Dez Razões pra Ouvir Paramore

Com certeza você já leu algum dos meus Dez Razões pra Ouvir por aqui. Se ainda não leu, é bom dar uma clicadinha aqui e ler, ora bolas. Mas uma coisa que você talvez não saiba é que o meu amigo baterista Thiago Mello, dono do blog Etracisum, copia essa ideia de vez em quando. Hoje eu vou fortalecer ainda mais essa cópia e falar para vocês de uma banda que vem para o Brasil pela segunda vez em fevereiro de 2011 e que eu preciso ver ao vivo: o Paramore, com base no texto que o Thi escreveu e que você pode ler aqui. Vamos lá? Dez Razões pra Ouvir:

1 – Origens: o Paramore surgiu em 2004 no Estado de Tennessee, nos Estados Unidos. A banda era formada inicialmente por Hayley Williams, no vocal, Jeremy Davis no baixo e Josh e Zac Farro, na guitarra e bateria respectivamente. O nome da banda foi inspirado no nome de um antigo baixista de uma das bandas que os integrantes tiveram antes do Paramore, uma vez que o grupo descobriu que a palavra Paramour (“Amante secreto”) soava da mesma maneira que o nome do moço. Aí a turma resolveu trocar o nome para “Paramore” mudando um pouquinho a ortografia (fofo né?) . Hayley fazia aulas de canto e se juntava com a galera para compor e uma das primeiras músicas compostas por essa formação foi “Conspirancy” que mais tarde faria parte do primeiro álbum da banda, o….

2 – “All We Know Is Falling”: de 2005 é album de estréia. Eles chegaram aí porque participaram de alguns festivais estaduais e um dos fundadores da gravadora Fueled by Ramen prestou atenção no som da galera, ouviu umas demos da banda e os contratou. Sobre a gravadora, uma Hayley orgulhosa declara “Algumas de nossas bandas favoritas estão na Fueled by Ramen. Nós sabiamos que eles conseguiriam executar exatamente a visão para a nossa banda e a nossa música”. No mesmo período Davis deixou a banda alegando razões pessoais e em seu lugar entrou  John Hembree, que só durou 5 meses na banda, já que todos sentiam falta de Davis e, ao lhe pedirem para voltar, tiveram o pedido aceito. Os destaques do álbum são “Emergency”, “All We Know” e  “Pressure”, o primeiro grande single da banda revelou o Paramore de uma maneira nada convencional. Ao invés de estourar nas paradas de sucesso e ficar por semanas no primeiro lugar, Pressure ficou famosa no game The Sims 2 e ganhou a garotada viciada no game. Bem moderninhos não?

3 – “Riot!”: definitivamente o álbum que diria para o mundo a que veio o Paramore. Gravado em 2007, com Josh desempenhando todas as funções de guitarra, já que Hunter (que entrou na banda em 2005) deixou a turma para se casar, o álbum prometia grandes surpresas. A palavra Riot!, segundo Hayler, é uma explosão súbita de emoção descontrolada. Não é exagero pensar assim de um álbum que vende 44 mil cópias na primeira semana após o lançamento (só nos EUA!). Os destaque do Riot! formam praticamente o álbum inteiro, desde a devastadora “Crush, Crush, Crush” que pode ficar semanas na cabeça de alguém à energética “Born For This” que finaliza o álbum com tudo o que tem direito, passando pela elétrica “Hallelujah” até a despretenciosa e envolvente “Misery Business” que Hayley define como a coisa mais honesta que já escreveu igualada à emoção musical que a banda construiu. É um álbum que merece ser ouvido;

4 – Friends Business: ao mesmo tempo em que ganhavam o mundo com o Riot! o Paramore não podia ficar parado. Nessa época foi que eles fizeram shows por diversas cidades dos EUA e ainda fez uma participação especial no Late Night with Conan O’Brian show, graças à amizade com o antigo baterista do programa Max Weinberg. Aliás, o povo do Paramore não tá nada mal de amizades…  graças a essas, participaram do clipe de “Kiss Me” com o New Found Glory, Hayley gravou duas faixas para o álbum In Defense of the Genre dos amigos da Say Anything e em 2008 iniciou uma turnê junto com as bandas Conditions, Kids in Glass Houses e denovo o New Found Glory. Quem foi que disse que o relacionamento não é importante para o sucesso?

5 – Dando uma lição nos especuladores: que grandes bandas têm problemas com a fama não é segredo para ninguém, certo? E com o Paramore não foi diferente. No início de 2008 a banda cancelou alguns shows e meio que deu uma parada para relaxar. Toda a imprensa já espalhava rumores de que a banda acabaria porque os irmãos Faro queriam mais espaço, de que haviam brigas internas graças ao destaque de Hayley e mil outras coisas. Em abril do mesmo ano, o grupo deu um tapinha com luvas de pelica em todos os que torciam por seu fracasso: lançou o clipe de “That’s What You Get”, com cenas de confraternizações entre a banda e amigos da cidade de Nashville. Imagens falam mais do que palavras? Eu também acho que sim!

6 – Na trilha sonora do Crepúsculo: antes de todas as menininhas delirarem com Edward Cullen, o filme que teria recordes incríveis de bilheteria precisava de uma trilha sonora. O Paramore foi a primeira banda a compor exclusivamente para a trilha sonora do filme e emplacou duas músicas no já consagrado sucesso entre os adolescentes: “Decode”, que também ganhou clipe oficial baseado na história de Bella e Edward e “I Caught Myself”. Bonito não?

7 – Prêmios e Destaques: o Paramore foi destaque na capa de fevereiro de 2008 da revista Alternative Press e foi eleita “A Melhor Banda de 2007″ pelos leitores. A banda foi nomeada para o “Artista Revelação” no 50º Grammy Awards, apresentado em 10 de fevereiro de 2008, mas perdeu para Amy Winehouse. A banda ainda foi indicada para o MTV Video Music Awards, MTV Europe Music Awards (a banda ganhou como “Melhor Grupo Alternativo”), MTV Video Music Brasil (foram os ganhadores do prêmio de “Melhor Artista Internacional”) e MTV Movie Awards;

8 – No Brasil e no Mundo: 2008 seria um ano marcante mesmo para o Paramore. Em outubro, o grupo fez uma turnê pela América Latina e América do Sul, passando por México, Brasil e Chile. Chegaram ao Brasil no de 21 e fizeram três apresentações. No dia 23 de Outubro fizeram o primeiro show em São Paulo (Credicard Hall), no dia 24 no Rio de Janeiro (Citibank Hall) e em Porto Alegre no dia 25 (Teatro do Bourbon Country). Na ocasião, receberam o prêmio MTV Brasil que haviam ganhado no VMB. A próxima passagem da banda pelo país já tem data marcada: 21 de fevereiro de 2011. Eu não tô afim de perder essa, e você?

