DJ Rakky II

Alt+Tab

 

É amigos, o mundo dá voltaaasss!!! não posso mais parar! é só correr atrás! 

Fui convidada para representar de novo o Tenho Mais Discos Que Amigos! numa baladinha espera que e a Alt+Tab, em sua estréia no Anexo B, novo ponto de parada obrigatória da Augusta. É a minha segunda experiência como DJ e eu também tô super nervosa!

Dessa vez, vou tocar no mesmo espaço que uma turma super legal e dá pra mandar o nome pra lista de desconto até às 19hs de hoje! Então CORRE!

Abaixo, todas as infos. Quero ver vocês lá!

LISTA: festaalttab@gmail.com (até às 19h do dia 23)
Ingressos antecipados: http://bit.ly/IngressosAltTab11
ENTRADA: R$25,00 (antecipado ou na lista) e R$35,00 (na porta)
CAMAROTE: R$40,00 (antecipado)

_ DUAS PISTAS: INDIE E POP
Os clássicos, as novidades, os hinos que fazem todo mundo cantar e pular junto e dançar abraçado… Na Pista INDIE você vai ouvir: The Killers, Muse, Arctic Monkeys, Foster The People, Blur, The Black Keys, Franz Ferdinand, Arcade Fire, Passion Pit, Justice, Daft Punk Yeah Yeah Yeahs, Vampire Weekend, Gogol Bordello, The Ting Tings, Hot Chip, Kaiser Chiefs, QOTSA, Of Monters and Men, Los Hermanos, Imagine Dragons, Capital Cities, The Smiths, Lorde, Cake, MGMT, The Kooks, Vaccines, The Cure, The Gossip, Alt-J, Strokes, Two Door Cinema Club…

A Pista POP é feita pra você perder a vergonha e se jogar até a última música! Por lá, toca tudo que você gosta: Miley Cyrus, Lady Gaga, M.I.A., Florence, Beyoncé, Rihanna, Lana Del Rey, Ke$ha, No Doubt, Girls Aloud, Nick Minaj, Britney Spears, Mika, Calvin Harris, Robyn, Madonna, The Saturdays, Rita Ora, Azealia Banks, Taylor Swift, Selena Gomez, One Direction, Avril Lavigne, Macklemore & Ryan Lewis, Pitbull, Major Lazer, Zedd, P!nk, Maroon 5, Kylie Minogue, Demi Lovato, Iggy Azalea, Marina & The Diamonds, Little Mix, Icona Pop, Scissor Sisters, Bruno Mars, Katy Perry, Ellie Goulding…

_ DJS

> Pista POP
Davi Sabbag ( Banda UÓ)
Em Cima do Salto ( Lily Scott & Angélica Möller)
Pedrowl (Boombox / UHB – Underaged Heartbreakers)
Positronic & Édipo (Que Delícia, Né Gente?)
Gustavo Jreige

> Pista INDIE
Dieguito (Vivendo do Ócio)
Marçal Righi (Move That Jukebox)
Rakky Curvelo ( Tenho Mais Discos Que Amigos)
Alex Correa ( Glow In The Dark)
The Twins (Desperados DJ Set)

_ CABINE DE FOTOS E WELCOME DRINKS
Você vai poder experimentar na faixa a mistura de cerveja e tequila da Desperados e ainda tirar fotos instantâneas na cabine!

_ BADGES-ADESIVOS
Vamos distribuir nossos adesivos exclusivos (e lindos!), inspirados no indie, no pop e na internet! ♥

_ ANIVERSARIANTES
Aniversariantes da semana da festa (entre 18 e 24/11) ganham ingresso VIP e direito a um acompanhante free – tendo uma lista mínima de 5 convidados.

É só mandar um e-mail com o título ANIVERSÁRIO para festaalttab@gmail.com, com sua lista e o dia do nascimento do aniversariante! 🙂

_ INGRESSOS ANTECIPADOS: http://bit.ly/IngressosAltTab11
Comprando os ingressos antecipados, você garante a sua entrada na festa sem se preocupar! Além disso, teremos uma fila especial para quem já comprou via internet – que é rapidinha! E o melhor de tudo: é o mesmo preço de quem tem nome na lista (+ a taxa de serviço). Você entra rapidinho e aproveita mais a festa!

