Abril passou em branco…

… não suas flores!

flores de abril

Estrada de fazer… o sonho acontecer! 

Anúncios

Resenha – Os sonhos não envelhecem – Histórias do Clube da Esquina

Capa_Sonhos_23x21cm.indd

Se você não sabe absolutamente nada a respeito da esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis, em Santa Luzia, Belo Horizonte, amigo, existe uma falha gigante em sua formação musical, principalmente no que diz respeito à música de qualidade, feita aqui no Brasil, nos anos 70.
Felizmente para preencher esse buraco existem as memórias de Márcio Borges, um dos participantes mais ativos do movimento musical mineiro que ficou conhecido como “Clube da Esquina” e que fez diferença no Brasil setentista.
Márcio foi o primeiro parceiro de composições de Milton Nascimento. O primeiro a perceber que aquela voz, aquele jeito de tocar violão, aquele sentimento não era coisa banal, que qualquer um podia fazer. E foi o primeiro a insistir com o amigo que seria famoso, mas que era só o Bituca naqueles tempos, que ele deveria se enveredar pelo caminho da música, porque ser datilógrafo (escrevente!) não era o caminho certo pra ele.
Essa talvez seja uma das mais importantes menções a se fazer ao livro. Não é escrito por alguém que pesquisou a história, tão pouco pela ótica do protagonista: Márcio estava lá, como ator principal, como coadjuvante, participante ativo de todas as influências e dos momentos que fizeram a história acontecer. Ele viu o roteiro ser escrito, deu seus pitacos, ajudou, moldou. Ele estava lá quando seu irmão, Lô Borges, cresceu e virou parceiro musical do melhor amigo, estava lá quando Bituca decidiu fazer música, incentivou essa decisão depois de 3 sessões seguidas do filme “Jules at Jim”, teve uma pontadinha de ciúme quando Milton começou a descobrir outros parceiros musicais como Fernando Brant e Ronaldo Bastos. Mas acima de tudo: além de ver a história acontecer na frente de seus olhos, Márcio teve a sensibilidade de colocar tudo isso no papel, em uma ordem que não é cronológica nem assimétrica: é a ordem em que as lembranças e as conversas vinham à mente. A ordem que o coração do mineiro quis que fosse.
Os sonhos não envelhecem mesmo, afinal. Apesar de essa história ser antiga, sempre haverá novos clubes nas esquinas e calçadas, sempre haverá amigos do original clube, sempre haverá memória. Que o clube da esquina de Santa Luzia fique com cada novo leitor, como ficou comigo.

As flores de Abril

flores A1

Abril é geralmente um mês lindo.

Sim, é o mês em que faço aniversário, por isso é bonito de qualquer forma, porque eu adoro celebrar aniversários. Mas desde abril de 2010 isso tem sido um pouco diferente porque, por mais que eu tente celebrar e fazer as coisas ficarem bonitas, sempre havia uma razão, mas forte que todas as outras, para que houvesse um quê de dor intransponível por aqui.

Mas neste mês eu decidi que tudo seria diferente.

Eu me programei para que cada dia de abril de 2013 tivesse uma coisa boa pra lembrar, uma celebração. Eu decidi que eu não ia ver as coisas ruins que acontecessem, só o que tivesse o bem, só o que fosse bom. Decidi que faria tudo dar certo.

E fiz.

Fiz milhares de coisas que eu tinha muita vontade de fazer e um pouco de receio, fiz uma viagem incrível, tirei férias, busquei fazer só o que eu gosto, busquei pensar que tudo o que pudesse me deixar triste não existiria, e que só coisas positivas poderiam acontecer. E eu percebi que foi exatamente assim.

Sem autoajudismos, mas quando a gente quer, a gente faz acontecer. E foi exatamente o que eu fiz. Escolhi abril para ser um mês perfeito e todos os dias dele só tiveram flores, coisas belas, canções e sorrisos.

E foi aí que eu me dei conta da melhor parte: o bom e o ruim é aquilo que você quer, que você carrega consigo. Não é um mês de pensamentos positivos, não é um dia de coisas belas, não é um acontecimento feliz: é você.

Tudo o que você deseja vai acontecer, se for do fundo do coração e se for bom.

E pra mim não vai ser só abril: vai ser a vida inteira.

Desafio: olá “um leitor”, encontre todas as referências musicais presentes neste post e ganhe uma colher de doce de leite!

Uma música, um cantor, um compositor… uma obra de arte

A Ísis Sartori me fez lembrar de uma música incrível que há muito não ouvia… porque é que eu esqueci esse poema cantando?

Quem sabe isso quer dizer amor

Composição: Márcio Borges e Lô Borges

Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo à frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira

Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem, desejos vitais
Pequenos fragmentos de luz

Falar da cor dos temporais
Do céu azul, das flores de abril
Pensar além do bem e do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer

Pensei no tempo e era tempo demais
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça

Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar

Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar,
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer