Dez Razões pra Ouvir Paramore

Com certeza você já leu algum dos meus Dez Razões pra Ouvir por aqui. Se ainda não leu, é bom dar uma clicadinha aqui e ler, ora bolas. Mas uma coisa que você talvez não saiba é que o meu amigo baterista Thiago Mello, dono do blog Etracisum, copia essa ideia de vez em quando. Hoje eu vou fortalecer ainda mais essa cópia e falar para vocês de uma banda que vem para o Brasil pela segunda vez em fevereiro de 2011 e que eu preciso ver ao vivo: o Paramore, com base no texto que o Thi escreveu e que você pode ler aqui. Vamos lá? Dez Razões pra Ouvir:

1 – Origens: o Paramore surgiu em 2004 no Estado de Tennessee, nos Estados Unidos. A banda era formada inicialmente por Hayley Williams, no vocal, Jeremy Davis no baixo e Josh e Zac Farro, na guitarra e bateria respectivamente. O nome da banda foi inspirado no nome de um antigo baixista de uma das bandas que os integrantes tiveram antes do Paramore, uma vez que o grupo descobriu que a palavra Paramour (“Amante secreto”) soava da mesma maneira que o nome do moço. Aí a turma resolveu trocar o nome para “Paramore” mudando um pouquinho a ortografia (fofo né?) . Hayley fazia aulas de canto e se juntava com a galera para compor e uma das primeiras músicas compostas por essa formação foi “Conspirancy” que mais tarde faria parte do primeiro álbum da banda, o….

2 – “All We Know Is Falling”: de 2005 é album de estréia. Eles chegaram aí porque participaram de alguns festivais estaduais e um dos fundadores da gravadora Fueled by Ramen prestou atenção no som da galera, ouviu umas demos da banda e os contratou. Sobre a gravadora, uma Hayley orgulhosa declara “Algumas de nossas bandas favoritas estão na Fueled by Ramen. Nós sabiamos que eles conseguiriam executar exatamente a visão para a nossa banda e a nossa música”. No mesmo período Davis deixou a banda alegando razões pessoais e em seu lugar entrou  John Hembree, que só durou 5 meses na banda, já que todos sentiam falta de Davis e, ao lhe pedirem para voltar, tiveram o pedido aceito. Os destaques do álbum são “Emergency”, “All We Know” e  “Pressure”, o primeiro grande single da banda revelou o Paramore de uma maneira nada convencional. Ao invés de estourar nas paradas de sucesso e ficar por semanas no primeiro lugar, Pressure ficou famosa no game The Sims 2 e ganhou a garotada viciada no game. Bem moderninhos não?

3 – “Riot!”: definitivamente o álbum que diria para o mundo a que veio o Paramore. Gravado em 2007, com Josh desempenhando todas as funções de guitarra, já que Hunter (que entrou na banda em 2005) deixou a turma para se casar, o álbum prometia grandes surpresas. A palavra Riot!, segundo Hayler, é uma explosão súbita de emoção descontrolada. Não é exagero pensar assim de um álbum que vende 44 mil cópias na primeira semana após o lançamento (só nos EUA!). Os destaque do Riot! formam praticamente o álbum inteiro, desde a devastadora “Crush, Crush, Crush” que pode ficar semanas na cabeça de alguém à energética “Born For This” que finaliza o álbum com tudo o que tem direito, passando pela elétrica “Hallelujah” até a despretenciosa e envolvente “Misery Business” que Hayley define como a coisa mais honesta que já escreveu igualada à emoção musical que a banda construiu. É um álbum que merece ser ouvido;

4 – Friends Business: ao mesmo tempo em que ganhavam o mundo com o Riot! o Paramore não podia ficar parado. Nessa época foi que eles fizeram shows por diversas cidades dos EUA e ainda fez uma participação especial no Late Night with Conan O’Brian show, graças à amizade com o antigo baterista do programa Max Weinberg. Aliás, o povo do Paramore não tá nada mal de amizades…  graças a essas, participaram do clipe de “Kiss Me” com o New Found Glory, Hayley gravou duas faixas para o álbum In Defense of the Genre dos amigos da Say Anything e em 2008 iniciou uma turnê junto com as bandas Conditions, Kids in Glass Houses e denovo o New Found Glory. Quem foi que disse que o relacionamento não é importante para o sucesso?

