Resenha – Hamlet

Estou revendo meu e-mail antigo para excluí-lo definitivamente e tenho achado muitos trabalhos antigos. Um deles é essa resenha, que resolvi publicar aqui só porque ainda não tinha feito isso… 

Hamlet é o jovem príncipe da Dinamarca, revolto com a atual situação em seu lar: seu pai mal completara um mês de falecimento e sua mãe já havia celebrado uma nova união, com seu tio, irmão de seu pai. “Os assados do velório puderam ser servidos como frios na mesa nupcial” registra, revoltado. Mas muito mais que esta união repentina atormentava, e atormentaria o jovem príncipe.

A intrigante aparição do velho rei morto em forma de fantasma aos guardiões do castelo leva Hamlet a querer saber o que atormentava a alma do rei a ponto de aparecer como fantasma. O rei apareceu a seu filho tal como na guarda, e lhe revelou sua “causa-mortis”, um envenenamento causado por seu irmão, Claudius. Aquilo seria o suficiente para dar vida a um dos maiores clássicos do inglês Shakespeare.

O jovem arquiteta um plano para revelar a todo o reino a infâmia da morte de seu pai. A trama tem seu ápice quando o jovem trama uma peça de teatro com enredo parecido com o do fim de vida de seu pai, para verificar a culpa do novo rei da Dinamarca, revelado pelo mal estar de
Claudius ao rever a cena, que lhe era tão familiar. A vingança que o rei Hamlet confiou a
seu filho era por ele tão visada, que foi razão até da renuncia ao amor de Ofélia, sua
amada. Hamlet também passa a ser visto como louco. O enredo se encerra após a vingança
de Hamlet ter acontecido, mas vindo junto a sua morte a de toda a família real.

Hamlet é autor de algumas das principais citações Shakesperianas. “Há mais coisas
entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia” e “Ser ou não ser, eis a questão entre
outras. As dificuldades que se pode haver ao ler teatro são afastadas pelo prazer da grande
obra de Shakespeare, conduzida com a força e a vitalidade do autor. Uma leitura saborosa e
única.

Nota: 10

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A Clariana que existe em cada um de nós…

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Descer a Rua da Consolação à noite pode parecer corriqueiro, mas é também belo, para os olhos daqueles que se consideram atentos observadores. O tráfego dos carros, o semi-trânsito formado pela proximidade com a Paulista, a mais paulista das avenidas de São Paulo, o brilho dos lustres dependurados nas várias lojas da rua que comercializam esses bonitos adereços, a penumbra do cemitério da consolação… todo um clima triste, de fim de dia, de fim de quarta-feira, de metade da semana perambula intensamente. Porém, bem ali na frente do cemitério, mora um consolo para os olhos e para a alma, que pode e deve levar muitas pessoas à famosa rua.  Estou falando do consolo gerado pelos “Sinos Imaginários” peça que fica em cartaz até a última quarta-feira de agosto (26/8) no Teatro Coletivo Fábrica.

Chris Cruz e Rober Tosta, na pele de seus personagens em "Sinos"

Chris Cruz e Rober Tosta, na pele de seus personagens em "Sinos"

Escrita e dirigida por Maíra Viana Barros e baseada no livro “O Teatro Mágico em Palavras”, também da autora, a peça nos leva a refletir. A história de Clariana, uma garota que trancada em seu apartamento vive atormentada por lembranças de um passado feliz, pela presença-ausente de uma amiga que só se lembra dela para pedir-lhe favores e pela pressa da editora que não lhe deixa terminar seu livro em paz parece-se com a história de todos nós.  Não por causa dessas situações que podem apenas assemelhar-se com o dia-a-dia de uma sonhadora contadora de histórias, escritora, autora de livros como é a personagem de Clariana, mas por causa de seus sentimentos.  Clariana é uma jovem reclusa da sociedade, que se tranca da vida em seu apartamento, talvez pra fugir, talvez pra não ser, talvez pra ser mais ela mesma. Toda a solidão que encontra em seu apartamento, isolada do mundo lá fora, fazem de Clariana uma jovem que foge de seu próprio destino, consolada pela própria resistência ao que é novo, ao que pode ser belo, sua própria resistência à vida.

