Fotos na Estante

PS. antes que alguém diga: não, isso não é uma série de posts baseados em nomes de músicas do Skank. É só que eu tenho sido inspirada por coisas que acontecem no dia, e aí, quando coloco tudo no papel, Skank surge para nomear tudo. Não posso fazer nada!  

Dia desses estava olhando as minhas fotos antigas. Me dei conta de que eu fui uma bebê linda, uma criança bonita, uma adolescente feia pra caralho, uma universitária um pouco menos feia e agora, sou uma jornalista de aparência mediana. Isso no aspecto estético da coisa. O que significa que, traçando um gráfico, eu tive um período de pico de beleza, quedas consecutivas e um retorno à variável positiva.

Mais ou menos no mesmo período, “achei” uma propaganda de roupa que me lembrou uma outra, que por um acaso apareceu numa revista que a Andreia folheava um dia, na casa dela. A Andréia é a minha melhor amiga da adolescência e, como tal, sabe como eu era feia na época e sabe meus segredos todos da época. A propaganda lembrada era de uma marca de roupa que tinha vários jovens, como que sentados juntos, posando pra foto e usando as roupas da marca. A gente lembra dessa propaganda muito bem porque um dos jovens era um sósia do garoto mais bonito da escola (quiçá do universo) pra nós duas naquela época. Ele era lindo, tinha bom gosto musical e, é claro, era impossível, porque era da turma dos mais velhos. Aí eu fui ver se ele ainda existia e levei um susto: existe, e está horrível. Analisando o gráfico dele eu poderia dizer que ele teve um pico de beleza além do comum e, de uma hora para outra, começou a decair, como quem desce rolando uma grande colina… e ele ainda deve estar na metade dela, porque olha…

Ok, toda essa introdução (introdução???) é pra dizer que eu acredito muito que a mudança estética tem a ver com a mudança no estado de espírito da pessoa. Quando você está triste, por alguma razão, você passa a cuidar menos de si (e fica feio pra caralho). Quando está feliz, o contrário logo é perceptível.

As minhas fotos na estante dizem que os períodos mais bonitos da minha vida aconteceram entre os 18 e os 21 anos. Foi nesse período também em que eu deixei de ser feia pra caralho. Não que hoje em dia eu seja um primor, uma jóia rara, mas porran! Eu tinha fotos terríveis naquele período em que eu achava que estava bem, gente!

Talvez o menino bonito que eu e minha amiga admirávamos tenha tido uma fase adulta difícil. E se descuidado. Talvez isso seja só uma mais uma tese infundada da minha cabeça, que funciona sem achar muito sentido. De qualquer forma, é uma tese.

E você? Se sente mais bonito hoje? Acha que a sua vida estar melhor / pior te faz se sentir mais bacana? Seu estado de espírito influencia você?

Onde Estão?

Onde é que foi parar aquele caderno cheio de versos tristes que te faziam rir da sua adolescência?

E aquele pôster velho que você vai remendar de novo com durex para colar de novo na parede? De novo, pela milésima vez, em um cantinho diferente do anterior, em uma casa diferente da anterior, ou só na parede do outro lado do quarto.

Onde está o sol nas bancas de revista?

Onde estão as piadas simples que ainda fazem você chorar de rir, nem que seja por um minuto?

Onde está aquela guinada na rotina, que te faz dançar numa segunda-feira chuvosa, na pista ou no seu quarto, no meio de um turbilhão de pensamentos?

Onde está aquele amor de verão que foi rápido demais, mas foi intenso demais também?

Onde está aquela foto da formatura, que te traz tantas boas lembranças? E aqueles amigos da foto, onde estão?

Cadê aquele sorriso sincero que surgia no seu rosto só para quebrar o gelo numa conversa formal demais? E aqueles braços estendidos pra o abraço que a sua amiga tá precisando?

Onde está aquela felicidade pueril do novo disco, da nova banda, da nova música no seu tocador de Mp3?

Onde estão aquelas músicas que explicam o que você sente mesmo que você não tenha reparado nisso antes de ouvir a canção, naquele dia difícil?

As cordas antigas do violão empenado?

As carteirinhas de estudante do ensino médio?

O RG escolar?

E aquele disquete que tinha os emuladores dos seus jogos favoritos?

Aquela foto 3×4 do seu melhor amigo quando tinha 5 anos. Como ele está diferente, né?

Cadê aquela roupinha que sua mãe guardou do seu batizado?

A lista de músicas que tocou na sua primeira comunhão? O seu escapulário velho? Cadê a sua crença, sua religião?

Onde foi que você escondeu aquele colar que ganhou de presente da primeira namorada da quarta série? Ou a cartinha que mandou para aquele garoto que achava bonito no colegial?

Onde estão aquelas risadas da hora do almoço, daquele espaço que você achou que não podia lhe caber mais?

Lembra daquele diário em que você escrevia o que achava que seriam as músicas mais tocadas em 2015? As músicas que você escrevia e imaginava tocar? Onde foram parar essas lembranças?

Cadê aquele mapa do tesouro que você desenhou só pro seu amigo achar que você vivia numa casa antigamente frequentada por piratas?

E as bolinhas de gude do seu armário?

E as cartas de baralho?

O Jogo da Vida?

O Super Nintendo?

Cadê aquele patins que você herdou da sua prima e que tinha uma rodinha a menos, mas não importava, era seu brinquedo favorito?

E aquela bicicleta vermelho metálico que a turminha da escola invejava?

Onde é que você enfiou aquele kit de canetinhas que fazia todo mundo da sala tentar ser seu amigo?

E a sua foto com o professor favorito da turma na sua colação de grau?

Talvez cada uma dessas coisas esteja num armário velho.

Talvez nem na sua casa, na casa dos seus pais.

Talvez tenham ido para uma fogueira de mudança.

Para a reciclagem.

Para o lixo comum.

Talvez estejam tão bem escondidas que você nem saiba onde estão.

Talvez você nem lembre mais que elas existem.

Talvez elas nem existam, de fato.

Mas essas coisas formam outra coisa. Outra coisa que existe, que é importante e que está em algum lugar.

Essas coisas são você. E suas lembranças. E o seu jeito de ver a vida. Seus valores, seus anseios, seus sonhos estão espalhados em cada pedaço de memória que você conseguir rastrear. Com carinho, com ódio, com remorso, com amor.

Onde estão seus pedaços no mundo?

Torça para encontrá-los. Por todos os lados.

Sobre livros de autoajuda

livro_auto_ajudaTodo mundo merece se ajudar. E merece fazer todo o possível para ser feliz.

Mas por vezes eu me pergunto como é que essa felicidade e esse apoio podem ser possíveis se a pessoa acha que um livro de autoajuda vai ajudá-la a fazer algo.

Não, não estou criticando um tipo de literatura específica. Estou fazendo uma análise. E sim, detesto livros de autoajuda por sua definição.

O nome do estilo é de “autoajuda”, logo, considero que isso seja significativo, algo que é de um individuo para si mesmo. É o apoio que um ser pode dar para si mesmo a partir de sua própria vida, história, reflexões e coisas que viveu.

Uma coisa que me deixa muito nervosa é ver essa quantidade gigantesca de livros de autoajuda virando best sellers e fazendo gente mudar de vida. Porque ora bolas, o que o autor do livro fez não foi nada mais do que pegar um monte de fórmulas prontas, misturá-las e entregá-las a quem interessar possa, ficando milionário com o que vier de resultado. E sempre tem resultado.

Será que não estamos minimizando a validade da nossa capacidade de reflexão? Será que não estamos desmerecendo nosso próprio raciocínio lógico? Tudo porque é mais fácil ler a fórmula já pronta? Ou será que temos preguiça de acreditar que seríamos capazes de formular aqueles e muitos outros métodos, sim, daqueles que não encontraremos em nenhum livro, para dar uma solução para os nossos mais complicados problemas?

Provavelmente é isso mesmo: estamos com pressa e queremos respostas. Achá-las num livro e dizer que “fulano de tal” mudou a sua vida é mais palatável que acreditar que você e só você tem o poder de fazer algo tão grande por você mesmo. Mas se as pessoas precisam de um Deus, talvez também precisem de um best seller, não é mesmo?

Tchau 2012!