5 – Dando uma lição nos especuladores: que grandes bandas têm problemas com a fama não é segredo para ninguém, certo? E com o Paramore não foi diferente. No início de 2008 a banda cancelou alguns shows e meio que deu uma parada para relaxar. Toda a imprensa já espalhava rumores de que a banda acabaria porque os irmãos Faro queriam mais espaço, de que haviam brigas internas graças ao destaque de Hayley e mil outras coisas. Em abril do mesmo ano, o grupo deu um tapinha com luvas de pelica em todos os que torciam por seu fracasso: lançou o clipe de “That’s What You Get”, com cenas de confraternizações entre a banda e amigos da cidade de Nashville. Imagens falam mais do que palavras? Eu também acho que sim!

6 – Na trilha sonora do Crepúsculo: antes de todas as menininhas delirarem com Edward Cullen, o filme que teria recordes incríveis de bilheteria precisava de uma trilha sonora. O Paramore foi a primeira banda a compor exclusivamente para a trilha sonora do filme e emplacou duas músicas no já consagrado sucesso entre os adolescentes: “Decode”, que também ganhou clipe oficial baseado na história de Bella e Edward e “I Caught Myself”. Bonito não?

7 – Prêmios e Destaques: o Paramore foi destaque na capa de fevereiro de 2008 da revista Alternative Press e foi eleita “A Melhor Banda de 2007″ pelos leitores. A banda foi nomeada para o “Artista Revelação” no 50º Grammy Awards, apresentado em 10 de fevereiro de 2008, mas perdeu para Amy Winehouse. A banda ainda foi indicada para o MTV Video Music Awards, MTV Europe Music Awards (a banda ganhou como “Melhor Grupo Alternativo”), MTV Video Music Brasil (foram os ganhadores do prêmio de “Melhor Artista Internacional”) e MTV Movie Awards;

8 – No Brasil e no Mundo: 2008 seria um ano marcante mesmo para o Paramore. Em outubro, o grupo fez uma turnê pela América Latina e América do Sul, passando por México, Brasil e Chile. Chegaram ao Brasil no de 21 e fizeram três apresentações. No dia 23 de Outubro fizeram o primeiro show em São Paulo (Credicard Hall), no dia 24 no Rio de Janeiro (Citibank Hall) e em Porto Alegre no dia 25 (Teatro do Bourbon Country). Na ocasião, receberam o prêmio MTV Brasil que haviam ganhado no VMB. A próxima passagem da banda pelo país já tem data marcada: 21 de fevereiro de 2011. Eu não tô afim de perder essa, e você?

9 – Brand New Eyes: em 2009 era a hora de mostrar que o Paramore não é feito só de gritaria e de guitarras eletrizantes. E a banda amaduresceu gravando e lançando o Brand New Eyes, um álbum que reune mais a essencia dos integrantes. Para a Rolling Stone, Hayley revelou: “Nós estavamos com medo de nunca mais termos uma música como ‘Misery Business’” e Josh Farro acrescenta “Riot! foi um álbum bem moleque, mas tinhamos que fazer aquilo para chegar aqui”. Ninguém precisava de mais nada para entender que eles estavam falando sério.

10 – Criatividade e inovação: a capa do Brand tem uma borboleta que Hayley achou na rua da casa da mãe dela. Cortaram as asas e prenderam na grade do quintal e assim foram feitas as fotos da capa. Para ela “isso representa que pedaços quebrados, mesmo que individualmente, ainda podem formar uma grande figura. Não importa se elas têm um propósito próprio, uma vez que estejam juntas”. O primeiro single “Ignorance” é um pouco de “mais do mesmo” entre as boas surpresas do Brand New Eyes, o que pode ter desapontado um pouco. Mas foi só “The Only Exception” chegar às rádios pra galera perceber que a banda conseguia mesmo se superar. Dizem que foi o mesmo violão de “Time of My Life” do Green Day que inspirou a banda. Será? Não dá pra saber, só que se tem certeza é que o álbum ficou em 1° lugar no Reino Unido e bateu Mariah Carey e Barbra Streisand nas paradas dos EUA. Já tá bom né?

