fitzgerald. A tão citada comparação entre os momentos de velhice e juventude do personagem principal também são marcantes. É incrível como não percebemos como essas duas fases da vida são parecidas, a não ser que paremos pra pensar com paciência no assunto. Essa é uma das mil e uma reflexões que o filme propõe.

Com certeza o drama merece que você o assista, além é claro de todas as indicações que recebeu ao Óscar.

A conclusão final é impossível. A vida pode ser maravilhosa tanto para quem nasce com cara de bebê, como no caso curioso do tal Benjamin, que nasceu velho e morreu bebê. A questão do viver ao contrário pode ser bela, mas letal. Ver todas as pessoas que algum dia quisemos bem morrerem enquanto estamos rejuvenescendo deve ser assustador. No fim das contas, não há como. Cada um tira as próprias conclusões…


O CURIOSO CASO DE BENJAMIM BUTTON

Gênero: Drama

Elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett, Julia Ormond, Tilda Swinton, Danny Vinson, David Jensen, Faune A. Chambers, Taraji P. Henson, Fiona Hale, Elias Koteas, Jacob Wood, Earl Maddox, Ed Metzger.

Direção / Roteiro: David Fincher / Eric Roth

Duração: 159 minutos

Distribuição: Warner Bros.

Nota: 9


A Rakky Recomenda – Juno

Eu e a minha mania de ver filmes 50 anos depois de todo o resto do mundo…

Pois bem, hoje a minha gêmula (sim, isso quer dizer que é uma pessoa muito parecida comigo, sentimentalmente, espiritualmente, fisicamente e tudo o mais) Jayne trouxe dois filmes pra gente ver aqui em casa. Um deles era Juno, e eu não sei como ela sabia que eu queria muito ver esse filme (Tô falando que é minha gêmula né? rsrsrsrs). Do outro eu falarei aqui em breve…

Enfim, como vocês todos já devem saber, Juno (Ellen Page) é o nome de uma adolescente de 16 anos, que depois da primeira transa com um colega de classe, o corredor atrapalhado Bleeker (Michael Cera) descobre que está grávida . O legal é que era a primeira vez DOS DOIS, e que eles não tinham qualquer envolvimento afetivo além da amizade de anos e anos e a banda em que tocavam juntos. Enfim, a garota que primeiro pensa em abortar a criança, desiste da idéia e procura um casal para adotar seu bebê. E encontram os “perfeitos” Vanessa e Mark Loring (Jennifer Garner e Jason Bateman), que passam a acompanhar a gravidez da moça e a participar de sua vida.

Uma das coisas mais legais do filme é a trilha sonora. Quando a Jayne o viu pela primeira vez, logo disse que a coisa era a minha cara e eu vi que era mesmo. Tem Bob Dylan, tem Belle & Sebastian, tem David Bowie e caramba, parece uma trilha escolhida pela Mallu Magalhães, de tão folk que é a coisa. Tem até “Anyone Else But You”, do The Moldy Peaches, que a própria Mallu regravou certa vez. Engraçado é que antes de ver o filme eu estava escutando muito os sons da Mallu, e esse som foi um dos que eu mais escutei, junto de “A Risk to Take” que eu TAMBÉM recomendo! Mas voltando ao filme…

Além da trilha fantástica, a Juno é incrível. É o tipo de adolescente que sabe o que quer, objetiva, bacana, de língua afiada, sem arrependimentos, sem decisões precipitadas. É uma adolescente MADURA! E que menina. Ela decidiu ter o filho, mesmo com a escola inteira olhando esquisito para a sua barriga, decidiu dar a criança pra adoção, mesmo com todo mundo achando que ela ia se arrepender, decidiu que ia correr atrás de Bleeker, mesmo com o mundo inteiro achando aquilo tudo uma maluquice (parecia que ele não era o tipo de garoto que “gosta da coisa”), enfim… em nenhum momento se deixou influenciar por ninguém.

O filme inteiro é uma obra de arte. A fotografia é espetacular do começo ao fim. Os gráficos do início do filme, com uma Juno caminhando e tomando dois litros de suco de laranja, a criatividade exposta no quarto da garota, que parece ter as paredes pintadas pela menina, o originalérrimo telefone de hambuguer (que não parece muito confortável pra se falar) e cada detalhe das roupas de Juno sendo ajustadas por uma madrasta que, junto com o pai da garota, são as pessoas que mais lhe dão apoio pra seguir em frente. Sem querer querendo, até uma mensagem de vida o filme passa. Antes de entrar na clínica para o aborto, Juno esbarra em uma garota que grita na frente da clinica a marcante frase “Todos os bebês querem nascer”. É óbvio que o aborto não é defendido, e o fato de a criança já ter unhas é uma das coisas que levam Juno a decidir ter o filho.

O final do filme é a coisa mais fofinha desse universo e, caramba, é impossível não lembrar daqueles dois adolescentes tocando violão juntos como o casal perfeito, o amor perfeito, o momento perfeito. Tá bom vai, eu sou excessivamente romântica as vezes, mas é que foi LINDO demais. Apesar de terem TUDO pra dar errado, os dois ficaram juntos, e deram certo demais.

Mesmo que cinematograficamente, uma prova de o amor pode sim superar todas as diferenças, fazer até o mais descrente acreditar, mudar tudo, e principalmente, vencer todas as barreiras.

Ainda que sejam de TIC-TAC de Laranja!

[Ah, agora a cena mais linda do filme, e a música mais fofa dos últimos dias]

You’re a part time lover and a full time friend

The monkey on you’re back is the latest trend

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

Here is the church and here is the steeple

We sure are cute for two ugly people

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

We both have shiny happy fits of rage

I want more fans, you want more stage

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

You are always trying to keep it real

I’m in love with how you feel

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train

I kiss you all starry eyed, my body’s swinging from side to side

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me

So why can’t, you forgive me?

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

Du du du du du du dudu

Du du du du du du dudu du

I don’t see what anyone can see, in anyone else

But you

A descoberta de uma fotografa!

Vejam as imagens abaixo e me contem se ela não é mesmo uma grande fotografa?

Seu nome é Jayne, e foi me visitar no sábado. Entre conversas e confissões, ela pegou minha câmera e retratou o pequeno espaço da mesa do meu computador, capiturando a alma dos objetos que deixo ali.

Quando vi essas fotos, pensei: “Essa menina tem futuro”. Jay, ficaram maravilhosas querida!

Editei um pouquinho no Photoshop. Então fica assim:

Fotos by: Jay
Edição by: Rakky

E quem quiser ler o que essa menina escreve, vai conseguir notar que ela tem talento mesmo, clicando aqui



Só pra constar! A Jay é minha “Gêmula