Goodbye-MarketingTá todo mundo fazendo suas contagens regressivas, suas promessas de fim de ano, suas retrospectivas e os carambas. Como eu sempre faço uma revisão com alguma pitada de coisas por fazer (take a look!), aqui vai a desse ano.

Como disse no comecinho de 2012, tinha algumas metas bem fixas, mas não como objetivos que frustram quando você não os alcança.  Enfim, alguns acontecimentos me marcaram. São esses:

Acho que toda essa reflexão me deixou um pouco maluca, mas esse é o tipo de coisa que às vezes faz bem. E no meu caso, sempre faz. No começo desse ano eu não entendia a necessidade que as pessoas têm de iniciar um novo ciclo com o ano novo e de fazer promessas que não serão cumpridas. Talvez hoje eu entenda essa necessidade de renovação um pouco melhor, porque eu a tenho. Desesperadamente. Nunca quis tanto que um ano acabasse como quero que 2012 vá embora. Foi um ano incrível, muito bom, mas acho que aquela minha necessidade de renovação do meu aniversário me atingiu de cheio nesses últimos dias do ano. E agora eu quero tudo novo. E pra isso, aqui ficam alguns compromissos para 2013:

  • Cuidar da Rakky; 
  • Fazer planos. E realizá-los;
  • Ver o mundo. Da lente, da internet e com os olhos;
  • Ler, ver e fazer. Um milhão de coisas;
  • Não ter medo. De nada;
  • Sorrir.

Talvez sejam compromissos fúteis. Talvez sejam necessários. São os meus planos. E os seus, como estão?

E eu sonhei com o John Lennon

Você já sonhou com algum ídolo? Já contou e ouviu segredos em sonho? Já pensou a respeito desses sonhos e de seus significados? Eu já! Bom, há quase um mês eu tive um sonho muito estranho com o John Lennon. Ele me encontrava numa rua que eu não sei o nome e me perguntava porque eu não o achava tão brilhante quanto o Paul. Eu dizia pra ele que era uma questão de gosto pessoal mesmo, mas que eu gostava pra caramba dele e pra ele não ficar chateado com a minha preferência (como se eu fosse assim uma fã tão fodelona pra ele se importar comigo né gentem?). Aí ele me disse que ia me contar um segredo e que ao contrário do segredo que o Paul contou pra uma fã sobre a festa pra o Ringo, eu podia contar pra todo mundo porque ninguém ia acreditar em mim mesmo.

Ele me disse que escreveu “In My Life” pra o Paul. Simples assim. Aí eu quis entender esse significado novo que ele dava pra uma de suas composições mais belas e mais clássicas. Aí ele me explicou os versos, um a um, com a paciência de um mago que eu nunca pensei que ele tivesse.

Disse que escreveu a música se lembrando de lugares e de momentos de sua vida de garoto, que toda a letra tinha significados especiais pra ele. E aí me perguntou quem era a única pessoa de quem eu sabia que ele não tinha se separado jamais, desde sua adolescência.  Poxa, o Paul, é claro, eu respondi. Aí ele explicou que os momentos mais incríveis da sua vida foram os da sua adolescência, quando a rebeldia do que um dia seria chamado de rock´n´roll era apenas tocar e cantar algumas músicas, invejar os acordes impecáveis que saiam de qualquer coisa que o amigo tocasse, criar letras infantis e malucas e sonhar em ser um super star.

Ai ele parou. Sentou numa pedra na calçada, com aquele cabelão correndo pelos ombros e desabafou: “Poxa, como foi que ninguém percebeu que essa música só podia ser pra mim e para o meu melhor amigo? Todo mundo me acusou de ser um invejoso estúpido quando eu escrevi e gravei a ‘How do you sleep’ mas ninguém nunca cogitou a possibilidade de eu estar extremamente abatido quando fiz aquilo”. Chorou. Eu não sabia o que fazer, então, não fiz nada… ele continuou, explicando que Paul era muito mais que um parceiro de composições e que ele sentia que quando os Beatles acabassem (na época ele já sabia que aquilo não ia durar muito mais) ele teria muita dificuldade em cantar sozinho, sem alguém que o inspirasse como o Paul. “Não é uma canção de amor. É uma canção sobre toda uma vida, sobre milhares de coisas, sobre um pouco de mim”.