É pessoal. Espero que eu não tenha decepcionado vocês com esse retorno do Dez Razões pra Ouvir. E para saber mais sobre o Paramore é só acessar http://www.paramore.net

 

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Dez Razões Pra Ouvir – KT Tunstall

kt

Mês passado eu recebi uma homenagem. Tá, mas o que você, leitor do Dez Razões tem que ver com isto? Simples! A homenagem recebida foi a publicação de uma “imitação” do Dez Razões num blog de música e arte que eu simplesmente adoro, e a adaptação foi escrita por um grande amigo. O “imitação” está entre aspas, porque o cara simplesmente inovou o “Dez Razões” inserindo fotos, vídeos e deixando-o com uma cara maravilhosa. A coluna ficou tão boa que eu resolvi trazer ela pra cá também. Claro, vou dar os meus pitacos, mas boa parte do texto permanece sendo a do meu amigo, ok? E isso tem dois motivos básicos: 01 – O cara realmente conseguiu me convencer, já que eu não ouvia KT Tunstall antes, então, vai convencer vocês também. 02 – A KT Tunstall desembarca no Brasil no próximo dia 15 e fará shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, então, nada melhor que se aquecer pra esse show lendo um pouquinho sobre a história dessa musa , não é mesmo? Preparados? Dez Razões Pra Ouvir!

1 – Escocesa com sangue Chinês: Nascida na China, Kate Tunstall (ou apenas KT, porque “Kate” pra ela não diz nada mais que “Filha de fazendeiro”) foi adotada por um físico e uma professora escoceses e cresceu na cidade universitária de St. Andrew’s. Ela sempre esteve ciente de que havia sido adotada ao nascer, pois seus pais sempre lhe disseram isto. Uma frase marcante da cantora sobre o assunto é “Cresci ciente de que poderia ter tido um milhão de vidas diferentes. Isso torna sua vida misteriosa e sua imaginação pira”. Pois é KT, a poesia já estava dentro de você.

2 – A paixão pela música: O pai adotivo de KT costumava levá-la junto com seus irmãos para o laboratório. Música nunca foi na realidade parte da equação até seu irmão mais velho descobrir os prazeres do “hair metal”. “Eu sentava do lado de fora do quarto dele e gravava as músicas pela porta” diz KT. Logo cedo, começou a tocar flauta e aos 16 anos passou a se dedicar à guitarra, cantando e ouvindo Ella Fitzgerald. A paixão pela música se explicaria quando a cantora chegasse aos seus 20 anos, que foi a idade em que ela conheceu sua mãe biológica e descobriu que seu pai era um músico folk. É, está no sangue, não tem pra onde correr mesmo!

3 – Primeira banda: Depois de algum tempo, a necessidade de KT em cantar era quase insaciável. Ela precisava fazer isto. Formou sua primeira banda, a “Happy Campers” e participou de um concurso de música London’s Royal Holloway College. Voltou para a Escócia e começou a trabalhar composições para seu primeiro álbum. A cantora disse em várias entrevistas que escrevia desde a adolescência, mas na época, “Só conseguia criar tolices fora de moda de amor. Era um completo vômito de paixão adolescente. Mas eu achava que tava arrasando”. Quem é que já não passou por essa sensação no mundo da música?