9 – Brand New Eyes: em 2009 era a hora de mostrar que o Paramore não é feito só de gritaria e de guitarras eletrizantes. E a banda amaduresceu gravando e lançando o Brand New Eyes, um álbum que reune mais a essencia dos integrantes. Para a Rolling Stone, Hayley revelou: “Nós estavamos com medo de nunca mais termos uma música como ‘Misery Business’” e Josh Farro acrescenta “Riot! foi um álbum bem moleque, mas tinhamos que fazer aquilo para chegar aqui”. Ninguém precisava de mais nada para entender que eles estavam falando sério.

10 – Criatividade e inovação: a capa do Brand tem uma borboleta que Hayley achou na rua da casa da mãe dela. Cortaram as asas e prenderam na grade do quintal e assim foram feitas as fotos da capa. Para ela “isso representa que pedaços quebrados, mesmo que individualmente, ainda podem formar uma grande figura. Não importa se elas têm um propósito próprio, uma vez que estejam juntas”. O primeiro single “Ignorance” é um pouco de “mais do mesmo” entre as boas surpresas do Brand New Eyes, o que pode ter desapontado um pouco. Mas foi só “The Only Exception” chegar às rádios pra galera perceber que a banda conseguia mesmo se superar. Dizem que foi o mesmo violão de “Time of My Life” do Green Day que inspirou a banda. Será? Não dá pra saber, só que se tem certeza é que o álbum ficou em 1° lugar no Reino Unido e bateu Mariah Carey e Barbra Streisand nas paradas dos EUA. Já tá bom né?

É pessoal. Espero que eu não tenha decepcionado vocês com esse retorno do Dez Razões pra Ouvir. E para saber mais sobre o Paramore é só acessar http://www.paramore.net

 

Dez Razões pra Ouvir Meia Dúzia de 3 ou 4

Um nome como esse já deixa uma interrogação no ar. De nome intrigante, história memorável, presente planejado e futuro tão incerto quanto a existência da terra após 2012, essa banda, formada por uma meia dúzia de 3 ou 4 malucos consegue arrancar risos, reflexões e novas ideias dos encorajados que ousam escutar seu som. Será que você é capaz? Dez Razões pra Ouvir:

1. Um nome ousado: porque Meia Dúzia de 3 ou 4? Segundo Thiago Melo, sócio-fundador da banda, a ideia do Meia Dúzia era juntar uma meia dúzia de amigos pra fazer um som bacana, que fosse de Harold Bloom à marchinha de carnaval, de Tom Zé  a Mutantes, de Stravinsky ao funk, de Beatles a Gal Costa, de Nirvana à Bossa Nova e talvez tudo isso junto e misturado. Aí, no meio desse fusuê inteiro, jogar uns 3 ou 4 convidados… Assim nascia o Meia Dúzia de 3 ou 4, banda que reúne de tudo um pouco em cima ou embaixo do palco. A banda tem atualmente uma formação quase fixa, que conta com Thiago Melo, Sérgio Wontroba, Marcos Mesquita, Luciana Bugni, Lia Bernardes, Arnaldo Nardo, Mike Reuben e Daniel Carezzato.

2. E quem faz o quê? Ninguém! E todo mundo ao mesmo tempo! Perguntar quem toca bateria, violão, guitarra ou baixo é impossível, assim como dizer quem faz os vocais ou quem toca Escaleta (um tipo de teclado de sopro) ou clarineta. Cada um dos integrantes toca um pouco, canta um pouco, dança um pouco, cria um pouco, compõe um pouco. Com a sorte que me é dada em ser uma amiga desses malucos, já tive a oportunidade de ver o Daniel tocando bateria na capa de um violão, e a Maia, a filha de quase 5 anos do Marcos Mesquita, tocar algo que teria o som de um triângulo usando um pratinho com garfos e facas. Nada do que é produzido é vão e a ordem dos músicos não altera o produto.

3. Todo mundo participa: quando a gente fala de 3 ou 4 convidados, é abstração e realidade. Assim como Maia já virou música, já participou de clipe e já ganhou o carinho de fãs da banda, outros filhos já participaram de músicas, outros amigos já fizeram participações especiais e outros fãs já tocaram e cantaram junto com a banda em shows. É a banda o mais próximo possível do fã, sem dúvida.

4. Independentes: ninguém além deles mesmos banca performances, músicas, clipes e shows. Tudo sai por conta, é uma gracinha, e rola muita criatividade de toda a galera em cada fase da produção artística. As cores padrão da banda são preto e amarelo para tudo, desde a roupa que vestem ao site da banda e inclui é claro, o encarte de seu primeiro álbum…

5. O primeiro filho, Tudo se Torna: lançado em 2008 e composto por 12 músicas, “Tudo se Torna” pode ter sido um dos álbuns mais adiados da música brasileira. Thiago e companheiros já tinham músicas prontas em 1998, inclusive o primeiro sucesso da banda, “Fique Sabendo”, que conta a história do dia 28 de julho de 98, data do nascimento de Sasha Meneguel, quando o Jornal Nacional dedicou mais de a metade do programa a falar do assunto, ao mesmo tempo em que a Vale do Rio Doce era privatizada, em que ocorriam debates sobre os candidatos à próxima eleição presidencial e enquanto também surgia o Viagra, o Bill Clinton era acusado de assedio sexual e outros papinhos dispensáveis em vista do nascimento da princesa. Destaque para “Pô, Christina”, uma nova leitura para o caso de Pierrot e Colombina na roupagem do atual carnaval brasileiro, “Pausa prum Café”, que satiriza a condição oficial de preguiçoso do brasileiro e “Tom Zé é Pai”, uma homenagem engraçada ao cantor de quem toda a banda é fã.

6. Sustentabilidade e reciclagem: Tudo se Torna conta com uma peculiaridade a mais: é vendido não em uma capinha plástica de CD, e sim dentro de uma sacola retornável.  A a ideia da banda era distribuir o seu “aglomerado de músicas” dentro de uma sacola bonita e usual, homenagear os 51 anos de bossa nova e ainda dar àqueles que acompanham seu trabalho a possibilidade de ajeitar do seu jeito o CD. Bem legal, né?

7. Fazendo a Geisy virar Barbie: uma das mais impagáveis canções do Meia Dúzia é “Geisy e o Zé Pilintra”, uma paródia que mistura a canção “Geni e o Zepelin”, de Chico Buarque com a piada pronta que se tornou a menina Geisy. O resultado foi uma canção incrívelmente bem feita e um clipe onde Daniel Carezzato utilizou toda a arte do slow motion para transformar Geisy em uma Barbie marcante. O clipe foi criticado e elogiado durante todo o mês de dezembro passado e nenhuma Barbie usada na composição do trabalho foi agredida. O resultado pode ser visto no Youtube da banda: http://www.youtube.com/user/ElmanoCravo

8. O fim está prospero: como anunciaram e garantiram que o mundo vai se acabar em 2012, a galera do Meia Dúzia de 3 ou 4 se adiantou. No blog http://bonsmotivospromundoacabar.wordpress.com/ é possível ler um pouco da opinião da banda sobre o que seriam bons motivos para esse mundo deixar de existir, de forma irônica (ou não). Lançado em janeiro desse ano, o blog reúne reflexões sobre esse nosso planeta usado, a venda, e que tem apenas 7 bilhões de únicos donos, apesar de já não ter quase calotas polares. Vale uma espiadinha?

