Oh, Minas Gerais!

BHBom, como eu já disse por aqui, Abril foi um mês lindo. E uma das coisas que o fez mais lindo foi uma viagem que fiz para Minas Gerais.

Ok querido um leitor, você me conhece um pouco. Sabe que quando se trata de Minas Gerais eu sou uma completa apaixonada, certo? É a música (que vai quilômetros além de Skank), é a história, é a cultura. É o jeitinho lindo do povo de ser incrivelmente receptivo e companheiro, é a história por baixo daquela terra, é o cheiro do campo e das folhas que você sente até na Afonso Pena, em BH, a Av. Paulista deles. São as deliciosas comidas, o tradicional queijo, o pão de queijo, o doce de leite. E aí eu decidi conhecer melhor esse pedaço de chão que tanto me inspira e que tanto me faz bem. E não foi surpresa voltar de lá querendo ser mais e mais mineira.

Belo Horizonte foi meu destino inicial. E que cidade linda! Ela tem todas as qualidades e os defeitos da São Paulo da loucura, mas tem uma beleza não explicável. Sua Praça da Liberdade é tão simples e tão bela que não dá para descrever: tem que ir ver. O centro, as pequenas pracinhas e igrejas ao redor de escolas, a mistura do clássico com o moderno de Niemeyer, o Museu de Artes e Ofícios. Os encantos do Mercado Central e os lugarzinhos escondidos na infinita Rua da Bahia, que cruza a do Espírito Santo, a do Rio de Janeiro. O borbulhante comércio local e a barulheira do trânsito infernal estão lá. Mas a tranquilidade de uma vista para toda a cidade, o ar puro e a beleza também.

Fui recebida com um stand-up. Fui à Esquina do Clube, ao Bolão, ao Museu de Artes e Ofícios e a diversos pontos turísticos. Recomendo demais a visita ao Museu das Minas Gerais, que conta a história do Estado de um jeito que eu nunca tinha visto. Dá para passar um dia inteiro por lá e ainda assim não ver tudo (eu tentei!). É claro que fui ao Estúdio Máquina e, obrigada de novo Equipe Skank, por sempre me receber e me tratar tão bem, mesmo sabendo o quão pé no saco eu posso ser! Enfim, me despedi de BH com uma taxista achando que ia levar um “rack” no porta-malas e concluí que só lá eu passaria dias tão lindos.

Mas a viagem ainda não tinha acabado.

Ouro PretoDepois de BH o plano era conhecer parte das cidades histórias. Ir a Ouro Preto, Mariana, passar por Congonhas e Tiradentes no mínimo e se desse, ir à Diamantina. Tudo isso ficou para outra viagem no momento em que pus os pés em Ouro Preto. Eu já sabia que seria amor à primeira vista desde o planejamento do roteiro. Mas não dava para prever a emoção de pisar ali.

A cidade é inteira um museu. Todas as belezas de suas ladeiras, morros, casinhas e igrejas pode ser contemplada de qualquer lugar em que você esteja. É como se você estivesse pisando num gigante cenário de um filme de época, vivendo 1800, 1700 de novo. A beleza e o cuidado das construções restauradas, as casinhas com formato antigo, o “museu vivo”, que em pequenas plaquinhas explica a história da cidade para os turistas desprevenidos. A igreja do Carmo, a de São Francisco, a do Pilar, todas elas (visitei quase todas). Não dava para “só dormir” por ali. Eu precisava conhecer o comércio, os habitantes, as igrejas, os museus, os pontos turísticos e a vida da cidade, as pessoas, as árvores que escondem da paisagem a Universidade Federal de Ouro Preto (que tem arquitetura moderna e que “não combina” com a histórica fachada. Fiz apenas o passeio de Maria Fumaça até Mariana e, antes mesmo de o trem chegar para voltarmos já estava com saudade de Ouro Preto. Assim como estou até agora.

Terei mil outras viagens à Minas para fazer e tenho certeza que as cidades históricas estarão lá, lindas, me esperando. Mas Ouro Preto, ah e o café do Puro Cacau, a cerveja de menta, o Barroco, as ladeiras, a São Francisco, a feirinha de artesanato, a Praça Tiradentes… ah, vocês sempre me receberão quando eu voltar à Minas. Porque eu nunca vou cansar de ver toda a beleza que há ali.

Quem te conhece não esquece jamais. A música não está errada mesmo.

Live like you´re Dying

♥A vida é um espaço de tempo muito curto.

Curto mesmo. Pra caramba.