_ O CAMAROTE: http://bit.ly/IngressosAltTab11
Com o camarote, você tem a certeza de entrar na festa e a comodidade de não pegar a fila (isso mesmo, você entra direto, sem fila!). Você terá acesso a uma área restrita com sofá e, na hora da saída, você vai poder pagar mais rápido, num guichê especial que prioriza o público do camarote . 🙂

Então é isso. Agora, chama os amigos e vem com a gente conhecer o Anexo B do melhor jeito: curtindo muito!

ALT+TAB DE NOVEMBRO
Dia 23/11/13, sábado, às 23h
ANEXO B – Rua Augusta, 430 – São Paulo

Ingressos: http://bit.ly/IngressosAltTab11
Entrada: R$25,00 (antecipado ou com nome na lista) e R$35,00 (na porta)

Camarote: http://bit.ly/IngressosAltTab11
Entrada: R$40,00 (antecipado)

Ingressos Antecipados: http://bit.ly/IngressosAltTab11
Lista: festaalttab@gmail.com (até dia 23, 19hs)

Fotos: Wesley Allen – I Hate Flash
Flyer: Caxahell

 

 

 

Nadar é viver!

nataçãoAi estava eu procurando um esporte que eu pudesse fazer sem que meu joelho me desse razões para morrer. E aí pensei, pensei mais um pouco e pensei de novo. E aí achei que a Natação seria algo legal e que eu nunca tinha pensado antes.

Demorei um bocado de tempo para decidir que era isso que eu ia fazer da vida mesmo mas quando eu finalmente decidi, percebi que perdi 24 anos da minha vida sem saber nadar, sem entender que maravilha que é isso. Nadar faz você ter um contato muito mais intenso com a sua respiração, te tranquiliza, faz você ter mais resistência, força, precisão, faz você ter mais equilíbrio e é uma delícia, entre outras mil coisas. É algo que eu realmente devia ter começado a fazer antes.

O problema agora é: como sobrevivo às semanas de recesso do curso? Não vejo a hora de 7 de janeiro chegar e de eu voltar para aquela piscina linda. Já ganhei até medalha. É sério, olha só:

medalhaE Mutley disse: “medalha, medalha, medalhaaaaa!!!” 

 

 

O Prostituto e a Vagabunda

Rua Riachuelo - Centro de São PauloNos últimos 15 dias eu fui salva de dois assaltos. Pois é, morar no centro tem dessas, mas o caso é que além de ter sido “salva” ser uma coisa linda de se ver, as situações e as pessoas que me “salvaram” me fizeram rever um pouco do mundo. E do que eu considero no mundo.

O primeiro “quase assalto” foi na volta do inglês. Estava passando na calçada dos “prostitutos” (moro numa rua BONITA gentix! Hahah) quando um dos garotos de programa deu um passo à frente e gritou: “Vai assaltar a menina, muleque, cê tá louco, sai daqui!”. Confesso que não sei o que me assustou mais. Olhei pra trás e tinha um garoto com cara de uns 15 anos, parecendo que tinha fumado a vida inteira de qualquer droga e aparentemente mais perto de mim que o normal, com alguma coisa na mão. Sai correndo e cheguei em casa com o coração na boca.

Alguns dias depois precisei ir a um shopping perto de casa e fui a pé. Na volta, passei na frente de alguns moleques que me pediram o sorvete que eu tinha na mão. Pela primeira vez na minha vida eu não dei e fui andando. Na minha frente uma garota que parecia vestida pra noite me fazia pensar na futilidade do universo. Paramos no sinal vermelho e outra menina cochichou algo no ouvido dela. Pois é, a garota que pra mim tinha todo o jeito da mais vagabunda da região começou a gritar apontando pra mim: “Gata, eles vão te assaltar, fica esperta”. Assim, sem medo de a ira dos garotos se voltar contra ela. Sem nada. Corri um pouco quando o farol abriu e por uns instantes tive a impressão de que os meninos ainda me seguiam, mas claro que pararam, a garota chamou muita atenção quando gritou, ia ser besteira se me assaltassem.

Agora aqui fica a minha reflexão: eu já julguei tanto essas pessoas que ganham a vida vendendo o corpo e essas garotas que precisam dormir com alguém do lado pra se sentirem vivas, que por vezes esqueci que eles são seres humanos, com desejos, anseios, sonhos, um ideal e caráter. Não apoio seus meios, mas revi meu conceito a respeito deles. Eu fui salva em menos de um mês por duas pessoas que até então representavam classes sociais para as quais eu olhava torto. E enquanto isso, por aí andam milhares de pessoas que têm posições sociais da mais profunda “distinção” agindo como animais irracionais.

Não sei se vou encontrar o “prostituto” ou a “vagabunda” novamente, mas aqui fica o meu agradecimento a eles. E uso esses nomes para me referir a ambos por que, infelizmente, não tenho outra forma de fazé-lo. Obrigada, meus queridos heróis do centro. Nunca mais vou olhar torto pra ninguém.

É chegada a hora…

pos-graduação

Chega uma hora da vida em que você não tem mais para onde correr. Já terminou a faculdade, já fez um TCC lindo, se matou para conseguir finalmente ter o seu diploma universitário, se tornou jornalista. Mas não é por isso que você para de estudar. Aí você começa a se dedicar de verdade ao inglês, trabalha feito uma louca para conquistar sua independência financeira, começa a estruturar uma coisa que era um sonho lindo e que pode te ajudar profissionalmente também, faz diversos trabalhos paralelos e até emenda uns cursinhos aqui e acolá. Mas não tem jeito. Sempre rola aquela cobrança de sua parte e que você acha que está vendo nos outros: você precisa fazer um novo curso, precisa continuar estudando. É a hora da pós-graduação.

E não adianta dizer que ainda não é tempo: a graduação já foi embora há dois anos e você está aí, parada! (oi? parada? como assim, e tudo o que eu falei ali em cima não conta?). Precisa de uma nova experiência no campo universitário, uma nova instituição que seja de maior confiança que a universidade anterior, novos ares, novas experiências. E eu estou procurando. Já pensei em cursos de extensão para fazer editoração eletrônica (algo que eu realmente AMO), cursos técnicos nos softwares que mais tenho afinidade, alguma coisa com economia e macro economia que será importante para o meu trabalho. Nesses próximos dois meses vou fazer dois cursos técnicos que o meu trabalho me ofereceu, mas sei que esse tipo de curso não é suficiente.

E aí… alguém tem alguma dica de pós legal para eu tentar me candidatar?

 

Memorial da Resistência: visita obrigatória

Lugares da Memória

Já vi muita gente por aí bancando o mártir por alguma nova causa do nosso mundo moderno. Não aquela galera que luta de verdade por uma causa o tempo todo, que eu acho super justo, mas aquela turminha escrota que se acha no direito de inventar que foi injustiçado, que gosta de se achar o rebelde, que gosta de causar. Sim, to falando de você estudante da USP que acha que pode fumar maconha em espaço público e não ser punido por isso, que inventa greves e manifestações por causas sujas e joga fora o dinheiro de milhões de pessoas que estão pagando o seu estudo numa das melhores universidades do país, que depreda o patrimônio público e se diz “da causa operária” mas passa reto pelo lixeiro que varre a sua sujeira. Também estou falando com todos aqueles aos quais esta carapuça serviu.