9. A trilha sonora do fim do mundo: o segundo álbum da banda também vem com uma pitada de saudosismo. Será a trilha sonora do fim do mundo e não vai ser lançado de uma vez, mas aos pouquinhos, de dois em dois meses até dezembro de 2011. A primeira canção, “Classificados”, foi lançada em 1º/4 (não é mentira) e conta com a participação de Tom Zé, o que muito honrou essa galerinha animada. A segunda canção, “Esquecimento Global” conta com a participação de 6 crianças afinadérrimas e é mais um dos clássicos da banda. As outras músicas? A próxima sai em agosto e ninguém sabe o que vai ser.

10. Componha conosco: a última música da trilha sonora oficial do fim do mundo será composta por todos aqueles que quiserem ajudar. Para isso, é só seguir a banda no Twitter (www.twitter.com/meiaduziade3ou4) e enviar sua sugestão, mandar um e-mail para meiaduzia.de3ou4@gmail.com ou acrescentar sua sugestão na comunidade da banda no Orkut. Porém, como eles mesmos dizem, não tem pressa. O lançamento oficial dessa canção, que encerra o ciclo – o mundo – será só em dezembro de 2011. Até lá não faltarão motivos para que achemos o fim do mundo um excelente negócio…

E aí. Será que é um bom negócio conhecer melhor essa banda e esses clássicos dessa MPB diferente que como eles também dizem é não muito P, mas bem B, mas há quem diga que para M falta muito? Para dar uma ouvidinha no que essa galera faz, basta acessar o site http://www.meiaduziade3ou4.com/. Para ver e ouvir a trilha sonora do fim do mundo e acompanhar essa contagem regressiva, acesse http://www.meiaduziade3ou4.com/2012.

Dez Razões Pra Ouvir – KT Tunstall

kt

Mês passado eu recebi uma homenagem. Tá, mas o que você, leitor do Dez Razões tem que ver com isto? Simples! A homenagem recebida foi a publicação de uma “imitação” do Dez Razões num blog de música e arte que eu simplesmente adoro, e a adaptação foi escrita por um grande amigo. O “imitação” está entre aspas, porque o cara simplesmente inovou o “Dez Razões” inserindo fotos, vídeos e deixando-o com uma cara maravilhosa. A coluna ficou tão boa que eu resolvi trazer ela pra cá também. Claro, vou dar os meus pitacos, mas boa parte do texto permanece sendo a do meu amigo, ok? E isso tem dois motivos básicos: 01 – O cara realmente conseguiu me convencer, já que eu não ouvia KT Tunstall antes, então, vai convencer vocês também. 02 – A KT Tunstall desembarca no Brasil no próximo dia 15 e fará shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, então, nada melhor que se aquecer pra esse show lendo um pouquinho sobre a história dessa musa , não é mesmo? Preparados? Dez Razões Pra Ouvir!

1 – Escocesa com sangue Chinês: Nascida na China, Kate Tunstall (ou apenas KT, porque “Kate” pra ela não diz nada mais que “Filha de fazendeiro”) foi adotada por um físico e uma professora escoceses e cresceu na cidade universitária de St. Andrew’s. Ela sempre esteve ciente de que havia sido adotada ao nascer, pois seus pais sempre lhe disseram isto. Uma frase marcante da cantora sobre o assunto é “Cresci ciente de que poderia ter tido um milhão de vidas diferentes. Isso torna sua vida misteriosa e sua imaginação pira”. Pois é KT, a poesia já estava dentro de você.

2 – A paixão pela música: O pai adotivo de KT costumava levá-la junto com seus irmãos para o laboratório. Música nunca foi na realidade parte da equação até seu irmão mais velho descobrir os prazeres do “hair metal”. “Eu sentava do lado de fora do quarto dele e gravava as músicas pela porta” diz KT. Logo cedo, começou a tocar flauta e aos 16 anos passou a se dedicar à guitarra, cantando e ouvindo Ella Fitzgerald. A paixão pela música se explicaria quando a cantora chegasse aos seus 20 anos, que foi a idade em que ela conheceu sua mãe biológica e descobriu que seu pai era um músico folk. É, está no sangue, não tem pra onde correr mesmo!

3 – Primeira banda: Depois de algum tempo, a necessidade de KT em cantar era quase insaciável. Ela precisava fazer isto. Formou sua primeira banda, a “Happy Campers” e participou de um concurso de música London’s Royal Holloway College. Voltou para a Escócia e começou a trabalhar composições para seu primeiro álbum. A cantora disse em várias entrevistas que escrevia desde a adolescência, mas na época, “Só conseguia criar tolices fora de moda de amor. Era um completo vômito de paixão adolescente. Mas eu achava que tava arrasando”. Quem é que já não passou por essa sensação no mundo da música?

4 – Primeiro álbum: Enfim, em 2004, KT passou a escrever projetos com o compositor e produtor sueco Martin Terefe e o londrino Tommy D. Com mais de cem músicas em seu bolso, ela começou a trabalhar em seu álbum de estréia com sua nova banda e o lendário produtor do U2/New Order/Happy Mondays, Steve Osborne no leme. “Eye to Telescope”, um trabalho cheio de imaginação e criatividade, foi lançado. Sobre o nome, a cantora diz que se deve a seu pai adotivo. “Eu gostava muito de livros de ficção científica quando garota. Meu pai costumava levar meus irmãos e eu para seu laboratório quando éramos pequenos. Fazíamos brincadeiras com nitrogênio líquido e geradores Van de Graaff. Ele tinha as chaves para o observatório da St. Andrew’s University e chegou a nos acordar no meio da noite para mostrar o cometa Halley. Isso é parte do porquê o disco se chama “Eye To The Telescope”. Desde álbum, “Black Horse & the Cherry Tree” e “Sunddely I See” rodaram o mundo, sendo esta última trilha do filme “O Diabo Veste Prada”.

5 – Multi-instrumentista: A jovem e ativa KT teve aulas de piano e flauta, e gradualmente sua voz desenvolveu sua individualidade. “Estou muito certa de que aprendi a cantar porque alguém me deu uma fita de Ella Fitzgerald – ela foi minha professora de canto”. Aos 16, pegou uma guitarra e aprendeu a tocar de forma autodidata através de um livro. Espertinha não?