Aí eu me atrevi a perguntar: “E aquela discussão toda sobre a autoria da música… quem de verdade escreveu, foi você sozinho e o Paul ajudou ou o Paul não fez absolutamente nada?”. Aí ele disse que precisava garantir que a canção tivesse alguma notoridade além do que ela poderia e…” eu acordei.

Ele não podia me contar tudo né?

Exceção

Sou uma exceção à grande maioria das regras. E isso não é ruim, pelo menos não pra mim. Talvez ser assim, ‘esquisita’, seja bom de verdade em alguma coisa.

  • Eu não assisto à novela das oito.
  • Não escuto a rádio mais ouvida.
  • Não gosto dos mais incríveis novos cantores da atualidade.
  • Não penso em me casar com o próximo garoto que aparecer.
  • Não quero ter filhos.
  • Não gosto das coisas que todo mundo gosta.
  • Não obedeço obcecadamente nada nem ninguém.
  • Não sou completamente desobediente.
  • Nunca fui rebelde sem causa.
  • Nunca gostei de Backstreet Boys.
  • Nunca quis me vingar de ninguém, simplesmente porque acho desnecessário, no mínimo.
  • Troco o esmalte rosa, vermelho e branquinho renda, pelo amarelo, azul, asfalto, marrom bosta.
  • Não tenho vergonha de prestar atenção nas cores da Av. Paulista no meio do trânsito, de gostar das paisagens paulistas como um todo, de ouvir e amar Skank com todas as forças do meu coração, de me vestir como a moda não manda, de admirar o espetáculo do sol, da chuva e dos fenômenos naturais.
  • Não faço chapinha. Só fiz isso em raras situações e me arrependi demais em seguida.
  • Não me arrependo da grande maioria das coisas que fiz, porque corri o risco de fazê-las.
  • Não me envergonho das escolhas que fiz.
  • Não gosto de praia.
  • Não gosto de extremas aglomerações.
  • Não fico com qualquer um, nem gosto de usar o termo ‘ficar’.
  • Sou católica, mas questiono a minha religião o tempo todo, e acho muito bom conversar com pessoas que têm coragem de fazer isso, tendo essa pessoa qualquer religião que seja.
  • Escrevo “exceção” com ç.
  • Gosto de pensar e de conversar sobre isso.
  • Sei perdoar e perdôo com frequência.
  • Meu desenho favorito não é lembrado por muita gente.
  • Muitas das coisas que eu mais gosto na vida são as mais odiadas pelo resto do mundo.
  • Não tenho vergonha de ser como sou.
  • Já fui mais menino que menina por muito tempo da minha vida.
  • Gosto de olhar pela janela do ônibus, do trem, do metrô quando possível for, e admirar as mesmas paisagens esquisitas que passam por mim todos os dias.
  • Gosto de ouvir música boa, e de música ruim também.
  • Sou apaixonada por The Moldy Peaches e por Cansei de Ser Sexy.
  • Sonho conhecer Paris e Minas Gerais.
  • Quero ser fluente no inglês e aprender esperanto.
  • Não jogo papel de bala pela janela, ou latinhas de refrigerante nos trilhos do trem.
  • Não finjo que estou dormindo no banco preferencial, apenas me sento e se alguém que mereça chegar, cedo o lugar.
  • Não me bloqueio pra novas experiências, nem faço nada que eu não queira mesmo fazer.
  • Se digo algo a alguém, vai ser no mínimo a verdade.
  • Não consigo mentir, a não ser q seja por uma boa causa.
  • Não acho loucura falar sobre filosofia.
  • Não esqueço meus grandes amigos de sempre, nem os novos amigos de agora.
  • Não tenho vergonha de dizer que abuso do cartão de crédito, nem muito menos de ter gasto muito dinheiro com livros ou chocolate.
  • Não tenho medo de muita coisa, mas morro de medo de muitas outras.
  • Acho que o tempo todo ‘anormal é ser normal’.

E tem tantas outras coisas… acho que sou uma exceção ao mundo, ou mais uma infame regra.

Imagem retirada daqui.