Celas do DEOPSSP

Recomendo a todos vocês, “mártires do século XXI”, que percam alguns minutos de sua vidinha ocupada para conhecer um pouco da história de alguns outros mártires, só que esses de verdade. Gente que lutou por uma causa de verdade, que lutou pra que você tenha o direito de falar todas as bostas que você quiser sem ser recriminado por isso, gente que deu seu sangue pela nossa democracia. O lugar pra fazer isso é o Memorial da Resistência, antiga sede do DEOPS/SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo),local onde a repressão no nosso período ditatorial aconteceu de fato (não, você não foi reprimido porque ninguém entendeu a sua manifestaçãozinha, repressão de verdade está ali!).

“A tortura começava ali, no barulhinho da grade”

Todos os trabalhos expostos foram desenvolvidos pelo Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo e é um lugar perfeito para conhecer um pouco do que o nosso país já foi. Na entrada, um pouco da história do DEOPS é exposta e em seguida vemos painéis que definem as expressões “Controle”, “Repressão” e “Resistência” no período. Há também um mapa chamado “Lugares da Memória no Brasil”, onde é possível ver locais importantes onde foram registradas ações de controle, repressão e resistência dos regimes Estado Novo (1937 a 1945) e Ditadura Militar (1964-1985).

Outro painel fala do cotidiano nas selas do DEOPS e os lugares mais impressionantes: as celas, adaptadas para a exposição. Cada uma das quatro celas expostas foi adaptada de forma a mostrar um pouco de como funcionava o dia a dia dos presos e contar sua história. A mais impressionante de todas é a terceira cela, onde foi reproduzida exatamente a aparência de uma cela da época, com pixações na parede, colchões de palha (podiam haver até 30 presos e na cela não caberiam mais que 15 colchões), uma imitação do ambiente chamado de banheiro (sem água para tomar banho inclusive e com um buraco que era chamado de privada).

Durma bem...

Na última cela do espaço, gravações de depoimentos de ex-presos põem a gente pra pensar. As histórias de tortura, de sofrimento e de luta ali registradas são histórias reais, de gente da gente, de brasileiros que deveriam ser lembrados com honra, que deram seu sangue pela nossa pátria. Um dos depoimentos mais marcantes é o de uma senhora, que na época em que foi presa no DEOPs viu chegar uma jovem ensanguentada em sua cela, após a tortura. Essa jovem não falava com ninguém e era levada diariamente, no mesmo horário, para tortura. Um dia, a jovem foi jogada na cela desmaiada e a outra achou que esta havia falecido, gritou, chorou pela companheira e fez um escândalo se gerar nas celas, o que fez com que os militares retirassem a jovem desmaiada, que não mais voltou. Mais de vinte anos depois, a senhora viu o nome da jovem que achava ter morrido em uma lista de e-mails e começou a se comunicar com ela. Descobrir que ela estava viva foi uma das coisas mais felizes que aconteceu a essa senhora.

Um último espaço, não menos importante, é o espaço fora das celas que mostra alguns arquivos do banco de dados do DEOPs, além de antigos móveis usados no local. Entre a documentação é possível ler um relatório datado de 23/3/1973 que narra um show de Chico Buarque com Nara Leão no Teatro da PUC onde o cantor teria agido de forma subversiva cantando a música proibida “Apesar de Você”.

É sem dúvida um lugar importante para visitar, tanto para os rebeldes sem causa quanto por aqueles que se interessam pela história do nosso país.

 

Memorial da Resistência
Endereço: Largo General Osório, 66. Estação Pinacoteca – Luz, São Paulo
Entrada gratuita de terça-feira a domingo, das 10h às 17h30.
E-mail: memorialdaresistencia@pinacoteca.org.br
Site:  http://www.memorialdaresistenciasp.org.br
Nota: 10

 

O fantástico mundo dos fretados

Como muitos de vocês devem saber (ah gente, segue o @rakky_curvelo vai, eu conto umas histórias boas! uahuahua) um dos meios de transportes mais usados por mim é o fretadex que a empresa onde trabalho oferece. Vou de metrô de casa até a Barra Funda e de lá até o trabalho é pura emoção fretadistica. Como esse meio de transporte faz parte do meu dia a dia incrívelmente agitado, atarefado e sem rotina, resolvi escrever um pouco sobre as maravilhosas histórias que a gente escuta dentro desse meio de transporte tão coorporativo.