6 – Apresentações solo: A paixão por música de KT não se estaciona em cima do palco. A cantora gosta de tocar sozinha, e já foi vista diversas vezes no palco, só com seu violão e pedais, surpreendendo o público com sua criatividade. Sem contar a sua alegria e vivacidade cantando em lugares públicos, como praças, campos e outros. Não tem hora marcada pra fazer música. Apaixonante!

7 – Salve o Futuro: A cantora se dedica ao Projeto “Global Cool”, que é uma campanha que o principal objetivo é inspirar bilhões de pessoas a pensar na conservação do planeta que vivemos. Existe até uma página sobre o projeto em seu site oficial. Super legal não?

8 – Drastic Fantastic: Em 2007, o segundo álbum de KT chegou ao mundo já estourando. “Drastic Fantastic” trás músicas maravilhosas, sem fugir do pop/folk que a cantora faz, com uma pitada de rock com riffs fortíssimos de guitarra e o poder vocal de KT cada vez mais apurado. Destaques especiais para o single “Hold On”, a forte “Little Flavours” e a linda “Hopelles” que conquista à primeira audição. É fantástico.

9 – Prêmios: É claro que uma cantora tão talentosa e tão especial merece o reconhecimento geral não é? KT já faturou “Q Music Awards” de 2005 de melhor música para “Black Horse and the Cherry Tree”, o Brit Awards 2006 como “melhor cantora solo inglesa”, o prêmio Ivor Novello Awards 2006 de melhor música e melhor composição para “Sunddely I See”. Fora isto temos os discos de Platina para “Eye to the Telescope” nos EUA, Canadá, Irlanda, Cingapura e Nova Zelândia, tendo atingido 1,1 milhão de unidades, além do Duplo Ouro na França. Premiada, reconhecida e talentosa, KT não pára de surpreender.

10 – Visita ao Brasil: É isso mesmo! Está chegando! No dia 15 de outubro já tem show na Via Funchal em São Paulo; dia 16, no Canecão no Rio de Janeiro e dia 19 no Bar Opinião em Porto Alegre. Então, você não tem desculpa pra perder este espetáculo, não é mesmo?

E aí, convencido? Abaixo, alguns links para saber mais sobre a história da KT.

http://www.kttunstall.com/ (site Oficial)

http://www.kttunstallbr.rg3.net/ (Fã-Site Brasileiro)

http://www.myspace.com/kttunstall (My Space da Cantora)

Ah, e se você quiser ler este Dez Razões, na versão do meu amigo, o super Thiago Mello, é só acessar o blog dele!

http://etracisum.wordpress.com

Beijãos da Rakky!

[publicado originalmente no site MundoRock.net em outubro de 2008]

Dez Razões pra Ouvir – 30 Seconds To Mars

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Sabe aquela banda que gravou uma musiquinha linda demais em formato acústico, com a participação da Pitty? Isso, aquela que tá rolando de 5 em 5 minutos nas rádios ‘pop-puts-puts-rock’ da vida? Pois é, o 30 Seconds to Mars, apesar de ter apenas dois álbuns lançados já acumula quase 10 anos de carreira. Quer saber do que mais? Dez Razões Pra Ouvir.

01 – Família: Cada vez mais o rock mostra que ter o mesmo sangue faz bem a uma banda. Diversas bandas, tais como o Oasis, Paramore, AC/DC, My Chemical Romance (já citados aqui no Dez Razões) e Radiohead. O 30 Seconds não foge à regra. Criada pelos irmãos Jared (vocal, guitarra e programing) e Shannon Leto (bateria) em 1999, a banda tem atualmente o baixo de Tomo Milicevic, que foi convidado para entrar na banda quando Matt Wachter saiu, e que já era fã dos 30 seconds. A banda também já contou com a guitarra ritmica de Solon Bixler.

02 – Estamos a 30 segundos de marte?: Pensar neste nome para uma banda só poderia trazer no mínimo uma curiosidade interessante. Jared e cia. dizem que o nome da banda saiu de uma tese de Harvard, que fala sobre o crescimento exponencial da tecnologia e da dificuldade de reter as milhares de informações que nos são passadas por segundo. O nome definiria a música da banda, de forma básica e direta. Para Jared, o nome “É uma frase lírica, sugestiva, cinemática, e muito imediata. Tem um senso de distinção. O conceito de espaço é tão irresistível e abrangente, eu duvido que exista uma musica escrita que não seja relacionada a ele”. No mínimo profundo não?

03 – Rápido e intenso: É assim que se pode definir o som da banda. Um rock progressivo, alternativo, de dimensões profundas e impactantes. Mas para começar a tocar a banda, que iniciou seus trabalhos em 1999 demorou um pouco para aparecer. Apenas em 2002 foi que o álbum “30 Seconds to Mars” foi lançado. O álbum foi inteiramente produzido pelos irmãos Leto e os singles “Capricorn (A Brand New Name) e “Edge Of The Earth”, primeira e segunda faixas do álbum respectivamente. As faixas deste álbum falam mais da preocupação de Jared com seu próprio mundo. Sombrio, confuso e por vezes, assustador.

04 – Um clube de fãs: Sim, têm um clube para os seus fãs. É o Echelon, um grupo de “Street team” formado para promover a banda. A palavra Echelon significa “formação de tropas” ou “ataque de ondas”, e é um termo militar, também utilizado por Napoleão nas grandes guerras napoleônicas. Echelon é também o nome de uma das músicas do primeiro álbum da banda, que trás na letra momentos de amor e de ira como nos versos: “Again and again and again and again / I see your face in everything” e “What’s with this circumstantial consequence? (consequence) / Find oversight before this night will ever rise again” num som que mescla guitarras pesadas e momentos onde a voz do vocalista domina toda a música. Outro grupo de fãs/ divulgadores da banda é o “The MARS army”.

05 – Símbolos e mistérios: A logomarca da banda é formada por um conjunto de símbolos e o significado deles jamais foi revelado por nenhum dos membros da banda. Algumas suspeitas dizem que os símbolos representam o nome da banda, escrito em hieróglifos. O primeiro símbolo seria um 3 ao contrário, representando o 30, o segundo, um círculo apontando para o sentido contrário do relógio, representando os segundos, o terceiro símbolo parece mostrar um 2 em romanos, também invertido, (no inglês de “two” para “to” que têm o mesmo som) e o 4º símbolo seria o desenho de marte, onde os dois pontos representam as duas luas do planeta, Phobos e Deimos. Mas não é só a logomarca que tem suas simbologias e mistérios. A guitarra de Jared foi desenhada por ele mesmo e é um modelo customizado feito por McSwains Guitars. Tem o desenho de um Grypho (um leão com cabeça de pássaro e asas).

