Resenha – Os Miseráveis

CineOrna_OsMiseraveisÉ muito fácil falar bem de um filme quando ele é indicado e ganha premiações. Mas em minha defesa, devo dizer que só a resenha está atrasada, pois eu vi o filme na tarde em que ele ganharia o Oscar de Melhor Maquiagem.

Devo dizer que amo música (não que isso seja uma surpresa), mas que inicialmente me pareceu um pouco desconfortável a proposta de o filme inteiro ser cantado. Só após a conquista da liberdade por Jean Valjean, na primeira meia hora de filme, é que comecei a entrar de fato na história. E a partir daí, nada mais me dispersaria.

Victor Hugo escreveu uma trama brilhante ao retratar a França do século XIX e seu romance até hoje é alvo das mais positivas críticas. O mesmo deve-se dizer do trabalho excepcional do diretor Tom Hooper, visto em cada cena. A dor de uma mãe que precisa abandonar a filha trabalhando em uma mercearia, o sentimento de impunidade de um homem que viu sua vida arruinada por tentar fazer a coisa certa e precisou deixar de ser ele mesmo para tentar sobreviver, o amor surgindo em meio às batalhas e principalmente o sonho de liberdade representado em cada um dos jovens da barricada, que tentaram mudar seu tempo. E tudo isso lindamente cantado. Não dá para não ver, ainda que seja preferível esperá-lo sair em DVD ou Blu-Ray, já que apesar da tela de cinema ser incrível, a duração do espetáculo realmente faz o programa ser um tanto cansativo.

Os Miseráveis (Les Miserables)

País de Origem: EUA
Gênero: Musical
Tempo de Duração: 152 minutos
Ano de Lançamento: 2013
Site Oficial: http://http://www.osmiseraveisofilme.com.br/
Elenco:  Hugh Jackman, Russell Crowe, Anne Hathaway, Sacha Baron Cohen, Amanda Seyfried, Samantha Barks, Eddie Redmayne, Aaron Tveit, , Daniel Huttlestone, Cavin Cornwall.
Direção:  Tom Hooper
Nota: 8

 

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Filme: Avatar – mil razões para ver

Sim, estou atrasada.

Mas Avatar é incrível. É o tipo de filme que fica ainda mais impressionante visto em 3D, mas não perde nada de seu brilho em tela comum. É possívelmente o filme mais sensacional que já vi no quesito “animação digital”, tem uma cronologia espetacular, um bom elenco e ainda consegue ter uma história fascinante.

Jake Sully, ex-fusileiro, vai para Pandora, um planeta desconhecido, com uma missão: por meio de seu Avatar, ele deveria descobrir como tomar contato e ganhar a confiança dos moradores no novo planeta descoberto, para conseguir explorar as riquezas do mundo desconhecido.

Entre conhecer uma habitante do planeta, ser escolhido pelos elementos da natureza e ganhar a confiança de quase todos, se apaixonar por Neytiri , Jake se transforma: o durão ex-fusileiro, que fazia qualquer coisa para não se sentir apenas ‘mais um inútil na cadeira de rodas’ se transforma no novo Jake, preocupado em proteger aquele povo, aquela terra e aquele planeta da perversidade humana. Sem apelações, sem explicidades, a mensagem do filme reflete o egoísmo da raça humana com uma pitada de esperança de que ainda é possível haver um mundo melhor. Se não o nosso, um outro, quem sabe?

Avatar
País de Origem:
EUA
Gênero: Aventura / Ficção Científica
Classificação etária: 12 anos
Tempo de Duração:
166 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Site Oficial: http://www.avatarmovie.com
Estúdio/Distrib.: Buena Vista Pictures
Elenco: Sam Worthington, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Zoe Saldana, Giovanni Ribsi, Joel Moore.
Direção: James Cameron
Nota: 10

Filme: UP! Altas Aventuras – mais uma obra-prima da Disney/Pixar

Carl Fredricksen é um garoto de 8 anos de idade que sonha em conhecer o mundo e fazer da vida uma grande aventura. No meio dessa fantasia de criança está o astro inspirador, Charles Mans, o explorador que partiu com o seu dirigível “Espírito de Aventura” para o Paraíso das Cachoeiras. Assim como Carl, Ellie, uma garotinha cheia de sonhos, tem os mesmos sonhos. Carl e Ellie se conhecem assim, imaginando que o Paraíso das Cachoeiras é um lugar perfeito para se viver e sonhando mil fantasias. Eles crescem juntos, e esse gosto pelo inesperado, por tudo o que é novo, se transforma em amor. Os impedimentos de uma vida de casal, ainda que com o mais puro amor, impedem os dois de escrever o livro das aventuras de suas vidas. Depois de uma vida inteira juntos,  Ellie morre e Carl se transforma num velho sozinho e rabugento.

É óbvio que a história não acaba aí. Aliás, é aqui que tudo começa. Carl carrega a culpa de nunca ter conseguido levar Ellie para viver a aventura da vida deles, para encontrar o Paraíso das Cachoeiras, por mais que ele tenha feito de tudo para conseguir isso. Ao mesmo tempo, sua casa é frequentemente ameaçada por uma construtora que deseja transformar seu terreno em parte de um grande conjunto de apartamentos. Quando parece que tudo vai dar errado e que Carl vai perder a única coisa que realmente ainda tinha valor para ele na vida, a casa onde ele viveu muito feliz, ele dá um golpe de mestre: enche a casa dos balões que vendia no parque e a retira do terreno, fazendo de seu lar o dirigível perfeito para seguir viagem. O destino? O Paraíso das Cachoeiras, o sonho de infância. O que ele não sabia é que, sem querer, ia levar para essa viagem o pequeno Russel, um explorador da natureza que apareceu para ajudar e ganhar pontos para o clubinho de que participava.

Juntos, Russel e Carl vão viver as mais incríveis aventuras num lugar encantador, misterioso e perigoso, conhecer novos amigos e aprender que, perdendo ou ganhando, a vida tem que ser vivida com coragem e com valores. É o típico clássico da Disney / Pixar que  mostra para as crianças (e porque não para os adultos?) o verdadeiro valor dos mais puros sentimentos.

Enfim, UP é um filme de amor, de amizade, de ganhos e perdas, de aventuras, de vida. É uma pequena lição  de vida que emociona de verdade.

Confira o trailer:

Up – Altas Aventuras
País de Origem:
EUA
Gênero: Animação
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração:
96 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Estréia no Brasil: 04/09/2009
Site Oficial: http://disney.com/UP
Estúdio/Distrib.: Buena Vista Pictures
Direção: Pete Docter / Bob Peterson
Nota: 10

Comentário da Rakky: Vi esse filme três vezes. Chorei (MUITO) nas três oportunidades. É lindo!