1 – Porque só eu tenho que ter tempo para todos?: estava eu super concentrada lendo um livro de regras gramaticais em inglês  dormindo em cima de um livro quando a pessoa atrás de mim começa a discutir com o irmão. “Pow meuo, eu tô falando pra gente se encontrar pra decidir isso desde maio, véio! Isso não é brincadeira, tem que estar todo mundo junto. Porque só eu que tenho que me adequar ao tempo de vocês? Não, domingo eu não posso! Assim como vc teve compromisso, agora eu também tenho. Tá, eu vou ligar pra o pai, tchau. Mas pai, isso é um investimento, tem que estar todo mundo junto pra falar. Tá, vai passar a mão na cabeça do filhote, vai… enfim, dá pra ver que o nível da conversa era super familiar e pessoal mas, a moça não tava nem aí. Berrava os nomes de todos, puta da vida (e talvez com razão) e dava pra todo mundo ouvir… etiqueta pura!

2 – Quatro anos morando na minha casa pra você comer aquela vadia?: ah, os relacionamentos amorosos… como é complicado não? Aí a pessoa me solta uma dessa numa van com outras 15 pessoas dentro e não quer que haja qualquer burburinho ao seu redor… bom né?

3 – O curioso caso do leitor véio escroto: certo dia, eu estava babando no meu banco, com minha mochila no colo e sem ninguém do lado quando um senhor de seus 60 e todos anos sentou do meu lado. Até aí beleza. Aí ele acendeu a luz e começou a ler, num iPad, um manual de instruções escroto (que talvez até fossse do iPad). O ser me passa a viagem inteira lendo… agradabilíssimo…

4 – O motorista perdido: ai você tá lá na sua viagem diária de retorno para casa quando as luzes do fretado se acendem e o motorista pergunta: “Alguém aí pode me ajudar aqui a chegar no Sumaré?”. Poats véio! Como assim a empresa coloca um cara pra digirir que não sabe o caminho? Todas as vezes tem algum passageiro salva, mas vai que não rola?

5 – A véia escrota e cega: certo dia de manhã, estava eu indo para o trabalho e, em uma das paradas antes de chegar na estação Sumaré, entrou no fretado uma véinha toda humilde, sentou no banco da frente do meu e ficou. Quando chegamos na estação Sumaré, a véinha se levantou e perguntou ao motorista: “Esse ônibus não tá indo pra Estação Barra Funda”? – coitada! Achou que estava num ônibus comum…

6 – A van do shopping e a educação: outro serviço que meu trampo oferece é uma vanzinha para o shopping mais próximo para que as pessoas possam almoçar com o mínimo de dignidade, já que os restaurantes de lá são um lixo! Enfim, um belo dia escuto a assistente da van (sim, uma moça q fica abrindo e fechando a porta pra gente entrar na van!) dizendo ao motorista: “Meu, essa galera parece que nasceu grudado! O povo vem almoçar junto e não pode deixar uma pessoa pra trás pra voltar, caralho!” Que fofa ela não?

7 – O motorista atrasado / adiantado: um acidente que acontece bastante com alguns dos motoristas de fretado é ele chegar adiantado no ponto onde pega os passageiros. E aí, o que acontece? O passageiro que chega na hora SE F%$#@! E quem sempre chega exatamente no horário? Eu! Ou seja? Volta pro trem menina, que você merece! Os atrasadinhos também aparecem né? E aí você se F$#@% de novo, porque chega atrasada no trampo e é aquela beleza né?

8 – O passageiro sem noção: O PASSAGEIRO: esse é o fretado para a filial 2? MOTORISTA: não, é para a filial 1. PASSAGEIRO: que horas passa o fretado para a filial 2? MOTORISTA: eu não sei, esse fretado é de outra empresa de ônibus. PASSAGEIRO: como assim você não sabe? Tem que saber! Isso é um absurdo! MOTORISTA: meu senhor, as empresas de ônibus que fazem a cobertura são diferentes, não temos como conhecer os horários da outra empresa! PASSAGEIRO: puta merda! Cambada de gente burra viu… – preciso dizer que quis matar o cara?