06 – Ator no palco e fora dele: Além de ser performático em suas apresentações com o 30 Seconds, Jared Leto tem uma carreira de ator anterior à carreira da banda. Ele já atuou em mais de 15 aclamados filmes, como Réquiem Para Um Sonho, Clube da Luta, Alexander, por exemplo. A carreira de ator fez com que o lançamento do álbum “A Beautiful Lie” fosse adiado por quase dois anos, mas não é considerada um problema para nenhum dos membros da banda. Maravilhoso no palco e fora dele, o nosso Jared não?

07 – 40 músicas e uma turnê: Pois é, foi durante uma turnê que a banda fez pela África do Sul em agosto de 2005 que Jared escreveu 40 canções para compor o novo álbum do 30 Seconds. O álbum, que foi gravado em 5 países diferentes, trouxe para os fãs apenas 12 destas canções, mas elas são muito mais profundas que as canções do primeiro álbum. O amadurecimento é visto em cada uma das canções do álbum, que falam de dor, paixão, alegria, amor, honestidade e brutalidade também. É uma saída do próprio mundo.

08 – The Kill: Não dava pra deixar esta música de fora. Se ela é uma razão para você ouvir 30 Seconds To Mars não é apenas pela profundidade de sentimentos que expressa, nem pela perfeita conexão que a melodia, o ritmo, e o instrumental fazem com a voz de Jared. Ela levou a banda a ser nomeada para o Video Music Awards, ganhou o MTV2 Awards, ganhou o Fuse Chainsaw Awards como clipe inspirado em filme (o clipe foi inspirado no longa “O Iluminado”) e deu a Jared o prêmio de “Príncipe das Trevas” por sua atuação no clipe, onde ele concorreu com Gerard Way do My Chemical Romance. Além disto, a versão acústica da música ganhou a participação especial da cantora Pitty e apesar de perder a agressividade da melodia inicial, não deixou o encantamento da letra se perder. Os prêmios de “Revelação do Ano” e “Melhor Single” também foram faturados pela banda graças à “The Kill” e boa parte dos fãs atuais da banda começou a escutar a banda graças a este som. Sim, uma música tem o poder de fazer uma banda aparecer.

09 – Show no Brasil: Terras tupiniquins já receberam o 30STM. foi em 21 de outubro de 2007, no antigo Tom Brasil. A apresentação, apesar de não ter muita divulgação na mídia, encheu o Tom Brasil e foi bem vista pela crítica, que elogiou o espetáculo e o poder que o 30 Seconds mostrou naquela noite, enchendo uma casa como o Tom Brasil mesmo sem alarde. Show a parte foi a performance dos irmãos Leto em seus instrumentos sintetizados e toda a infra que ambientou a casa de shows.Impressionaram!

10 – Preparativos para o terceiro álbum: Preparem-se! O terceiro álbum do 30STM está por vir. Sim, o boato existe e ganhou mais força quando a revista Kerrang, de janeiro deste ano, publicou uma nota contando o caso. Nada foi confirmado ainda pela banda, mas há muitos fãs esperando.

Sim, agora você quer mais informações não é? A comunidade brasileira da banda no Orkut conta com espaço para discussão onde vários fãs debatem tudo o que você possa querer saber sobre o 30STM, além de ter sido importante fonte de informação desse Dez Razões. Eles estão no My Space também (www.myspace.com/thirtysecondstomars). Outras informações podem ser vistas no site oficial (www.thirtysecondstomars.com).

Publicado originalmente no site MundoRock.net em agosto de 2008

Dez Razões pra Ouvir – Coldplay

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Quem ainda não ouviu o fantástico “Viva la Vida” ou ao menos soube da existência do novo do Coldplay precisa se atualizar melhor no mundo da música. Mas quem ainda não ouviu falar em Chris Martin e Cia. está mesmo precisando rever os seus conceitos. Fato é: os quatro universitários que formam o Coldplay, Chris Martin (vocal / guitarra / piano), Jon Buckland (guitarra solo / vocais de apoio), Guy Berryman (baixo / vocais de apoio) e Will Champion (bateria / vocais de apoio) cada um no seu estilo e com suas influências formam uma das melhores bandas inglesas da atualidade. Banda de cabeceira da Rakky, esses quatro meninos com certeza nos dão muito mais que Dez Razões Pra Ouvir. Mas vamos lá porque se eu não conseguir te convencer com Dez, ninguém mais vai conseguir.

1. Igual mas diferente: Que banda de rock não começa bem de baixo? Se você responde a esta pergunta com “Nenhuma, afinal, todas as bandas boas que eu conheço já foram bem pequenas”. Pois é, iguais a todas as outras, os quatro garotos do Coldplay começaram bem de baixo. Eles se conheceram na faculdade, pra ser mais precisa na University College London, em 1996. Chris sempre quis formar uma banda e já havia participado de outros projetos, mas quando conheceu Buckland esse projeto começou a se firmar melhor em sua mente. Tempos mais tarde, os dois conheceram Berryman e começaram a fazer alguns shows. Os três formavam o “Pectoralz”, que depois viria a ser o “Startfish”. O último a entrar na banda foi o baterista Champion, e é esta a formação que permanece até hoje. Dois anos se passaram (de 96 a 98 ) para que o Coldplay finalmente nascesse.

2. EP´s e Parachutes: Depois de ter a formação completa, os ingleses do Coldplay começaram a trabalhar em suas primeiras músicas e lançaram, em 1999, o EP Safety. Por falta de recursos, os garotos lançaram apenas 500 cópias desse trabalho, mas depois de distribuídas entre amigos, familiares e gravadora, acabaram se transformando em apenas 50. O primeiro single da banda “Brothers & Sisters EP” foi lançado logo em seguida pela gravadora Fierce Panda que se interessou pelo trabalho dos garotos. Outro EP lançado na época foi “The Blue Room”, dessa vez pela Parlophone, e teve tiragem de 5000 cópias, um avanço considerável. Graças a estes trabalhos, o Coldplay começou a tocar em vários festivais de música e em 2000 lançou o álbum “Parachutes”, que tinha uma venda esperada de 40 mil Cd´s. De julho a dezembro daquele ano, o álbum vendeu mais que 1 milhão e 600 mil cópias só na Grã-Bretanha e as músicas “Yellow” e “Trouble” ganharam o gosto das rádios de toda a Europa. Rápido e impactante, o som do Coldplay ganhava cada vez mais admiradores.

3. Um Multi-instrumentista: O Coldplay tem além de Chris Martin, o garoto das guitarras, vocal e piano, um multi-instrumentista. Este é Will Champion, baterista da banda, que aprendeu a tocar bateria apenas para integrar o Coldplay. Will sempre teve o apoio da família para se dedicar à música e tocava desde pequeno violão, baixo, piano e até flauta irlandesa. A dedicação à música o levou a desenvolver grande talento vocal, exibido também nos vocais de apoio do Coldplay. Para não desmerecer ninguém, preciso também dizer que Jon Buckland antes de entrar para a banda e até hoje, sofre grande influência de Eric Clapton e Jimi Hendrix, os melhores do mundo para ele e que Guy Berryman, antes do Coldplay, participava do Time Out e fazia Engenharia, por influência paterna. Depois de conhecer os garotos do Coldplay e entrar para a banda, ele mudou para arquitetura, e depois, definitivamente largou a faculdade para se dedicar à banda, tendo sido o único a fazer isto. Outra curiosidade em relação a Guy é que ele apesar de ser canhoto, toca o seu baixo de maneira destra.