4 – Primeiro álbum: Enfim, em 2004, KT passou a escrever projetos com o compositor e produtor sueco Martin Terefe e o londrino Tommy D. Com mais de cem músicas em seu bolso, ela começou a trabalhar em seu álbum de estréia com sua nova banda e o lendário produtor do U2/New Order/Happy Mondays, Steve Osborne no leme. “Eye to Telescope”, um trabalho cheio de imaginação e criatividade, foi lançado. Sobre o nome, a cantora diz que se deve a seu pai adotivo. “Eu gostava muito de livros de ficção científica quando garota. Meu pai costumava levar meus irmãos e eu para seu laboratório quando éramos pequenos. Fazíamos brincadeiras com nitrogênio líquido e geradores Van de Graaff. Ele tinha as chaves para o observatório da St. Andrew’s University e chegou a nos acordar no meio da noite para mostrar o cometa Halley. Isso é parte do porquê o disco se chama “Eye To The Telescope”. Desde álbum, “Black Horse & the Cherry Tree” e “Sunddely I See” rodaram o mundo, sendo esta última trilha do filme “O Diabo Veste Prada”.

5 – Multi-instrumentista: A jovem e ativa KT teve aulas de piano e flauta, e gradualmente sua voz desenvolveu sua individualidade. “Estou muito certa de que aprendi a cantar porque alguém me deu uma fita de Ella Fitzgerald – ela foi minha professora de canto”. Aos 16, pegou uma guitarra e aprendeu a tocar de forma autodidata através de um livro. Espertinha não?

6 – Apresentações solo: A paixão por música de KT não se estaciona em cima do palco. A cantora gosta de tocar sozinha, e já foi vista diversas vezes no palco, só com seu violão e pedais, surpreendendo o público com sua criatividade. Sem contar a sua alegria e vivacidade cantando em lugares públicos, como praças, campos e outros. Não tem hora marcada pra fazer música. Apaixonante!

7 – Salve o Futuro: A cantora se dedica ao Projeto “Global Cool”, que é uma campanha que o principal objetivo é inspirar bilhões de pessoas a pensar na conservação do planeta que vivemos. Existe até uma página sobre o projeto em seu site oficial. Super legal não?

8 – Drastic Fantastic: Em 2007, o segundo álbum de KT chegou ao mundo já estourando. “Drastic Fantastic” trás músicas maravilhosas, sem fugir do pop/folk que a cantora faz, com uma pitada de rock com riffs fortíssimos de guitarra e o poder vocal de KT cada vez mais apurado. Destaques especiais para o single “Hold On”, a forte “Little Flavours” e a linda “Hopelles” que conquista à primeira audição. É fantástico.

9 – Prêmios: É claro que uma cantora tão talentosa e tão especial merece o reconhecimento geral não é? KT já faturou “Q Music Awards” de 2005 de melhor música para “Black Horse and the Cherry Tree”, o Brit Awards 2006 como “melhor cantora solo inglesa”, o prêmio Ivor Novello Awards 2006 de melhor música e melhor composição para “Sunddely I See”. Fora isto temos os discos de Platina para “Eye to the Telescope” nos EUA, Canadá, Irlanda, Cingapura e Nova Zelândia, tendo atingido 1,1 milhão de unidades, além do Duplo Ouro na França. Premiada, reconhecida e talentosa, KT não pára de surpreender.

10 – Visita ao Brasil: É isso mesmo! Está chegando! No dia 15 de outubro já tem show na Via Funchal em São Paulo; dia 16, no Canecão no Rio de Janeiro e dia 19 no Bar Opinião em Porto Alegre. Então, você não tem desculpa pra perder este espetáculo, não é mesmo?

E aí, convencido? Abaixo, alguns links para saber mais sobre a história da KT.

http://www.kttunstall.com/ (site Oficial)

http://www.kttunstallbr.rg3.net/ (Fã-Site Brasileiro)

http://www.myspace.com/kttunstall (My Space da Cantora)

Ah, e se você quiser ler este Dez Razões, na versão do meu amigo, o super Thiago Mello, é só acessar o blog dele!

http://etracisum.wordpress.com

Beijãos da Rakky!

