Tenho Mais Discos Que Amigos =)

Calma gentem! Não tô querendo dizer que vocês lindos amiguinhos que frequentam esse blog não tenham importância pra mim, ou que meus CDs sejam mais significativos que amizades. É que agora eu sou a mais nova colaboradora do site Tenho Mais Discos Que Amigos, um portal de música super legal, com uma galera mó experta escrevendo profissionalmente sobre o mundo da música.

O site foi criado pelo Tony Aiex e tem o objetivo de compartilhar com o mundo como é legal ouvir e consumir música, além de saber o que bandas legais estão fazendo por aí e onde estão as inovações do ramo. Ou seja: é perfeito pra mim né? uhauahua

Encontrei esse achado da internet a pouco mais de seis meses e acompanho diariamente, porque tenho um tique nervoso com música sou extremamente vidrada no mundo musical. Aí, como tava lá sem fazer nada e pans, resolvi me convidar pra colaborar e pra minha surpresa o Tony gostou das besteiras que escrevo por aí e aceitou a colaboração, fazendo essa criança aqui ficar feliz pra caramba!

Enfim, CORRÃO lá agorinha pra conferir meus textos e os dos outros colaboradores, que são fodelões também. Adiciona também o site nos seus favoritos e segue nóis no Twitter e no Facebook pra saber das novidades, beleza?

Anúncios

Jornalismo: uma profissão humilhada

Peço perdão aos leitores que não são jornalistas, mas preciso dedicar esse espaço também a escrever sobre a minha humilde profissão. Humilde e humilhada. Após a não obrigatoriedade do diploma (que, em certos pontos, até acho adequada, mas esse é um debate para outro post) a profissão caiu em um profundo poço depressivo, ainda mais fundo aqui no Brasil. Não que antes do Gilmar Mendes ser o cara mais odiado por todos os jornalistas brasileiros ser jornalista fosse assim a coisa “mais incrível e maravilhosa do mundo”, mas as coisas têm piorado. Bastante.

Ah, é claro. Ser jornalista é fácil. Só tem que saber escrever e pronto. Poxa, todo mundo sabe escrever, então, todo mundo é jornalista. E não é só a galera das letras ou dos cursos da área de humanas que estão, assim, se “dizendo” jornalistas não. Agora até pra quem só tem Ensino Médio são oferecidas oportunidades intrínsecas à profissão rebaixada. As empresas estão esquecendo o valor que o jornalista tem, inclusive aquelas que têm por base essa profissão. Pense um pouco: quantas matérias mentirosas você já leu nos maiores veículos de mídia desse país? Quanta falta de apuração você já testemunhou? Até quem não está “por dentro” do mercado percebe, é muita patifaria, é muita traquinagem, é muita “barrigada”, pra usar uma gíria da profissão. Tudo isso é sim resultado dessa turma nova chegando, que não se preocupa com a apuração, que não tem interesse pela notícia, que não tem respeito pela profissão.

E os cargos e salários? Já vi anúncios de vagas de emprego em Belo Horizonte e em São Paulo que ofereciam vagas para repórteres e editores com salários de no máximo R$ 1.500 por oito horas diárias, ou seja, abaixo do piso salarial. E tem gente que topa, que se inscreve, que vai e que aceita porque é assim mesmo, não tem como, preciso sustentar minha família e por aí vai. E o que o sindicato faz a respeito? Nada. Preciso comprovar com um texto publicado em veículo de comunicação que sou uma jornalista para conseguir o MTB e isso demora de 5 a 10 meses. Como vou comprovar isso se não tenho a oportunidade de publicar algo em qualquer veículo sem ter o MTB? Claro, isso só acontece porque eu não tenho um “nome” ou um “QI” adequado né? É um ciclo vicioso e imoral. A turma do sindicato só está preocupada com o partidarismo, não há uma via de mão dupla, não tem gente para defender os dois lados de nada por lá. Que legal a profissão que presa pela imparcialidade ter como líder representativo de sua classe uma entidade extremamente parcial não é? E o debate? E a análise dos fatos?

E a galera que simplesmente se cadastra por aí e começa a escrever para sites e blogs como “jornalista”, desonrando a classe e a profissão? E os textos publicados sem qualquer visão do todo, sem critério, sem pensar, só porque “dá audiência”? E a galera que escreve errado em grandes veículos? E a pressa que faz com que mínimas revisões deixem de ser feitas? E a “invenção de notícias”? E quando não é invenção, mas o veículo simplesmente “esquece” de ouvir os dois lados da história? E os “presentinhos” de poderosos que fazem algumas investigações deixarem de ser feitas, ou a apuração não encontrar provas ou simplesmente deixar de acontecer? E para falar de veículos não impressos, vamos aos programas de TV que nivelam por baixo, por achar que seus telespectadores não têm “nível intelectual” para mais do que as baixarias que apresentam. E os atores e atrizes que viram apresentadores de telejornais ou de programas de TV só porque participaram do último reality show? E a falta de capacitação e retorno?

São tantas as perguntas que faço todos os dias que não consigo deixar de pensar se escolhi mesmo a profissão certa…

O Repórter do Século conta um pouco da história de um dos melhores jornalistas brasileiros

José Hamilton Ribeiro é um homem completo. Escolheu a profissão certa para si e fez do seu jornalismo uma das grandes referências nacionais à profissão, foi fundo em cada um dos temas que escolheu para reportar, exerceu a profissão em diversos meios de comunicação, sempre com a mesma paixão, a dedicação do jornalista realizado e é hoje um dos nomes mais lembrados quando o assunto é jornalismo de qualidade.