4. A mais explícita declaração de amor: Não dá pra falar de Coldplay sem dedicar um tópico especial à melhor música dos últimos tempos, em minha humilde opinião, Yellow. A canção exibe sentimento em cada uma de suas palavras e em versos como “Do you know? For you I’d bleed myself dry” e “Your skin, oh yeah, your skin and bones, Turn into something beautiful”. A suavidade instrumental que acompanha toda a música e o emocionante final: “Is true… look how they shine for you…. look how they shine for you… look how they shine for…” misturam a doçura da voz e a agressividade de guitarras, num misto perfeito. A canção ajudou o álbum Parachutes a ganhar prêmios como o Brit Awards, o New Musical Express e um Grammy, como Melhor Álbum Alternativo! Conhecer Coldplay e não conhecer “Yellow” é quase um pecado capital.

5. Apoio a causas políticas: O lançamento do álbum “A Rush of Blood to The Head” também marcou o inicio das ações de apoio do Coldplay a causas políticas. Os garotos passaram a advogar pela campanha “Make Trade Fair” da Oxfam e pela Anistia Internacional entre outras. Participaram depois de projetos de caridade como o famoso “Live 8” e o “Teenage Câncer Trust”. O álbum tem em seu encarte indicações para sites de entidades assistencialistas como o “Green Peace”, o “Future Forest” e o “Planet Save”, entre outros. “A Rush of Blood to The Head” também marcou o terceiro ano da carreira de uma banda que já tinha diversos hits e trilhava um caminho maravilhoso perante o público e a mídia. Não foi a toa que o álbum ganhou dois prêmios Grammy seguidamente, em 2003 e 2004. Toda essa energia positiva já lhes dava gás para viajar o mundo em uma turnê. E foi isso o que eles fizeram, para a alegria de todos, inclusive nossa!

6. Brasil, Brasil: Sim, sim, sim, eles já estiveram duas vezes por nossas terras. A primeira foi na turnê do “A Rush…” como acabei de citar. Esta turnê foi de julho de 2002 a setembro de 2003 e a partir dela também houve a gravação do primeiro DVD da banda, nomeado simplesmente “Live 2003” e gravado em Sydney, Austrália. A segunda passagem da banda pelo país foi em 2007, com o comportado “X & Y”, e o veto de Chris à venda de bebidas alcoólicas durante os shows, o que deixou alguns cervejeiros de plantão revoltados. Mas nada tirava o brilho do Coldplay no palco e as apresentações em São Paulo reuniram milhares de fãs cada vez mais encantados pela performance dos quatro ingleses.

7. O yin yang misterioso do Coldplay: Acertou aquele que imaginou o “X&Y” como a minha próxima razão para ouvir Coldplay. O álbum, lançado em 2005 significa para Chris Martin uma analogia entre os pontos altos e baixos da vida e de seu dia a dia. Em entrevista a uma revista americana, Martin disse: “É um jeito mais legal de se dizer ying e yang. Todo o meu dia é uma mistura de otimismo e pessimismo em suas formas mais extremas. E é isso o que ‘X & Y’ significa para mim. São dois lados. Eu gosto do fato de essas letras serem tão fortes, tão claras, linhas muito duras. Fica ótimo quando você escreve. E fica ótimo quando você vê a arte do disco. É demais. Eu posso dizer isso porque fui eu que fiz”. E é assim mesmo. Basta ouvir o single “Speed of Sound” ou a romântica “A Message”, que não apareceu nas rádios, para saber que Chris estava certo em sua definição. Prova da competência mostrada neste novo trabalho foi o número de vendas da primeira semana após o lançamento. Na Inglaterra, o álbum chegou a vender 464.471 cópias, ficando em segundo lugar no ranking da UK Álbum Chart, atrás apenas do Oásis. Esse sucesso também notado nos EUA com 737.000 cópias também na primeira semana após o lançamento. Outro dos mistérios envolvidos no álbum é a capa do CD, uma mistura de desenhos geométricos que os caras do Coldplay revelaram mais tarde ser uma mensagem conforme o Código Baudot, que foi uma das primeiras ferramentas telegráficas do mundo. A linguagem utilizada foi criada por Emile Baudot em 1874 e substituída pelo Código Morse em meados do século XX. No encarte do álbum há a linguagem completa de Baudot e utilizando-se dela os fãs podem decodificar as duas mensagens ocultas que o CD trás, na capa e na contracapa. Agora me diz que fã é que não vai querer comprar o CD original só pra decifrar a mensagem?

8. Proteção autoral: Ainda que tendo conquistado todo o sucesso que o Coldplay já demonstrou, os garotos ainda protegem demasiadamente seus sons do mau uso midiático. Eles permitem o uso de canções em campanhas, televisão e cinema, buscando sempre priorizar propostas de cunho social ou educativo, mas são extremamente inflexíveis quanto a propagandas publicitárias. Isto se deve a dificuldade que os quatro teriam em “vender” o significado de seu trabalho. Nas palavras de Martin: “Nós não conseguiríamos viver com isto. Seria como se vendêssemos o significado de uma música”. Assim, já recusaram contratos milionários de marcas como Gatorade, The Gap e Diet Coke para as músicas “Yellow, “Don´t Panic” e “Trouble” mas cederam “Clocks” para o trailer do filme “Peter Pan”.

9. Viva la Vida: O nome completo do álbum é “Viva La Vida Or Death And All His Friends” e foi inspirado por dois momentos específicos: a visão de um dos quadros de Frida Kahlo, famosa pintora mexicana, conhecida por pintar temas relacionados à cultra e folclore de seu povo, pela ousadia da obra, além de é claro, a turnê do Coldplay pela América do Sul, o que faz o nome “Viva la Vida” ser mais utilizado. Passeando por igrejas góticas de Barcelona é que o Coldplay encontrou a vocalização necessária para a utilização neste novo trabalho. O primeiro single “Violet Hill” já ganhou duas versões em vídeo, e a segunda mostra chefes de estado e políticos como George W. Bush, Tony Blair, Barack Obama, Fidel Castro e Hillary Clinton dançando ao som da música.

10. Dowloads e Internet: O Coldplay também descobriu a Internet. Tanto é que o som “Violet Hill”, do novo álbum “Vila la Vida” foi disponibilizado para download no site oficial da banda e baixado por mais de 600 mil pessoas. Antes disso, os garotos foram eleitos como “a banda mais popular da Web” pela BBC, em uma pesquisa com um software que analisava sites de relacionamento e discussão musical como a “Last FM”, o “Youtube”, o “iTunes” e o “MySpace”. E por falar em MySpace, os fãs de Coldplay que quiserem conhecer um pouquinho do novo álbum, bem como ouvir diversas músicas da banda diretamente na Internet, pode buscá-los no site e logo os encontrará.