[publicado originalmente no site MundoRock.net em outubro de 2008]

Esclarecimento – Saída da Rakky do Mundo Rock de Calcinha

Queridos ouvintes, amigos e demais leitores deste espaço,

Em primeiro lugar quero dizer que o Mundo Rock de Calcinha é uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida nos últimos dois anos. A idéia inicial, da Gisele, a chance que ela me deu para fazer parte, o início do projeto, onde eu só ia participar da produção, o desafio de assumir o microfone e apresentar junto com ela, todas as bandas entrevistadas, os shows cobertos, toda a galera muito louca que conheci, mas principalmente, os ouvintes! Cada um deles com seu carinho, sua curiosidade, suas piadinhas e zueiras, seu jeitinho, são pessoas que foram e continuarão sendo extremamente especiais para mim. Sempre.

Recebi a proposta de participar de um novo projeto de comunicação, também ligado à música. O grande problema é que as gravações deste projeto também serão realizadas aos domingos, o que me fez correr para falar com a Gisele, para tentar acertar os horários e prosseguir apresentando tanto o MRC como o outro projeto, pois eu queria arriscar. Infelizmente, ficou decidido que é melhor que eu siga apenas com o novo projeto, para não ficar extremamente atarefada e correr o risco de não dar conta dos dois.

Ficam aqui os meus agradecimentos especiais à Gisele Santos, pela oportunidade e por todos os ensinamentos, a todos os ouvintes que acreditaram e acreditam no MRC e na força feminina no rock (que vai dominar o mundo), e a todo mundo que nos deu força pra continuar, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas. Sei que a Gi vai continuar na força pelo MRC e vai fazer esse programa, o portal e tudo o mais bombar cada vez mais e só posso desejar o melhor pra todos, hoje e sempre.

Vou continuar colaborando com o MRC, com resenhas, notícias e tudo o que eu puder fazer. E claro, participando da comunidade e sendo a ouvinte nº 01 do programa, fã absurda da Gisele, do Elias, do Submisso, da Anta Sedenta e claro, do meu querido e maravilhoso Gurilinha! Hahahaha.
Beijãos da Rakky

Dez Razões pra Ouvir – Clã

cla

Imagine o Pato Fú. Certo, agora adicione algumas melodias mais pop, um pouquinho de vocal masculino em uma minoria de músicas, e um sotaque português. Pronto, eis o Clã. A banda que nasceu em Porto, Portugal nos mesmos anos noventa que trouxeram ao Brasil os mineirinhos do Pato Fú, junto a “Revolução Mineira” que invadiu as nossas terras, tem um pouco mais de história pra contar do que você pode imaginar. Dê um pontapé nas bandinhas padrão dos EUA e vamos juntos viajar a Portugal! Dez razões pra ouvir!

01 – Começo corajoso e demorado: Os Clã (como costumam se chamar) são a banda de Manuela Azevedo (vocal), Fernando e Hélder Gonçalves (baixo picolo / voz e bateria respectivamente), Miguel Ferreira (teclado / voz) e os Pedro´s Biscaia e Rito (baixo e teclados respectivamente) e nasceram em novembro 1992, num começo inusitado. O foco principal da banda eram as apresentações ao vivo, que trouxeram a banda o agrado do pequeno público que se aglomerava em suas apresentações, que começaram a ganhar fama em 1994. Somente em 95 eles assinaram contrato com a EMI e em 1996, quatro anos depois do começo da banda, é que foi lançado o primeiro álbum o “LusoQualquerCoisa”.

02 – Covers sempre ajudam: Pois é, o “LusoQualquerCoisa” trouxe uma pequena amostra da ousadia daqueles portugueses. O cover de “Give Peace a Chance” de John Lennon, cantado pela voz melodiosa de Manuela encantou o público, assim como o também cover “Donna Lee” do saxofonista Charlie Parker. O engraçado é que os covers dos famosos não tiraram o brilhantismo dos primeiros singles do Clã, “Pois É” e “Azar”, onde são misturados os sons de metais como o saxofone às vocalizações de Fernando e Manuela, para “dançar na pista até tombar”, como já diria a letra. Além destes, houve também o “I´m Free” de Mick Jagger e Keith Richards no segundo álbum da banda, o “Kazzo”, gravado em três semanas do conturbado (para a banda) ano de 1997. Um Clã corajoso e cheio de boa música pra mostrar saía de Portugal para o mundo.