Sim, há aqueles dias que simplesmente não acabam, o mês que vai embora rapidinho ou aquela semana infinita. Geralmente, a impressão de tempo e de espaço é dada pelas coisas que acontecem ao redor. Quanto melhor você se sente, mais rápido o tempo passa e o contrário também é verdadeiro.

E aí, você para. E pensa. Será que eu estou fazendo o melhor que posso nessa vida?

Eu sou movida por música. Desde sempre, acho.

E nesses dias, tenho ouvido sem parar um som da Lenka, uma cantora e compositora australiana de quem gosto muito. O som se chama Live Like You´re Dying e você pode ouvir abaixo.

Acho que estou num momento assim: de pegar tudo o que tenho e viver. E ser intensa. E ser feliz.

 

Música Ruim, a análise – Parte I

Todo mundo gosta de falar mal de música que não gosta né? É, eu também gosto muito de fazer isso, mas procuro ter argumentos para tal. Gosto de ouvir atentamente tudo quanto é tipo de música, as que acho lindas e as que acho horríveis, porque gosto mesmo de tocar o barraco de ter argumentos quando falo que não gosto de alguma coisa. Para mim, o principal argumento que me faz gostar ou não de alguma música é o seu significado, o que quer dizer pra o mundo. E aí é que entra esse desafio que me impus hoje: analisar letras de músicas que não gosto, para pôr a galera pra refletir no que anda ouvindo por aí. E porque essa é a “Parte I”? Tem tanta música nesse mundo que eu detesto que acho que se eu não chegar no “Parte CCCCLXXXIV” vai ser uma vantagem…

Começando com um clássico que escutei esses dias, Peraê! da Banda Beijo:

Para de sorrir se não te agarro, se te pego assim sorrindo não te largo
Peraê, peraê, peraê, tá pensando o que, tá pensado o que (2x)

Já vi muita gente falando por aí que bahiano é vagabundo, mas que não pode dar um sorrisinho na rua que se não vem alguém e te agarra é pesado né gente? Tipo assim, tô atravessando a rua conversando com um amigo e ele me conta uma piada. Eu ri e pronto! Vem um louco tarado de lugar nenhum, pula na minha frente e me agarra. Punk né? Mas aí, continua…

No meu travesseiro de areia, vem a lua cheia e me incendeia

Então não é o Dragão de São Jorge que bota fogo pelas ventas gente, é a LUA que pega fogo e incendeia todo mundo. Entendi…

Outra canção impagável do nosso cancioneiro popular é Balada Boa, do Gusttavo Lima

Gata, me liga, mais tarde tem balada
Quero curtir com você na madrugada
Dançar, pular que hoje vai rolar.

Tchê tcherere tchê tchê,
Tchereretchê
Tchê, tchê, tchê,
Gustavo Lima e você
Tchê tcherere tchê tchê,
Tchereretchê
Tchê, tchê, tchê,

Eu não vou falar nada da repetição de onomatopeias, porque boa parte dos fãs dele não vão saber o que é isso mesmo. Agora pensando friamente no tema, o cara convida a mina pra ligar pra ele, logo não tem crédito. Já diz que seu objetivo é “curtir com ela na madrugada”, deliberadamente com segundas intenções. Aí, quando ele chega a dizer o que vai rolar de verdade, é um tchê, tcherere tchê, tchê? O que isso significa? Que ele é gaúcho e vai ficar apontando pras pessoas? E o que o nome do moço tem a ver com o tchê, tcherere tchê, tchê? Não entendo…

Para ninguém dizer que eu não vou até os últimos níveis de sanidade mental analisando letras, eu digo, vou sim. Por isso a próxima canção, dos caieirenses e franco-rochenses  do Cine, mereceu seu lugar de destaque aqui:

Sempre escuta as bandas que eu nunca ouvi
Sempre de vestido pra sair
E quando ela sai, não importa pra onde vai
Sempre com o cartão do pai, compra tudo e se distrai

Te vejo na minha (Te vejo na minha)
Vai ser só minha (Vai ser só minha)
Falo tão sério, é sério você vai
Vai ser só minha (Vai ser só minha)
Vem ser só minha
Vai ser você
Aposto um beijo que você me quer