O livro “O Repórter do Século”, da coleção Vida de Repórter, exibe as 7 matérias de autoria de Ribeiro e de equipes com as quais trabalhou ganhadoras do Premio Esso, maior premiação do jornalismo nacional. Entre os extras da publicação, também estão duas reportagens sobre a externa mais famosa de Ribeiro: sua passagem pela Guerra do Vietnã, onde o jornalista perdeu a perna esquerda ao pisar em uma mina vietcong em um campo de batalha.

Com apresentação de Ricardo Kotscho, outro grande nome do jornalismo brasileiro, o livro também conta com um pingue-pong onde Ribeiro destaca as dez perguntas que mais lhe fazem em entrevistas, quadros com os dados dos ganhadores de Prêmios Esso nos anos em que Ribeiro foi premiado e a cronologia do jornalista até o ano de 2006, quando o livro foi publicado. A obra é de leitura obrigatória para todo jornalista / estudante de jornalismo, mas também é recomendada para aqueles que desejam conhecer um pouco mais da história do jornalismo brasileiro e de como as reportagens de revista eram mais completas num tempo que hoje não é mais possível de ser recuperado.

Jornalista… e agora?

O ano inteiro eu passei lutando para terminar o meu trabalho de conclusão de curso. Mesmo sabendo que depois disso eu ainda teria os 6 meses de adaptações com as minhas matérias do primeiro semestre (maravilhosa Universidade Paulista ¬¬), eu sabia que chegar a esse final seria super positivo. E foi. A Aline Fontes e eu tiramos a nota máxima, o Saúde pra Vida foi muito elogiado, a apresentação foi incrível.

Mas e agora? Sou uma jornalista, vou tirar o meu MTB em breve, já estou com uma pós-graduação na cabeça e… e o quê? O que é que essa formação me trás de novo? É a mesma sensação do “completar 18 anos”: você espera a vida inteira pelo aniversário que te dará de presente a maioridade, mas, quando ele finalmente chega, você não entende o porquê de ter esperado tanto por aquilo. É bem assim que me sinto.

Ser uma cidadã formada só trouxe a diferença de um papelzinho bonito à minha vida (que eu ainda nem tenho em mãos, diga-se de passagem). Minha família está super orgulhosa da primeira filha formada, meus amigos estão do meu lado super felizes também, é toda uma alegria imensa. Mas, o que há de novo? Só cheguei ao fim de mais uma jornada da vida, com um sorriso de vitória no rosto.

Agora é esperar o que ainda está por vir…

TCC = TEORIA DO CAOS CEREBRAL


Contando de hoje, tenho exatamente SEIS dias para entregar à banca de professores a primeira parte do meu Projeto Experimental – ou PREX para os mais íntimos. Neste momento, sinto que não consigo mais organizar bem minhas idéias, não tenho mais argumentos reflexivos e a minha capacidade de assimilação de conteúdos está precariamente reduzida. Tudo isso me leva a pensar algumas coisinhas:

  • Preciso MUITO MESMO de um calendário para organizar direitinho a minha vida daqui pra frente;
  • Estou só na primeira fase e já estou sem forças, o que será de mim quando a metade do ano chegar? E o fim do ano chegar? Será que vou sobreviver?;
  • Preciso de energéticos pra me manter acordada o máximo de tempo possível;
  • Preciso ler MUITO;
  • Quero dias de 35 horas!

Bom, acho que é isso. Num próximo post, quando houver mais tempo hábil, explico direitinho o meu projeto e aí, vou contar com a ajuda dos meus queridos leitores para sugerirem coisinhas interessantes, ok?

[perdão se este texto parecer algo de segunda série… não estou com cabeça, juro!]

Pedaços de Notícias

Do último fim de semana pra cá algumas coisas curiosas aconteceram. Outras legais. Todas válidas.


Algumas delas:
– Finalmente saiu a primeira edição da Revista The Wall (foto) revista on line voltada para o rock´n´roll. A matéria de capa é uma construção sobre a banda Coldplay, a que mais vendeu CD´s em 2008 e as razões para tamanho sucesso. Sim, eu assino a matéria. Recomendo que vocês cliquem imediatamente no link acima e pelo amor de Deus devorem a revista, que está inteirinha fantástica! 

– O programa Tô no Palco apresentou no último domingo a primeira edição do “Coisa de Fã”, um especial que pretendemos fazer com fãs de diversas bandas, para contar suas histórias e loucuras por seus idolos. A coisa foi tão bacana desde a idéia que eu tive que, logo de cara, apresentar a minha nada conhecida paixão por Skank. E foi maravilhoso. 

– “O Curioso Caso de Benjamin Button” é um filme que precisa ser visto. Logo vou postar uma resenha dele aqui, mas eu recomendo, é d+.

– Primeiro dia na faculdade. E começar o ano lendo Machado de Assis não é exatamente o que um jornalista programa, mas quem disse que eu preciso fazer o que um futuro jornalista programaria? Não, não li em sala. Mas farei mais visitas à biblioteca da faculdade. Depois que eu terminar, os “Contos Escolhidos” do meu amado Machado de Assis darão outra boa recomendação aqui.

Este é um post curto, mas logo tem mais.

Boa Semana a todos!