03 – Premiações e reconhecimento: Banda Revelação, Melhor banda, Melhor canção e Melhor vocal feminino. Tudo isto num intervalo de menos de um ano, pelo Prêmio Blitz de 96 e 97. A melhor música, na opinião dos jurados foi “Problema de Expressão” do álbum “Kazzo” e Manuela, além de ter faturado o Prêmio Blitz, levou também o prêmio de “Voz Feminina Nacional” daquele ano. Depois deste festival, em 2001 “O Sopro do Coração” levou o Globo de Ouro como melhor canção e o álbum “Lustro” de 2001 voltou a levar os Clã para o Prêmio Blitz, novamente como melhor álbum. Não dá pra dizer que o Clã português não é premiado, não é mesmo?

04 – Portugueses de Portugal em terras tupiniquins: Eles já estiveram no Brasil e você não estava lá! Isto mesmo, eu também não estava, infelizmente, mas foi em 1997, na turnê do álbum “Kazzo”, onde eles percorreram toda a terra dos colonizadores, além de ir até Macau também. Aqui, a banda mostrou os já sucessos em Portugal “GTI (Gentle, Tall & Intelligent)”, “Problema de Expressão” e “Sem Freio”, alem da engraçada “Concurso do Método” e todos os principais sons da banda. Uma segunda passagem da banda pelo Brasil foi em 2006, já preparando o álbum “Cintura”. A banda fez uma versão de “Tortura de Amor” do brasileiro Waldick Soriano para a compilação “Eu Não Sou Cachorro Mesmo”.

05 – Homenagem aos Eternos: Foi em 2001. Além da turnê de lançamento do álbum de inéditas “Lustro”, lançado em 2000 e do qual destaco o som “O Sopro do Coração” que merece no mínimo umas 50 audições por sua melodia envolvente e sua letra mais que perfeita, os Clã participaram do espetáculo “Come Together” em homenagem aos quatro eternos garotos de Liverpool, os Beatles. Ao invés de cantar a esperada “Give Peace a Chance”, os Clã surpreenderam (pra variar) com versões maravilhosas de “A Hard Days Night, “Lucy in the Sky With Diamonds” e “Everybody’s Got Something to Hide”. A homenagem rendeu bastante popularidade a banda, e trouxe um novo público a escutá-los também.

06 – Um espetáculo à parte: Foi o “Afinidades”, que inicialmente seria um projeto como iniciativa da “Expo ’98”, desafiando vocalistas portuguesas para montarem um espetáculo para o qual deveriam apresentar um convidado. Manuela Azevedo chamou Sérgio Godinho, e o espetáculo montado mostrou novas versões das músicas do Clã e de Sérgio, com diversos convidados. O espetáculo foi tão bem aceito que resultou em 2002 no lançamento do álbum de nome homônimo, que reunia os principais sucessos em versões exclusivas. O álbum também foi uma homenagem a Sérgio Godinho, que naquele ano completava 25 anos de carreira.

07 – Filme: Bombando por todos os lados das terras portuguesas, o Clã foi convidado para encenar o seu primeiro filme, uma reflexão musical do clássico de Murnau “”Nosferatu – Uma Sinfonia de Horrores”. A iniciativa da “Odisséia de Imagens” da Porto contou com a participação da banda que acompanhou ao vivo com suas músicas, toda a encenação, numa leitura musical à la Clã.

08 – Livro: Para quem já havia encenado um filme, um livro já estava mais do que na lista dos novos objetivos dos Clã. A parceria decisiva do jornalista português Nuno Galopim fez este projeto ganhar corpo em 2006. Com o nome de “Curioso Clã” o trabalho trazia texto do jornalista com detalhes da carreira do Clã, alem de letras de diversas músicas da banda.