A mina escuta as bandas que o cara nunca ouviu. Tá, ele pode não escutar muitas bandas, afinal é do Cine, ou ela pode ser um fenômeno hypster…tese confirmada pelo fato de só sair de vestido (se for de bolinha então, vix!). Mas aí é que tá o barato do negócio. Não importa pra onde a mina for, ela vai com o cartão do pai e se distrai. Que tipo de rima é essa? É a mesma coisa que rimar mão com anão, ou xixi com pipi, ou fugir com sair ou rua com rua como o Ira! em Envelheço na Cidade… falando nisso, o povo do Ira! fez umas coisas legais na vida com o clássico Vida Passageira:

Vou dar então um passeio
Pelas praias da Bahia
Onde a lua se parece
Com a bandeira da Turquia…

E aí você acha que não dá, que essa música não existe e tudo o mais porque seria meio absurdo alguém falar que vai dar um passeio nas praias da Bahia só pela semelhança da lua com a bandeira da Turquia… tá, eu sei q ele quis dizer que parece o formato, mas ainda assim é zuado né? E você acha que não conhece essa música? Alguns versos pra frente da beleza acima é possível cantar junto e chorar emocionado:

É quando seus amigos
Te surpreendem
Deixando a vida de repente
E não se quer acreditar…

Mas essa vida é passageira
Chorar eu sei que é besteira
Mas meu amigo!
Não dá prá segurar…

Agora você pensou “Como foi que eu não vi isso antes?”. Para finalizar, uma música que você nem lembrava que existia, mas que eu não preciso nem comentar né?

Naquela noite encantada
Pedi prá lua dos amantes
Que iluminasse essa hora
Prá esse amor eternizar…

Mas num passe de mágica
Você desapareceu
Um eclipse maldito
O encanto se perdeu
E o meu coração partido
Foi sofrendo e foi sofrendo
Tentando te encontrar
Na madrugada
Fria madrugada!…

A lua me traiu!
Acreditei que era prá valer
A lua me traiu!
Fiquei sozinha
E louca por você…(2x)

Um passe de mágica? Um eclipse maldito? A lua me traiu? A pessoa que escreveu isso sabe o que é um eclipse?

E aí, que música ruim você quer ver aqui na próxima? Comenta aê!!

Tenho Mais Discos Que Amigos =)

Calma gentem! Não tô querendo dizer que vocês lindos amiguinhos que frequentam esse blog não tenham importância pra mim, ou que meus CDs sejam mais significativos que amizades. É que agora eu sou a mais nova colaboradora do site Tenho Mais Discos Que Amigos, um portal de música super legal, com uma galera mó experta escrevendo profissionalmente sobre o mundo da música.

O site foi criado pelo Tony Aiex e tem o objetivo de compartilhar com o mundo como é legal ouvir e consumir música, além de saber o que bandas legais estão fazendo por aí e onde estão as inovações do ramo. Ou seja: é perfeito pra mim né? uhauahua

Encontrei esse achado da internet a pouco mais de seis meses e acompanho diariamente, porque tenho um tique nervoso com música sou extremamente vidrada no mundo musical. Aí, como tava lá sem fazer nada e pans, resolvi me convidar pra colaborar e pra minha surpresa o Tony gostou das besteiras que escrevo por aí e aceitou a colaboração, fazendo essa criança aqui ficar feliz pra caramba!

Enfim, CORRÃO lá agorinha pra conferir meus textos e os dos outros colaboradores, que são fodelões também. Adiciona também o site nos seus favoritos e segue nóis no Twitter e no Facebook pra saber das novidades, beleza?

Bob Dylan se apresenta novamente no Brasil

O grande astro do folk promete agitar a galera em 5 estados brasileiros no mês de abril. Então, se você perdeu a última passagem de Dylan pelo país em 2008 ou apenas quer garantir o seu lugar no show do mestre, é preciso correr e desembolsar uma boa grana.

A turnê, que passará por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e pelo Distrito Federal, tem ingressos vendidos desde 27/2, na pré-venda aos clientes Credicard, Citibank e Diners (para os shows do Rio e de São Paulo) e livre para os demais estados. No próximo dia 5/3, as vendas para fãs de São Paulo e do Rio serão abertas para o público.

Em São Paulo, os shows de 21 e 22/4 têm preços que variam de R$ 150 (na platéia superior do Credicard Hall, sem uma boa vista do palco) a R$ 900 (no camarote, chiquetoso!). Já no Rio, o show do dia 15/4 no Citibank Hall tem ingressos de R$ 500 (na cadeira lateral) a R$ 800 (cadeira VIP). Em BH, o primeiro lote tem preço único de R$ 180 para o show no Chevrolet Hall em 19/4.
Já em Porto Alegre (Pepsi on Stage) e em Brasília (Ginásio Nilson Nelson), os fãs menos abastados fazem a festa: o show de Poa tem ingressos vendidos a partir de R$ 140 na pista e de R$ 180 no mezanino e o show da capital do país tem ingressos a partir de R$ 120 (arquibancada) com preço máximo a R$ 250 (pista premium).
E aí, vai correr pra garantir seu ingresso?

