Gato, gato, gato!

  Um belo dia, depois de 27 anos de uma longa e feliz vida, me deparo com uma constatação importante: nunca tiver um bicho de estimação só meu. Tive sim, cachorros de posse e responsabilidades compartilhadas, lá dos primórdios da infância, coisas de pouco tempo e pouco costume. Resolvi que adotar um gato seria bom. E o Lupin chegou.

Sempre defendi os direitos dos animais e o bem tratar deles, do meu jeito distante, mas hoje, do alto de minhas duas semanas de posse desse animalzinho, entendo mais. Ele é um ser que depende única e exclusivamente de mim pra viver, não recebe toda a atenção que eu gostaria de dar e ainda assim está sempre feliz ao me ver. E é maravilhoso ter essa pequena grande companhia.