Sobre livros de autoajuda

livro_auto_ajudaTodo mundo merece se ajudar. E merece fazer todo o possível para ser feliz.

Mas por vezes eu me pergunto como é que essa felicidade e esse apoio podem ser possíveis se a pessoa acha que um livro de autoajuda vai ajudá-la a fazer algo.

Não, não estou criticando um tipo de literatura específica. Estou fazendo uma análise. E sim, detesto livros de autoajuda por sua definição.

O nome do estilo é de “autoajuda”, logo, considero que isso seja significativo, algo que é de um individuo para si mesmo. É o apoio que um ser pode dar para si mesmo a partir de sua própria vida, história, reflexões e coisas que viveu.

Uma coisa que me deixa muito nervosa é ver essa quantidade gigantesca de livros de autoajuda virando best sellers e fazendo gente mudar de vida. Porque ora bolas, o que o autor do livro fez não foi nada mais do que pegar um monte de fórmulas prontas, misturá-las e entregá-las a quem interessar possa, ficando milionário com o que vier de resultado. E sempre tem resultado.

Será que não estamos minimizando a validade da nossa capacidade de reflexão? Será que não estamos desmerecendo nosso próprio raciocínio lógico? Tudo porque é mais fácil ler a fórmula já pronta? Ou será que temos preguiça de acreditar que seríamos capazes de formular aqueles e muitos outros métodos, sim, daqueles que não encontraremos em nenhum livro, para dar uma solução para os nossos mais complicados problemas?

Provavelmente é isso mesmo: estamos com pressa e queremos respostas. Achá-las num livro e dizer que “fulano de tal” mudou a sua vida é mais palatável que acreditar que você e só você tem o poder de fazer algo tão grande por você mesmo. Mas se as pessoas precisam de um Deus, talvez também precisem de um best seller, não é mesmo?

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Tchau 2012!

Goodbye-MarketingTá todo mundo fazendo suas contagens regressivas, suas promessas de fim de ano, suas retrospectivas e os carambas. Como eu sempre faço uma revisão com alguma pitada de coisas por fazer (take a look!), aqui vai a desse ano.

Como disse no comecinho de 2012, tinha algumas metas bem fixas, mas não como objetivos que frustram quando você não os alcança.  Enfim, alguns acontecimentos me marcaram. São esses:

Acho que toda essa reflexão me deixou um pouco maluca, mas esse é o tipo de coisa que às vezes faz bem. E no meu caso, sempre faz. No começo desse ano eu não entendia a necessidade que as pessoas têm de iniciar um novo ciclo com o ano novo e de fazer promessas que não serão cumpridas. Talvez hoje eu entenda essa necessidade de renovação um pouco melhor, porque eu a tenho. Desesperadamente. Nunca quis tanto que um ano acabasse como quero que 2012 vá embora. Foi um ano incrível, muito bom, mas acho que aquela minha necessidade de renovação do meu aniversário me atingiu de cheio nesses últimos dias do ano. E agora eu quero tudo novo. E pra isso, aqui ficam alguns compromissos para 2013:

  • Cuidar da Rakky; 
  • Fazer planos. E realizá-los;
  • Ver o mundo. Da lente, da internet e com os olhos;
  • Ler, ver e fazer. Um milhão de coisas;
  • Não ter medo. De nada;
  • Sorrir.

Talvez sejam compromissos fúteis. Talvez sejam necessários. São os meus planos. E os seus, como estão?

palavras…

“As pessoas pelas quais nós mais sentimos são aquelas às quais dedicamos menos palavras”.

Talvez a ideia pareça confusa, mas à primeira vista. Após reflexão, acho que fica bem claro.

Nós nunca dizemos o quanto as pessoas mais importantes das nossas vidas são realmente as mais importantes. Não temos o costume de deixar isso registrado, de fazer valer, de marcar a ferro. Temos a mania de deixar que se pense o que deveria ser dito, como se os outros tivessem a obrigação de advinhar nossos sentimentos em nossos olhos.

Só agora me dou conta de que quando você sente algo especial por alguém, as palavras faltam, as rimas não vêem, as frases não se formam. Por mais que dizer seja fácil, poucas pessoas conseguem compreender, por exemplo, a profundidade que podem ter as três palavras mais básicas da humanidade: eu te amo.

Não há explicação que denote todo o significado. Infelizmente, só quando não se tem mais o que se tornou indispensável à respiração, é que se sente. E o sentir, em toda a sua magnitude, é a coisa que mais valhe a pena, ainda que se sinta também, apenas a saudade do que houve de mais belo.

Duas músicas que hoje têm sentido, após essas reflexões.

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Amor pra recomeçar – Frejat

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo

E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar

Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar

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Resta Um Pouco Mais – Skank

Se você esqueceu meus nomes
Comece a guardar
Cada madrugada que eu te dei
Mas resta um pouco mais
Navios colossais
Que nunca deixaram o cais
Um pouco mais
Naufrágio de estrelas no céu
Uma razão cega pra viver
E um arbusto na praia ao léu

Se você esqueceu meus erros
Revele pra mim onde foi que eu desapareci
Mas restam nestes vãos
As cinzas que irão
Tornar-se a tela de minha alma
Um pouco mais
Um corpo caído nas mãos
Silenciosas de uma mulher
E um tumulto no coração

Mas quando os meus olhos
Vão por aí
Levam junto os teus
Quando os meus olhos
Vão por aí
Levam junto os teus

Se você esqueceu meus nomes
Comece a guardar
Cada madrugada que eu te dei
Mas resta um pouco mais
Navios colossais
Que nunca deixaram o cais
Um pouco mais
Naufrágio de estrelas no céu
Uma razão cega pra viver
E um arbusto na praia ao léu

Mas quando os meus olhos
Vão por aí
Levam junto os teus
Quando os meus olhos
Vão por aí
Levam junto os teus