O Menino Varrido

O Menino Varrido

Trancada nesse mundo de segurança, de silêncio e de quase paz, Clariana passa a ver os personagens de seu livro semi-começado em sua sala, interagindo com ela e lhe dando conselhos. As semelhanças que encontra entre sua história e a de seus personagens a leva a ver a vida de outra forma, talvez mais plena, talvez mais feliz… de uma forma ou de outra, são 70 minutos que enchem o coração de paz, de alegria e de esperança e que merecem ser vistos.

A Menina-Esquisita

A Menina-Esquisita

Um dos momentos mais marcantes da peça talvez seja a conversa de Clariana com ela mesma, feita gente em sua personagem, a “Menina-Esquisita”. Tal como toda a gente esquisita, a “Menina-Esquisita” reagia de forma diferente às coisas do mundo… o encontro de Clariana e da Menina-Esquisita e as explicações que a autora dá à personagem são peças que podem se encaixar à vida de qualquer um. Afinal, quem nunca foi a menina tímida, que preferia ficar isolada num canto, vivendo em seu próprio mundo, ligada no que Clariana chama de “modo-invisível”? Quem nunca teve medo de assumir qualquer coisa, e por ter tanto medo acabou perdendo o que mais queria ter? Quem nunca se escondeu de si para não enxergar o mundo? Quem nunca se escondeu do mundo para não enxergar a si?

Enfim… dizem por aí que sinos imaginários tocam quando conhecemos alguém especial… ouça os sinos!

Serviço:

Sinos Imaginários
Local: Teatro Coletivo Fábrica / Rua da Consolação, 1623, SP [em frente ao Cemitério da Consolação]
Data: às quartas-feiras, de 8/7 à 26/8 de 2009
Horário: 21hs
Ingressos: R$20,00 (meia) / R$40,00 (inteira)
Classificação: 14 anos
Duração: 70 minutos
Estacionamento Conveniado: R$ 8,00 – Rua da Consolação, 1681
Informações: 11 – 81980351 ou  www.sinosimaginarios.com.br
Nota: 10,0

“Quatro num Quarto” apresenta quadro político-sociológico em contexto de comédia

qnq1Mais uma comédia apelativa. É o que pode pensar qualquer um que se depare com o nome da peça. Porém, “Quatro num Quarto”, que vai muito além de uma simples comédia, aborda temas que superam a troca de casais, ou o destino de qualquer relacionamento. Adaptada da original “A Quadratura do Círculo”, de Valentin Kataiev, a peça traz à tona o cotidiano de dois casais vitimados pelos próprios idealismos políticos, num tempo em que tudo se definia por sua adesão ou não ao socialismo ou ao capitalismo.
A peça, desde seu início, marca a mostra das tradições e concepções russas dos tempos do “Comunismo de Guerra”. Ao início, uma leve canção tradicional russa introduz a platéia no contexto da peça. É apresentada a história do mulherengo Vássia e seu atrapalhado e carente amigo Abraão, dois jovens soviéticos que dividiam uma pequena morada e decidem, ao mesmo tempo, se “registrarem” (nome dado ao casamento): Vássia com a burguesa Ludmila e Abraão com a intelectual comunista Tônia. A trama é orientada pelo problema de dividir um quarto entre quatro pessoas, e pelos conflitos entre os casais, que, com a ajuda das situações cotidianas, percebem que uma troca de casais seria a solução perfeita para seus problemas.
Os valores políticos, críticos e ideológicos marcam a peça do início ao fim, desde a divisão dos espaços do pequeno cubículo às refeições moderadas e à infinita fome e falta de recursos, mácula que tanto manchava o “realismo socialista”. Vale umas boas risadas. Mas não seria antiético?

Quatro Num Quartoqnq2
(Baseado na peça “Kvadratura Kruga – A Quadratura do Círculo”)
Elenco: Marisa Costa, Renata Dávila, Rodrigo Cavalheiro, William Maia e Ari Nunes (participação especial)
Direção: Vanice Pedrazzini
Gênero: Comédia
Duração: 80 min.
Temporada: de 14 de setembro de 2007 até 28 de outubro de 2007
Local: Teatro Studio 184 – Praça Roosevelt, 184 – Centro – São Paulo – SP
Preço: de R$7,50 (estudantes) a R$15,00 (inteira)
Nota: 9

Palhaços reúnem 40 mil na Virada Cultural

Show da Virada Cultural 2007 que teve o maior público. Você pensou em Racionais, correto? Está errado! A violência fotografa melhor, é fato. Noticiar o caos urbano do show da banda de rap com certeza fez e faz as pessoas comprarem jornal. Mais, enfim. Eu não queria nem quero falar de Racionais neste espaço. Vamos falar de “O Teatro Mágico”.

Assustado? Pois é, eu também fiquei. Quarenta mil pessoas lotando o Palco Boulevard no Anhangabaú para ver o show de uma banda independente que nunca fez propaganda na TV, não têm nenhuma música nas novelas globais, não faz divulgação panfletária e não aparece nos jornais (tanto é que as 40 mil pessoas que os foram ver na Virada Cultural só tiveram uma pequena nota no Estadão On Line, dizendo que o show aconteceu e que eles estavam lá) e que vende Cd´s à R$ 5,00 porque não está presa a nenhuma gravadora realmente é um número grande demais para ser escondido. Mais afinal…

De onde vem essa febre?
Sim, é uma febre. A trupe que forma a banda veio do “fantástico mundo de ÒS-asco” com as palavras do vocalista, Fernando Anitelli. Misturam numa coisa só a música, o teatro, a poesia, o circo e o cancioneiro popular, tornando possível se ver um show com vários elementos artísticos juntos, fazendo com que um elemento não tenha sentido sem o outro. A maquiagem e figurino clown, para os músicos, trás a idéia do “personagem interno” que existe em cada um de nós. A palavra clown se traduz por palhaço, mais ambas tem origens diferentes. Clown, no inglês, está ligado ao termo camponês “clod”, ao rústico, à terra. Já palhaço vem do italiano “paglia” (palha), usada para revestir colchões: a primitiva roupa do palhaço era feita do mesmo tecido grosso e listrado do colchão. Outra origem é “palhaço” na língua celta, que originalmente designa um fazendeiro, um campônio, visto pelas pessoas da cidade como um indivíduo desajeitado e que faz rir. É realmente engraçado ver o lado ator de cada um dos membros da trupe. Em meio às apresentações há pausas para os cordéis recitados ou cantados por algum dos quinze músicos em cima do palco, o humor dos personagens em tecido, o malabarismo, a pirofagia, o equilíbrio e a arte. É um show completo, que tem o poder de satisfazer qualquer público.

O nome, “O Teatro Mágico” veio de um livro de Herman Hesse que Fernando Anitelli, já formado em Comunicação Social, lia. O nome do livro é O Lobo da Estepe e nele há uma passagem que fala sobre um jovem que via um letreiro onde estava escrito “O Teatro Mágico – Entrada só para raros”. Depois disso em outra passagem, o personagem descobre que, na realidade, este teatro mágico é feito de milhões de outros personagens. Segundo Fernando Anitelli, é assim que é cada um dos membros que faz parte de sua trupe. “Somos todos raros e isso não exclui ninguém”.

O show
Para ver tudo, era necessário chegar cedo. Não sendo possível, tanto pela estrutura do local escolhido como pela produção do evento, dificultava as coisas. O palco Boulevard foi montado na parte de cima da rua, no Vale do Anhangabaú. Desta forma, as pessoas que chegaram primeiro poderiam ver o show à vontade, enquanto que os últimos a chegarem ficaram bem para trás, sem quase ver nada do palco. Outra grande falha da produção foi colocar a Gabi, a “garota do tecido” do outro lado da rua, na parte de baixo. O publico simplesmente não sabia para onde olhar no meio da apresentação, quando Gabi Veiga apareceu no tecido. Se o palco tivesse sido montado onde a trapezista estava, tudo estaria bem, pois além de se ter uma melhor visão para todos e os telões seriam só mais uma forma de ver o espetáculo. Mais se dividir entre palco com os músicos e palco com os malabaristas num show de uma trupe que tem o objetivo de unir tudo, foi realmente mal-pensado.

Os super-simpáticos vendedores de Cd´s e Dvd´s da trupe, espalhados pela rua que declinava, se esforçavam para ter o que vender até o final da apresentação. O CD original, disponível ao preço de um pirateado, era uma mostra a mais de que aqueles palhaços em cima do palco mereciam alguma atenção. Adesivos e DVD´s também eram vendidos. No meio da apresentação, Anitelli pediu aos presentes que comprassem o álbum da trupe. Mais o apelo não foi só esse. “Mais para aqueles que não tem R$ 5,00 (cinco reais) no bolso… por favor, pelo amor de Deus, PIRATEIEM O NOSSO TRABALHO”. A frase, que já é um dos “lemas” do líder da trupe faz rir, e ao mesmo tempo soa totalmente alternativa. E as 40 mil pessoas presentes ali, no Anhangabaú, emocionaram a todos da banda. “Pra nós, esse dia ficará guardado na memória e deixamos aqui explícita nossa emoção ao perceber que sonhos se realizam com trabalho, força e coragem pra seguir em frente: dedicamos este dia tão especial a todo o nosso público que é o alicerce do que temos hoje. Não tem mídia, não tem gravadora, não tem patrocínio e nem jabá que nos dê o que cada um de vocês nos deram durante esses três anos de Teatro Mágico. Com os olhos cheios de lágrimas e o coração a mil: músicos, atores e acrobatas entraram em cena no palco da Virada Cultural com a certeza de que estamos sim fazendo história na música popular brasileira!!! Fé, força, avante companheiros: a nossa luta é para muitas mãos!!” foi a declaração postada no Blog da banda, em seu site (www.oteatromagico.mus.br).

A repercussão
Ao contrário do imaginado, não havia muitos veículos mostrando o show do Teatro Mágico, nos dias que seguiram a apresentação, no sábado. Algumas mostras rápidas na TV e só silêncio. O que se viu da Virada Cultural 2007 foi a violência na madrugada da Praça da Sé, como se não houvesse acontecido mais nada por ali, de forma a deixar a sociedade com o estranho medo de tudo. Mais a necessidade que a mídia cria de aparecer na TV, tocar nas rádios e ser constantemente divulgado nos jornais, revistas, comerciais e outros foram superados pelo espetáculo de ser você mesmo, de ver-se em frente ao palco, sendo a criança perdida nas dores do mundo, sendo o palhaço todo pintado de piadas no picadeiro da vida, sendo o que se quer ser. Enfim, é ser você mesmo sem vergonha de se sentir bem por isso. Entre, sente e sintaxe à vontade.

(Só pra esclarecer… a foto na postagem é da Festa da Virada, na semana seguinte… )

Programação da Virada Cultural

Porque é que há tão pouca divulgação pra um evento tão espetacular como este?

Interessa aos governos levar cultura ao povo?

A CULTURA LEVA À REFLEXÃO.

QUEM REFLETE, LUTA.