Enfim, o Coldplay mostra competência, profissionalismo e qualidade em cada uma de suas aparições. Espero ter mostrado mais uma vez boas razões para incluir uma banda na playlist do seu PC, entre suas bandas favoritas, ou na lista de bandas que você carregará em seu Ipod.

Alguns links relacionados ao Coldplay:
http://www.coldplay.com
http://www.coldplay.uk
http://www.myspace.com/coldplay
http://www.lastfm.pt/music/coldplay

Publicado originalmente no site MundoRock.net em julho de 2008

Dez Razões pra Ouvir – Clã

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Imagine o Pato Fú. Certo, agora adicione algumas melodias mais pop, um pouquinho de vocal masculino em uma minoria de músicas, e um sotaque português. Pronto, eis o Clã. A banda que nasceu em Porto, Portugal nos mesmos anos noventa que trouxeram ao Brasil os mineirinhos do Pato Fú, junto a “Revolução Mineira” que invadiu as nossas terras, tem um pouco mais de história pra contar do que você pode imaginar. Dê um pontapé nas bandinhas padrão dos EUA e vamos juntos viajar a Portugal! Dez razões pra ouvir!

01 – Começo corajoso e demorado: Os Clã (como costumam se chamar) são a banda de Manuela Azevedo (vocal), Fernando e Hélder Gonçalves (baixo picolo / voz e bateria respectivamente), Miguel Ferreira (teclado / voz) e os Pedro´s Biscaia e Rito (baixo e teclados respectivamente) e nasceram em novembro 1992, num começo inusitado. O foco principal da banda eram as apresentações ao vivo, que trouxeram a banda o agrado do pequeno público que se aglomerava em suas apresentações, que começaram a ganhar fama em 1994. Somente em 95 eles assinaram contrato com a EMI e em 1996, quatro anos depois do começo da banda, é que foi lançado o primeiro álbum o “LusoQualquerCoisa”.

02 – Covers sempre ajudam: Pois é, o “LusoQualquerCoisa” trouxe uma pequena amostra da ousadia daqueles portugueses. O cover de “Give Peace a Chance” de John Lennon, cantado pela voz melodiosa de Manuela encantou o público, assim como o também cover “Donna Lee” do saxofonista Charlie Parker. O engraçado é que os covers dos famosos não tiraram o brilhantismo dos primeiros singles do Clã, “Pois É” e “Azar”, onde são misturados os sons de metais como o saxofone às vocalizações de Fernando e Manuela, para “dançar na pista até tombar”, como já diria a letra. Além destes, houve também o “I´m Free” de Mick Jagger e Keith Richards no segundo álbum da banda, o “Kazzo”, gravado em três semanas do conturbado (para a banda) ano de 1997. Um Clã corajoso e cheio de boa música pra mostrar saía de Portugal para o mundo.

03 – Premiações e reconhecimento: Banda Revelação, Melhor banda, Melhor canção e Melhor vocal feminino. Tudo isto num intervalo de menos de um ano, pelo Prêmio Blitz de 96 e 97. A melhor música, na opinião dos jurados foi “Problema de Expressão” do álbum “Kazzo” e Manuela, além de ter faturado o Prêmio Blitz, levou também o prêmio de “Voz Feminina Nacional” daquele ano. Depois deste festival, em 2001 “O Sopro do Coração” levou o Globo de Ouro como melhor canção e o álbum “Lustro” de 2001 voltou a levar os Clã para o Prêmio Blitz, novamente como melhor álbum. Não dá pra dizer que o Clã português não é premiado, não é mesmo?

04 – Portugueses de Portugal em terras tupiniquins: Eles já estiveram no Brasil e você não estava lá! Isto mesmo, eu também não estava, infelizmente, mas foi em 1997, na turnê do álbum “Kazzo”, onde eles percorreram toda a terra dos colonizadores, além de ir até Macau também. Aqui, a banda mostrou os já sucessos em Portugal “GTI (Gentle, Tall & Intelligent)”, “Problema de Expressão” e “Sem Freio”, alem da engraçada “Concurso do Método” e todos os principais sons da banda. Uma segunda passagem da banda pelo Brasil foi em 2006, já preparando o álbum “Cintura”. A banda fez uma versão de “Tortura de Amor” do brasileiro Waldick Soriano para a compilação “Eu Não Sou Cachorro Mesmo”.

05 – Homenagem aos Eternos: Foi em 2001. Além da turnê de lançamento do álbum de inéditas “Lustro”, lançado em 2000 e do qual destaco o som “O Sopro do Coração” que merece no mínimo umas 50 audições por sua melodia envolvente e sua letra mais que perfeita, os Clã participaram do espetáculo “Come Together” em homenagem aos quatro eternos garotos de Liverpool, os Beatles. Ao invés de cantar a esperada “Give Peace a Chance”, os Clã surpreenderam (pra variar) com versões maravilhosas de “A Hard Days Night, “Lucy in the Sky With Diamonds” e “Everybody’s Got Something to Hide”. A homenagem rendeu bastante popularidade a banda, e trouxe um novo público a escutá-los também.

06 – Um espetáculo à parte: Foi o “Afinidades”, que inicialmente seria um projeto como iniciativa da “Expo ’98”, desafiando vocalistas portuguesas para montarem um espetáculo para o qual deveriam apresentar um convidado. Manuela Azevedo chamou Sérgio Godinho, e o espetáculo montado mostrou novas versões das músicas do Clã e de Sérgio, com diversos convidados. O espetáculo foi tão bem aceito que resultou em 2002 no lançamento do álbum de nome homônimo, que reunia os principais sucessos em versões exclusivas. O álbum também foi uma homenagem a Sérgio Godinho, que naquele ano completava 25 anos de carreira.

07 – Filme: Bombando por todos os lados das terras portuguesas, o Clã foi convidado para encenar o seu primeiro filme, uma reflexão musical do clássico de Murnau “”Nosferatu – Uma Sinfonia de Horrores”. A iniciativa da “Odisséia de Imagens” da Porto contou com a participação da banda que acompanhou ao vivo com suas músicas, toda a encenação, numa leitura musical à la Clã.

08 – Livro: Para quem já havia encenado um filme, um livro já estava mais do que na lista dos novos objetivos dos Clã. A parceria decisiva do jornalista português Nuno Galopim fez este projeto ganhar corpo em 2006. Com o nome de “Curioso Clã” o trabalho trazia texto do jornalista com detalhes da carreira do Clã, alem de letras de diversas músicas da banda.

