Jorge, Amado e Universal

Jorge Amado e UniversalA partir de hoje, 17/4 e até 30/6  o visitante do Museu da Língua Portuguesa poderá entrar em contato com a vida e a obra de um dos mais queridos e universais escritores brasileiros. Jorge Amado teve o dom de escrever sobre sua gente bahiana, seu cotidiano no interior do sertão e de encantar o mundo todo com suas mais diversas personagens, fosse o bebarrão Quincas Berro D´água, que até depois de morto foi tomar seu “mé” com os amigos, ou a D. Flor em seu impasse entre a fidelidade e a felicidade, ou ainda os meninos da praia imortalizados em Capitães da Areia.

Jorge Amado e UniversalA exposição não traz nada disso e mostra muito mais da vida e do dia a dia de Jorge Amado, que além de jornalista, foi romancista, dramaturgo e até político. Numa mistura de costumes e tradições bahianas com a história do autor, a mostra reúne um pouco da história não conhecida do autor, além de suas principais obras, curiosidades, cartas escritas para ele (de Monteiro Lobato à Yoko Ono), uma linha do tempo com as principais atividades do escritor e até peças de seu vestuário.

Jorge Amado e Universal

A preparação para transformar o primeiro piso do Museu da Língua Portuguesa com a cara de Jorge Amado não foi nada fácil. Foram usadas 8 mil fitas do Nosso Senhor do Bonfim personalizadas com nomes de personagens criados por Amado, 1.800 garrafas de 2 litros de azeite de dendê, 4 sacas de cacau, além de mais de 600 imagens, 80 documentos originais, 110 livros e 243 placas de cronologia.  A curadora da exposição, Ana Helena Curti, explicou o excesso da obra em entrevista ao Portal IG: “Jorge Amado foi quem mais escreveu, mais foi traduzido, mais foi premiado. Se ele é superlativo, então a mostra também é. A maioria das pessoas já assistiu a alguma adaptação audiovisual da obra de Jorge Amado. O visitante trará essas impressões consigo, mas esperamos que ele possa somar novas informações e imagens a essas que já possui”, declarou.

A visita vale a pena não só para conhecer um pouco mais de Jorge: é pra conhecer um pouco mais da Bahia, é pra conhecer um pouco mais do Brasil que ela realmente vale.

Jorge Amado e Universal

Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/nº) – tel: (11) 3326-0775
Data e horários: De 17/4 a 22/7 – 10h às 17h
Ingresso: R$ 6 (entrada gratuita aos sábados) 

Resenha – Hamlet

Estou revendo meu e-mail antigo para excluí-lo definitivamente e tenho achado muitos trabalhos antigos. Um deles é essa resenha, que resolvi publicar aqui só porque ainda não tinha feito isso… 

Hamlet é o jovem príncipe da Dinamarca, revolto com a atual situação em seu lar: seu pai mal completara um mês de falecimento e sua mãe já havia celebrado uma nova união, com seu tio, irmão de seu pai. “Os assados do velório puderam ser servidos como frios na mesa nupcial” registra, revoltado. Mas muito mais que esta união repentina atormentava, e atormentaria o jovem príncipe.

A intrigante aparição do velho rei morto em forma de fantasma aos guardiões do castelo leva Hamlet a querer saber o que atormentava a alma do rei a ponto de aparecer como fantasma. O rei apareceu a seu filho tal como na guarda, e lhe revelou sua “causa-mortis”, um envenenamento causado por seu irmão, Claudius. Aquilo seria o suficiente para dar vida a um dos maiores clássicos do inglês Shakespeare.

O jovem arquiteta um plano para revelar a todo o reino a infâmia da morte de seu pai. A trama tem seu ápice quando o jovem trama uma peça de teatro com enredo parecido com o do fim de vida de seu pai, para verificar a culpa do novo rei da Dinamarca, revelado pelo mal estar de
Claudius ao rever a cena, que lhe era tão familiar. A vingança que o rei Hamlet confiou a
seu filho era por ele tão visada, que foi razão até da renuncia ao amor de Ofélia, sua
amada. Hamlet também passa a ser visto como louco. O enredo se encerra após a vingança
de Hamlet ter acontecido, mas vindo junto a sua morte a de toda a família real.

Hamlet é autor de algumas das principais citações Shakesperianas. “Há mais coisas
entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia” e “Ser ou não ser, eis a questão entre
outras. As dificuldades que se pode haver ao ler teatro são afastadas pelo prazer da grande
obra de Shakespeare, conduzida com a força e a vitalidade do autor. Uma leitura saborosa e
única.

Nota: 10

Literatura em Todos os Papéis

Pois é gente!

O blog http://www.raquelline.wordpress.com vai virar meu portifólio. Aliás, meu “blogfólio”.

Esta era uma matéria interessantérrima que eu havia postado lá. Leiam! =D

É o fim!

Aliás, não é o fim não! É o começo de tudo!

Estava Rakky lendo normalmente a edição de segunda feira da Folha On line quando se depara com a seguinte manchete: “Empresa lança papel higiênico literário na Espanha”. Não… seus olhos não te enganaram. E os meus também não. Segui o link imediatamente para saber mais e me deparo com um lançamento inédito, exclusivo e fantástico! O papel higiênico “lível”.


As folhas contém obras literárias de autores conhecidos, e que não cobram por seus direitos autorais. A empresa criativa (Empreendedores) está aberta a novas parcerias para obras. O papel custa aproximadamente R$ 10 e você pode escolher a cor do papel e a obra que quer ler.

Agora pensem nisto daqui a alguns anos…

Com certeza a obra por rolo de papel higiênico ficará mais barata, mais pessoas terão acesso e a cultura será melhor divulgada!

Imaginem a extinção do papel higiênico comum e a implantação definitiva do papel higiênico literário, nova sensação mundial, que tornará todos os seres humanos mais cultos através do gosto pela leitura sem compromissos!

Sem mais divagações… que bom seria se isto fosse mesmo real

{Links pra você que pensa que a Rakky está mentindo!}

Site Oficial do Papel Higiênico Literário

Notícia na Folha