QUEM LUTA, VAI CONTRA O PODER.
Chega de lero e vamos à programação… não deixe de ir…
5 e 6 de maio, a 3ª Virada Cultural
PALCO PRAÇA DA SÉ
18h – Alceu Valença (Espelho Cristalino 1977)
21h – Andrew Tosh (Jamaica)0h – Nação Zumbi (Da Lama ao Caos 1993)
3h – Racionais MCs e convidados
PALCO BOULEVARD SÃO JOÃO/ANHANGABAÚ
18h – Aguiar e Banda Performática
20h – O Teatro Mágico
22h – Sérgio Dias0h – Clube do Balanço convida Erasmo Carlos
2h – Grooveria Eletroacústica convida Ed Motta
4h – Gerson King Combo
6h – Skowa e a Máfia (La Famiglia 1989)
8h – Karnak
10h – Pato Fu
12h – Premeditando o breque
14h – Língua de Trapo (Disco Azul 1982)
16h – Moraes Moreira e Armandinho (Cara e Coração 1977)
18h -Zélia Duncan
PALCO VIEIRA DE CARVALHO
18h – Os Cantores de Ébano
19h45 – Evaldo Gouveia
21h30 – Gafieira Brasil
23h15 – Ângela Maria
01h – Cauby Peixoto
2h45 – Fernando Ferrer (Cuba)
4h30 – Samba de Rainha
6h15 – Yara Marques (marchinhas)
8h – Traditional Jazz Band
9h45 – São Paulo homenageia Antonio Rago
11h30 – Ademilde Fonseca
13h15 – Doris Monteiro
15h – Tito Madi (Balanço Zona Sul 1966)
16h45 – Orquestra Tabajara
PALCO BARÃO DE ITAPETININGA
18h – Percy Weiss
19h45 – Tutti Frutti
21h30 – Serguei
23h15 – A Patrulha do Espaço
1h – Made in Brazil
2h45 – A Chave do Sol
4h30 – Golpe de Estado
6h15 – Beatles 4ever (Magical Mystery Tour 1967)
8h – Rogério Skylab
9h45 – Cólera (Pela Paz em Todo o Mundo 1986)
11h30 – Ratos do Porão
13h15 – Garotos Podres (Mais podres do que nunca 1985)
15h – Os Inocentes
16h45 – Camisa de Vênus
PALCO DE DANÇA – ANHANGABAÚ
18h – Escola Municipal de Bailado -“Les Sylphides”
19h – Cia de Dança Ivaldo Bertazzo -“Milágrimas”
20h – Cia de Dança de São José dos Campos (FCCR) – “Suíte Don Quixote” (R.Shei)
21h – Ballet Stagium “Dança Chico Buarque” (Gidali/Otero)
22h30 – Cia Omstrab (Fernando Lee)
24h – Balé da Cidade de São Paulo – “Divinéia ” (Jorge Garcia)
1h – Grupo Raça – “Tango sobre Dois Olhares” (Roseli Rodrigues)
2h – Discípulos do Ritmo/ Frank Ejara e Convidados -Funk Fanáticos e Quemical Funk
3h45 – Djembedon – Fanta Konate e Peti Mamandi
7h15 – Moçambique de São Benedito de Cunha
8h30 – Índios Pankararu – “TORÉ”
9h15 – Pastoril “Grupo Ó de Casa”
10h – “Entranças” – Grupo Balangandança
11h40 – “Os Favoritos da Catira”
13h15 – “Alma Portuguesa – Tudo isto é fado” (João Roberto de Souza)
15h15 – “Os Meninos do Morumbi”
17h – Moçambique da Nova Gameleira”
17h30 – “Congo Feminino da CABANA”
PRAÇA RAMOS
“CORPO INCRUSTADO II” – Célia Gouvêa
24h3012h30
TEATRO MUNICIPAL
18h – Raul de Souza (Sweet Lucy 1977)
21h – João Donato (A Bad Donato 1970)
0h – João Bosco (Centésima Apresentação 1983)
3h – Jards Macalé (Farinha do Desprezo 1972)
6h – Central Scrutinizer Band (Overnight Sensation 1973/Frank Zappa)
9h – Germano Mathias (Ginga no Asfalto 1962)
12h – Sérgio Ricardo (Deus e o Diabo na Terra do Sol 1963)
15h – Zimbo Trio e Fabiana Cozza (O Fino do Fino 1965/Elis Regina e Zimbo Trio)
18h – Paulo Moura (Radamés 1959)

