Onde Estão?

Onde é que foi parar aquele caderno cheio de versos tristes que te faziam rir da sua adolescência?

E aquele pôster velho que você vai remendar de novo com durex para colar de novo na parede? De novo, pela milésima vez, em um cantinho diferente do anterior, em uma casa diferente da anterior, ou só na parede do outro lado do quarto.

Onde está o sol nas bancas de revista?

Onde estão as piadas simples que ainda fazem você chorar de rir, nem que seja por um minuto?

Onde está aquela guinada na rotina, que te faz dançar numa segunda-feira chuvosa, na pista ou no seu quarto, no meio de um turbilhão de pensamentos?

Onde está aquele amor de verão que foi rápido demais, mas foi intenso demais também?

Onde está aquela foto da formatura, que te traz tantas boas lembranças? E aqueles amigos da foto, onde estão?

Cadê aquele sorriso sincero que surgia no seu rosto só para quebrar o gelo numa conversa formal demais? E aqueles braços estendidos pra o abraço que a sua amiga tá precisando?

Onde está aquela felicidade pueril do novo disco, da nova banda, da nova música no seu tocador de Mp3?

Onde estão aquelas músicas que explicam o que você sente mesmo que você não tenha reparado nisso antes de ouvir a canção, naquele dia difícil?

As cordas antigas do violão empenado?

As carteirinhas de estudante do ensino médio?

O RG escolar?

E aquele disquete que tinha os emuladores dos seus jogos favoritos?

Aquela foto 3×4 do seu melhor amigo quando tinha 5 anos. Como ele está diferente, né?

Cadê aquela roupinha que sua mãe guardou do seu batizado?

A lista de músicas que tocou na sua primeira comunhão? O seu escapulário velho? Cadê a sua crença, sua religião?

Onde foi que você escondeu aquele colar que ganhou de presente da primeira namorada da quarta série? Ou a cartinha que mandou para aquele garoto que achava bonito no colegial?

Onde estão aquelas risadas da hora do almoço, daquele espaço que você achou que não podia lhe caber mais?

Lembra daquele diário em que você escrevia o que achava que seriam as músicas mais tocadas em 2015? As músicas que você escrevia e imaginava tocar? Onde foram parar essas lembranças?

Cadê aquele mapa do tesouro que você desenhou só pro seu amigo achar que você vivia numa casa antigamente frequentada por piratas?

E as bolinhas de gude do seu armário?

E as cartas de baralho?

O Jogo da Vida?

O Super Nintendo?

Cadê aquele patins que você herdou da sua prima e que tinha uma rodinha a menos, mas não importava, era seu brinquedo favorito?

E aquela bicicleta vermelho metálico que a turminha da escola invejava?

Onde é que você enfiou aquele kit de canetinhas que fazia todo mundo da sala tentar ser seu amigo?

E a sua foto com o professor favorito da turma na sua colação de grau?

Talvez cada uma dessas coisas esteja num armário velho.

Talvez nem na sua casa, na casa dos seus pais.

Talvez tenham ido para uma fogueira de mudança.

Para a reciclagem.

Para o lixo comum.

Talvez estejam tão bem escondidas que você nem saiba onde estão.

Talvez você nem lembre mais que elas existem.

Talvez elas nem existam, de fato.

Mas essas coisas formam outra coisa. Outra coisa que existe, que é importante e que está em algum lugar.

Essas coisas são você. E suas lembranças. E o seu jeito de ver a vida. Seus valores, seus anseios, seus sonhos estão espalhados em cada pedaço de memória que você conseguir rastrear. Com carinho, com ódio, com remorso, com amor.

Onde estão seus pedaços no mundo?

Torça para encontrá-los. Por todos os lados.

Anúncios

Das primeiras derrotas

 

 

Do alto dos meus quase 25 anos fui pela primeira vez a um parque de diversões. Para ter as tais diversões, que fique posto, pois já fui a um ou outro evento por aí em que havia um parque desses no cenário. E me diverti feito criança.

Acho que foi melhor não ter ido antes, porque talvez antes houvesse a frustração da falta de coragem em ir a todos os brinquedos, ou aquela coisa de não conseguir ter tempo pra tudo porque o ônibus da escola vai partir em breve e os amigos quiseram ir a outros brinquedos…

Enfim, um relato de como fui uma criança feliz a essa altura do campeonato seria um tanto idiota, mas o fato é que esse tipo de felicidade me fez lembrar a quantidade de “nãos” que recebi na minha infância. Rakky, você não vai ao Hopi Hari, você não vai ter o caderno da última moda, você não vai ser popular, você não pode isso, você não tem aquilo… Também percebi que foi exatamente essa quantidade de nãos que me fez buscar os “sims” da minha vida. Quer dizer, algumas das portas que levei na cara me fizeram ver que eu tinha oportunidades de abrir janelinhas. E dai? Tudo bem que eu entrei na corrida com três voltas de atraso, mas quem disse que eu não consigo o pódio?

Ninguém gosta de levar não. Ninguém gosta de perder. Mas acredito que por vezes as derrotas, os fracassos e as quedas são os únicos responsáveis pelos nossos próximos passos, rumo a alguma coisa melhor do que a tentativa anterior. São essas algumas das coisas que nos fazem crescer na vida, alcançar novos desafios, vencê-los ou ter forças para tentar de novo quantas vezes for necessário.

De qualquer forma, aqui fica uma dica e um lembrete: não deixe seu filho demorar tanto pra conhecer um parque de diversões.

Só pra dizer que este foi o dia mais feliz da minha vida!


Playcenter
Renata
Gabi
Skank
Milke
Fitinha
Fila
Munhequeira
Camarim
Camarim
Camarim
Henrique
Samuel
Haroldo
Lelo
“Como é o seu nome?”
Com dois K e Y
Abraço
Abraço
Abraço
Abraço
Foto
Foto
Autógrafo
Autógrafo
Abraço
Abraço
Abraço
Abraço
Milke
Show
Show
Show
Show
Show
Show
Shooooowwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwww
SetList
Skank
Skank
Skank
Skank

Definitivamente… a banda da minha vida!