Muitas conversas com o Gustavo Cardoso inspiraram esse post.

♥♪*-*♪♥

waitingO amor é justo? Não. Definitivamente não. Ao menos não pra mim.
Eu sempre fui muito acelerada com o amor. Sempre amei demais. Sempre fui intensa, rápida, profunda, acelerada, descontrolada. Louca. Sim, talvez essa seja a palavra. Amores e amores me enlouqueceram durante a minha infância e adolescência conturbada. Na infância, aquela coisa incrível de defender meus pais até que o impossível se tornasse real. Eram meus objetos de amor, muito mais a minha mãe, mas os dois o eram de alguma forma. Meus amiguinhos, os poucos que eu tinha (sempre fui muito tímida) também. A adolescência chegou e eu vi o amor de outro jeito, é claro. No melhor amigo, o primeiro grande amor. Coisa de criança ainda, inocência pura, mas devastadora. E meus pequenos romances de adolescente foram marcados por paixonites graves, dolorosas, que sempre me marcavam profundamente. Eu nunca quis a metade: nunca quis alguém que me amasse mais do que eu amava a pessoa. Eu achava injusto. Também não queria amar mais uma pessoa do que ela me amava. Queria uma mesma proporção, louca, desvairada, devastadora, mas igual. Um empate. O tão desejado empate de almas, algo único, par, proporcionalmente rico, intenso, unido. Algo que fosse mais bonito do que aqueles casais pré-fabricados que vemos em novelas e em filmes.

E não é só esse tipo de amor que eu queria. Buscava támbém me apaixonar de verdade por qualquer coisa que me fizesse sobreviver, ganhar o ‘pão nosso de cada dia’. Pois é. A gente se sente tão feliz quando algo que queremos finalmente se realiza que não conseguimos pensar mais em nada. Talvez não se pense em preservar o que se tem para não se perder, pela certeza de que aquilo não vai se perder.  Manter não é uma preocupação constante quando se tem tudo o que se quer.  

O amor é leal? A Carolina Molina escreveu no seu blog sobre isso, e eu o achei intenso o suficiente para concordar. É essa lealdade de sentimentos que torna as coisas profundas e eternas. Algo que se acaba frente a poucas dificuldades não pode ser considerado leal. E não pode ser considerado amor também.

E eu não sei me conformar com o pouco, com o confortável, com o aceitável para viver. Eu gostaria de ser normal, de viver bem com o suficiente, com o que as pessoas normais consideram suficiente. Sem considerar injusto que um sinta mais que o outro em qualquer tipo de relacionamento. Sem considerar lembranças mais fortes que fatos. Sem mortos-vivos, sem assombros, sem a necessidade de me sentir extremamente satisfeita com algo, com tudo acontecendo de maneira natural. Não tenho essa capacidade.

Ainda procuro as loucuras, as impossibilidades, a profunda e insustentável leveza, que nos deixa mais intensos e mais profundos em todas as nossas manifestações. Quero o esbanjar, o explodir e o esbaldar de felicidade, escorrendo por meus poros, escapando em meus sorrisos, se fazendo valer em cada explosão minha, considerada apenas uma simples palavra se não for dita intensamente.

É. Eu sou egoísta o suficiente para querer mesmo tanta felicidade junta. Mas justa o suficiente para saber que talvez não seja certo querer tanto.

E sim, tem uma música que retrata mais ou menos tudo isso.

Jolies – Tudo em Um

Corte de cabelo
Roupas novas
Sexo gostoso
São prazeres momentaneos

Gostar de algum
Sentir carinho
Vontade de ficar perto sempre
Isso fica…
Mas até quando dura?

O que eu procuro?
Não sei
Acho que tudo em um
Ser que vou encontrar?
Onde posso te encontrar?

Meu reflexo no vidro do trem
Me vejo assim…
Perdida no meu mundo
Nas minhas frustrações

Meu refúgio imaginário
No canto do meu paraíso
Busco formas e cores
Que já não consigo  perceber

E me pego assim
Imaginando teus olhos
Tua boca perto de mim
Meu toque macio
Vai te levar
Te levar… te levar…

Em qual esquina?
Em qual lugar?
Vou te encontrar…

Imagem retirada daqui.