PIANO NA PRAÇA – D. JOSÉ GASPAR

18h – Nelson Ayres
20h – Débora Gurgel22h – Amilton Godoy
24h – Léo Mitrulis2h – Guilherme Ribeiro
4h – Christianne Neves6h – Giba Estebez
8h – Andre Marques10h – Nelson Bergamini
12h – Michel Freidenson
14h – Mario Boffa Jr
16h – Laercio de Freitas

CALÇADÕES – XV DE NOVEMBRO PISTA

118h – dj Carlos d Justo
20h – dj Dabolina
22h – dj George Actv
00h – dj Maxwell2h – dj Kammy
4h – dj Ramilson Maia6h – dj Snoop
8h – dj Camilo Rocha10h – dj Mara Bruiser
12h – dj Mau Mau
14h -dj Felipe Venancio
16h – dj Andy

PISTA 2

18h – Barizon
20h – Tati Sanches
22h – Corejoy LIVE
23h – Jokke Ilsoe (DINAMARCA)
1h – Shamanix2h30 – Demonizz
3h30 – Duophonix4h30 – Fabio Leal
6h30 – People8h – Teen Sluts LIVE (MÉXICO)
9h – Rodrigo Leal11h – Broken Toy LIVE (ÁFRICA DO SUL)
12h – Vidigal
14h – Visual Paradoxx LIVE (ISRAEL)
15h – Skulptor LIVE
16h – Gui Milani
18h – Propulse LIVE
19h – True to Nature LIVE (DINAMARCA)

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS
Largo do Paissandu
Missa conga – 11 horasTerno de Congo 13 de Maio de Goiânia – GOBanda de Congo de Ibiraçu – ESMoçambique da Nova Gameleira – MGCongo Feminino da Cabana – MGMoçambique de São Benedito de Cunha – SP

TEATRO E CIRCO NA PRAÇA DA REPÚBLICA
18h – Cia. Teatral Controvadores – Num meio dia de fim de primavera
19h30 – Cia. Troue Serapiões – O rapaz que apanhou das moças por não saber namorar
21h – Clube da Sabotagem – A melhor fatia ou o que Doroti quer
22h30 – Grupo Experimental de Teatro – Aquele que diz sim e aquele que diz não
0h – A Fornalha – A Praga
1h30 – Grupo Alma – O Reveillon de 77 – O Apólogo do Pato Selvagem
3h30 – Teatro da Diversidade – Vinicius, uma homenagem a mulher
5h – Grupo Quebra-Cabeça – A Armadilha
6h30 – Serial Cômicos – A Farsa do Boi
8h – Cia. Tetral a Vaca Tossiu – Contos de Ferver o Mar Rei Valentim
9h30 – Desencontrarios – O Ursinho que não Queria Dormir
12h30 – Cia. Du Xuxu -Circo do Xuxu
14h – Inventa – Desinventa15h30 – La Mínima – Reprise
17h – Acrbático Fratelli – Circorreria

INTERVENÇÕES VOLANTES PELO CENTRO
Russo Jazz BandDobrados Desvairados – Lívio TragtembergPandurados na Cidade – ARES – Ateliê de PerformanceMonociclo – Rodrigo Racy/CicolandoTV Maluca/Risopatrulha – RocokózBanda Palhaçal – Circo e CiaA Folia Pede Passagem -Trup TrolhasGuarda de Trânsito de Pessoas – Kerson FormisO Fuscalhaço – Grupo Manifesta de Arte CômicaFurufunfum Móvel – FurunfunfumTeatro de Marionetes -Rafael LeidensAuto-mútuo-conhecimento – Tânia Mello Neiva e Tatiana TardioliAlexandre Roit – QuixotePat e Lincoln – BicicletasIvo 60 – IntervençõesFabio PhantomArkanusVinixsour GhostAl SantsuLeeloosionistMágico DougLui RickMágico – OzFogança – Abacirco