É isso. Eram pra ser 10 tópicos, mas o WordPress me sacaneou e publicou meu texto antes de terminar e agora eu tenho que comer esfiha… 

Vida de Paulistana

Eu já sai de Caieiras há quase um ano e nunca escrevi nada sobre a minha vida de paulistana, moradora do centro da cidade de São Paulo, cidade do meu coração. Aí, sabe como é né? Deu vontade de contar um pouco dos prós e contras de tudo isso…

  • Mais tempo pra dormir: ah que maravilha não precisar acordar às 4h da manhã para estar no trabalho às 8h! Ah que bom ter mais umas horinhas livres pra ficar na Internet sem fazer porra nenhuma de útil até mais tarde sem se preocupar com o sono do dia seguinte… ah que maravilha… que maravilha!
  • Trens lotados? No more! de Caieiras até a Barra Funda de trem se leva aproximadamente 45 minutos nos horários normais. Nos horários de pico, dá pra levar de 50 minutos há uma hora, dependendo do humor do maquinista, dos ladrões de fio não terem roubado a fiação na Estação Pirituba, de nenhum suicida mother fucker do caralho revolucionário tentar se matar às 6 da matina, de não ter boi na linha (literalmente), de não ter greve nos trens, de não ter nenhum trem quebrado transportando 5 mil pessoas e de uma série de outros fatores… da minha casa até a Barra Funda são 4 estações de metrô, precedidas de uma leve caminhada de 3 minutos…
  • Facilidades do lugar: ter que subir três ladeiras, virar duas esquinas, subir um escadão e suar a camisa para ir à farmácia? Isso não te pertence mais! Agora é só ir até a esquina. Sufoco para ir ao mercado? Na esquina tem dois, na rua de trás tem um e na rua da frente tem uma mini-mercearia. Correio? Também tem um na esquina. Ônibus para qualquer lugar? Na rua de baixo, na rua de cima, na esquina, na rua de trás… Metrô? Na rua de cima também. Hospital? No fim da rua fica um dos melhores entre os públicos da cidade, sem contar as clínicas especializadas. Nada de pegar ônibus e demorar 40 minutos para chegar na estação de trem de Caieiras, nada de ir ao centro da cidade para comer pão fresco, nada de ter que viajar por no mínimo uma hora para comprar qualquer, nada de nada… sem contar que a galeria do rock fica tão perto que dá pra ir a pé e isso conta MUITO pra minha qualidade de vida, ainda que nos últimos meses eu não tenha tido tempo de passar lá…
  • Serviços: o frete é grátis de diversos pontos do país, em qualquer lugar em que eu digitar o meu CEP já aparece o nome da rua certinho (Caieiras é uma cidade de um CEP só!), todas as pizzarias, restaurantes chineses, japoneses, franceses, holandeses, iraquianos e paquistaneses da cidade conhecem meu endereço e entregam lá, as referências para o lugar não são a mercearia “Ariane”, “a rua de baixo da favelinha” ou “a casa do Lampião” e tudo o que eu quiser que entregue em casa, chega, de verdade, sem sufoco!
  • Vantagens de condomínio: ok, a gente paga bem caro, mas o prédio em que eu to morando merece cada centavo. Temos segurança 24 horas, recepção organizada, estacionamento, lavanderia, água e gás inclusos no condomínio, boa vizinhança e boa localização e talvez, logo, logo, academia de graça ou com desconto pra morador! Ta bom que raras vezes ter que se preocupar com a hora de dormir dos vizinhos de apartamento é um pouco estranho, mas é um problema tão pequenininho…

Posso falar? Eu sempre sonhei em sair de Caieiras, mas nem nos meus sonhos mais fofinhos a vida era tão legal quanto a que eu to levando…