09 – Parceria com os colonizados: Nada faria mais sentido do que isto: juntar-se aos habitantes da colônia para agradar colonizadores e colonos! E assim o Clã fez, em parceria com Arnaldo Antunes, que é para os Clã “um poeta, é um escritor e um músico que nós admiramos já há muito tempo” e escreveu para eles “H2omem”, “Eu ninguém” e “Vamos esta noite” e é claro, com o Pato Fú, que convidou Manuela para gravar o som “Boa noite Brasil” do álbum Toda Cura Para Todo Mal e participou do álbum dos Clã, Cintura, lançado em 2007, no som “Amuo”. A parceria com a banda mineira fez tanto bem para ambas as bandas que até hoje uma e outra sempre se indicam para duos com as vocalistas Fernanda Takai e Manuela Azevedo. A ultima dessas indicações foi para a participação do Pato Fú, tocando ao vivo com o Clã no palco Sunset do Rock n Rio Lisboa, do ultimo dia 06 de junho. Sucesso absoluto para portugueses e brasileiros!

10 – Tira a Teima: Este foi o nome do single lançado em 2007, no espetacular “Cintura” sétimo álbum da banda. O single, que teve colaboração de Paulo Furtado, acompanha várias outras músicas que podem sem sobra de duvida agradar qualquer ouvinte atento. Além da já citada “Amuo”, o álbum traz “Fábrica de Amores” com teclados concentrados em gritar, junto a Manuela o seu sonoro”Tenho o paraíso em mim” e “Pequena Morte”, baladinha romântica para quem é capaz de morrer e ressuscitar por um novo amor.

Enfim, é isto. O Clã português espera por cada um de vocês, com suas melodias bem escolhidas, seu som diferenciado e sua fuga as padronizações. Para saber um pouquinho mais sobre estes portugueses maravilhosos, basta clicar em um dos links abaixo e se divertir:

http://www.cla.pt
www.clan-blog.blogspot.com
www.radiocla.blogspot.com
www.myspace.com/clamusic
www.myspace.com/clafanpage

Beijos da Rakky!

Publicado originalmente no site MundoRock.net em junho de 2008

Dez Razões Pra Ouvir – Melissa Auf Der Maur

Dez Razões pra Ouvir – Melissa Auf Der Maur

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Opa! Meu, é aquela guria ruiva do Smashing Pumpkins antes do fim não é não? Sim, sim. Assustado? Pois é, a menina tem muita história pra contar, de antes, durante e depois da época em que dividia palco com o Billy. Desde o início, tudo dizia q esta canadense de cabelo vermelho brilharia. E brilhou! Preparado? Dez razões pra ouvir!

1 – Cultura vem de casa: E como não? O que você esperaria da única filha de um casal de jornalistas? Uma grande escritora? Uma jornalista? Uma poetiza? Uma executiva? E se a mãe dela fosse a primeira DJ feminina no Canadá? AAaaahhhh… chegamos à Melissinha! Acostumada desde muito nova a ler muito, estudar pra caramba, e saber de tudo o que se passava no mundo da música através da mamãe, a garota não precisou de muito tempo pra saber o que queria. E deu muito certo, não?

2 – Tocar… tocar muito!: Parecia que desde pequenininha a garota já sabia o que queria. É, a garota logo cedo se inscreveu numa escola de música e começou ali a aprender a tocar vários instrumentos. Mais desde cedo também já surgia uma grande e duradoura paixão: o baixo. Diferente das outras meninas que preferiam a guitarra, ou o violão, ou até o piano, Melissa já mostrava que o baixo seria a sua arte. Alguém tem dúvidas?