PALCOS CARDEAIS
GUAIANAZES -PRAÇA DE EVENTOS – ZL21h – Rene Sobral23h – Grupo Redenção1h – Arlindo Cruz3h – Leci Brandão
PEDREIRA -SETE CAMPOS – ZS 10h – É de Cantar e de Brincar – Cia. Do Miolo12h – Ao Cubo14h – Dudu Lima16h – Cordel do Fogo Encantado18h – Farufyno
PARADA DE TAIPAS – CAMPO DO CITY JARAGUÁ – ZO
10h – Histórias do Japão – Cia. Provisório-Definitivo12h – Trilhas e Raízes14h – Roto Roots16h – Edu Ribeiro18h – Expressão Regueira
PARQUE DA JUVENTUDE – ZN
10h – Canópolis- Patrulha Canguru12h – Arruda Brasil14h – Luiz Carlos Batera convida ‘Black Rio’ Original16h – Rappin’Hood18h – Almir Guineto

TEATRO NOS PARQUES
PARQUE DO POVO – TEATRO VENTO FORTE14h – As 4 chaves16h – A Centopéia e o Cavaleiro
PARQUE RAUL SEIXAS15h – A Princesa Africana e a Cobra Leão – Grupo Mão na Luva
PARQUE GUARAPIRANGA15h – Perfeição – quando a tempestade nasce das luzes – manicômicos
PARQUE JARDIM FELICIDADE15h – É Nois na Chita – Namakaca
PARQUE SANTO DIAS15h – Circo Navegador

CEU’s
ALVARENGA
19h – Jorge Mautner (aula show)16h – Duofel
ARICANDUVA
17h – Naná Vasconcelos (aula show)17h50 – Espetáculo: O fantasma em cena
BUTANTÃ 18h – Espetáculo: Zé da vaca17h30 – Chico César
CAMPO LIMPO
18h – Geraldo Azevedo11h – Espetáculo: Idéia de jerico14h – Espetáculo: O soldadinho de chumbo16h – Banda vocal Persepton
CASA BLANCA
19h – Davi e Moraes Moreira14h – Espetáculo: Um dia especial
CIDADE DUTRA
16h – Espetáculo: Dita Onça e Cabra Rita15h – Maurício Pereira17h50 – Theo de Barros e Ricardo Barros
INÁCIO MONTEIRO
19h – Alaíde Costa11h – Espetáculo: O Encantado Circo Estrela
JAMBEIRO
17h – Edgard Scandurra
MENINOS
18h – Fernanda Porto10h – Espetáculo: A menina que descobriu a noite
NAVEGANTES
18h – Gabriel Moura10h – Espetáculo: Simão e o Boi Pintadinho16h – Tetê Espíndola (aula show)17h50 – Espetáculo: A Peleja de Deus e do Tinhoso Pru modi Cipriano
PARQUE SÃO CARLOS
18h – Espetáculo: Gandhi11h – Espetáculo: Cidade AzulTarde hip hop17h50 – Danilo Caymmi
PARQUE VEREDAS
18h – Tom Zé15h – Espetáculo: O catador de lixo
PAZ
18h – Cida Moreira15h – Adilson Godoy (Trios brasileiros)
PERA MARMELO
20h – Cidadão Instigado16h – Chico Pinheiro
PERUS
18h – Jane Duboc (aula show)15h – Espetáculo: Portinari Pé de Mulato
ROSA DA CHINA
18h – Eduardo Agni, Flavio Venturini e Mônica Salmaso14h – Espetáculo: Terreiro de Folia
SÃO MATEUS
18h – Thaíde10h – Juca Chaves
SÃO RAFAEL
18h – Gafieira São Paulo10h – Espetáculo: Levadas da Breca16h – Espetáculo: A Festa dos Pescadores
TRÊS LAGOS
18h – Zé Geraldo e No Stopa14h – Espetáculo: Boi do Mato17h – Espetáculo: Precisa-se de um mané
VILA ATLÂNTICA
22h – Nana Vasconcelos (aula show)17h – Espetáculo: Brasil de Cabelos Brancos
VILA CURUÇÁ
18h – Luiz Vagner15h – Espetáculo: Tarde de Palhaçadas

Não percam…. estarei lá! 😀