09 – Parceria com os colonizados: Nada faria mais sentido do que isto: juntar-se aos habitantes da colônia para agradar colonizadores e colonos! E assim o Clã fez, em parceria com Arnaldo Antunes, que é para os Clã “um poeta, é um escritor e um músico que nós admiramos já há muito tempo” e escreveu para eles “H2omem”, “Eu ninguém” e “Vamos esta noite” e é claro, com o Pato Fú, que convidou Manuela para gravar o som “Boa noite Brasil” do álbum Toda Cura Para Todo Mal e participou do álbum dos Clã, Cintura, lançado em 2007, no som “Amuo”. A parceria com a banda mineira fez tanto bem para ambas as bandas que até hoje uma e outra sempre se indicam para duos com as vocalistas Fernanda Takai e Manuela Azevedo. A ultima dessas indicações foi para a participação do Pato Fú, tocando ao vivo com o Clã no palco Sunset do Rock n Rio Lisboa, do ultimo dia 06 de junho. Sucesso absoluto para portugueses e brasileiros!

10 – Tira a Teima: Este foi o nome do single lançado em 2007, no espetacular “Cintura” sétimo álbum da banda. O single, que teve colaboração de Paulo Furtado, acompanha várias outras músicas que podem sem sobra de duvida agradar qualquer ouvinte atento. Além da já citada “Amuo”, o álbum traz “Fábrica de Amores” com teclados concentrados em gritar, junto a Manuela o seu sonoro”Tenho o paraíso em mim” e “Pequena Morte”, baladinha romântica para quem é capaz de morrer e ressuscitar por um novo amor.

Enfim, é isto. O Clã português espera por cada um de vocês, com suas melodias bem escolhidas, seu som diferenciado e sua fuga as padronizações. Para saber um pouquinho mais sobre estes portugueses maravilhosos, basta clicar em um dos links abaixo e se divertir:

http://www.cla.pt
www.clan-blog.blogspot.com
www.radiocla.blogspot.com
www.myspace.com/clamusic
www.myspace.com/clafanpage

Beijos da Rakky!

Publicado originalmente no site MundoRock.net em junho de 2008

Dez Razões pra Ouvir – Mallu Magalhães

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Ela é a mais nova sensação do rock nacional. Tem apenas 15 aninhos, várias composições próprias, toca e canta e é quase tudo em inglês. Nunca ouviu falar dela? Quer saber mais sobre a vida e obra da pequena? Dez Razões pra Ouvir!

01 – Começando cedo – Pois é. Ter 15 anos e já ser reconhecida em todo o país não é mole. Pra isso, Maria Luisa de Arruda Botelho Pereira de Magalhães, ou só Mallu Magalhães, teve que começar bem cedo. Ganhou seu primeiro violão aos 8 anos de idade e daí pra frente começou a tentar imitar os movimento do seu maior exemplo na vida…

02- Inspiração paterna – Claro! Papai é tudo! Foi ao som de “Leãozinho” de Caetano Veloso que a paixão musical da garota surgiu. Logo entrou nas aulas de flauta do colégio, indicadas pelo pai, coisa que ela odiava. Ela não conseguia entender e acompanhar as bolinhas pintadas nas partituras. Ela preferia tocar do seu próprio jeito, por isso, desde cedo resolveu ser autodidata. E conseguiu se sair muito bem.

03 – Influências – A menina é muito mais avançada do que parece. Já disse em várias entrevistas que “nasceu na época errada” e que “queria tocar com os Mutantes”. Pois é, Mallu tem o Tropicalismo como uma de suas influências, curte Bossa Nova, João Gilberto, Caetano Veloso, Cazuza, Los Hermanos, Rita Lee, Elis Regina e Vanguard. De fora do país, a garota cita Dylan, Elvis, Chuck Berry, Johnny Cash e a “melodia mediocre” dos Beatles. Calma, ela ama os meninos de Liverpool. Só os define assim porque ama a simplicidade que encontra neles, e acredita muito neste tipo de melodia. Lindinha né?

04 – Estilo Próprio – Quando alguém lhe pergunta que tipo de som ela faz, ela responde sem pestanejar: “Folkabilly” ou “Folk´n´Roll”. Não, você não leu errado, é assim que ela mesma define o som que faz. É que ela não quis se limitar a escolher um estilo musical para se definir, e correr o risco de não poder tocar algo que gosta, por não se enquadrar no estilo que ela adotou. E é essa “liberdade” como ela mesma chama, que lhe faz criar o próprio som, tal como o próprio estilo.

05 – É puro feeling! – Nada de suas músicas tem inspiração auxiliada pela teoria musical que aprendeu nas aulas de violão que começou aos 11 anos. Ela também não imita algo ou alguém. Ela sente, cria e toca. A teoria só a ajudou a aprender a tocar de ouvido, mas o resto, “sai tudo naturalmente”.

06 – Compondo em inglês – Ela não domina o idioma, mas usa o que sabe para escrever, pra fazer a sua música. É uma defesa para ela. E com estilo, a garota se defende: “Se você canta em inglês, a pessoa não entende na hora”. É uma forma de mostrar o que se está sentindo, sem se expor. Espertinha a garotinha não?

07 – Tchubaruba – Um sentimento. A única música que Mallu não fez pra ninguém retrata para ela a alegria. E é uma música pra todos, e pra ela mesma. Ela queria representar um sentimento bom, uma felicidade particular. Queria uma palavra fácil de entender. E ela conjuga o verbo pra dizer pra todo mundo sair “Tchubarubando” por aí.

08 – Fama e Estudos – Sim, ela estuda. E vai terminar os estudos sim. Não gosta muito da idéia, mas já que o seu pai paga, ela vê como obrigação continuar e dar o melhor de si. Depois da “fama inesperada” a garota mudou de escola, e foi para uma que não lhe tomasse tanto tempo. Afinal, ela quer continuar escrevendo, desenhando e fazendo as tarefas de casa nos intervalos entre ser a simples “Maria Luisa” e a cantora “Mallu”.

09 – Para o futuro – Ela não sabe ainda se quer mesmo ser cantora pra sempre. Pensa em cursar design gráfico na USP, e tem toda a moral pra isso! Curte a pop-art e fala em Hélio Oiticica, entre outros magos da arte. Realmente a garota sabe o que quer!

10 – Primeiro CD chegando – A garotinha pensa grande! Já está se preparando pra gravar o primeiro CD. A mocinha que já tem 25 composições próprias planeja gravar durantes as férias para não atrapalhar os estudos. Conciliar os shows com a escola não será fácil, mas uma menina que já tem tanto futuro com certeza vai se dar bem! Aguardemos!

E aí, tá curioso pra conhecer o “folkabilly” da pequena Mallu? É só entrar no MySpace da menina (www.myspace.com/mallumagalhaes) e conferir! E claro, se apaixonar também!

Publicado originalmente no site MundoRock.net em maio de 2008