3 – A idéia fixa: Formar uma banda. E não é o que todo mundo quer no início da carreira. Pois é, Melissa também queria. E quer fase melhor pra isso que a adolescência? Foi assim que nasceu o Tinker, primeira banda da nossa ruivinha canadense. Pra que não houvesse barreiras no caminho da menina, não faltariam incentivos. A família, sempre ao lado da garota, dava-lhe toda a força e apoio que precisava pra levar seu sonho adiante. Mais ainda faltava…

4 – Um pouquinho de sorte também: E não é que a menina nasceu com a estrela na testa? Calma que eu explico. Imagine que você tem uma banda. Agora imagine que a sua banda vai abrir o show daqueles caras que formam a sua banda favorita. Sonho? Não para Auf Der Maur. Pois é, a garota tinha no meio de suas influências musicais o Smashing Pumpkins. E o Tinker foi abrir um show dos caras! Foi um dos shows da turnê do Siamese Dream, segundo álbum do Smashing. Máximo não. Seria melhor se o vocalista da sua banda favorita achasse que você tem talento? Com certeza, não? Digamos então, que a nossa menina aqui nasceu pra brilhar porque ninguém menos que Billy Corgan, foi o primeiro a prestar atenção na voz e no talento da nossa Auf Der Maur. Não deu outra! Uma recomendação, a coragem pra sair de casa e mais sorte ainda levaram a nossa heroína direto para o …

5 – Hole: Pois é, a banda da Cortney Love. Melissa ficou por lá durante cinco anos (de 1994 à 1999). Neste meio tempo, o Hole gravou dois álbuns, lançou dois EP´s, Courtney Love arrumou algumas boas brigas e confusões e Melissa percebeu que finalmente deveria investir em sua carreira solo. Mais antes…

6 – Smashing Pumpkins: Antes de Billy Corgan anunciar o fim da banda, quis lançar um último álbum. E, estando sem baixista para o momento, e vendo a sua grande descoberta saindo do Hole… juntou um mais um? Pois é, o The Machines of God, lançado em 1999, teve a nossa Auf Der Maur no baixo sim. E é isso aí, arrasou!

7 – Finalmente! E independente: Nossa, finalmente a nossa ruivinha começou a gravar o seu álbum. Só seu. Mais a garota, como diz em seu site, não quis começar presa a nada nem a ninguém. Por isso, juntou cada centavo que pôde ganhar em todos esses anos e trabalhos com outras bandas e gravou, independentemente, o “Auf Der Maur”. Doze faixas de uma voz espetacular combinada com muitos riffs e um baixo tão bom quanto a própria musicista.

8 – Chamando os amigos, claro: Anos e anos, shows, turnês, álbuns. É claro que se conquista grandes amigos assim, não é? Ainda mais sendo uma ruivinha assim tão meiga quanto a Melissa, não? Então! Digamos que a nossa garota aqui resolveu reunir boa parte dos seus e gravar com eles o seu álbum de estréia. Pode apostar que ver nomes como Josh Homme (Queens Of The Stone Age), Twiggy Ramirez (Marylin Mason), Mark Lanegan (ex-Screaming Trees), Brant Bjork (ex-Kyuss), Eric Erlandson (Hole) e James Iha (Smashing Pumpkins) reunidos num mesmo trabalho, não é mera coincidência.

9 – Composições próprias: Além de todo este preparo pra o seu álbum de estréia, a garota ainda compôs a maioria das canções do álbum! É. A idéia era criar um álbum estrondoso, que trouxesse uma música arrebatadora e que mostrasse também quem era a garota ruiva por trás do baixo. Era a vida e a música da Melissa pulsando. Muita significação.

10- Shows, clipes, sucesso: Estourando no mundo todo, com certeza. É. A nossa ruivinha finalmente chegou lá, com seu próprio trabalho, com seus próprios pés. Não é maravilhoso fazer a sua música e ser bem aceito? Claro que sim. Depois de tanta luta, a nossa menina de olhos verdes mostrou que é de um sonho que se faz um grande show. Cantando em Francês, levando seu som, fazendo seus shows e já trabalhando seu novo disco, a garota mostra que não veio passageiramente não. Quem sabe logo não podemos comemorar sua presença no Brasil? Vem Auf Der Maur!!

Curiosidade? Ahhhh… ta esperando o quê pra acessar o site da guria? Além de fotos, músicas e noticias, Auf Der Maur também dá o ar de sua graça como escritora no blog do site! Conheça e apaixone-se por ela: www.aufdermaur.com .

Publicado originalmente no site MundoRock.net em agosto de 2007