Samba, Sambá, Sambô!

 

Dia desses o João de Deus comentou que eu precisava ouvir uma tal banda “Sambô” que faz um trabalho muito legal com samba, pop e rock. Achei estranho, mas fazer o quê né? Sou curiosaaaaaa… achei os caras. Eis uma demonstração do trabalho deles:

O quão estranho para você parece ouvir um clássico do rock tocado em forma de samba? Muito estranho? Para mim também foi. Mas ao mesmo tempo foi ótimo descobrir como músicos de qualidade fazem qualquer coisa. Uma outra demonstração das transformações musicais que são possíveis com talento:

Aqui tem gente que diz que não tem nada a ver rir de “Sunday, Blood Sunday”, mas eu discordo. A música pegou uma nova levada com o ritmo que Daniel (o vocalista com essa voz incrível) e sua turma deram. Claro, a letra continua sendo dramática, mas o ritmo não nega, ficou dançante.

Esse som, assim como vários outros, é um clássico do rock, marcante por guitarras fortes, levadas de baixo e bateria. Os caras do Sambô conseguiram fazer com que um ritmo tão marcante quanto o rock´n´roll ganhasse novas roupagens e se fizesse diferente, sem preconceitos, com qualidade e profissionalismo. Eu adorei.

Pra fechar, uma das minhas favoritas:

Para saber mais: http://www.sambo.com.br

Um Red Hot um pouco menos Chili Peppers…

I´m With You, o novo álbum do Red Hot Chili Peppers está carregado de surpresas, algumas boas e algumas nem tanto. É claro que a pausa pós Stadium Arcadium fez os fãs esperarem muito mais do lançamento. Porém, é claro, algumas decepções marcam e marcam mesmo.

Em primeiro lugar, Monarchi of Roses, faixa que abre o álbum, já não vem carregada dos baixos de Flea e apresenta Anthony com voz robotizada. Oi? É um começo um tanto estranho para um álbum que foi tão esperado. “Factory of Faith” também é energizante, mas seguida por “Bredan´s Death Song”, o tipo de canção “ai que coisa fofinha” com um Kieds meigo e solitário numa pré-morte estabelecida deixa um som estranho no ar… Oi de novo, o que tá acontecendo? Os apimentados dizem que é um novo começo, o tal do “I´m Wit You”. Mas é um começo diferente, talvez mesmo o renascimento da banda que eles mencionam…

Depois de Bredan, o que volta a dar gás mesmo ao trabalho é “Look Around”, faixa que tem a cara do Red Hot que a galera conhece.  Tem tudo para ser o terceiro single do álbum e é uma das melhores e mais apimentadas do trabalho. Na sequência, “The Adventures of Rain Dance Maggie”, primeiro single, também é mais lenta do que é de costume para o Red Hot mas dá conta de ser um sucesso satisfatório. Outras eletrizantes são “Did You Let You Know” e na sequência “Goodbye Hooray” mas para por aí… nas faixas que finalizam o trabalho quase não dá para saber se é o Red Hot mesmo que tá tocando. A única menção inconfundível mesmo é a voz de Kiedis, que continua maravilhosa.

Que a perda de Frusciante (de novo) deixou o Red Hot estranho. Da primeira vez, Navarro se saiu muito bem no One Hot Minute, mas esse não vendeu nem metade que seu antecessor e o guitarrista deixou a banda logo depois do fim da turnê. Agora, com as guitarras de Josh Klinghoffer que aparecem muito mais, porém sem o gosto dos solos de Frusciante, o Red Hot se vê num novo caminho, que talvez seja ótimo, mas talvez não seja tão bom assim.

1. “Monarchy of Roses”
2. “Factory of Faith”
3. “Brendan’s Death Song”
4. “Ethiopia” 3:50
5. “Annie Wants a Baby”
6. “Look Around”
7. “The Adventures of Rain Dance Maggie”
8. “Did I Let You Know”
9. “Goodbye Hooray”
10. “Happiness Loves Company”
11. “Police Station”
12. “Even You Brutus?”
13. “Meet Me at the Corner”
14. “Dance, Dance, Dance

Nota: 5,5